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Notícias do mês de Dezembro / 2008  
Fiat está na eleição do Carro Verde
22/12/2008
O Fiat Siena Tetrafuel (foto) e o Palio Weekend Elétrico são os dois únicos modelos projetados e desenvolvidos no Brasil, que concorrem na disputa pelo Carro Verde Mundial 2009. Um júri formado por 59 jornalistas de 25 países dos cinco continentes vai eleger, dentre 22 modelos, o carro mais verde do mundo. O prêmio é promovido pela “World Car of the Year”. O resultado será divulgado em abril de 2009, no Salão do Automóvel Internacional de Nova York.

Lançado em 2006, o Fiat Siena Tetrafuel roda com álcool hidratado; gasolina brasileira (que tem a adição de álcool); gasolina pura, como a encontrada em outros países da América Latina e Europa; e, finalmente, Gás Natural Veicular, conhecido como GNV. Atualmente, cerca de 50% das vendas do Novo Siena no Brasil são do modelo Tetrafuel.

A utilização desse amplo espectro de combustíveis só foi possível em virtude da marca conseguir que uma única central eletrônica os gerencie de forma integrada, num desenvolvimento da Magneti Marelli. Eles são alternados de acordo com a necessidade do momento, sem que o motorista precise interferir no processo. Quem decide qual o combustível mais adequado a cada instante é a central eletrônica do motor.

Já o Palio Weekend Elétrico nasceu de uma parceria firmada entre a Fiat Automóveis, a hidrelétrica Itaipu Binacional e a empresa suíça KWO, além de outros colaboradores provenientes de empresas de tecnologia e instituições de pesquisa. O projeto nasceu com objetivo de desenvolvimento de tecnologia nacional de um veículo elétrico melhorando o desempenho em termos de autonomia, tempo de recarga e custo.
A deliberação de fazê-lo funcionar unicamente com eletricidade é reflexo do momento que a indústria automobilística vivencia na busca por uma alternativa definitiva de energia limpa e de baixo custo.

Em 2008, cerca de 15 unidades foram produzidas para a Itaipu Binacional e seus parceiros. Em 2009, outras 35 unidades serão produzidas no Brasil. O carro é totalmente movido a energia elétrica. Ele está equipado com um motor que gera potência máxima de 15 Kw (20 cv) e torque máximo de 50 Nm (5,1 kgfm). Sua energia é proveniente de uma bateria de níquel, situada no fundo do porta-malas, e sua autonomia é de 120 km.

Externamente o Palio Weekend Elétrico é idêntico às versões que são movidas a combustível líquido ou gasoso. Porém, é no interior que ele se diferencia dos demais modelos com motor de combustão interna. Ao invés da tradicional alavanca de mudanças de marchas, há um artefato do tipo joystick que pode ser posicionado em três posições – Drive, Neutro e Ré.
A arte do disfarce
18/12/2008
Por Fernando Calmon

A indústria automobilística vive e respira, diuturnamente, a criação de novos modelos. E isso tem grande importância para dois grupos de interessados: os competidores e a imprensa. Os primeiros porque precisam reagir o mais rápido possível às inovações que estão sendo constantemente introduzidas. Para os jornalistas é um tema bastante sensível por atrair leitores e telespectadores.

O aspecto exterior do carro já diz muita coisa sobre o futuro lançamento e se sobrepõe às características técnicas em termos de curiosidade. Assim, camuflar o novo estilo de um carro para escondê-lo de olhos curiosos tornou-se uma verdadeira arte e vem evoluindo ao longo do tempo.

Os modernos programas de computadores são ferramentas capazes de desenvolver ou simular várias etapas do processo de criação de um produto. Equipamentos, estilistas e engenheiros ficam bem protegidos em setores de alta segurança nas fábricas ou centros de projetos. Mas é inevitável que os resultados necessitem de validação e aí não há outra solução: protótipos precisam ser liberados para o seu habitat – ruas e estradas.

As fábricas passam, então, a uma pesada operação de disfarçar os protótipos. As primeiras saídas para testes exigem camuflagens grotescas e deformam completamente a aparência. Criam-se moldes para produzir estruturas de plástico fixadas à carroceria por meio de cintas ou tiras de velcro porque as frotas de protótipos podem passar de 200 unidades. Materiais específicos, recheados de espuma, ajudam a esconder o contorno do veículo e as linhas das janelas. Em muitos casos torna-se essencial não dar nenhuma pista do tipo de carroceria.

Faróis e lanternas exigem mais atenção porque as autoridades de trânsito não permitem que protótipos circulem sem a sinalização de segurança devida. O disfarce deve atender as normas e ao mesmo tempo esconder qualquer pormenor que permita identificação. O jeito é fabricar artesanalmente luzes e faróis falsos, mal-acabados e distanciados da realidade. Quanto mais feio, melhor.

Vale-tudo


Um dos truques utilizados no exterior era o uso de emblemas modificados de marcas concorrentes. Dessa forma, enganava-se o fotógrafo-espião. Uma rede de informantes, no entanto, começou a filtrar os trajetos utilizados e monitorar entrada e saída de instalações conhecidas. Hoje, ninguém se surpreende com essa manha.

Os fabricantes tentam reinventar rotas e mudar trajetos, porém muitas vezes há limitações técnicas em razão da repetibilidade de certos testes. Até chegar o momento, mais próximo do lançamento, em que os disfarces pesados prejudicam a aerodinâmica e os testes acústicos, como detecção de ruídos de vento e grilos em geral. A carroceria precisa ficar limpa de penduricalhos.

Durante anos elas eram disfarçadas por quadriculados em preto e branco, como num tabuleiro de xadrez. Mas isso ainda dava boas dicas para o profissional especializado em apagar marcas com a ajuda de programa de tratamento de imagens. Agora se empregam técnicas bem apuradas. As subsidiárias da GM na Europa, Opel e Vauxhall, desenvolveram desenhos superficiais elaborados para confundir lentes das câmeras e até olhos humanos. O material do disfarce, brevemente, terá efeito de cintilamento, prejudicando a qualidade das fotos.

O último a passar por essa operação de disfarce foi o recém-lançado Opel Insignia, substituto do Vectra europeu, que acaba de ser eleito Carro do Ano no Velho Continente.

No final é um longo jogo de gato-e-rato, embora, no fundo, as fábricas saibam que criar expectativas faz parte da estratégia de chamar a atenção de compradores potenciais para um novo projeto. Mesmo que, em público, não admitam.
Recall para Fox, Novo Gol e Voyage
15/12/2008
A Volkswagen do Brasil inicia hoje o recall dos veículos Fox, Novo Gol e Voyage ano/modelo 2009 equipados com motor 1.0L. Foi constatado que, em condições de trânsito urbano em baixa velocidade, em que sejam necessários repetidos acionamentos do pedal de freio, pode ocorrer o seu endurecimento. Segundo a empresa, esta condição pode dificultar a parada do veículo e causar acidentes.

A Volkswagen do Brasil enviará cartas aos proprietários dos veículos envolvidos nesta ação. Para informações adicionais, consulte a Central de Relacionamento com Clientes pelo telefone 0800 019 5775.

Mudanças na regra de uso do xenon
11/12/2008
A partir de janeiro, as lâmpadas de xenônio utilizadas nos faróis dos veículos terão o uso restrito. Segundo a Resolução 294 do Conselho Nacional de Trânsito, só poderão utilizar este tipo de iluminação os carros que tiverem regulagem automática na altura do facho.

Os limpadores de farol também serão obrigatórios. Via de regra, apenas os automóveis projetados de fábrica possuem estes recursos e podem fazer uso das lâmpadas xenon.

Essas normas foram adotadas para evitar a instalação irregular desses modelos de farol. Lázaro Moraes, desenhista industrial e coordenador de desenvolvimento de produtos da Nino Faróis e membro do comitê de iluminação veicular da ABNT-CB05, explica que essa troca prejudica a visibilidade dos demais motoristas, além de não estar dentro das normas, podendo também, acarretar em uma multa por modificação das características do veículo no valor de R$ 127,69.

São os faróis do momento, com grande alcance a luz possui um tom azulado e ilumina muito bem. Mas atenção, se o farol do veículo não é originalmente fabricado para uma lâmpada xenon, o veículo não é compatível para este tipo de iluminação. Ou seja, farol de xenon só pode ser usado em veículos projetados para ele, do contrário, vai atrapalhar muito quem vem em sentido contrário ou à sua frente. Da mesma forma, automóveis projetados para iluminação convencional devem fazer uso apenas de lâmpadas comuns originais do veículo. Adaptações não são permitidas.
Venda de carros tem queda de 26,3%
02/12/2008
A indústria automotiva vendeu 166.297 automóveis e comerciais leves no mercado interno em novembro, amargando queda de 21,55% sobre outubro deste ano e de 26,35% sobre novembro de 2007. É o segundo mês negativo neste semestre.

A Fiat continua na liderança do mercado com a venda de 40.771 automóveis e comerciais leves em novembro (24,5% de participação), seguida de perto pela Volkswagen, que vendeu 37.395 (22,5%).

A GM foi uma das que mais perdeu mercado e aparece em terceiro com 29.706 (17,9%) e, a Ford, em quarto, com 15.945 unidades (9,6%). As férias coletivas e folgas anunciadas pelas montadoras para novembro e dezembro atingem pelo menos 47 mil funcionários em todo o Brasil, o equivalente a 41,6% da força de trabalho do setor, que conta com 113 mil empregados.

No acumulado do ano as vendas atingiram 2,486 milhões de automóveis e comerciais leves, aumento de 17,87%. O fraco resultado de novembro não deve ajudar a indústria a atingir seu objetivo para o ano, de vendas internas de 3 milhões (incluindo ônibus e caminhões) o que representaria alta de 24,2% sobre 2007.

Executivos ligados a concessionárias ouvidos pelo Carro Novo dizem que a retração é provocada pela falta de confiança no futuro da economia. De acordo com estes executivos, o consumidor brasileiro adiou a compra de veículos pelo temor de perder o emprego.
Lacres eletrônicos serão obrigatórios
01/12/2008
A partir de 1º de janeiro de 2009 entra em vigor, em todo o território nacional, a obrigatoriedade de utilização por parte dos Departamentos de Trânsito, Detrans, de lacres rastreáveis no emplacamento de todos os veículos. A resolução foi tomada em dezembro do ano passado pelo Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, e aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito, Contran. A prática já deveria estar em vigor desde julho deste ano, mas foi adiada a pedido da Associação Nacional dos Detrans, propiciando não só o tempo necessário à adequação em cada estado, como a preparação de empresas para atendimento. Todas devem estar certificadas pelo Denatran, através de portarias de certificação e homologação.

Com isso, a portaria do Denatran que entrará em vigor institui um novo lacre com características técnicas importantes: inviolável e com rastreabilidade através de tecnologia de última geração. O lacre rastreavel porá fim a uma série de práticas criminosas que vêm sendo amplamente divulgadas e investigadas. Crimes que se tornaram rotineiros, como roubo de veículos, clones de placas, desmanches fraudulentos e desvio de carros para as fronteiras, se tornarão praticamente impossíveis. Será também um instrumento para desarticulação das máfias que envolvem setores de emplacamento de veículos.


Os proprietários de veículos passarão a ter um identificador seguro e registrado. Com a adoção do novo lacre, todo o processo de fabricação, manuseio e descarte será monitorado por uma central de computadores. Já inicialmente, qualquer agente credenciado que venha manuseá-lo e utilizar o sistema de controle, deverá se identificar por biometria (leitura da sua impressão digital). Cada passo do agente responsável pela lacração será acompanhado por essa central, impossibilitando qualquer fraude. O sistema de computadores a ser utilizado é o mesmo que armazena e monitora dados dos principais bancos do país, além de companhias de telefone celular. Qualquer tentativa de violação do lacre é prontamente identificada e transmitida aos Detrans.

Para uma empresa ser certificada pelo Denatran há uma série de exigências que vão da aprovação do Inmetro e certificação ISO 9001/2000 até a prova de expertise na operação. Alguns Estados já adotaram parcialmente o lacre rastreavel e, graças à sua experiência e à evolução do sistema, Rondônia implantou com sucesso o modelo utilizando-se integralmente de toda a tecnologia colocada à sua disposição. No momento, o lacre está sendo testado em Mato Grosso e, em breve, estará implantando em vários Estados que já se encontram em fase de ajustes para adotá-lo a partir de 1º. de janeiro de 2009.

 
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