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Colunas do mês de Novembro / 2008  
Simplifica, tio Bernie
27/11/2008 - Rafael Ligeiro
Bastou Felipe Massa perder o título da temporada 2008 com uma vitória a mais ao longo do ano que o campeão, o inglês Lewis Hamilton, para renascer a discussão sobre o regulamento de pontos na Fórmula-1. Prova disso é que Bernie Ecclestone propôs à turma da FIA a adoção de um molde semelhante ao das Olimpíadas, com distribuição de medalhas aos três primeiros colocados de cada Grande Prêmio. Ao final do ano, o piloto com maior número de medalhas de ouro ficaria com o título. O intuito do todo-poderoso da Formula One Management (FOM) é, em reunião prevista para dezembro, convencer membros do Conselho Mundial da FIA de que tal regulamento valoriza a disputa pela vitória nas corridas.

De fato, tio Bernie tem razão ao reclamar do atual sistema de pontuação da Fórmula-1. No entanto, bem que poderia simplificar a proposta. Ao invés de medalhas, por que não conceder 12 pontos ao primeiro colocado nas provas de 2009? Mais que eminente perspectiva de aumento na briga pelo triunfo num GP, tal atitude concertaria uma regulamentação que tornou-se obsoleta à F-1. Resquício de algo surgido no final de 2002 quando, sob latente domínio da Ferrari, a FIA desenvolveu códigos para equilibrar o certame. Mais que estender a zona de pontuação das corridas do sexto ao oitavo posto, a vantagem do vencedor ao segundo colocado foi reduzida de quatro para dois pontos.

Vale ressaltar que o cenário da categoria nos últimos dois anos, especialmente em 2008, foi distinto ao presenciado no início dessa década. O time italiano, embora forte, mostrou-se sequer à sombra daquele que barbarizava a concorrência com Michael Schumacher. Além de uma rival à altura, a McLaren, tem BMW e Renault constantemente nos calcanhares. E a expectativa é de equilíbrio na temporada vindoura. Além das quatro grandes encerrarem 2008 em nível similar – apesar de sensível queda da BMW no final da temporada, as alterações no pacote técnico dos carros e a redução da quilometragem em testes dão ar quase lotérico para as primeiras provas de 2009.

Curiosamente, engana-se quem pensa que minha humilde proposta tornaria a disputa pelo título menos excitante. Sob tal estatuto, Lewis Hamilton chegaria à etapa derradeira de 2008, em Interlagos, com os mesmos sete pontos de vantagem a Felipe Massa. Mas, ao invés de um quinto posto, Hamilton só garantiria o caneco com um segundo lugar. Portanto, certamente veríamos um inglês com pilotagem bem menos burocrática que a exibida ao longo da etapa disputada em outubro, algo que aumentaria mais o espetáculo no circuito paulistano.

Bem além de qualquer disputa, a FIA precisa rever o regulamento de pontos ainda por um motivo simples: a vitória é, indiscutivelmente, o principal resultado que um piloto pode obter num fim de semana de GP. Portanto, chega a ser injusto que a vantagem do primeiro ao segundo colocado seja igual a do segundo ao terceiro colocado. Até mesmo no automobilismo dos estadunidenses, tão adeptos ao equilíbrio nas pistas, há um sistema que beneficia ao vencedor.

Na Indy Racing League, o triunfo vale 50 pontos. O segundo posto fatura 40, cinco a mais que o terceiro. É uma pontuação flutuante por conta dos três pontos concedidos por etapa ao piloto que acumula maior número de voltas na liderança. Desse modo, o saldo do campeão ao vice-campeão de uma prova pode ser um pontinho menor que do segundo ao terceiro; mas também pode ser 650% superior. Em tempo: os vencedores de oito das 18 etapas oficiais da Indy no ano faturaram maior número de voltas no comando dos respectivos eventos, algo ocorrido apenas cinco vezes com segundos colocados.

Por tudo isso é que não tenho dúvidas ao solicitar: Simplifica o regulamento, tio Bernie! Simplifica, moçada da FIA!
10 Anos do Cachorro Lôco
27/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Mais de 30 Mil Pessoas no Aniversário de 10 Anos do Cachorro Lôco

Nos dias 21, 22 e 23 de novembro, na antiga Estação Férrea de Farroupilha (RS), o Cachorro Lôco Moto Grupo realizou sua super festa de 10 anos.
Na entrada da cidade havia uma equipe de recepção que indicava o local do encontro e onde se realizaria o almoço festivo.

Mais de 30.000 pessoas aproveitaram o sol brilhante do final de semana, fugindo do mau tempo no litoral, e estiveram presentes nos três dias de evento na Serra Gaúcha, segundo a Brigada Militar.

Foi uma das maiores festas do calendário gaúcho de moto encontros. Uma profusão de sons, cores, muita gente bonita e, é claro, muitas motos.

O 10° Aniversario do Cachorro Lôco contou com inúmeras atrações, entre elas: Globo da Morte, Show de Whelling, Show do Alto Risco, Show do Giro Total e Lavagem de Motos com quatro garotas.
Entre os presentes no evento estavam os pilotos da FGM Robson Portaluppi, Gregório Caselani e Gisele Flores.

Expositores

Ainda havia uma feira de produtos em área cobertua com cerca de 20 expositores, entre eles: Free Course; Raby Bijoux; JPCycles; Worlld; Lanches da Grinfa; Moto Style e Capeta entre outros.

Moto Grupos

Entre os Moto Grupos que marcaram presença estavam:

Tempestade Sobre Rodas (Triunfo); Moto Grupo Minuano (Triunfo); Liberdade Condicional (Caxias do Sul); Feiticeiras do Asfalto (Teotônia); Força Livre (Caxias do Sul); Bixo Veio ( Soledade); Família Adams (Lajeado); Moto Perros (Uruguai); Moto Grupo Treinta y Três (Uruguai); Moto Grupo Gladiadores (Farroupilha); Rota 470 (Bento Gonçalves); Anônimos do Asfalto ( Não Me Toque); Bandidas Moto Grupo (Farroupilha); As Melindrosas (Farroupilha); Amantes da Liberdade (Caxias do Sul); Rotas do Sul (Caxias do Sul); Nômades do Sul (Canoas); Confraria da Hayabusa (Porto Alegre); Sobre Motos (Porto Alegre); Sentapua (São Leopoldo); Cowboys da Serra (Veranópolis); Desgarrados (Espumoso); Volverines (Farroupilha); Atitude Moto Grupo, The Fora da Lei Motorcycles, Lei seca, Inseparáveis Moto Grup e Velha Tapera (Tapera), entre outros que foram o destaque do evento.

Patrocinadores e Apoiadores

O 10° Aniversário do Cachorro Lôco teve o apoio das seguintes empresas:

Impacto Motos; Cartório Kunzler; Monicar; Como Come Lanches; Motocar; Vídeo Shopping; Mario Tur; Concatto Hotel; Miorando; Gilcar; Fachini; Tônus Car; Somacal; Roni da Silva Chaves; STV; Giovana Campo Clube; Mercado Mattos; Auto Posto Benvenutti; Estofados Klassic-N; Mecânica Marques; Boate Casa de Campo. Agradecimento especial – Prefeitura Municipal de Farroupilha através do Prefeito Bolívar Pasqual; Secretários Municipais Airélson Arsego, José Mário Belaver, Silvio Chies e o Prefeito Eleito 2009 Ademir Bareta.

Histórico

O Moto Grupo Cachorro Lôco nasceu no mês de agosto de 1998 com uma pequena turma de cinco integrantes que se encontravam principalmente aos sábados para passear pela serra gaúcha.
Logo no primeiro encontro em que o grupo participou (Criciúma 98), um dos primeiros integrantes apareceu e marcou presença com seu chapéu preto, jaqueta de couro e botas; mais parecia um vaqueiro e logo nas primeiras horas do encontro foi atacado por um pequeno cachorro, o que acabou rendendo sérios estragos na sua bem cuidada jaqueta, e horas e horas de risadas dos outros participantes.
Este foi um dos primeiros "sinais" que indicavam um futuro nome "Cachorro Loco".
O nome "Cachorro Lôco" foi escolhido mediante a apresentação da sugestão de 10 possíveis nomes para o Moto Grupo, de cada um desses 5 integrantes.

Naquela época, dos 3 últimos nomes que ficaram nas eliminatórias, "Cachorro Lôco" foi escolhido pela idéia alegre que o nome transmitia, além de se levar em consideração a idéia de se colocar um "Cachorrão" sobre uma motoca como logotipo.

Assim nasceu o "Cachorrão" com jeitão "Alucinado" que aparece no logotipo, sobre sua superbike incrementada.

Rapidamente o grupo foi recebendo adeptos e hoje conta com aproximadamente vinte participantes, entre sócios, colaboradores e motociclistas.

O Moto Grupo Cachorro Lôco, de Farroupilha - RS, é um grupo composto atualmente por motocicletas esportivas, customs e big trails. O importante é que haja em comum o espírito de aventura, fraternidade e liberdade do motociclismo.

Do convívio em grupo, tira-se o assunto em comum "Motocicletas". Busca-se constantemente viagens à diferentes cidades, criando novas amizades, conhecendo novos costumes e culturas, além da simultânea divulgação do nome do grupo e da cidade de Farroupilha.

A comunidade farroupilhense sempre poderá contar com o Moto Grupo Cachorro Lôco para participação em eventos comunitários.
O Novo Big Bang
24/11/2008 - Sandro Mendes Pereira
O mundo está mudado. Um negro é campeão de Fórmula 1, uma categoria elitista, repleta de loiros, branquelos e cheios da grana.

Nos EUA, país historicamente racista, outro negro vence as eleições e se torna presidente da maior potência do planeta. Nessas horas a Ku Klux Klan deve estar virando cambota no cimento.

Depois que derrubaram as Torres Gêmeas, nada mais assusta e nem surpreende. Depois da explosão da internet, o que falta inventar?

É o mundo não é mais o velho mundo. Fidel Castro já era. A União Soviética já foi e a China tornou-se um país capitalista. Quem diria?

Enquanto o casamento gay já é uma realidade e casas de swing aparecem a cada esquina nas grandes cidades, a Igreja Católica não permite que seus sacerdotes se casem. Assim como a Ku Klux Klan, é outra instituição que perdeu o ônibus e não percebeu que já estamos chegando a novas paradas.

Está acontecendo um novo big bang, uma explosão de fatos inéditos e novos costumes. É só prestar atenção. Nada será como antes. Tenho até medo. Vou engraxar minha espingarda. Tudo pode acontecer.

Um abraço do Piloto X. Paz.
Caco, O Moreno da Laje
24/11/2008 - Ayrton Piquetoso
Caco é o gerente do Hotel Natalucs, em que me hospedo sempre que vou a Poços de Caldas.

Dizem que ele é moreno porque mora na laje do hotel, em um quarto que mandou construir. O sol forte que bate na laje o deixa moreno como uma garrafa de cerveja.

Seu patrão, um empresário de São Paulo, comprou um avião outro dia. Desde então, o Caco fica olhando para o céu querendo ver o patrão, que de vez quando sobrevoa o hotel.

Quando um avião se aproxima, o Caco, puxa-saco aos extremos, fica pulando e balançando os braços na laje. Parece aquelas animadoras de torcida dos Estados Unidos.

Recentemente, um avião fez um pouso forçado em Poços de Caldas. Segundo informações, foi por causa do Caco, que distraiu o piloto com seus pulos e chacoalhadas de braço.

O piloto ficou horrorizado e assustou-se com aquele sujeito saltando feito canguru e vestindo uma sunga cor de laranja madura. E, quando deu por si, a aeronave já estava no chão.

Este texto se destina a chamar a atenção das autoridades competentes para essa situação preocupante. Ou o Moreno da Laje pára de pular com a sunga laranja madura ou uma tragédia ainda vai acontecer. Do jeito que ele pula, é perigoso derrubar até satélite. Quem avisa amigo é.


AUTO FRASE: “Sob nova direção: recém desquitada..." (adesivo colado em um Palio dirigido por mulher em SP).

QUIZTRANHO (TUDO SOBRE FÓRMULA1)


1) Frase de Wilson Fittipaldi:
a) O Emerson é como o jogador de futebol que não precisa olhar para a bola antes de chutá-la b) O Emerson nunca conseguiu jogar futebol, porque seu nariz furava todas as bolas c) Certa vez uma bola caiu na costeleta do Emerson. Nunca mais a encontramos) O Emerson jogando bola é o mesmo que o Pelé pilotando. Ou seja, mais perigoso do que briga de foice no escuro.
2) Frase de Briatore sobre Hamilton:
a) Acho que ele é um marciano disfarçado de piloto de F1 b) Ele parece aquela dupla João Mineiro e Marciano c) Ele é um piloto de F1, não um marciano d) Ele não é piloto e não é um marciano. Ele é apenas um lunático
3) Completando a mesma frase, Briatore ainda disse:
a) Ele não é Muhammad Ali b) Ele não é Muhammad Ali. Ele parece mais o Maguila c) Ele não é Muhammad Ali. Ele é Mike Tyson, o comedor de orelhas d) Ele não é Muhammad Ali. Ele é aquele outro famoso lutador, o Evander Enrola O Fio
4) No Brasil, Hamilton recebeu de alguns humoristas:
a) Uma camisa do Atlético Mineiro e um galo cozido b) Uma camisa do Vasco e um gato preto c) Uma camisa do Flamengo e um urubu branco d) Uma camisa do Santos e dois peixes: um aquático e outro anfíbio
5) Afirmação de Raikkonen sobre quem seria seu ídolo:
a) King Kong b) Monga, a Mulher Gorila c) João Penca e os Miquinhos Amestrados d) Ninguém

Respostas: 1a, 2c, 3a, 4b, 5d

O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, o que você acha da Danika Patrick? (Rodrigo Borges, Argentina). R: Muito baixinha para mim. Quem gosta de anão é a Branca de Neve! Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: "De 0 a 100 em 15 minutos" (colado em uma Brasília).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a comprar o Google. Anuncie conosco.

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:

São Paulo: “Quando não leio o Piquetoso, fico um caco” (Caco Barcelos, jornalista da Rede Globo).
Culpa no Cartório
24/11/2008 - Fernando Calmon
É reconhecido e faz parte da cultura brasileira deixar para depois decisões relevantes ou que mudem de forma importante uma situação errada. Um dos melhores exemplos está no imbróglio na especificação do diesel para atender à sexta fase do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), prevista para vigorar a partir de 1 de janeiro próximo. Previsivelmente, mudanças profundas em combustíveis são complicadas. Mais ainda nesse caso porque os motores modificados só aceitam o combustível especificado para preservar o bom funcionamento do catalisador responsável por manter as emissões dentro do preconizado pelo Proconve.

A origem do problema, sem dúvida, centrou-se na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Seus técnicos discordavam da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 2002, e a ANP só especificou o combustível com um ano de atraso, comprometendo todo o cronograma de testes de motores e produção do diesel. Aliás, além do teor de enxofre limitado a 50 partes por milhão (ppm), outras características do diesel precisavam ser melhoradas. Sem contar o plano de abastecimento que envolveria as distribuidoras de combustível para garantir pelo menos uma bomba com o novo diesel inicialmente nos postos dos principais corredores de tráfego e também em pontos estratégicos, a fim de garantir a capilaridade do transporte rodoviário.

Na realidade essa é a fase mais difícil na história de 22 anos do Proconve porque, pela primeira vez, não apenas os motores precisam ser modificados. Sem mudanças no combustível, nada feito. Mesmo na Europa, a introdução dos redutores catalíticos seletivos em motores diesel foi estressante. Significou um grande esforço de coordenação e, ainda maior, de logística de distribuição do novo diesel e da mandatória solução aquosa de uréia.

Aqui, todos têm sua dose de culpa. A Petrobrás, porque achava ruim a relação custo-benefício do investimento. A indústria, pois só se limitou a cobrar a regulamentação da ANP em fóruns técnicos, sem nenhum poder de pressão política. E o atual Governo Federal, porque adora pressionar (erradamente) as agências reguladoras quando lhe convém e, dessa vez, se omitiu.

Os ambientalistas orquestraram o alarido de sempre, na hora errada, com enfoque demagógico e sem premissas técnicas. As pressões deveriam ter começado bem antes do prazo fatal para a regulamentação, ou seja, no segundo semestre de 2005. Agora se insurgem contra o adiamento da sexta fase do Proconve. Porém, pouco se mobilizaram para que os programas de manutenção e inspeção de motores diesel saíssem do papel. Trariam reflexos na qualidade do ar mais importantes do que apenas mudar a limitada frota zero-quilômetro de picapes, utilitários, caminhões e ônibus.

Só se salvou, em toda essa confusão, o pragmatismo do Ministério Público Federal. A procuradora Ana Cristina Lins coordenou um Termo de Ajuste de Conduta de todos os envolvidos a fim de que em 2012 a especificação do diesel seja ainda melhor, tanto para a frota rodante como a nova. E promete continuar investigando quem tem “culpa no cartório”. Esses tratem de conseguir bons advogados.

RODA VIVA


ENQUANTO o dólar não se estabilizar, alguns planos de novos modelos estão sendo desacelerados, porém não cancelados. No lançamento no novo Fit, por exemplo, a Honda teve que adiar o anúncio do preço público sugerido até a véspera do início de comercialização. Até o Fiat Bravo, sucessor do Stilo, pode sofrer algum atraso e sair depois de 2009.

SEMINÁRIO Caminho para o Futuro Sustentável, realizado pela AEA, destacou os pneus de baixa resistência à rodagem, apresentada por R. Silva, da Michelin, e a nova espuma para bancos a partir de poliol de soja, aplicada no esportivo Mustang. Em breve também estará no EcoSport, segundo C. Duarte, da Ford.

BOM trabalho de aperfeiçoamento no utilitário 4x4 Troller inclui vantagens práticas: grade dianteira removível, capota rígida mais leve de manusear. Pára-brisa com vidro curvo, bancos melhorados e painel redesenhado somam-se à vocação fora-de-estrada. Pelas incertezas atuais, Ford só anunciará o preço em meados de dezembro.

SANDERO Stepway, apesar de a Renault considerá-lo produto à parte, ainda não tem volume para confirmar a projeção em torno de 15% das vendas totais do modelo. No panorama atual o preço pode atrapalhar. Dinamicamente o carro vai bem no uso urbano em meio a buracos, valetas e lombadas. Na estrada, centro de gravidade alto exige atenção para trajetória em curvas, sem comprometer.

APROVADO pela Câmara dos Deputados, está no Senado projeto de lei que torna obrigatório a utilização da terceira luz de freio em automóveis e veículos de uso misto. Acessório importante para segurança, infelizmente perdeu parte de sua eficácia por causa das discutíveis películas escurecedoras do vidro traseiro. Não é mais possível ver se alguém freia dois ou três veículos à frente.
Bate Roda Entrevista Gisele Flores
21/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Bate Roda da Rádio Band AM Entrevista Gisele Flores

No dia 15 de novembro, a colunista de www.sobremotos.com.br e pilota da equipe "Sobre Motos" de competições, Gisele Flores, foi entrevistada pelos apresentadores do programa "Bate Roda" que vai ao ar todos os sábados das 14:00 até as 15:00 horas.

Na oportunidade, o conhecido apresentador e locutor de eventos esportivos, Ademir "Perna", acompanhado de Airton Diehl e Oscar Moreira, questionaram Gisele sobre sua participação no Campeonato Gaúcho de Motovelocidade na categoria 250 cilindradas, no qual ela finalizou em sexta colocação, dentre 13 competidores, em sua primeira temporada.

Gisele falou sobre suas dificuldades dentro e fora das pistas e que precisou de muita coragem, garra e persistência para superar os obstáculos que surgiram em todas as provas que ela participou.

Segundo a pilota, "foram muitos preconceitos que tive que superar e só consegui porque também tive muita torcida e muito apoio. Existem pilotos maravilhosos que me incentivaram e me ensinaram. Infelizmente, existiram algumas pessoas na pista e nos bastidores das corridas que procuraram me prejudicar, por simples inveja."

"Pior do que dentro das pistas, foi fora das pistas, quando fui perseguida e discriminada, sendo que, por várias vezes, maldosamente, procuraram encontrar meios de me afastar das provas", desabafou Gisele.

"Minha participação no campeonato tem a ver com o meu gosto pelo esporte e, também, com a minha vontade de incentivar mais mulheres a também participar. Pelas centenas de e-mails, mensagens e telefonemas que recebi, me incentivando a continuar, é que me senti na responsabilidade de me manter na competição, mesmo contra todas as adversidades. O esporte é maravilhoso e espero que mais mulheres se sintam motivadas a vir também para as pistas comigo. Seria muito bom que uma nova administração da FGM desse mais atenção e incentivo para a participação feminina nas provas", falou Gisele.

Durante a entrevista, os experientes apresentadores e participantes de campeonatos de automobilismo confortaram Gisele afirmando que pilotas como Maria Cristina Rosito e, mais recentemente, Isadora Diehl, nos carros, também passaram por situações semelhantes em suas carreiras e que só conseguiram superar tais circunstâncias com perseverança.

"Eu poderia ter terminado em quinto, se não fosse prejudicada fora das pistas, mas, para o próximo ano, treinarei mais e continuarei lutando para enaltecer a presença feminina na motovelocidade, fazendo com que me respeitem", concluiu a intrépida pilota.
Idéias Confusas
18/11/2008 - Fernando Calmon
O sistema de propulsão veicular nunca esteve tão em evidência como nesses tempos de preocupações ambientais, sobe-e-desce de preços dos combustíveis e – outra palavrinha mágica tão em voga – sustentabilidade. Certamente o progresso será grande daqui para frente. A dificuldade é eleger a solução mais adequada. Não há consenso sobre as melhores alternativas para diminuição do consumo de combustível e, conseqüentemente, menor emissão de CO2. E, para complicar, as estratégias se amoldam de acordo com os interesses mercadológicos dos fabricantes e mesmo de cada região do mundo.

Isso ficou claro durante o seminário Propulsão Veicular e Matriz Energética, realizado semana passada em São Paulo, pela SAE Brasil. Uma das poucas convergências de opinião ocorreu quanto aos sistemas de transmissão. As caixas de câmbio manuais automatizadas com duas embreagens (uma para as marchas pares e outra para as ímpares) mostram vantagens inequívocas de dirigibilidade e de economia. Conhecida pela sigla em inglês DCT, a segunda geração utiliza o sistema a seco e chega a mostrar uma vantagem de 23% no consumo de combustível em relação aos câmbios automáticos comuns, segundo demonstrou Cláudio Castro, da Schaeffler.

Quanto ao tipo de motor para automóveis, a Europa insiste em querer impor o diesel como melhor solução para o mundo. Mesmo lá há vozes discordantes, embora marcas francesas e alemãs insistam. Fiat, Ford e um pouco a VW já dão sinais de que os motores a gasolina (ciclo Otto) estão em ascensão graças à injeção direta e ao turbocompressor (permite diminuir a cilindrada e o consumo, mantendo o desempenho). Os defensores do diesel “esquecem” dos pontos fracos: preço, peso, ruído (hoje mais controlado) e as muletas técnicas para lidar com emissões de particulados e óxidos de nitrogênio. O próprio combustível, em relação à gasolina, também encareceu muito na Europa, onerando o transporte por caminhões e ônibus.

Ricardo Abreu, da Mahle, destacou as recentes pesquisas que apontam para uma redução de até 32% no consumo de motores do ciclo Otto, quando bem desenvolvidos. A empresa alemã avança na direção de produzir um motor próprio, se receber uma encomenda.

Ponto triste do seminário foi a persistência da GM, apoiada no momento pela Renault, em sugerir o uso de E85 – mistura de etanol anidro (mais caro que o nosso hidratado) e 15% de gasolina – no Brasil. Essa solução dispensa o sistema de partida a frio nos motores flex em países onde a gasolina é mais barata que o etanol. Aqui é o contrário. Ninguém pode concordar com encarecer o etanol ao consumidor, quando a solução da partida a frio sem gasolina já está pronta, melhorando inclusive dirigibilidade e emissões. Mesmo o pequeno preço adicional, no início, se diluirá frente à alternativa de onerar o custo/km no uso do etanol por toda a vida. Sem contar que as emissões, em especial de CO2, vão aumentar. O país também perde em relação aos ganhos potenciais embutidos nos mecanismos de desenvolvimento limpo, discutidos nos fóruns internacionais.

Com tantos assuntos mais importantes a debater, certas idéias servem mais para confundir do que explicar.


RODA VIVA


MOMENTO de crise no mercado americano não demoveu os italianos de instalar uma fábrica no México. Estudos continuam e o simpático subcompacto Fiat 500 (Cinquecento), exibido no Salão do Automóvel de São Paulo, seria o modelo escolhido. Com vantagens cambiais e imposto de importação zerado, para a América do Norte e o Mercosul, o preço ficaria bem competitivo.

EUROPEUSsão contra a ajuda governamental aos três fabricantes americanos. Ameaçam protestar junto à Organização Mundial do Comércio. Segundo Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, “eles mostram um passado com dinheiro público no capital de algumas marcas e esse cenário se mantém”. Não citou exemplos, mas a VW tem 20% de capital estatal e a Fiat acaba de se acertar com o governo da Sérvia (30%).

NOVA família de pneus de baixa resistência à rodagem da Michelin chega ao Brasil, importada da Colômbia. O Energy XM1+ custará de 3% a 5% mais caro, porém a durabilidade chega a ser 37% superior. Há vantagem, ainda, na economia de combustível – quase 2%. Pode parecer pouco, mas não se deve desprezar porque o mundo persegue consumo menor.

COMO o etanol brasileiro é praticamente neutro do ponto de visto do CO2 (seqüestrado quando os canaviais se desenvolvem), fica difícil indicar essas emissões no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, que começa em abril próximo. Mas a informação sobre o consumo de combustível será de grande utilidade, especialmente na comparação entre modelos.

PRODUÇÃO de bolsas infláveis no Brasil foi confirmada pela TRW, a partir de 2009, em Limeira (SP). A empresa criou um hotsite – http://www.trw.com.br/airbag – com informações úteis e desmistificações. Entre elas: nada a temer para quem usa óculos; sem cintos de segurança, eficácia é comprometida.
Inauguração Ritmo Suzuki
17/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Ritmo Suzuki faz Inauguração Repleta de Clientes

Na noite de 13 de novembro aconteceu a festa de inauguração das novas lojas da Ritmo Suzuki de Porto Alegre e Gravataí, na região metropolitana.

O evento foi marcado por um coquetel realizado na loja localizada na Av. Sertório, 5485, em Porto Alegre, que recebeu uma presença maciça de motociclistas e moto grupos. Havia uma grande expectativa em relação à abertura desta nova revenda Suzuki, tanto que mais de 600 pessoas estiveram presentes.
O estacionamento da loja ficou lotado com mais de 200 motos de convidados.

O coquetel teve início às 19h:30min e só foi terminar na madrugada do dia seguinte, tamanho o contentamento dos visitantes com o atendimento e as instalações da Ritmo Suzuki.

Na oportunidade, o diretor geral da Ritmo, Sr. Gerson Veit, dirigiu a palavra para os convidados e manifestou seu agradecimento e grande contentamento com a expressiva audiência.

Manifestou ainda a clara intenção da Ritmo Suzuki de se aproximar do público motociclista oferecendo os produtos de alta tecnologia da Suzuki e, também, serviços de qualidade e muita atenção no atendimento. Afirmou ser aquele momento o marco de uma nova fase de expansão da Ritmo, na qual procurará compreender e satisfazer as características únicas e especiais que envolvem os moto grupos e motociclistas, por meio de participações e incentivos da empresa com as mais variadas ações.

No transcorrer do coquetel, a equipe da nova Ritmo Suzuki da Av. Sertório, capitaneada pelo gerente Alessandro Pezzi apresentou os lançamentos da linha 2009 da Suzuki, a boutique da loja e o setor de pós-vendas e serviços.

Sobre a Ritmo

A Ritmo é uma empresa que atua há 25 anos no mercado automobilístico nas regiões do Vale dos Sinos, Vale do Caí, Paranhama e região Metropolitana no RS, abrangendo uma área de 49 municípios.

Desde outubro de 2008, a Ritmo expandiu seus negócios para o mercado de motos, abrindo revendas da marca Suzuki. Atualmente, conta com três lojas, duas em Porto Alegre e uma em Gravataí.
O Carro Sem Motor
17/11/2008 - Ayrton Piquetoso
Nos anos 70 meu pai comprou uma Variant. Certa vez, meus tios Eugênio e Renata, que moraram a vida toda na fazenda, pediram para meu pai lhes dar carona, visto que o Corcel deles estava estragado.
A Variant tem dois porta-malas: um na frente e outro atrás, em cima do motor. O motor fica escondido.
Meu pai encheu o porta-malas traseiro com as coisas dele e abriu o dianteiro para levar as malas dos meus tios.
Tia Renata, que observava a cena, perguntou com a ingenuidade das donas de casa que nasceram e sempre viveram no campo:
- Ué, esse carro seu não tem motor???
Brincalhão, meu pai disse que não. Então minha tia completou:
- Puxa vida, o que é a modernidade! Viu, Eugênio, vamos comprar um desse pra nós. O nosso vive dando defeito mesmo. Além disso, acho que você não dirige bem carro com motor.
Tio Eugênio, que perdia a mulher mas não perdia a piada, sentenciou:
- Não gosto de Variant. Gosto de carro com tração na frente. Acho que eu vou trocar o Corcel por uma carroça. Pelo menos eu tenho você pra colocar no lugar do burro...


AUTO FRASE: “Qual a semelhança de um carro a álcool e o goleiro do seu time? Quando a gente mais precisa, nenhum pega” (internet).


QUIZTRANHO (TUDO SOBRE FÓRMULA 1)

1) Frase de Hamilton sobre Kimi Raikkonen:
a) Kimi não é homem suficiente para ganhar em Spa b) Kimi não é homem. Talvez por isso ele se vista de gorila c) Nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem, porque eu sou é homem, porque eu sou é homem d) Hey! Hey! Hey, hey, hey! Macho, macho man I've got to be, a macho man
2) Frase de Barrichello:
a) Max Mosley é mais ridículo do que os carros da Honda b) Max Mosley é mais ridículo do que a minha sambadinha no pódio c) Max Mosley é mais ridículo do que as minhas eternas desculpas d) Max Mosley é ridículo com essa história de orgia sexual
3) Piloto que foi três vezes vice-campeão do mundo:
a) Stirling Moss b) Estilingue Moss c) Estilingue Rosa d) Olha o Sting, Nossa!
4) Frase de Stirling Moss sobre Fangio:
a) Era tão rápido que eu acho que ele bebia gasolina b) Nunca consegui chegar perto dele o suficiente para saber como andava tão rápido c) Ele era mais rápido do que ejaculação precoce d) Ele era mais rápido do que coelho fazendo amor
5) Frase de Jochen Rindt dirigida a Emerson Fittipaldi:
a) Manda a bota que o carro acerta b) Acerta a bota no carro c) A bota certa está no carro d) Acerta o carro com a bota


Respostas: 1a, 2d, 3a, 4b, 5a


O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, qual sua opinião sobre Timo Glock no GP Brasil? (Juliano Marques, EUA). R: É a última vez que falo nisso. Tive que tomar Engov para engolir o Glock. Ele parecia uma anta de patins! Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br


AUTO FRASE: “Estão querendo mudar o nome do GP de Cingapura para Pingapura, que é para incentivar mais ainda o Kimi” (Kleber De Castro Acquesta).


AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a comprar um helicóptero novo para sua empregada não se atrasar mais. Anuncie conosco.


REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:


Itália: “Vai ser lançada a Ferrari Piquetoso. Considerada a mais bela e possante já feita, está fazendo Schumacher dar queixadas de raiva” (manchete publicada no jornal A Bota Post).
Piquetoso Significa
17/11/2008 - Sandro Mendes Pereira
Comecei a gostar de Fórmula 1 ao ver as corridas do Nelson Piquet na TV. E, ao contrário de muitos, estou entre os que vibraram com os seus três campeonatos mundiais.

Podem chamar Piquet de muitas coisas. Podem dar a ele o Troféu Limão, o Prêmio Urtiga, o que for, mas duas verdades a seu respeito não podem ser negadas.

A primeira é que ele foi um grande piloto, um dos maiores, inteligente, esforçado, brigador. Seu tricampeonato fala por si só. A segunda é que, como ser humano, Piquet chama a atenção por não ser um sujeito dado à hipocrisia.

E por sempre falar o que pensa, tornou-se para muitos o anti-herói, o sujeito sem freios na língua, aquele que, entre outras atitudes audaciosas, não foi ao enterro de Senna simplesmente porque não gostava do Ayrton.

No lugar de Piquet, eu certamente teria ido, assim como Alain Prost foi. No lugar dele, eu jamais soltaria as pérolas que ele soltou ao longo de sua carreira, atacando a imprensa e alguns pilotos.

Mas Piquet é Piquet. Certo ou errado, ele falou e assumiu. Algumas de suas frases são antológicas: "Ser campeão do mundo não muda nada na sua vida. Você acorda no outro dia com fome, com dor de barriga, peida...". Quando Gilles Villeneuve morreu, ele disse "...os carros da Ferrari são caixões sobre rodas...". Sobre alguns de seus colegas de profissão, ele não deixou por menos: "Mansell é o maior idiota que já vi; Senna se arrisca demais; Prost é cheio de frescura; Rosberg muito confuso; e Arnoux, um panacão."

Quando criei a Coluna do Ayrton Piquetoso, uma homenagem aos dois grandes tricampeões brasileiros, eu poderia batizá-la de Nelson Sennoso. Mas preferi Ayrton Piquetoso, porque Piquetoso significa hilário, crítico, gozador, sacana, bom vivant etc.

Piquetoso significa tudo isso. Nelson Piquet significa muito mais do que tudo isso.

Um abraço do Piloto X. Paz.
Ynova Motos em prol da APAE
12/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Ynova Motos Reúne Clientes em Ação em Prol da APAE

A Ynova Motos, revenda Yamaha de Porto Alegre reuniu clientes em sua loja em café da manhã no sábado, 08/11, que promoveu ação beneficente nacional em prol da APAE, o "Dia do Bem".

A Ynova Motos, localizada na Av. Aparício Borges, 764, ofereceu para os clientes que compareceram à sua loja neste sábado, 08/11, um delicioso café da manhã e, também, deu ênfase à campanha nacional da Yamaha com a venda do óleo lubrificante Yamalube com preço super especial e parte da renda destinada às atividades assistenciais da associação "Amigos da APAE" do Brasil.

Na ocasião, toda a equipe da Ynova Motos, capitaneada por Daniela Ribeiro e Sandro Rosa, participou do evento.

No show room de vendas, alegremente decorado, os clientes tinham a oportunidade de ver de perto as motos da Yamaha e os acessórios da boutique da Ynova Motos.

No setor de serviços, multimarcas, clientes Yamaha e de outras marcas faziam manutenções em suas motos e aproveitavam as condições especiais de preço do óleo Yamalube para fazer a troca recomendada. Neste dia, o óleo Yamalube que é comumente vendido por R$15,00 foi comercializado por R$10,50 e parte da renda ainda tinha destinação social, isto atraiu vários clientes para a loja e para a oficina.

Outros clientes estavam em busca das boas condições da revenda para a venda de motos e vários negócios foram fechados. Alguns buscaram opções em capacetes e acessórios e também não saíram de mãos vazias.
Súdito Da Rainha
10/11/2008 - Renato Bellote Gomes
Existem quatro coisas que os ingleses adoram: futebol, a família real, o Big Ben e os roadsters, que fizeram sucesso no mundo todo e se tornaram símbolos eternos de juventude e esportividade. Então, com pontualidade britânica, pegue seu chá com biscoitos e leia a matéria até o final.

A MG – que significa Morris Garage – foi fundada em 1924 por Cecil Kimber e William Morris. Seus modelos pequenos, com motores de baixa cilindrada e espírito alegre logo tomaram conta não só da Inglaterra como também de toda a Europa e Estados Unidos.

Pois bem. Em uma quinta-feira pra lá de cinzenta, afinal estava quase chovendo, me encontrei com o colecionador Kaiko Botelho, que me recebeu com alegria após uma ligeira confusão de minha parte com os números da rua. Deve ter sido a ansiedade.

Entrei e vi o carro coberto. Realmente é possível entender porque esses esportivos são tão queridos: cabem em qualquer lugar. “Mas antes vamos tomar um café”, ele me disse. Desse modo peguei a câmera e fui para dentro.

O MG TC é um dos ícones da década de 40. Produzido logo após o término da 2ª Guerra Mundial – naquele ano foram feitos apenas 81 carros – conquistou a moçada ávida por novidades.

O motor é de quatro cilindros com 1.250 cm³ de cilindrada. Para quem gosta de números, saiba que a produção total chegou perto das dez mil unidades.

Voltando à nossa história, o belíssimo exemplar 1946 foi descoberto e já despertou minha atenção. Através da claridade da garagem pude contemplar alguns detalhes e admirar seu excelente estado de conservação. “Isso é o que eles chamam de mint condition”, enfatizou o Kaiko.

O volante do lado direito tem grande diâmetro. Para entrar basta abrir a porta no sentido contrário. A acomodação é perfeita. O painel é outra riqueza a ser explorada. Bem em frente ao motorista fica um dos instrumentos da marca Jaeger. Do outro lado, o velocímetro, que marca em milhas por hora.

Para dar a partida é só colocar a chave na posição correta e puxar a alavanca “Starter pull”. Pronto! O propulsor em funcionamento é pura nostalgia. Devido à crescente possibilidade de chuva não foi possível dar uma voltinha. Mas ele é um daqueles carros que despertam essa vontade.

O compartimento do motor só confirma o estado geral do clássico. Limpo. Muito bem conservado. Coisa de apaixonado. “Isso é raríssimo”, diz o proprietário apontando para um pequeno compartimento de óleo, que tem um local próprio, entre o motor e a parede de fogo.

As rodas raiadas contribuem para enfatizar seu lado mais charmoso. Elas utilizam o sistema de cubo rápido que, por sua vez, foi criado nas competições e teve grande popularidade entre os fabricantes ingleses.

Falando em subjetividade, ao lado deste britânico fica um outro exemplar, mas em miniatura. “Esse eu comprei em uma viagem ao Uruguai”, revela. O carrinho de brinquedo foi todo restaurado e guarda com ele um pedaço de infância.

Aliás, a garagem toda lembra o mundo dos automóveis. Troféus, pôsteres, medalhas, quadro de ferramentas, além de um pneu faixa branca e muitas peças. Realmente dá pra se sentir bem em um lugar desses. Coisa de apaixonado número dois.
Após dar uma carga na bateria e ligar o mito, o Kaiko acionou um dispositivo extremamente prático. E bem bolado. Dois ventiladores instalados no teto dispersam uma boa parte da fumaça. Genial!

O zeloso colecionador, que é um grande entusiasta da marca britânica, me disse que teve um modelo idêntico a este há muitos anos. O carro da matéria, porém, chegou às suas mãos em 2003. Vidas que se entrelaçam.

Outra característica do TC é que está sempre participando de algum rali. “Não muito distante”, salientou. Provas de endurance no autódromo de Interlagos também constam de seu vasto currículo em competições.

Um cuidado essencial na conservação é o uso de gasolina aditivada no tanque. “Qualquer manutenção necessária eu só faço na R&E, na Lapa”, lembra o Kaiko. Desempenho? O “velhinho” deixa muita gente comendo poeira. “Ele chega tranqüilamente aos 120, 130 km/h”, enfatiza.

Divertido. Esse é o melhor adjetivo para definir o clássico MG TC. Falei no começo do texto e repito agora. Ficou a promessa de darmos um passeio, em um dia desses de sol e céu azul. E como disse o dono: “É só conferir a água, o óleo e botar o pé na estrada”.

Inacreditável e Inesquecível
10/11/2008 - Sandro Mendes Pereira
É difícil acreditar no que ocorreu na decisão da Fórmula 1. Parecia cena de filme. Uma corrida digna de infartos. Simplesmente inacreditável e inesquecível.

Tanto Hamilton quanto Massa fizeram por merecer o campeonato. Talvez por isso até mesmo os deuses do automobilismo tenham ficado na dúvida até a última curva, quando escolheram Hamilton.

A vida imita as corridas e vice-versa. A vida e as corridas são imprevisíveis, surpreendentes, espetaculares. Tudo pode mudar no último momento, na última curva. Ou não.

E o que concluir desse campeonato sensacional que foi o de 2008? Que Hamilton é mesmo um gênio. Que Alonso ressurgiu. Que Vettel promete muito. Que Raikkonen precisa saber o que quer. E que Massa transformou-se em um grande piloto, um guerreiro que ganhou o coração dos brasileiros.

Por outro lado, vê-se também o fim melancólico da carreira de Coulthard e, provavelmente, de Barrichello. Quanto a Nelsinho Piquet, ele recebeu uma segunda chance para mostrar que tem mais do que um sobrenome famoso.

Tudo pode mudar para ele. Ou não. Afinal, a vida e as corridas são mesmo imprevisíveis, surpreendentes, espetaculares. Hamilton e Massa que o digam.

Um abraço do Piloto X. Paz.
É, Mas o Damon Hill...
10/11/2008 - Ayrton Piquetoso
Luiz Flávio Cintra, do Rio de Janeiro, nos enviou o email abaixo. Vale a pena ser lido.

“ Eu não vou furar. O Juca Kfouri.
Aquilo todo mundo viu. Até o Clodovil.
Eu pulo do barranco. O Luciano do Valle.
Você já morou nos EUA? A Marylin Monroe.
Ao ver uma modelo você fala que ela é bonita. O Miguel Falabella.
Você faria papel de trouxa? A Betty Faria.
Eu acordo mais tarde do que deveria. E o Edir Macedo.
Ninguém queria pagar a conta. A Cássia Kiss.
Eu pinto paredes. E o Jânio Quadros.
Eu estou perto de casa. O Silvester Stalonge.
O Pateta usa o teclado. E o Mickey Mouse.
Eu escovo os dentes três vezes ao dia. O Joãzinho Trinta.
Você já esteve na Europa? A Adriana Esteves.
Eu não pinto o cabelo. O Celso Pitta.
Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.
Eu como pão Seven Boys. O Bill Pullman.
Problemas todos têm. Até o Frankstein.
Às vezes eu corto o cabelo. O José Serra.
Se Maomé não vai à montanha, isso não é da sua conta.
Você riu dessas piadas? Não? É, mas o Damon Hill...”

AUTO FRASE:“A preguiça é a alavanca do progresso, pois se o homem não tivesse preguiça de andar, não teria inventado o carro” (internet).

QUIZTRANHO

1) Na opinião de Schumacher, Massa tem:
a) Cara de pepino b) Cara de menino c) Cara de suíno d) Cara de eqüino
2) Estranho costume de Felipe Massa:
a) Usar a mesma cueca em todo GP b) Comer panqueca com óleo de dendê c) Jogar peteca ao amanhecer d) Brincar de boneca com o Villeneuve
3) Em contrapartida, Lewis Hamilton:
a) Não tem amigo devido ao chulé anormal b) É amigo de Uri Geller, o paranormal c) É esquisito, pois sai de mulher no carnaval d) Vive comendo acarajé até passar mal
4) Frase de Hamilton:
a) Alonso tem um caminhão batido e uma Variant b) Alonso é um sujão fedido que não usa desodorante d) Alonso come pão amanhecido com refrigerante d) Alonso é um bicampeão batido por um estreante
5) Frase de Alonso sobre punição de Hamilton:
a) Ele parece um jumento dando coice pro lado b) Ele se move igual minhoca quando vai ser ultrapassado c) Não sei o que ele fez, mas foi bem penalizado d) Ele parece um caranguejo andando atravessado

Respostas: 1b, 2a, 3b, 4d, 5c

O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, o que você acha do Timo Glock? (André Rezende, Estados Unidos). R: Esse Timo não joga no nosso time. Tenho vontade de bater nele com o gato morto até o gato miar. Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: “Qual o coletivo de pobre? R: Ônibus” (internet).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a contratar o David Copperfield para fazer mágica no aniversário de seus filhos. Seja nosso parceiro. Promova nosso show.

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Washington: “Barack Obama convida Piquetoso para ser seu ministro dos esportes. Piloto não aceita, afirmando que os EUA pagam muito mal (manchete publicada no jornal O Bush é um Bucho Post).
Escolha Certo
10/11/2008 - Fernando Calmon
Pela importância da indústria automobilística nacional no cenário mundial, era inadmissível que dados básicos, como consumo de combustível, fossem escondidos do comprador pela maioria dos novos fabricantes instalados no País. A justificativa era a argumentação de alguns consumidores sobre a dificuldade de reproduzir, na prática, os ciclos utilizados em norma técnica para garantir repetibilidade e comparação nos testes de homologação. As reclamações, às vezes, iam parar nos órgãos de defesa do consumidor, com desgaste das partes envolvidas.

Esse impasse acabará. Proposto em 2005 pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), com apoio de outros órgãos federais, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) estréia em abril de 2009. Cerca de 10 países (alguns desde 1975/76), preocupados com a eficiência energética dos veículos à venda, já tomaram iniciativas semelhantes. O PBEV assemelha-se mais ao programa sul-coreano quanto a parâmetros e critérios de classificação.

No Brasil, como na União Européia, os fabricantes aderem de forma voluntária. Mas a experiência indica que nenhuma marca deixa de tomar parte. Anfavea e Abeiva (importadores sem fábrica no País) sinalizaram que todos os seus associados participarão. As etiquetas estarão nos carros, nos manuais, nos pontos de venda e na internet.
Segundo o coordenador do PBEV, Alexandre Novgorodcev, “o guia Escolha Certo, atualizado anualmente, será um instrumento útil aos compradores e de estímulo às fábricas para melhorar a eficiência de motores e veículos”.

Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, considera que o programa será bem compreendido por todas as partes. As normas estão no Diário Oficial da União, com embasamento técnico e ressalvas, para ajudar a dirimir potenciais conflitos.

Uma das dificuldades iniciais foi escolher o critério comparativo: tamanho, tipo, peso ou cilindrada. Prevaleceu o primeiro e os veículos foram divididos em oito categorias conforme a área (multiplicação de comprimento pela largura, sem incluir retrovisores e outros apêndices). Automóveis, stations e monovolumes dividem-se em subcompactos, compactos, médios e grandes. A coluna sugere que se crie o segmento de submédios (7 a 7,5 m² de área projetada no solo), classificando os médios entre 7,5 e 8 m². Haverá ainda divisão específica entre esportivos, fora-de-estrada, picapes/furgões leves e médios. Por enquanto, motores diesel e motocicletas ficam de fora.

O PBEV procurou criar regras rígidas. A adesão só será possível quando pelo menos 50% dos modelos à venda de cada fabricante estiverem listados. Se mais de 25% dos modelos saem com ar-condicionado, o aparelho deverá ser ligado durante a aferição, pois afeta a referência de quilômetros rodados por litro. E a escala colorida (vai de A a E) de eficiência energética considera poder calorífico e densidade que são diferentes entre álcool, gasolina e gás.

Informação transparente e tendência de melhora paulatina dos índices de consumo de combustível são objetivos de grande interesse para todos, em um programa que reúne tudo para dar certo.

RODA VIVA

TOYOTA deve decidir em breve qual derivado do Corolla tomará o lugar da descontinuada station Fielder, na linha de montagem de Indaiatuba (SP). Os produtos potenciais são o hatch (na Europa batizado de Auris) e o monovolume (Verso, na Europa; Matrix, nos EUA). Aparentemente as chances maiores são para a segunda opção para se contrapor também ao Nissan Livina.

APESAR do súbito crescimento dos estoques em 30%, de setembro para outubro, Anfavea prefere esperar o final do mês para rever sua previsão de crescimento de 24% das vendas totais em 2008 sobre 2007. Seria preciso esperar pela reação do mercado à recente liberação de créditos do Banco do Brasil diretamente aos bancos dos fabricantes. Estes têm capilaridade e agilidade nas decisões.

EFEITO mais visível no encolhimento da oferta de crédito no mês passado foi a queda para 47% na proporção de modelos equipados com motor de até 1.000 cm³. Desde 1995, segundo ano depois da criação do incentivo fiscal (ainda existente) para motores de menor cilindrada, isso não ocorria. Em 2001, por exemplo, chegaram a ocupar 75% de todo o mercado de automóveis.

POUCOS executivos do setor aceitam fazer prognósticos para 2009 pelas incertezas econômicas ainda predominantes. Já se delineiam, no entanto, apostas em crescimento zero das vendas na pior das hipóteses. Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, vai mais longe. “Haverá aumento de 1 dígito percentual, que poderá ser tanto de 1% como até 9%”, arrisca. A coluna estima algo em volta dos 5%.

ESTACIONAR de ré para poder arrancar depois com mais facilidade, em vez de fazer pequenas manobras que gastam mais combustível na fase fria do motor, é macete que alguns motoristas conhecem. Os ingleses fizeram as contas: economizam a média de R$ 170,00/ano. No Brasil, com combustível mais barato, a economia é menor. Ainda assim vale a pena.

Estúdio Customiza Moto para a Equipe
04/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Estúdio de Design Customiza Moto Especialmente para a Equipe "Sobre Motos"

O Studio Xtreme é, como sugere o seu nome, um estúdio de design de extremo bom gosto e criatividade que está localizado em Porto Alegre e é especializado no segmento motociclístico, customizando motos e equipamentos de motociclistas, como capacetes, entre outros.

A empresa é capitaneada na parte criativa por Leandro Reis e na parte de atendimento por Luciana Brambilla.

De fato, a Studio Xtreme ainda está por inaugurar oficialmente, mas já iniciou suas atividades em ritmo de "soft open" e fez especialmente para a equipe "Sobre Motos" de competições, dos colunistas e pilotos Gisele Flores e Jaime Nazário, a customização de uma das motos que participará do campeonato gaúcho de motovelocidade na categoria 125 cilindradas, que será conduzida pela terceiro piloto da equipe, o jovem estreante Mateus Vieira.

Mateus Vieira tem 25 anos e já disputou campeonatos de arrancada com moto, sendo estudante de Engenharia Mecânica e um apaixonado por estes veículos de duas rodas, tanto que trabalha na parte técnica da Stilus Motos, empresa especializada na manutenção de motos para frotistas.

A Studio Xtreme imaginou tornar a moto de Mateus uma moto alegre e divertida, ao mesmo tempo que inspirasse algo forte e veloz. Como Mateus é um admirador de desenhos animados, Leandro Reis e sua equipe idealizaram a "Thundercat", famoso desenho animado do final da década de 90. A equipe de criação da “Thundercat” foi composta de Jairo Liseu Ribeiro (esquerda), Leandro Reis (centro), na coordenação, e Giovani Kovaleski (direita).

"Todas as motos da nossa equipe tem uma temática especial, não são apenas grafismos como se costuma ver. Elas tem uma história, uma vida própria, uma personalidade. Nossas motos tem nome e estilo próprios. A minha é a -Borboleta- e a do Mateus é a -Thundercat- e a do Jaime será repintada em breve pelo Studio Xtreme com nova temática", comentou Gisele Flores, a única mulher que efetivamente disputa o campeonato gaúcho de motovelocidade, e que está em sexto lugar no campeonato dentre 11 competidores.

"Conversamos com o Mateus e, pelo perfil dele, imaginamos que o desenho que melhor se aplicaria à sua moto seria o -Olho de Thundera-, o símbolo do desenho animado -Thundercats-, o qual foi aplicado na lateral de sua moto em multinível, pois parte do desenho está na carenagem e parte no tanque, um detalhe especial que à média distância causa um efeito muito bonito. Usamos também cores vivas e contrastantes para que a moto tivesse grande visibilidade", comentou Leandro Reis, da Studio Xtreme.

"Estou muito feliz com esta moto, pois ela ficou linda. Dá até vontade de acelerar mais. Tudo é muito caprichado na equipe -Sobre Motos-, pois, além da moto, os macacões são especialmente feitos para nós pela BannyPel, os capacetes são especialmente pintados, enfim tudo é especial", relatou o empolgado Mateus.

"A equipe -Sobre Motos- tinha como planos para a temporada 2008 ganhar experiência e se estruturar para a temporada 2009. Só na categoria de motovelocidade já temos 3 motos e ainda deveremos ter mais 1 ou até 2 e, talvez, mais um quarto piloto, sem contar que, para disputas de supermoto, já temos mais outras 2 motos. Mas não são só de motos que uma equipe é composta e, com parceria estabelecida com a Stilus Motos, passamos a ter uma equipe técnica de alto nível de apoio de box e um terceiro piloto, o Mateus, que promete muito. Para 2009, estaremos bem mais competitivos e pretendemos entrar mais diretamente na disputa de títulos", sentenciou Jaime Nazário, piloto da categoria Turismo e Chefe da Equipe Sobre Motos.

Contatos com a Studio Xtreme

Quem quiser desenvolver projetos de customização para motos e equipamentos pode entrar em contato direto com a Studio Xtreme que atende pelo telefone (51) 3023.7272 e pelo site www.studioxtreme.com.br
Gisele é 6º Lugar no Campeonato Gaúcho
03/11/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Gisele Flores Fica em Sexto Lugar no Campeonato Gaúcho de Motevelocidade

Gisele Flores, colunista de “Sobre Motos”, conquistou o sexto lugar no Campeonato Gaúcho de Motovelocidade - Impacto Motos na categoria 250 cilindradas.

Dentre 13 competidores que participaram das provas ao longo da temporada 2008, Gisele era a única mulher efetivamente em disputa no campeonato e era estreante na categoria.

Gisele já havia conquistado o 4o lugar na 1a Copa Gaúcha de Supermoto de 2008, sendo a única mulher dentre 12 competidores, e poderia ter terminado em 5o lugar nas 250 cilindradas se não fosse a má administração dos dirigentes da FGM, pois, na penúltima etapa, aplicaram uma regra que nunca tinha sido aplicada até então, em nenhuma categoria, com o único propósito de prejudicá-la.

"Lutei contra muitos preconceitos, inveja e ciúmes em todas as etapas nas quais participei. Além da desvantagem que levei por correr somente com homens, tive que superar enorme desgaste emocional e tensão causados por fatos de fora das pistas", desabafou Gisele.

Gisele teve sempre ao seu lado o marido, Jaime Nazário, também piloto, e a ajuda de muitos, como Cézar Fuchs, da BannyPel Moto, que desenhou macacões de corrida exclusivamente para o casal.

Nesta última etapa, assim como já havia acontecido na copa de Supermoto, Gisele sofreu uma forte queda na primeira bateria. Mas sempre demonstrando muita garra, coragem e ferimentos, Gisele consertou sua moto, a "Borboleta", e voltou para a segunda bateria.

"Corro não somente por mim, corro para incentivar mais mulheres a participarem deste esporte comigo. Mesmo machucada e abalada emocionalmente pela maneira que fui tratada, resolvi seguir em frente e voltar para a corrida para mostrar o valor que uma mulher pode ter", mais uma vez declarou a brava pilota, mesmo chorando muito. Só existem duas mulheres disputando campeonatos de motovelocidade no Brasil inteiro, Gisele no RS e Michele em SP no campeonato brasileiro.

A admiração que Gisele causou lhe rendeu até capacetes da CMS especialmente customizadas para ela, verdadeiras obras de arte.

"Estou muito feliz com o resultado que alcancei e agradeço ao meu marido, Jaime Nazário, que sempre me apoio em todas as corridas, aos meus preparadores da Stilus Motos, que deixaram minha moto, a Borboleta, em boas condições, e a todos os meus demais patrocinadores", complementou Gisele. A equipe "Sobre Motos" contou com o patrocínio de BannyPel Moto, Free Sign Comunicação Visual, Sarachú Escapamentos, CMS Capacetes, Cia. Athlética, Rek Reboques e Engates e Mototech Pneus.

Ao longo de toda a temporada, Gisele contou com a maior torcida do campeonato, que sempre lotava seu box e, durante a semana, lhe mandava mensagens de incentivo vindas de todo o Brasil. Gisele ainda alcançou a façanha de ter sido a primeira mulher da história da motovelocidade a subir no pódio na categoria 250 cilindradas com um quinto lugar na terceira etapa.

Na última etapa, Gisele contou com a companhia do novo colega de equipe, o também estreante, Mateus Vinicius, que correu nas 125 cilindradas com a moto "Thundercat".

"Ano que vem, voltarei, pois não desisto fácil. Vou treinar mais e alcançarei resultados ainda melhores", finalizou a corajosa gauchinha.

O campeonato gaúcho de motovelocidade contou com o patrocínio master da Impacto Motos, loja de acessórios, roupas e equipamentos para motos e motociclistas, com lojas nas cidades de Farroupilha, Bento Gonçalves e Caxias do Sul.
Desânimo Sem Vez
03/11/2008 - Fernando Calmon
Salões de automóveis costumam ter clima de festa e ninguém deseja que a palavra crise passe nem perto. Ainda assim, o tema não foi evitado nessa 25ª edição da exposição do Parque Anhembi, em São Paulo, que se encerra domingo (9/11). O balanço final indica que as marcas veteranas se assustaram menos que as novatas. Entre estas, as francesas mais que as japonesas. Nada que ameace investimentos ou lançamentos de produtos. Os próximos seis meses serão de observação e cautela.

Executivos experientes, no entanto, projetam crescimento das vendas internas de até 5% em 2009 sobre o recordista 2008. Este ano a barreira de 3 milhões de unidades pode até não cair, mas, com certeza, no próximo. Dezenas de ações que incluem novidades de pequena, média ou grande repercussão estão nos planos de fabricantes e importadores para os próximos meses.

Nosso salão internacional alcançou sucesso quanto à participação de público (cerca de 600.000 visitantes) e estréias. Primeiras unidades do novo Honda Fit, por exemplo, estavam lá. O carro, já nas concessionárias, cresceu em dimensões, além de ganhar motores mais potentes (ambos flex, independentemente da caixa de câmbio). A marca japonesa trocou o insosso câmbio CVT por um automático tradicional, segundo ela, a pedido dos clientes. Dodge Trazo, produzido no México em acordo com a Nissan, também estreou. Essa é versão sedã do Tiida, que recebeu nova grade, motor flex e chega em meados do próximo ano.

Estreantes do início de 2009, Nissan Livina/Grand Livina (paranaenses), Citroën C4 hatch (argentino) e Mercedes-Benz CLC (mineiro) comprovam a diversificação de produção para o mercado brasileiro. A Ford não receou em mostrar o conceitual Verve 2-portas, base para o novo Fiesta, em 2010. Nem a Volkswagen titubeou ao antecipar a nova picape média argentina, prevista para a virada de 2009 para 2010. O modelo conceito Chevrolet GPix só disfarça o sucessor do atual Corsa e indica que haverá um utilitário esporte – de quatro portas e não duas, como no Salão – para enfrentar o EcoSport.

Também tiveram vez os exercícios de idéias. A Fiat exibiu um bugue ecológico – motor elétrico e painéis de fibra natural –, enquanto a Renault ousou com um misto de picape e conversível de quatro lugares baseado no Sandero.

Quem importa aposta que o novo patamar do dólar até a faixa de R$ 2,10 não trará grandes dificuldades. O preço do minúsculo smart 2-lugares – previsto em torno de R$ 55.000,00 pela Mercedes – custará quase a metade do que alguns chegaram a pagar. Motor de menos de 1.000 cm³ e baixo peso ajudaram nos impostos e no frete.

Outros modelos permanecem nos planos, eventualmente em quantidades menores, como Chevrolet Malibu, Fiat 500, VW Tiguan.
Outros importadores mantêm-se de prontidão. Do XC60, da Volvo, aos chineses estreantes com o compacto Lifan LF 520, passando pelos ágeis coreanos (os Hyundais i30 e Genesis; os Kias Soul e Rio). Continua a expectativa sobre a confirmação da nova fábrica Hyundai, em Piracicaba (SP), nos próximos dias.

O fato é que os sustos da crise global merecem reflexão e prudência. No entanto, desânimo no Salão pareceu mesmo palavra deixada de lado.

RODA VIVA

REAÇÃO do Grupo Peugeot-Citroën à experiência bem-sucedida do Logan na Europa terá resposta à altura. Fontes agora confirmam o lançamento em 2010 de um modelo na mesma faixa de preço, porém com estilo mais atraente. O carro ainda é segredo guardado a sete chaves. Pelo menos inicialmente não seria fabricado aqui ou na Argentina. Mas, nunca se sabe...

MAHINDRA não produzirá automóveis, embora esteja atenta aos sinais do mercado brasileiro. Novo minivan Xylo, de oito lugares, a ser produzido em Manaus (AM) dentro de um ano, terá inicialmente motor diesel. Pawan Goenka, presidente da empresa indiana, afirmou que AVL (Áustria) e Bosch (Alemanha) já trabalham em um motor flex para o mesmo modelo em 2010.

LINEA, pelo preço competitivo em relação aos equipamentos de série, pode ir melhor que o Marea, apesar de não ser seu substituto direto. Motor de 1,85 litro/132 cv, câmbio manual automatizado mais suave do que no Stilo e suspensões bem acertadas destacam-se no dia-a-dia. Largura do habitáculo e alguns parafusos aparentes podem tornar difícil enfrentar esse segmento.

REGULAMENTAÇÃO do Denatran para dispositivos antifurto obrigatórios mudou um pouco. Além do cronograma para automóveis e comerciais leves se estender entre agosto de 2009 e agosto de 2010, dispositivos atuais de bloqueio na chave (transponder) agora são aceitos. Manteve-se a instalação de rastreadores GPS de fábrica e contratação opcional do serviço.

VISANDO especialmente quem dirige longas horas em estradas, está disponível o sistema que alerta, por som ou vibração, se o motorista tender a dormir. Preso na orelha (sensível à inclinação da cabeça para frente), custa em torno de R$ 20,00 a R$ 40,00. Empresa brasileira que o produz começa a distribuição em concessionárias de caminhões.
 
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