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| Notícias do mês de Fevereiro / 2010 |
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Câmera de ré está ao alcance de todos
12/02/2010
A DSW Automotive está lançando a sua câmera de ré, que poderá tornar mais segura as manobras de estacionamento. Projetada para ser instalada discretamente na placa traseira do veículo, a nova câmera de ré da DSW é à prova d’ água e oferece visão noturna. Para visualização das imagens é necessária a instalação de um monitor no veículo. A DSW oferece vários modelos de monitores de LCD para uso em automóveis. Se uma imagem de TV ou do DVD player estiver sendo transmitida no monitor, bastará ao motorista engatar a marcha à ré para que o monitor passe, automaticamente, as imagens da área filmada.
O sistema pode operar em conjunto com o Sensor de Estacionamento da DSW. O Sensor de Estacionamento é um sistema totalmente seguro e confiável, que pode ser instalado em qualquer modelo de veículo. O conjunto conta com quatro sensores à prova de água, instalados no pára-choque traseiro, e um display colorido colocado no painel de instrumentos. O Sensor atua durante as manobras de estacionamento, compensando para o motorista os pontos cegos dos retrovisores num raio de 20 cm a 2,5 metros do automóvel. O sensor sinaliza ao motorista – por meio de um bip e um sinal luminoso no painel de instrumentos – a presença de qualquer obstáculo, como pequenos postes, floreiras, carrinhos de supermercado, portões, paredes e até animais e crianças. Com o uso em conjunto da câmera de ré, o consumidor passa a ter ainda mais segurança nas manobras de estacionamento.
A câmara de ré da DSW chega ao mercado pelo preço médio de R$ 150, com todos os cabos necessários. O monitor precisa ser comprado à parte. O modelo com tecnologia LCD, da DSW, custa em torno de R$ 300 (na versão com 5,6 polegadas).
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Honda fará recall de 437 mil carros
10/02/2010
A Honda anunciou nesta quarta-feira (10) que vai chamar 437.763 donos de veículos em várias partes do mundo em um recall para substituir o sistema de acionamento de seus airbags, um problema detectado há 16 meses, que já tinha obrigado a revisar outros 440 mil automóveis.
A empresa tinha anunciado nesta terça-feira que serão revisados 378.758 carros nos Estados Unidos. Na manhã de quarta, no Japão, foi confirmado que serão convocados os donos de 4.042 veículos no Japão, 41.685 no Canadá e 13.278 em outras partes do mundo (ainda não se sabe se o Brasil está dentro deste grupo).
A Honda disse que o problema pode fazer com que airbag do lado do motorista se ative com muita pressão, o que pode provocar seu rompimento. A ruptura durante um acidente pode causar graves lesões ou até mesmo a morte do motorista, segundo a própria companhia.
O recall nos EUA envolve alguns veículos dos modelos Accord, Civic, Odyssey e CR-V de 2001 e 2002 e Acura TL 2002. No Japão, outro modelo afetado é o Inspire.
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Recall da Toyota prejudicará o mercado
09/02/2010
O diretor-financeiro da Honda Motor, Yoichi Hojo, alertou que o gigantesco recall da Toyota pode ter um efeito em cadeia sobre todo o setor automotivo, prejudicando a confiança dos clientes na qualidade e segurança dos veículos.
O executivo acrescentou que a montadora vai aumentar sua competitividade no mercado automotivo dos EUA com o lançamento de incentivos para reduzir o excesso de estoques de alguns modelos. Hojo reiterou a posição da companhia, de não traçar medidas específicas para roubar clientes da Toyota.
No vácuo da repercussão do caso a General Motors lançou uma campanha de venda que dará US$ 1 mil para os clientes que trocarem os veículos da Toyota por seus carros. A Ford, por sua vez, lançou um programa para conquistar clientes da Honda e da Toyota. Já a Honda disse que continuará oferecendo medidas "ortodoxas", como serviços de leasing e descontos habituais a quaisquer clientes, não apenas aos da Toyota.
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Em Busca de Ar Mais Puro
05/02/2010
Por Fernando Calmon
Embora sem muita divulgação, a partir de 1 de janeiro deste ano 60% dos automóveis vendidos no país – nacionais ou importados – terão obrigatoriamente que utilizar um avançado sistema de diagnóstico a bordo específico para monitorar, em tempo real, todo o aparato de controle de emissões regulamentadas. E, apenas um ano depois, em janeiro de 2011, os restantes 40% também precisarão atender a norma nº 24 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, publicada em agosto do ano passado.
O sistema chama-se OBDBr-2 (sigla em português para Diagnóstico a Bordo, referência Brasil, segunda fase). A preocupação com a integridade dos dispositivos que limitam a quantidade de gases nocivos à saúde emitidos pelos escapamentos dos carros, começou há mais de 20 anos nos EUA, na Califórnia, estado americano mais rico e focado no meio ambiente. O CARB (Conselho de Recursos do Ar da Califórnia, em português) propôs o primeiro sistema OBD, em 1986 e o implantou dois anos depois. Em seguida, todo o país aderiu.
De início, se monitorava qualquer disfunção da injeção eletrônica de combustível por intermédio de uma lâmpada no quadro de instrumentos.
Indicava problemas na emissão de poluentes. Em 1998, os americanos criaram o OBD 2, passo decisivo a fim de manter constante a eficácia de todo o sistema, em especial os catalisadores, em motores de ciclo Otto (gasolina e etanol), ao longo de sua vida útil.
A grande vantagem do OBD 2 é checar continuamente o funcionamento do catalisador de três vias, responsável por corte drástico nas emissões de monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos. Para tanto, se adiciona um segundo sensor de oxigênio. O primeiro, colocado antes do catalisador, ajuda por retroinformação a injeção eletrônica a calcular a quantidade exata de combustível liberada ao motor. No Brasil, todos os carros desde 1997 o utilizam, também conhecido como sonda lambda.
O segundo sensor de oxigênio, colocado depois do catalisador, avalia o grau de eficiência de conversão dos gases acima referidos em CO2, nitrogênio e água. Há outra lâmpada no quadro de instrumentos.
A implantação do diagnóstico a bordo de segunda geração facilita a inspeção de emissões veiculares. Em vez de colocar uma sonda (haste) no tubo de escapamento do veículo e fazer leitura na tela do equipamento de teste, será possível consultar diretamente, em alguns segundos, a memória da central eletrônica de gerenciamento do motor. Ganha-se tempo e precisão de medição, pois dispensa o inspetor de manter o motor no regime estabilizado de 2.000 rpm. Motores modernos trabalham com relação ar-combustível pobre e existe certa dificuldade em estabilizar o nível de rotações por acionamento do pedal do acelerador.
Outro avanço possível com o OBDBr-2 é transformar o motorista em vigilante primário das condições do seu carro e contribuir na melhora do meio ambiente pela manutenção adequada. Inclusive há possibilidade de o sistema ser calibrado de fábrica para cortar, progressivamente, a potência do motor, sugerindo assim que o proprietário procure uma oficina e providencie a reparação. No momento, não está previsto, mas no futuro pode existir regulamentação internacional que obrigue todos os fabricantes a estabelecer tal restrição.
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