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Notícias do mês de Outubro / 2008  
New Fit: literalmente, um novo carro
31/10/2008
A segunda geração do monovolume Honda Fit que chega às concessionárias da marca é, literalmente, um novo carro. Essa constatação não é exagero. Tudo foi modificado. A começar pelo seu nome. Agora é o New Fit. O número de versões aumentou. Antes, eram três. Agora, são quatro opções no mercado: 1.4l, LX, LXL e 1.5l EX e a novidade EXL. Todas têm opção de transmissão manual e automática de cinco velocidades. Sobre o veículo, as diferenças começam num olhar. O design externo, por exemplo, incorporou traços esportivos e foi totalmente redesenhado.

Ao abrir a porta, mais alterações. Ficou mais espaçoso, uma vez que suas dimensões (comprimento, largura, altura, bitola e entre eixos) foram aumentadas. Assim, o conceito “mínimo para a máquina, máximo para o homem” está mais evidente na versão 2009. Isso sem contar que todas as versões dispõem de computador de bordo e têm a praticidade dos bancos traseiros com o sistema ULT, que oferece mais de dez configurações de posicionamento.

Sua motorização evoluiu. As versões (1.4l e 1.5l) serão produzidas com a nova geração do motor i-VTEC Flex, gerando mais desempenho e economia. No novo projeto do monovolume, a Honda conseguiu aumentar a potência. Na versão 1.4l aumentou 21,6%, enquanto na versão 1.5l teve um acréscimo de 10%.

A tecnologia de ponta também faz parte desse novo projeto do Honda Fit. Seja com o moderno sistema eletrônico de aceleração DBW (Drive-By-Wire), que proporciona melhor dirigibilidade, ou com o Advanced Compatibility Engineering (ACE), uma estrutura frontal interna para auxiliar na absorção e dispersão de impactos mesmo em colisões com veículos de diferentes portes e categorias, como SUV (Sport Utility Vehicle).

Descanso para o pé em todas as versões, rodas com novas dimensões, freios ABS (Anti-lock Braking Systems), porta-objetos em todas as portas e um conjunto óptico marcante são outros detalhes incorporados à nova geração do veículo que se transformou em sucesso no mercado nacional.

A Honda ousou no visual. Seu objetivo era encontrar formas que oferecessem uma menor resistência aerodinâmica e um espaço mais agradável aos ocupantes. Tudo foi desenhado para que atingisse esses objetivos. O design ficou mais agressivo, com novos contornos, e recebeu um toque de esportividade. O capô ganhou traços afilados, reforçando sua imponência. A parte traseira superior do veículo está mais estreita e a inferior mais alargada, conferindo personalidade e estilo.

O New Fit também teve um aumento de sua área envidraçada, como a janela dianteira com um formato triangular e o pára-brisa, que melhora a visibilidade dos ocupantes. A antena mudou de lugar. Agora está localizada na parte traseira do teto.

O modelo terá três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e estará disponível nas cores Branco Taffeta Sólido, Dourado Poente Metálico, Prata Global Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Cinza Paladium Metálico, Verde Vermont Perolizado, Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado e Verde Deep Perolizado.

A Magia dos Salões
27/10/2008
Por Fernando Calmon

Por mais que se tenha acumulado experiência em coberturas, mesmo no exterior, todo salão do automóvel é um momento especial. Os jornalistas sabem que vão se cansar de tanto andar, terão um roteiro bastante apertado a cumprir e, ao final de 12 horas nos pavilhões, bate a sensação de que não se conseguiu tudo. Ou ainda faltou ouvir uma fonte preciosa, satisfazer uma curiosidade técnica pessoal, olhar com minuciosa atenção algum modelo específico.

Bem, todos os grandes salões internacionais, aqui ou no exterior, proporcionam uma segunda chance. Há pelo menos dois dias reservados exclusivamente à imprensa – no Salão de Detroit, o superlativo típico americano separa três dias. Ainda assim, pode ficar uma dúvida angustiante aqui ou acolá. Quando se está no Brasil, é menos frustrante. Basta voltar num dos dias de exposição aberta ao público, mas às vezes a fonte com a resposta aguardada está ausente.

Planejar é a ação correta para cobrir um salão. A rígida escala das apresentações promove uma surpreendente democracia de oportunidades aos expositores. Da marca de alto prestígio, a exemplo da britânica e centenária Rolls-Royce, à indiana Tata com seu modesto carro de US$ 3.000,00, todas ganham rigorosos e iguais 15 minutos – nas feiras bienais de Paris e Frankfurt ou na anual de Genebra – para dar o seu recado aos jornalistas. Em São Paulo, a programação segue a cada 30 minutos.

Sem um plano de trabalho minucioso, nem de longe se acompanha esse ritmo alucinante de correr entre um estande e outro. Os organizadores procuram estabelecer um roteiro lógico, mas em áreas acima 200.000 metros quadrados – quatro vezes superiores ao espaço do Anhembi – isso quase nunca atende aos interesses específicos de cada um. Não se consegue ser cartesiano. Um descuido ao relógio e aquela apresentação que se julgava importante simplesmente se encerrou meia hora atrás...

A mania de show dos americanos faz do Salão de Detroit uma exceção. A área total de exposição no Cobo Hall é um pouco menor que a do Anhembi. As apresentações levam meia hora, às vezes pouco mais. Em edições passadas (o salão é anual), o espetáculo pirotécnico e de efeitos especiais competia com o produto. Mesmo o ginásio de esportes, ao lado do recinto de exposições, entra no roteiro da Ford. Recentemente, as vendas de veículos em declínio obrigaram a encolher as verbas e a grandiosidade.

Aqui, também há produção de shows, em menor escala. Na edição de 2006, como reflexo do clima de euforia do mercado interno, a Mercedes-Benz foi uma das que mais caprichou. O espetáculo e a coreografia agradaram, mesmo sem a pirotecnia de Detroit. Aliás, o oposto do ocorrido exatos 20 anos antes. Em plena vigência do Plano Cruzado, nos confusos tempos de congelamento de preços, as fábricas nacionais desistiram de participar da edição de 1986.

Restou a Caio de Alcântara Machado, o empresário de visão e criador do Salão do Automóvel em 1960, organizar uma exposição só com modelos fabricados fora do país, proibidos de importação regular entre 1975 e 1990. Ele lançou mão de importações temporárias e apesar de estandes bem simples conseguiu atrair 400.000 visitantes ao Anhembi, nível próximo ao de edições anteriores.

O salão brasileiro construiu uma história de altos e baixos. Só não estive no primeiro – com 14 anos, morava no Rio de Janeiro à época. De início, no Parque do Ibirapuera, foi anual por três vezes, depois bienal. Em 1970, inaugurou o Anhembi e cresceu de importância. Em razão das dificuldades econômicas cridas pela segunda crise do petróleo, tornou-se trienal na primeira metade dos anos 1980. Desde 1988, engrenou de vez.

As exposições organizadas nesse século vêm crescendo em qualidade. Só não atraem público maior que os 600.000 visitantes em média – Paris e Tóquio superam 1,5 milhão – pelas notórias dificuldades de acesso e estacionamento. Uma tendência importante, que chama a atenção, é a multiplicação de carros conceituais concebidos e construídos pelos centros de desenho e engenharia instalados no Brasil.

Este ano Renault e GM já anunciaram a presença de modelos que vão do puro exercício de estilo (sem previsão de produção) àqueles que servirão de base a futuros lançamentos. Trata-se de estratégia para atrair o público e sentir reações, como ocorre nas grandes mostras internacionais, a fim de nortear o desenvolvimento de novos modelos e produtos.

Para quem cobre o setor automobilístico é fácil observar que os salões em todo o mundo são, de certa forma, vítimas de seu próprio sucesso. Em muitos casos os fabricantes não guardam todas as novidades para os estandes bem decorados. No afã de evitar dividir o espaço e o tempo das diversas mídias com os concorrentes, costumam precipitar várias das novidades em prévias – fotos e informações, mesmo incompletas. Ou antecipam os lançamentos formais.

O jornalista perde a emoção de ver um pano sobre um modelo inédito rapidamente retirado. Isso, claro, ainda existe, mas sem a freqüência ocorrida no passado. Entretanto, a atmosfera e a magia do salão continuam presentes. Quanto tudo acaba, você se flagra ansioso pela próxima edição.
Crise não afeta venda em Porto Alegre
21/10/2008
A turbulência da economia mundial não afetou a venda de automóveis e caminhões na Grande Porto Alegre. De acordo com levantamento do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), nos primeiros 10 dias de outubro, quando o nervosismo atingiu o ponto mais alto, as vendas de veículos foram praticamente iguais ao mesmo período de setembro, com uma retração de 4%. Foram comercializados 2.132 veículos nos primeiros 10 dias de outubro em Porto Alegre, contra 2.225 no mesmo período de  setembro. O resultado de outubro ainda foi prejudicado pelo fato das concessionárias não terem aberto suas portas no dia 5 de outubro, data do primeiro turno da eleição municipal.

“Apesar da diminuição dos prazos de financiamentos, houve uma adequação dos juros por parte dos bancos das montadoras, que subsidiam determinadas operações”, afirma Roberto Petersen, diretor da Panambra. Em alguns casos, como na compra de Fox, Space Fox, Pólo, Pólo Sedan e Beetle, o Banco Volkswagen oferece uma taxa mensal de 0,99%, contra o 1,98% praticado na venda de outros modelos. Na linha Jetta, a taxa é de 0% para quem der uma entrada de 50% e parcelar em 24 meses.

A Panambra mantém as suas previsões de comercialização para 2008. Em setembro, mês do início da fase mais aguda da crise financeira internacional, a empresa comercializou no varejo 255 veículos em Porto Alegre, número 8,5% superior ao registrado no mesmo período de 2007.

As concessionárias de montadoras que possuem bancos próprios serão favorecidas neste novo cenário, ao contrário das revendas independentes. A opinião é do advogado Maurivan Botta, especialista em estruturação de empresas financeiras, ao prever que o crédito ficará mais seletivo após a passagem mais aguda da crise mundial. "O grupo que possui financeira conhece melhor o seu cliente e pode viabilizar o crédito com menor risco", avalia Botta. Segundo ele, as empresas que investiram suas reservas na estruturação de uma financeira própria poderão diminuir os efeitos de uma eventual queda de vendas com condições de crédito mais adequadas ao consumidor. A avaliação é extensiva a outras áreas da economia, como os setores de móveis e eletrodomésticos.

A venda de caminhões segue aquecida e com fila de espera em alguns modelos. Entre janeiro e setembro, a venda de caminhões novos em Porto Alegre aumentou  67,4%, passando de  839 unidades para 1405 unidades. Para Luiz Carlos Paraguassu, diretor da Sabrico, concessionária Volkswagen de caminhões, as operações de venda continuam normais. “O Banco Volkswagen opera com a mesma taxa e 90% dos financiamento é feito através do Finame, que é uma linha repassada pelo BNDES”, comenta Paraguassu. Por enquanto, os prazos mais utilizados para a compra de caminhões são de 48 e 60 meses, revela o executivo.
Em Busca de Novos Tempos
16/10/2008
Por Fernando Calmon

Clima de incertezas não é o melhor pano de fundo para um salão de automóveis. O Mondial de l’Automobile (de 4 a 19 de outubro), como os franceses chamam sua exposição que em 2008 completou 110 anos, conseguiu manter a atmosfera festiva, apesar da crise financeira mundial. A indústria européia terá que lidar com mais esse empecilho nos próximos meses, além das crescentes preocupações ligadas à questão ambiental.

A vida se tornará mais árdua para os fabricantes que continuam apostando nos utilitários esporte (SUV) e nos tradicionais. Tudo em função do controle do nível de emissões de gás carbônico (CO2), um dos que colaboram para o aquecimento global. Veículos pesados ou de muita potência consomem mais combustível e, por conseqüência, emitem maior volume de CO2. Os europeus decidem em novembro se o limite de referência será mesmo de 130 g/km, a partir de 2012. Isso apesar de a frota mundial de automóveis responder por apenas 10% da emissão mundial de gases de efeito estufa, que se tornou idéia fixa para os europeus.

Não será proibido, claro, produzir e vender esse tipo de veículo, porém terão de pagar mais imposto. A França, um dos maiores mercados na Europa para os 4x4, saiu na frente e estabeleceu uma política de taxação escalonada em sete níveis, já este ano, aplicável a todos os segmentos. Criou-se um bônus de até 5.000 euros (R$ 15.000,00) para modelos que conseguirem chegar ao mínimo de 60g/km de CO2. Na outra ponta, haverá um ônus de 2.600 euros (R$ 8.000,00) para os que ficarem acima de 250 g/km.

A tendência, portanto, será de lançar utilitários e crossovers menores e mais leves. Continuariam a oferecer tração total, de série ou opcional, porém com motores econômicos (diesel na Europa) ou com potência reduzida e também soluções híbridas (motores a combustão e elétrico). Sem dispensar recursos como desliga-liga o motor em congestionamentos e recuperação de energia em freadas. Os crossovers que misturam estilos – SUV, station e monovolume – terão sua oferta aumentada porque aproveitam as estruturas monoblocos menos pesadas dos automóveis.

A seguir, um panorama do mundo 4x4 no Salão de Paris 2008.

Toyota Urban Cruiser

Apresentando sem muitas informações no Salão de Genebra, em março último, o Urbain Cruiser é menor que um RAV4, mas seu aspecto fora-de-estrada resvala para o sutil. As dimensões, só reveladas em Paris, são realmente compactas – 3,93 m de comprimento, 1,72 m de largura e 1,540 m de altura. Menor que um Daihatsu Terios, a Toyota pretende vendê-lo na Europa, a partir de maio de 2009, inicialmente apenas com tração total, do tipo sob demanda.

Motores serão a diesel, 1,4 l/90 cv (4x4, igual ao sistema do RAV4) e a gasolina, 1,3 l/101 cv (tração dianteira). A marca japonesa garante que poderá alcançar 133 g/km de CO2.

Porsche Cayenne S Transyberia

Este está na ponta oposta das emissões. Com vendas na Europa a partir de janeiro, a versão especial do consagrado Cayenne é uma referência às vitórias (2006/07) do modelo alemão no épico Rallye Transiberiano. Diferencia-se pelos elementos decorativos, faróis no teto, pintura diferenciada bicolor e proteções extras para motor, diferencial traseiro, tanque de combustível, além de uma segunda argola para guincho.

A potência subiu de 385 cv para 405 cv. O diferencial central, que reparte a força de forma fixa em 62% para as rodas traseiras e 38% para as dianteiras, agora é variável em função do terreno. Mas, a Porsche ainda não informou de a quanto chegaria essa variação automática.

BMW X1

Apresentado como carro conceito – embora pareça definitivo –, o quarto representante da marca bávara da série X de tração total só será lançado no final de 2009. O X1 é o menor deles em comprimento: 4,45 m. O porte é o mesmo do Tiguan que a Volkswagen promete importar nos próximos meses. A fábrica não informou motorização nem outros pormenores técnicos, mas as rodas no protótipo exposto tinham 19 pol de diâmetro. A tração deve permanecer a xDrive, sem caixa redutora.

Este utilitário esporte com jeitão de crossover mantém a aparência tão bonita como discreta dos BMWs. Os faróis são nitidamente inspirados no renovado sedã topo de linha Série 7, estreante mundial em Paris.

Mini Crossover

A subsidiária inglesa da BMW apresentou um crossover de fato conceitual, mas tudo indica tratar-se da quarta versão do tradicional Mini, marca a ser oficialmente importada para o Brasil em 2009. Falta definir muita coisa, mas terá tração 4x4, porte nitidamente maior e bem diferente dos outros Minis (mais de 4 m de comprimento). A começar pela altura de 1,59 m e o vão livre típico de um utilitário esporte. O teto solar recua como as antigas versões de lona.

As portas traseiras apresentam soluções individuais. Do lado do motorista, correm lateralmente; do outro lado, abrem da forma convencional. O interior, com quatro bancos idênticos, destaca-se pela criatividade. Os bancos traseiros deslizam e no centro do painel há uma esfera tridimensional multifunção. Pelo que se viu em Paris, precisa de pelo menos dois anos até entrar em produção.

Peugeot Prologue

Trata-se da visão antecipada do Peugeot 3008, um monovolume crossover com estilo mais próximo possível de um utilitário esporte urbano e, portanto, com vão livre do solo relativamente baixo. É uma resposta ao sucesso do Nissan Qashqai. O conceito apresentado usa a arquitetura do 308, adotando a solução híbrida e um layout 4x4 diferenciado. O motor a diesel traciona as rodas dianteiras e outro, elétrico, propulsiona as rodas traseiras. Dessa forma simplifica-se toda a transmissão, sem diferencial central ou distribuição mecânica de força entre os eixos.

A Peugeot, no entanto, contará com uma versão convencional de tração dianteira. Os híbridos com motor diesel são muito caros e mesmo com incentivo fiscal será difícil amortizar o preço inicial.

Jeep na onda elétrica

A Divisão Jeep, da Chrysler LLC, também foi incluída na decisão anunciada em setembro, nos EUA, de inserir a companhia em um novo programa de veículos elétricos de autonomia estendida. O escolhido foi o Wrangler por sua proximidade de interação com a natureza, explicou a empresa.

Dentro de dois a três anos receberá um motor elétrico de 200 kW (268 cv) e torque excelente de 41 kgf.m, com autonomia de 60 km, só utilizando a energia armazenada em uma bateria de íon de lítio. Um pequeno motor a combustão recarregará automaticamente a bateria e, desse modo aumentará a autonomia para 600 km, consumindo apenas 30 litros de gasolina.

Também se desenvolverá uma versão 4x4 por meio de pequenos motores elétricos, um para cada roda. O torque muito elevado e instantâneo desse tipo de motor permite um controle preciso e independente, o que resulta em capacidade fora-de-estrada típica de um Jeep, sem comprometer a utilização em piso asfaltado.
Ford Edge: lindo e distante do sonho
16/10/2008
A Ford está trazendo do Canadá o belo e caro Edge, crossover construído em cima da plataforma do Fusion. Criado com um novo conceito, ele incorpora as tecnologias mais modernas existentes na marca para agradar os consumidores mais exigentes. O Edge chega ao nosso mercado como modelo 2009, na versão SEL, completa, com teto panorâmico opcional.

O Edge se baseia em três pilares: design, performance e segurança, além de conforto e conveniência. É um veículo que impressiona à primeira vista, tanto pelas suas dimensões como pelo design exclusivo. Com 4,72 metros de comprimento, 2,22 metros de largura e 2,82 metros de distância entreeixos, ele proporciona um conforto sem igual para os passageiros.

Entre outros itens externos, ele vem equipado com aerofólio, faróis de duplo refletor com ajuste de altura, faróis de neblina, espelhos retrovisores elétricos com luz de aproximação, barras longitudinais no teto, rodas de liga leve aro 18 e pneus P245/60 R18 BSW.

Na cabine, o luxo é evidenciado pelos bancos tipo poltrona, forrados em couro, com ajuste elétrico em seis posições, memória e ajuste lombar. O volante e a manopla do câmbio também são revestidos em couro. Possui ar-condicionado digital com ajuste de temperatura individual para o motorista e o passageiro, computador de bordo com diagnóstico e bússola, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção e controle de rádio no volante.

Outro destaque do Edge é o Sistema Sync, sistema integrado de comunicação e entretenimento com comando de voz, que possibilita diversas formas de conectividade, através de celulares com Bluetooth, iPods e MP3 players.

Abertura das portas com acionamento por teclas, sensor de estacionamento, acendimento automático dos faróis, rebatimento dos bancos traseiros com acionamento automático (sistema EasyFold) e porta-malas com abertura e fechamento elétricos são outros equipamentos diferenciados, assim como o teto solar panorâmico com acionamento elétrico de dois estágios (Vista Roof), opcional.

O potente motor Duratec V6 3.5 L, com 24 válvulas e 269 cavalos, um dos mais potentes da categoria, e o câmbio automático de seis velocidades dão ao Ford Edge excelente desempenho aliado ao prazer de dirigir. Tanto que o seu motor V6 foi eleito o melhor do seu segmento nos Estados Unidos, com o prêmio “Best Engine”, conferido pela International Engine Technology.

Apesar de suas linhas modernas e motor potente, o Edge enfrentará um problema no Brasil: o preço. Ele chegará por preços acima de R$ 140 mil, enquanto o Captiva, da GM, é comercializado por R$ 94 mil. Boa parte da diferença de preços está no fato do Captiva ser produzido no México - país que o Brasil possui acordo tarifário, enquanto o Edge sai da fábrica de Ontario, no Canadá.
Chegam as Towner e Topic chinesas
14/10/2008
Ainda este mês, dois novos modelos de automóveis chineses passarão a circular no Brasil, e eles serão vendidos com nomes bem familiares ao consumidor brasileiro. Os novos carros foram rebatizados como Towner (foto) e Topic, modelos de mini-van e van que fizeram muito sucesso no país na década de 90 e, agora, retornam totalmente remodelados em termos de design, com novidades tecnológicas e uma série de diferenciais.

A CN Auto, importadora e distribuidora de veículos, fechou acordo de exclusividade com duas das maiores montadoras da China, nos seus segmentos, para trazer ao Brasil linhas de utilitários, que recebem os nomes dos saudosos carros que se tornaram “febre” na década passada. “A CN Auto é o distribuidor exclusivo da Hafei Motor e da Jinbei Automobile no Brasil. São montadoras de enorme destaque e líderes de seus segmentos na China“, comenta Higino Leonel da Silva, diretor comercial da CN Auto.

A compacta e econômica Towner, fabricada pela Hafei, chega ao mercado com preços em torno de R$ 24 mil. A bicombustível Topic, produzida pela Jinbei, tem preço em torno de R$ 55 mil. A Towner têm três versões: pick-up, furgão e passageiro. A Topic também está disponível em três versões: passageiro, escolar e furgão. Todos os modelos estão homologados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), e já adaptados às regras da legislação brasileira sobre controle de emissão de poluentes.

A importação inicial da empresa é de 3 mil carros. O primeiro lote, de 1,1 mil carros, já está no Brasil. O restante do lote está em processo de fabricação ou trânsito marítimo e desembarcará no país continuamente a partir do próximo mês. A CN Auto já vendeu mais de 300 veículos, muitos deles mesmo antes da abertura de suas concessionárias.

A CN Auto vai operar com quatro revendas próprias na Grande São Paulo, sendo uma na Avenida dos Bandeirantes, na capital, uma em Santo André, uma em Barueri e outra em Osasco. As concessionárias serão abertas na terceira semana de outubro. Até o final do ano, a distribuidora irá inaugurar seis revendas terceirizadas, três no interior de São Paulo, uma no Rio de Janeiro (RJ), uma em Belo Horizonte (MG) e uma em Vitória (ES), fechando o ano com 10 lojas.

A empresa estima que venderá 2 mil carros até o final do ano. Os planos para 2009 são mais ambiciosos: a expectativa é de que ao longo do próximo ano a rede de lojas some 20 pontos-de-venda e as vendas cheguem a 12 mil unidades, uma média de mil carros comercializados por mês.
Crise já afeta a venda de importados
09/10/2008
A crise econômica mundial e o conseqüente aumento do dólar já produzem efeitos no mercado de veículos importados. O vice-presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, Marcel Visconde, anunciou nesta quinta-feira que as empresas filiadas à entidade – BMW, Chana, Chrysler, CN Auto, Dodge, Effa Motors, Ferrari, Jeep, Kia Motors, Maserati, Pagani, Porsche, Ssangyong e Suzuki – fecharam o mês de setembro com vendas de 3.549 unidades, no atacado, 10,58% inferior mês anterior, quando foram comercializados 3.969 veículos.
 
Em relação a setembro do ano passado, no entanto, o porcentual de crescimento permanece vigoroso: 185,2% mais em relação às 1.244 unidades de 2007. No acumulado, as associadas à Abeiva fecharam os primeiros nove meses do ano com a  venda de 24.980, 230,9% mais em relação aos 7.549 veículos em igual período do ano passado. A três meses do fechamento de 2008, as afiliadas à entidade mantêm a projeção de 32 mil unidades, mesmo diante da instabilidade cambial das últimas semanas. "Faltam apenas 7 mil unidades para se alcançar a previsão de 32 mil unidades em 2008. Nos próximos três meses, ainda que o dólar e o euro sofram expressiva alteração, nossas associadas estão estimando comercializar no mínimo mais 10 mil unidades. A CN Auto e a Suzuki, que já começaram a vender, vão colaborar muito nessa contagem”, afirma Visconde.
 
Por outro lado, o desempenho de vendas no varejo, em setembro, conseguiu manter taxa de crescimento. Foram 3.726 unidades contra 3.572 veículos em agosto, alta de 4,31%. Ainda no varejo, no acumulado, as associadas à Abeiva contabilizam 24.049 unidades, este ano, contra 6.905 veículos em igual período de 2007, o que significa uma taxa de crescimento de 248,28%.  Os números de emplacamentos, porém, mostram queda de 0,28% em setembro. Foram 3.537 unidades contra 3.547 veículos em agosto último. E, novamente, no acumulado, os emplacamentos mostram aumento de 242,32%, de 6.709 unidades em 2007 para 22.966 veículos este ano.
 
Segundo o vice-presidente da Abeiva, Marcel Visconde, “o cenário econômico-financeiro internacional preocupa, e muito, os importadores oficiais de automóveis aqui no mercado brasileiro, já que a valorização das duas principais moedas estrangeiras aconteceu muito rapidamente. E pode provocar uma retração em nossas vendas, lembrando que, nesses 18 anos de importação de veículos automotores, o nosso maior trunfo sempre foi a estabilidade da moeda”.  Visconde argumenta ainda que, com o desencadeamento da crise norte-americana, os mercados emergentes já iniciaram o processo de seletividade de crédito a bens de consumo e de duráveis. “Além disso, com a tendência é de alta de juros, a recuperação do setor de importados pode sofre sério impacto”, ressalta o vice-presidente.
Audi mostra A1 Sportback em Paris
02/10/2008
No Salão do Automóvel de Paris, que vai até 12 de outubro, a Audi apresenta o protótipo A1 Sportback Concept com cinco portas, depois de mostrar o modelo de três portas no Salão de Tóquio, no ano passado. O carro sub-compacto para quatro passageiros, que tem 3,99 de comprimento e 1,75 m de largura, surpreende pelo design e ótimo aproveitamento de espaço. A grande novidade é o sistema de propulsão com tecnologia híbrida, que alia um motor a gasolina a outro elétrico.

O modelo conta com o propulsor 1.4 litro TFSI, de 150 cavalos, que utiliza tanto um turbocompressor quanto um compressor mecânico para ter potência e torque em altas e em baixas rotações. Este motor transmite força para o eixo dianteiro através da transmissão S Tronic com dupla embreagem.

Além desta motorização, ele também utiliza um motor elétrico. Quando entra em operação, este propulsor adiciona ao conjunto 27 hp e 150 Nm de torque quando o carro está acelerando, o que garante esportividade extra ao pequeno Audi. O sistema ESP, de controle de bloqueio do diferencial dianteiro, otimiza a transferência de força.

Ecologicamente correto, o propulsor elétrico sozinho é capaz de impulsionar o carro em trajetos urbanos e tem uma autonomia de até 100 km, devido a suas baterias de íons de lítio. Outra vantagem é que o carro pode ser “abastecido” com eletricidade em uma tomada comum, o que pode ajudar a economizar combustível durante a semana, quando a maioria das pessoas não roda, por dia, mais de 50 km. Em termos de desempenho, o carro vai de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e chega a 200 km/h de máxima. O consumo geral é de 3,9 litros a cada 100 km.

Em termos de design, não são apenas as duas portas adicionais que marcam as diferenças em relação ao modelo apresentado no ano passado. As linhas e superfícies do modelo cinco portas são claramente mais rígidas e masculinas. Mas as proporções da carroceria e o teto do tipo cupê garantem o estilo clássico e elegante de um modelo Audi. Na traseira, destaque para um spoiler duplo integrado à janela traseira. A grade do radiador de desenho aerodinâmico reivindica o caráter esportivo do modelo, que fica ainda mais evidente com o desenho das rodas, que relembram o legendário Audi Quattro e o atual Audi RS 6.

O desenho tridimensional dos faróis com tecnologia Led também chama atenção. O formato totalmente novo realça a liberdade que este tecnologia deu aos designers da montadora alemã para criar o protótipo. As luzes traseiras também têm novo formato e combinam várias funções: lanterna, luz de freio, pisca e anti-neblina.

A carroceria do A1 Sportback conceito de cinco portas é a mesma do modelo de três portas e aproveita de forma excepcional a superfície reduzida que ocupa um veículo da categoria compacto Premium. São 3,99 m de comprimento, 1,75 m de largura e entre-eixo de 2,46 m, que permitem combinar imagem esportiva e economia de espaço. Estas medidas viraram realidade graças à montagem transversal do motor. A altura do compacto é de 1,40 m.

Do lado de dentro, o carro oferece espaço surpreendente em sua classe para quatro passageiros. Painel de instrumentos e console central estão absolutamente voltados para o motorista. A ergonomia e a estética foram unidas para criar um ambiente de estruturas claras e de elegante qualidade. Alguns detalhes como as entradas de ar com desenho de turbina e o painel de comando do ar condicionado remetem a uma cabine de avião. Neste protótipo, o condutor pode usar qualquer celular disponível no mercado que tenha tecnologia adequada para servir como telefone, banco de dados, navegador e reproduzir música e vídeo. Só é necessário instalar um software adicional que a montadora oferece na internet para download. Desta forma, o motorista pode definir antes de sair de casa, a rota que fará e escolher as músicas preferidas para ouvir no caminho. A comunicação entre o celular e o veículo acontece através de uma conexão WLAN de alta velocidade, que funciona inclusive à distância.
Vendas de setembro cresceram 10%
02/10/2008
Segundo dados da Fenabrave, a indústria automotiva registrou um bom desempenho em setembro deste ano e as vendas superaram os números de agosto e do mesmo período do ano passado. Em setembro, a indústria registrou vendas de 254.182 automóveis e comerciais leves, alta de 10% em relação a agosto e de 30,94% na comparação com setembro do ano passado, quando foram comercializados 194.122 unidades.

A Fiat continua na liderança do mercado com a venda de 60.620 automóveis e comerciais leves em agosto (23,9% de participação), seguida pela Volkswagen, que vendeu 55.281 (22,8%). A General Motors aparece em terceiro com 54.777 (21,6%) e, a Ford, em quarto, com 23.629 unidades (9,3%).

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, foram vendidos 2,096 milhões de veículos, o que representou uma alta de 26,87% sobre o mesmo período de 2007.
Porsche vende como nunca no Brasil
01/10/2008
A Stuttgart Sportcar, importador oficial Porsche, alcançou duas expressivas marcas de vendas em setembro: atingiu o inédito número de 106 unidades vendidas em um único mês e chegou ao total de 536 automóveis comercializados no ano. Com isso, as vendas do período janeiro-setembro de 2008 já superam, por expressiva margem, o total de 459 Porsche vendidos no Brasil em todo o ano de 2007.

Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, prevê que a Porsche encerrará o ano de 2008 com mais de 600 automóveis vendidos no País. No começo do ano, ele acreditava que essa marca seria atingida somente em 2009, com a chegada do novo modelo Panamera. “As vendas do Cayenne respondem pela maior parte das vendas e tivemos neste ano um aumento expressivo nas vendas dos esportivos Boxster, Cayman e 911”, comenta. “É importante mencionar que a oferta de 911 diminuiu a partir de julho por causa das mudanças nas versões Carrera, justamente as mais vendidas. Permaneceram no mercado somente versões como Turbo e GT2, as mais caras da linha.” Os novos 911 Carrera e Targa estarão disponíveis no mercado brasileiro a partir da abertura do Salão do Automóvel, no dia 30 de outubro.

A composição das vendas do histórico mês de setembro foi a seguinte: 76 Cayenne, 14 Cayman, 12 Boxster e 7 911. Na comparação com o ano passado, o período janeiro-setembro mostra um aumento de quase 200 unidades vendidas − de 347 em 2007 para 536 em 2008.
 
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