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Primeira História em Quadrinhos de Motos
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Colunas do mês de Outubro / 2008  
A Oração da Coragem
27/10/2008 - Sandro Mendes Pereira
A viagem mais marcante da minha vida fiz ao lado de Márcio Vanoni, um amigo brasileiro que morava na Itália. Foi no ano de 1999. Saí do Brasil de avião e o encontrei em Roma, de onde, a bordo de seu BMW 325, cortamos a Europa do Sul ao Norte.

Estivemos em Mônaco, onde percorremos o traçado utilizado no GP de Fórmula 1. Visitamos Maranello, a casa da Ferrari e estivemos na Alemanha para ver de perto as fábricas da Mercedes e da BMW. Fomos ao autódromo de Spa, na Bélgica e ao de Silverstone, na Inglaterra.

Foi uma viagem de 11 dias ao todo, típica de dois amantes do automobilismo, em que, entre outras distrações, fotografamos os mais belos carros que circulam pelo continente europeu.

Nessa época, Vanoni lutava contra um câncer. Jamais vou me esquecer do que ele me disse na ocasião:

- Vou morrer logo. Gostaria que você escrevesse algo para colocar no meu santinho (aquele panfleto que as famílias católicas distribuem após a morte de um ente querido).

- Que besteira, não vou escrever nada, porque eu é que vou morrer antes de você. E por favor, não escreva nada para mim, porque você é péssimo escrevendo - disse eu, tentando mudar de assunto.

- Não, você sabe que não vai ser assim. Escreva algo que retrate a minha forma de encarar a vida e a morte. Você convive comigo desde a infância e me conhece como ninguém. Escreva algo para aliviar meus pais e irmãos, para que eles aceitem melhor o que vai acontecer. Me prometa, por favor.

- Tudo bem, eu prometo.

Na verdade, meu querido amigo sabia que ia morrer, o que de fato aconteceu um ano e meio depois. Escrevi então o texto A Oração da Coragem, que acabou sendo impresso em seu santinho.

Hoje, 23 de outubro, seria aniversário dele, que faleceu com apenas 31 anos de idade. Em homenagem a ele, um guerreiro que lutou com dignidade rara até o último instante, deixo ao leitor amigo A Oração da Coragem:



Senhor, se preciso for, jamais me poupe dos dissabores da vida.

Não me poupe do trabalho árduo, porque ele é que dá sentido às conquistas.

Não me poupe das derrotas, porque elas ensinam mais que as vitórias.

Não me poupe do choro, porque as lágrimas podem lavar a alma.

Se preciso for, não me poupe da doença, porque ela maltrata o corpo mas purifica o espírito e me leva pra mais perto de Ti.

Não me poupe das tragédias, porque elas são a Tua vontade.

Não me poupe da morte, porque ela será o novo caminho.

Se preciso for, não me poupe de nada, porque tudo é prova ao que eu acredito.

Dê-me exatamente o que eu mereço, nem mais, nem menos.

O que vier, seja o que for, receberei com humildade, com resignação.

E sem fazer promessas, porque com Deus não se negocia.

Apenas agradeço por estar vivo e por saber que tudo é aprendizado.

Que tudo purifica, soma, ensina.

Sou grato por saber que o que tiver de ser será,

Que o que tiver de me pertencer, pertencerá,

Porque ninguém vive ou morre no lugar de ninguém.

Portanto, Senhor, agradeço por tudo e apenas faço um pedido:

Só não me deixe faltar a coragem.


Um abraço do Piloto X. Paz.
Investimento em Cerveja
27/10/2008 - Ayrton Piquetoso
Meu velho amigo Pedrão da Conceição é um dos maiores tomadores de cerveja que o mundo já viu. Se enfileirar todas as garrafas que ele já tomou, dá umas 15 voltas no planeta. Além disso, o Pedrão bebe numa rapidez surpreendente. É o Michael Schumacher da cerveja. Outro dia ele me enviou o email abaixo:

“Mano Véio,

Para você que gosta de aplicação em bolsa, uma boa dica. Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1.000,00 em ações da Nortel Networks, um dos gigantes da área de telecomunicações, hoje teria R$ 59,00.

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1.000,00 em ações da Lucent Technologys, outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00.

Agora, se você tivesse, em janeiro/2005, gasto R$ 1.000,00 em Skol por exemplo (entenda em cerveja, não em ações), tivesse bebido tudo e vendido somente as latinhas vazias, hoje teria R$80,00!!!

Conclusão: no cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro.

MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE MENOS: menos triste, menos deprimido, menos tenso e menos p. da vida!

Pense nisso e se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama! Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas... Rá, rá, rá!!!”

AUTO FRASE: “Tá nervoso?? Leia o Piquetoso!”

QUIZTRANHO

1) O erro absurdo no pit stop do GP de Cingapura levou o presidente da Ferrari:
a) A sapatear na pista b) A chamar a polícia c) Ao psicanalista b) A virar frentista
2) Segundo as lendas, Lewis Hamilton teria afirmado:
a) Sou tão bom quanto Ayrton Senna foi b) Sou melhor do que o Senna, pois sou o resultado do cruzamento do Alain Prost com o Speed Racer c) Sou tão bom que contra o Senna eu correria de ré pra ficar mais difícil d) A diferença entre mim e Deus é que Ele não sabe pilotar e eu sei...
3) Segundo Vettel, da STR, um de seus sonhos é:
a) Jantar num cinema pornô b) Jantar com atriz pornô c) Jantar uma atriz pornô d) Fazer filme pornô em um jantar
4) Antes da corrida noturna de Cingapura, Robert Kubica:
a) Bateu a perna no tamborete b) Lavou as pernas com sabonete c) Prendeu uma lanterna no capacete b) Trocou sua lanterna por rabanetes
5) Frase de Jacques Villeneuve:
a) Lewis Hamilton é um piloto sujo e perigoso b) Lewis Hamilton não gosta de banho c) Lewis Hamilton é mais perigoso do que o Andrea de Cesaris brincando de cabra cega d) Lewis Hamilton é mais perigoso do que uma queixada do Schumacher no estômago

Respostas: 1c, 2a, 3b, 4c, 5a

O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, por que você nunca pilotou para a Ferrari? (Ricardo Mendes, de Guarujá SP). R: Não gosto da cor vermelha. Se eles mudarem a cor do carro, posso pensar no assunto. * mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br.

AUTO FRASE: “Meu carro tem pé redondo, mas faz o rastro comprido” (Tião Carreiro).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a desviar o Rio Amazonas para irrigar o nordeste brasileiro. Seja nosso parceiro, ganhe um dim dim. Organize o show “O Melhor do Ayrton Piquetoso”.

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Europa: “Schumacher confessa que sempre teve inveja da Coluna do Ayrton Piquetoso (manchete publicada no jornal alemão Joelho de Porco Post).
Revenda Traxx, Inaugura loja em Lajeado (RS)
27/10/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Move Motors, Nova Revenda Traxx, Inaugura em Lajeado (RS)

Na última sexta-feira, 24 de outubro, abriu as portas em Lajeado-RS a Move Motors, a nova revenda da Traxx, que promete agitar o mercado de motocicletas na região. A loja, sob o comando de João Luís Giovanella, já nasce com a expectativa de expandir ao longo de 2009 para Caxias do Sul e Santa Cruz, praças conquistadas pelo empresário durante as negociações com a Moto Traxx.

A Move Motors tem a proposta de agregar em sua boutique, além dos acessórios das principais marcas mundiais, como RS-Taichi, Alpinestars, Dainese, os produtos de nicho destinados a customização de motocicletas e linha completa de capacetes. A Move Motors também comercializará as exclusivíssimas peças de desenvolvimento e acessórios da Ten Kate (vencedora do mundial de superbike 2007). Além disso, um serviço agregado aos clientes da boutique Move Motors é a vantagem de poderem participar do Trackdays, empresa do grupo que organiza e coordena visitas, treinos assistidos e cursos de motociclismo em pistas no Rio Grande do Sul.

A nova revenda não se limita em ser apenas uma loja. Sua oficina multimarcas está capacitada para preparar motos de competição, tanto de motovelocidade (injetadas) quanto off-road, customização de motos, restauração de motos antigas, troca de pneus com balanceador digital, além de uma estrutura de lavagem sem igual na região.

O maior fabricante de motos do mundo

No mercado brasileiro desde 2001, a Moto Traxx da Amazônia é subsidiária do China South Group (CSG). O boarding é composto por 76 empresas, com capital geral de 10 bilhões de dólares e mais de 260 mil empregados.

O grupo tem grande importância na economia chinesa, e é um dos principais responsáveis pela modernização do país e conta com muitas fábricas de produção de automóveis, motocicletas, peças e componentes para veículos, construção de máquinas, produtos químicos, ótica, eletrônica, foto-eletrônico e matéria-prima em geral.

A capacidade da produção total de motos da Traxx é de 8 milhões unidades/ano, que ocupa 40% do mercado chinês. Os modelos produzidos abrangem desde 50 até 950 cilindradas.

Aqui no Brasil, só em 2006, foram vendidas mais de 10 mil motos. Em 2007, este número dobrou e a previsão é de fechar este ano com 40 mil motos vendidas.
Preço não é Tudo
27/10/2008 - Fernando Calmon
Ainda é cedo para tirar conclusões, mas a crise econômica global pode trazer reflexos profundos à gama de produtos da indústria automobilística. Em cada continente o cenário apresenta contornos diferentes.

Nos EUA, apesar da queda de 50% no preço do petróleo, parece irreversível a diminuição do tamanho dos carros e um encolhimento de participação de picapes e utilitários esporte nas vendas totais. O consumidor americano - meio a contragosto - aparentemente se convenceu de que sedãs/hatches/stations são mais racionais para o uso nas cidades. Devem voltar a representar mais de 60% das vendas totais em curto prazo. A sociedade aprendeu que, além do preço da gasolina, pesa bastante a dependência de países complicados para fornecimento de petróleo.

No outro lado do Atlântico, a Europa sempre forçou o uso racional por meio da forte taxação sobre os combustíveis. Porém, a idéia fixa sobre as emissões de gás carbônico (CO2) vai encarecer a produção e, provavelmente, a economia associada de consumo obtida em cada motor não compensará o preço mais alto dos novos modelos. É possível que a meta de diminuição gradativa de CO2 seja abrandada.

No Japão sinais de mudanças são tênues. Motores a diesel não têm quase nenhuma aceitação por lá e os híbridos combustão-elétrico ainda patinam. Microcarros já fazem parte da paisagem urbana - mais de um terço do mercado - e talvez continuem a avançar.

E o Brasil? Com ajuda dos biocombustíveis, em especial o etanol, a situação mostra-se de certa forma confortável. Cerca de 80% das vendas concentram-se em modelos compactos e derivados (inclusive picapes). Nos últimos tempos, se voltou a discutir a possibilidade de fabricar aqui os chamados veículos de custo ultrabaixo. Algo parecido ao indiano Tata Nano, por US$ 3.000, o mais barato do mundo. No recente Congresso da SAE Brasil, entidade de engenheiros da mobilidade, o tema mereceu um painel à parte.

A realidade na Índia, onde motos e triciclos reinam, é bem diferente. O que se debateu foi a aceitação de um modelo similar no Brasil. Considerando a taxa de câmbio em torno dos 2 reais por dólar, acrescendo impostos e margens de comercialização, o Nano teria preço sugerido teórico de R$ 12.800,00. Ocorre que lhe faltam muitos componentes, desde a tampa do porta-malas à tampa do porta-luvas, sem contar o motor de baixa potência e rodas pequenas (12 pol.). No total, 12 itens. O estudo avaliou quanto o comprador estaria disposto a pagar para atingir o nível de equipamentos do carro nacional mais barato. A soma deu R$ 20,2 mil, mesmo compensando as duas portas a mais do indiano. O Mille de entrada custa R$ 23,2 mil.

Encontraria compradores por uma diferença de preço tão pequena? Talvez sim, mas a questão crucial é se a procura sustentaria a viabilidade de produção. O Gurgel BR-800, fabricado entre 1988 e 1991, foi o produto nacional mais próximo do conceito Nano. Sem escala produtiva, nunca apresentou preço competitivo, apesar do generoso incentivo fiscal na forma de alíquota do IPI criada especificamente para o modelo (5%).

Como preço não é tudo, o carro de custo ultrabaixo traz mais dúvidas do que certezas.

RODA VIVA

ANFAVEA vai propor ao Denatran um novo cronograma para instalação de rastreadores em todos os veículos, previsto para iniciar em agosto de 2009. O programa começaria em janeiro de 2010 pelos modelos mais caros. Gradualmente se estenderia ao restante da produção ate o final de 2010. Espera-se que roubos e furtos de veículos, além do preço do seguro, diminuam.

MOTOR a gasolina de 4 cilindros, 2,7 litros, 158 cv é o grande destaque da Hilux 2009, que recebeu retoques na parte dianteira. Disponível só na versão SR, cabine dupla, 4x2, custa R$ 80 mil – cerca de R$ 18 mil a menos que a diesel equivalente. Traz conforto acústico ímpar para uma picape media. Toyota espera participação nas vendas de 10%, mas potencial é maior.

HILUX SW4 mudou mais visualmente e agora pode transportar sete passageiros (na última fileira, só de baixa estatura). Resultado indica certo rebuscamento de estilo, talvez desnecessário. Motor de ciclo Otto será flex, quando estiver disponível dentro de seis meses (Toyota admite, sem sinalizar prazo). Suspensões continuam muito bem acertadas e novo revestimento em couro bege, melhor.

EFEITO colateral da possível compra da Chrysler pela General Motors surgiria nas estatísticas globais de vendas de veículos. Embora sem importância para a conclusão das negociações, a GM recuperaria o posto de maior produtor mundial com certa folga. Este ano tudo indica que a Toyota alcançaria aquela posição, dependendo de alguns mercados. A empresa americana lidera há 77 anos.

NOVO triciclo nacional, o Pompéo, em desenvolvimento há dois anos, tem chamado atenção até no exterior. A motorização prevista está entre 250 e 500 cm³ de baixo peso. Há estudos de aplicação híbrida ou mesmo elétrica. Pormenores do projeto podem ser vistos em  www.triciclopompeo.com.br .
7o Moto Estância Recebe mais de 30 Mil Pessoas
23/10/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
O 7o Moto Estânica contou com a presença do Prefeito de Estância Velha, Elivir Desiam, e de várias personalidades do motociclismo, como o Padre Dinho, o Casal Lindinha e Brucutu, entre tantos outros. Mais de 300 moto-grupos estiveram presentes e um público de aproximadamente 30.000 pessoas.

O 7° Moto Estância ainda contou com a participação de mais de 30 expositores entre eles o destaque para a Gripho, RC Zenni Alforges, Sobrerodas Racing, Impacto Motos, Free Course, Os Abutres, e muitos outros. Só a área de alimentação contava com mais de 10 expositores.
A programação foi intensa nestes três dias de 7o Moto Estância.

Na entrada da cidade os moto-grupos eram recepcionados com churrasco e um comitê de boas-vindas.

Ao meio-dia foi servido um boi no espeto, na mais tradicional moda gaúcha, com espetos de pau e com fogo de chão.

O evento começou dia 17, a partir das 16h, com recepção para motociclistas e depois, a partir das 19h30min, com show da Equipe Radical Wheeling, abertura Oficial com show Pirotécnico,
Show Equipe Giro Total, Globo da Morte e encerramento de sexta-feira com apresentação da Banda Os Daltons.

No sábado, a partir das 7h, foi servido café tropeiro feito pelos Cambonas e a partir das 12h apresentações da Banda Na Face, Show Alto Risco, Show equipe Arte Equilíbrio, Show Equipe Giro Total, Show Radical Wheeling, Banda Os Daltos e, finalizando a noite de sábado, show com Raulzito, cover de Raul Seixas.

No Domingo novamente a recepção dos moto-grupos com café tropeiro feito, Show Radical Wheeling, Show Equipe Giro Total, Show Equipe Arte e Equilíbrio, Show Alto Risco e o encerramento foi com um maravilhoso show pirotécnico.

O moto grupo Cambonas do Asfalto é um grupo em que o amor e a simplicidade se misturam e isto se transmitiu para o 7o Moto Estância.

O evento teve a organização dos Cambonas, presidido por Vilson Rauber, e composto pelos seguintes integrantes: Ademir Zimermann, Alexandra F. T. Zimermann, Elisandro Campos Trisch, Sabrina Reis Trisch, Roseli Bohn Rauber, Luiz Carlos dos Santos, Elaine Terezinha Weiand, Paulinho Koepsel, Janete de F. Bueno, Euclides Germano Weiand, Cíntia Juliana Weiand, Aroni Laurino Weiand, Vania Oliveira Weiand, Carlos Jair Weiand, Graziela Lucas, Adelar Koepsel, Darlei Kunst, Tania Maria Koepselm Carlos Alberto Meinhardt, Magali Staudt, Rosineia R. da Silva Meinhardt, Elisete Chaves da Rosa, Ricardo Alexandre Weiand, Remi Baldoino Kollet e Marcos Rodrigo Lermen.

O 7o Moto Estância ainda contou com o apoio da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Estância Velha.
Rimas Caipiras
20/10/2008 - Ayrton Piquetoso
A vida na zona rural tem riquezas diferentes. Riquezas como o convívio com a natureza, o cheiro de mato, o ar puro, as águas sem a poluição dos grandes centros, os sons do silêncio da roça, como o conversar dos pássaros e o dedilhar da viola caipira.

Muitas dessas riquezas estão ao alcance dos jipeiros, substitutos naturais dos antigos cavaleiros, que também cortavam matas, córregos e vales.

O próprio caipira é outra dessas riquezas da zona rural, com seu jeito manso e seu linguajar único, suas trovas às vezes entristecidas e seus versos não raro engraçadíssimos.

Abaixo, alguns desses versos, os quais ouvi de alguns caipiras legítimos que tive o prazer de conhecer por esse interior afora a bordo do meu jipe:

“Eu de lá, você de cá,
Ribeirão passa no meio,
Você de lá soltou um suspiro
E eu de cá caí dentro dágua.”

“Lá vem a Lua,
Vermelha que nem coalhada,
Redonda que nem tamanco,
Se você não gosta de mim,
Então por que me emprestou sua égua???”

“No alto daquela serra
Passa boi, passa boiada
Ai que vontade de beber pinga.”

“Joguei meu chapéu pra cima
Para ver onde caía
Caiu no colo da véia,
Cruz em Credo Ave Maria!”

AUTO FRASE: “O sol nasce, o carro anda, o lobo uiva e o urso panda” (internet).

QUIZTRANHO

1) Em exposição na capital espanhola, Fernando Alonso:
a) Pintou uma vaca nas cores da Renault b) Vestiu-se de vaca e fugiu de trator c) Fingiu de vaca e chifrou seu avô d) Brigou com a vaca que o chifrou
2) Recentemente, o pai de Alonso disse que o filho:
a) Não usa desodorante b) Não é arrogante c) Comprou um caminhão basculante d) Adora tocar berrante
3) Frase de Ayrton Senna:
a) Não mordi o volante porque eu já tinha almoçado b) Não mordi o volante porque estava de capacete c) Não mordi o volante porque prefiro rabanete d) Eu mordi o volante e engoli o capacete
4) Em seu capacete, Nelson Piquet usava o desenho de:
a) Uma gota estilizada b) Um espermatozóide estilizado c) Uma gota de veneno estilizada d) Uma gota de gasolina estilizada
5) Segundo o jornal Bild, Kimi Raikkonen:
a) Acelera apenas à noite, porque ele é um campeão de festas b) Acelera apenas à noite, porque ele é descendente de Vlad, o Empalador, também conhecido como Conde Drácula c) Acelera apenas à noite, porque durante o dia normalmente ele hiberna d) Acelera apenas à noite, porque de dia tem o estranho hábito de pilotar barcos vestido de gorila

Respostas: 1a, 2b, 3b, 4a, 5a

O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, dizem que recentemente você teve uma briga feia com o Bernie Ecclestone e o Jean Todt. É verdade? (Lucas Loureiro, São Paulo). R: O Bernão? O Toddynho? Que é isso??!!. Isso é intriga da Fia, aquela fia da mãe! * Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: “Criança no banco da frente dá acidente, acidente no banco de trás dá criança” (internet).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a comprar o Eurotúnel para seus filhos brincarem de Ferrorama. Seja nosso parceiro. Promova o show “O Melhor do Ayrton Piquetoso”.

REPERCUSSAO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Rio de Janeiro: “Rei Roberto Carlos, que adora automobilismo, fará música sobre o Ayrton Piquetoso. Lançamento será em seu show de fim de ano” (manchete publicada no jornal carioca Tiroteio, Balas Perdidas e Presuntos Post).
Infernão Dias
20/10/2008 - Sandro Mendes Pereira
A Fernão Dias – BR 381 sempre foi uma estrada perigosa. Residindo às suas margens desde pequeno, perdi muitos amigos e conhecidos em acidentes ocorridos ali, principalmente na época em que a rodovia não era duplicada.

Era uma vergonha, um pesadelo. A pista era estreita, sem acostamento e repleta de caminhões. Eu mesmo, que viajava frequentemente por ela, escapei por pouco de alguns desastres. Era uma época em que chamávamos a estrada de Infernão Dias.

Mesmo depois de duplicada, a rodovia continuou registrando muitos acidentes. Primeiramente, porque usaram o traçado antigo, que possui incontáveis curvas. Trata-se de um projeto ultrapassado, principalmente considerando as velocidades atingidas pelos carros de hoje. Além disso, o asfalto é péssimo, cheio de ondulações que formam enormes poças em dias de chuva.

Agora a BR foi privatizada e os primeiros resultados começaram a aparecer. A OHL Brasil, empresa que ganhou a concessão da estrada por 25 anos, vem recuperando toda a sinalização e o piso da estrada, além de capinar o mato ao longo da pista.

Desde o dia 15 de agosto, já existe também socorro médico e mecânico 24 horas aos milhares de motoristas que transitam diariamente no eixo São Paulo/Belo Horizonte. O número do telefone de atendimento é 0800 2830 381.

Acredito que a partir de agora o Sul de Minas caminhará a passos mais largos. A Fernão Dias, principal artéria da região, sempre entupida de carretas e caminhões movidos a diesel, sangue e lágrimas, finalmente irá oferecer mais segurança e conforto aos seus usuários, trazendo na carroceria progresso e desenvolvimento.

Que seja bem-vinda a privatização. E que ela consiga diminuir o alto número de acidentes da BR. Saímos do Infernão, estamos no purgatório, queremos chegar ao céu.

Um abraço do Piloto X. Paz.
Acertando as contas com Xangai
20/10/2008 - Leandro Alvares
A imprudência de 2007 foi enterrada na base da dominação e extrema autoridade para liderar praticamente todas as voltas da corrida chinesa e fazer ainda um hat-trick (pole, vitória e volta mais rápida). Barba, cabelo, bigode e sete pontos de favoritismo para conquistar o título da Fórmula 1.

Lewis Hamilton pode ter jogado fora o Mundial do ano passado, mas mostrou em 2008 que não comete erros consecutivos em uma mesma pista. Uma realidade pouco agradável para Felipe Massa, que agora passa a depender de um milagre para repetir o feito de Kimi Raikkonen em Interlagos.

O brasileiro terminou o GP da China em segundo graças à ajuda do companheiro finlandês, que não poderia fazer outra coisa senão abrir espaço para o parceiro neste momento de decisão. Nada de errado na atitude da Ferrari. O erro da equipe italiana, se é que podemos chamar assim, foi ter permitido uma disparada assombrosa da McLaren no circuito de Xangai, algo que ninguém imaginava que pudesse acontecer de uma hora para outra.

Impossível também não duvidar do potencial dos carros vermelhos para a decisão no Brasil. Andaram muito bem nas duas últimas edições da prova brasileira, como também haviam dominado as duas últimas de Xangai. E agora? Um desafio extra para Massa e um certo conforto para Hamilton.

Ah, a corrida deste fim de semana. Muito chata em termos de emoção. Do jeito que os ponteiros partiram eles terminaram; exceção feita à troca de posições entre os vermelhinhos. Um incrível teste de resistência para se manter acordado em frente à televisão. Comparada às etapas calorosas como a de Fuji e Cingapura, um verdadeiro porre.

Mas sempre há pontos relevantes a se destacar. Hamilton, por exemplo, foi impecável e colocou uma mão e meia na taça. Massa, incapaz de disputar a vitória, foi prudente em não cometer erros e pensar que milagres são possíveis. Raikkonen, enquanto isso, trabalhou para a equipe, garantindo seu segundo pódio consecutivo desde os quatro seqüenciais obtidos entre Malásia e Turquia, no começo do ano.

Fernando Alonso, que prometeu ajudar Felipe se possível, cumpriu com a palavra na briga com Heikki Kovalainen no princípio do GP. Um quarto lugar merecido para o asturiano, que sozinho já somou mais pontos este ano do que os dois pilotos da Renault em 2007. Uma fera este bicampeão.

A BMW, sem mais chances matemáticas de brigar pelo título, colheu o sexto e sétimo lugares de Nick Heidfeld e Robert Kubica, respectivamente. Muito pouco para um time que chegou a rivalizar com Ferrari e McLaren, mas agora apanha da Renault. Os alemães devem ficar espertos para o ano que vem...

Ainda sobre a Renault, conseguiu mais uma vez pontuar com seus dois corredores graças ao oitavo lugar de Nelson Piquet. Uma bela atuação do brasileiro, que merece seguir no grupo francês por mais uma temporada. O mesmo vale para Rubens Barrichello, que tirou leite de pedra do fraquíssimo Honda para receber a bandeirada em 11º, fazendo bonito em momentos como o ataque maciço de Mark Webber.

O destaque negativo em Xangai foi uma exclusividade de Heikki Kovalainen. É verdade que enfrentou problemas e abandonou, mas foi apático durante todo o fim de semana, mesmo dispondo de uma incrível máquina. Lamentável.

Que venha agora a decisão, pelo quarto ano seguido no Brasil e pela primeira vez com um brasileiro na luta pelo título. Independente do desfecho da trama, saibamos curtir esse momento, afinal um brazuca não chega à última corrida com chances de faturar o caneco desde 1991.

Hamilton ou Massa campeão, Interlagos vai ferver!

Numerologia da decisão

- 2 pilotos chegam a Interlagos com chances de ser campeão;

- 2 é o número do carro de Felipe Massa;

- 22 é o algarismo estampado na McLaren de Lewis Hamilton;

- 2 poles tem Felipe Massa no Brasil;

- 2 pontos foi o que Lewis Hamilton somou em Interlagos no ano passado;

- 2 finlandeses podem colaborar para a definição do novo campeão;

- 2 países (Brasil e Inglaterra) que não conquistam um título há mais de dez anos;

- 2 de novembro é o dia da decisão no GP do Brasil;

- 2/11/2008. 2+1+1+2+0+0+8=14. Se dividirmos por dois, o algarismo do momento, o resultado será sete. Exatamente a vantagem de pontos que Hamilton traz pelo segundo ano consecutivo a Interlagos.

Inútil coincidência, mas que deixamos registrada!
O Novo Luxo
20/10/2008 - Fernando Calmon
Entre as mudanças marcantes do mercado brasileiro, o segmento de luxo vem surpreendendo. Hoje, há mais de 50 modelos com preço superior a US$ 80.000 (cerca de R$ 160.000,00) e as vendas no período 2006-2009 terão crescido 100%, segundo projeções dos fabricantes. A Ford detectou que, além da ostentação do luxo tradicional, começa a sobressair o estilo de vida como novo marco dos endinheirados. Menos chamativo, porém com muita disposição para gastar.

Outra referência, uma tendência internacional, é o avanço dos crossovers. O neologismo, sem tradução direta para o português, significa um desenho de carroceria que mescla diferentes formas. Em geral, crossover mistura traços de um utilitário esporte com station wagons ou hatches e sedãs tradicionais. O sedã-cupê de quatro portas seria um exemplo menos purista. Na realidade, esse tipo de carroceria é uma resposta da indústria ao utilitário esporte tradicional, procurando agregar elementos mecânicos e arquitetura dos automóveis, inclusive centro de gravidade mais baixo e consumo menor.

No Brasil, Nissan Murano, Dodge Journey, Mitsubishi Airtrek e o Volvo XC60 (em 2009) são crossovers típicos, todos importados, mas em segmentos de preço diferentes. Nesse contexto, a Ford começa a vender, para entrega em dezembro, o Edge por R$ 150.000,00, em versão única, com motor a gasolina V6/3,5 l/269 cv. Vindo do Canadá, fica sujeito ao imposto de importação (II) de 35%. Seu preço também mistura os concorrentes diretos. A empresa citou três utilitários esporte tradicionais: Toyota Hilux SW4, Hyundai Vera Cruz e Mitsubishi Pajero Full. O Hilux, em breve também a gasolina, é o rival mais forte porque chega da Argentina sem II.

O Edge reúne os ingredientes de um crossover para o mercado de luxo: arquitetura do sedã mexicano Fusion, linha de cintura alta e área envidraçada menor. É 10 cm mais baixo que o Hilux e tem 12 cm menos de altura que o Pajero. O entreeixos de 2,82 m proporciona amplo espaço para as pernas atrás, mas o assoalho elevado implica um ângulo desfavorável entre quadril e joelho, como se repete em todos os veículos desse tipo. O encosto bipartido reclinável ameniza esse desconforto.

Há uma longa lista de itens de série. Abertura elétrica da tampa do porta-malas (908 litros, até o teto, mas sem cobertura) com sistema anti-esmagamento, rebatimento elétrico do banco traseiro, sistema de áudio de alto nível, tela de LCD (6,5 pol) com comando por toque, comandos por voz, e navegador GPS (mapas de cidades brasileiras estarão disponíveis), entre outros. Único opcional é o teto solar duplo, de vidro.

Com 1,92 m de largura, o Edge pode ser conduzido sem sustos e a tração 4x4 temporária (engatável de forma automática sob demanda) tem previsível bom desempenho no uso fora de estrada moderado. As suspensões são independentes nas quatro rodas (18 pol de diâmetro). Além do tradicional controle eletrônico de trajetória, há também sensores de inclinação excessiva da carroceria que comandam atuação sobre os freios das rodas externas às curvas, evitando a maioria dos casos de capotagem.

O Edge mostra que as marcas americanas ainda são concorrentes de peso nesse segmento.

RODA VIVA

NOVO Scénic francês terá estilo tão ousado como o Mégane III. Afinal, o C4 Picasso, principal concorrente, confirma trajetória de sucesso na Europa. No entanto, é possível que a Renault não o produza aqui, pois o Nissan Livina já está confirmado para a fábrica de São José dos Pinhais (PR). Aparentemente, o mercado de monovolumes médios seria pequeno para dois produtos.

VISITA do presidente da Mitsubishi, Osamu Masuko, é indicador de que a empresa quer ampliar presença no Brasil. Grupo Souza Ramos, que fabrica picapes e utilitários em Catalão (GO), continuará a parceria iniciada há 10 anos. Nada impede que a marca japonesa produza em outra unidade, com investimento próprio, um compacto novo. Masuko admitiu estudos, sem pormenores.

QUATRO meses depois de lançado no Peugeot 307, motor flex de 2 litros de 143/151 cv chega ao Citroën C4 Flex com câmbio automático (versão manual, no início de 2009). Com álcool, o motor ganhou 8 cv ou 7% a mais de potência, sem alterar a taxa de compressão. As marcas francesas ainda precisam evoluir: aumento da taxa significa mais torque e menor consumo de álcool.

ENCOLHIMENTO das vendas traz problemas internos aos fabricantes. Algumas das atribuições da engenharia da GM na Alemanha podem ser transferidas para os EUA. O fato é que carros médios europeus, nessa nova fase de economia de combustível, agora atraem compradores americanos. Pode causar desemprego na Opel. No Brasil, nada muda.

ESTIMATIVA da Bridgestone Firestone aponta expansão da prática brasileira de utilizar conserto provisório (o conhecido macarrão) no lugar do definitivo (reparo a quente), no evento de pneu furado. O fabricante recomenda enfaticamente: conserto definitivo deve ser feito logo que possível para garantir segurança.
12º Mercocycle Bate Recorde de Público
15/10/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
12º Mercocycle Bate Recorde de Público e é um Estrondoso Sucesso !

No primeiro dia do 12° Mercocycle, evento organizado pelo Moto Grupo Gaudérios do Asfalto, que aconteceu de 10 a 12/10 na cidade de Santa Maria/RS, já se prenunciava o grande sucesso que estaria por se consagrar, pois todos os hotéis da cidade já estavam lotados.

A organização do evento foi de Edson Steglich - Presidente dos Gaudérios e de Cleber Winckler - Coordenador do 12º MERCOCYCLE, com o apoio do Conselho Municipal de Trânsito, da Defesa Civil do Município de Santa Maria e da Prefeitura Municipal de Santa Maria. Foram mais de 100 integrantes dos Gaudérios, auxiliados ainda pelos familiares de alguns que, incansavelmente, se esmeraram para proporcionar momentos de alegria e divertimento para os presentes, e conseguiram!

Santa Maria fica a aproximadamente 290 quilômetros da capital gaúcha e o 12° Mercocycle estava incluído na programação de comemoração dos 150 anos da cidade, já fazendo parte do calendário anual oficial. O evento tem uma fama de ser um sucesso tão grande que, no ano anterior, foi o vencedor da escolha de Melhor Moto Encontro do Estado do RS.

Na sexta-feira (10-10) a programação iniciou às 7h50min com recepção com água e refrigerante, chimarrão e café nas principais entradas da cidade de Santa Maria. Às 8h aconteceu à abertura dos portões do 12° Mercocycle com o almoço livre em qualquer um dos quiosques da área de alimentação compostas de lanches. Às 16h começou a programação cultural do encontro, com várias apresentações até às 17h20min.

Um detalhe muito importante nesta edição do Mercocycle foi promover palestras para os motociclistas terem mais segurança ao pilotar sua moto. No sábado e no domingo ocorreram três palestras proferidas pelo capitão Neto. Na sexta foram realizadas duas palestras, uma sobre “Condução de Motocicletas” e outras sobre “Curvas em Moto”.

Encerrada a parte preventiva e educativa do evento, aconteceu o Show “Globo da Morte” com a Família Rodrigues e a apresentação da Banda Espinha de Peixe.

A entrada do evento podia ser realizada com 2 quilos de alimento, o que proporcionou a arrecadação de várias toneladas que serão distribuídas pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania para as pessoas necessitadas da comunidade santa-mariense.

No sábado (11/10), a abertura oficial aconteceu às 10h com a presença de várias autoridades. Por volta de 10h40min teve início o passeio com cerca de 2.300 motos pelos principais pontos da cidade, sendo todos recebidos com palmas e acenos. Após o almoço, as motos rumaram em direção à Base Aérea de Santa Maria, onde ocorreu a apresentação de caças supersônicos F5 da aeronáutica. Na pista vários aviões e helicópteros estavam expostos para os motociclistas verem e fotografarem.

A programação cultural das 16h às 18h no CDMS recepcionou os motociclistas com shows de dança contemporânea, música japonesa, tango entre outros. Após às 20h30min, o show com a Banda Espinha de Peixe foi pro palco.

Ao mesmo tempo acontecia um Jantar Vip aos inscritos e convidados especiais no Ginásio.

Na entrada destes convidados especiais, a recepção foi feita com raio laser, com passagem por um túnel de balões e uma calorosa recepção por um corredor de integrantes dos Gaudérios do Asfalto, que aplaudiam todos que adentravam. Enquanto se acomodavam, os convidados puderam ver os melhores momentos do que havia acontecido até então pelas fotos clicadas por Gisele Flores e que eram exibidas em telão.

Foi uma emoção muito grande, complementada com um cardápio super elaborado e finalizado com um delicioso sorvete de sobremesa. Os mais de 1.000 motociclistas presentes puderam jantar e, após, curtir um show muito eclético e divertido de Beto Pires, que fez com que as pessoas dançassem e batessem palmas, acompanhando a música que tocava, de Elvis a música nativista, um verdadeiro “Show Man”, além de excelente humorista. Entre uma música e outra, diversos brindes oferecidos pelos expositores do evento foram sorteados.

O evento finalizou com números importantes: um público recorde de mais de 20.000 pessoas, mais de 2.300 motos, mais de 140 moto grupos presentes, mais de 200 cidades representadas, delegação uruguaia com mais de 300 pessoas, (só o moto grupo Bodes do Asfalto se apresentou com mais de 100 motociclistas), 21 expositores, 10 estandes de alimentação e mais de 200 barracas montadas no acampamento, tudo isto funcionando de maneira ordeira, com segurança e ambulância presente 24 horas em qualquer atividade do evento.
Tropeço dos líderes, genialidade de Alonso
13/10/2008 - Leandro Alvares
Uma corrida emocionante de muitos destaques relevantes. A começar pelo vencedor, sem dúvida o melhor piloto da Fórmula 1 atual. Um sujeito completo que sabe fazer a diferença quando vê brecha para alcançar um bom resultado. Foi assim em Cingapura e novamente Japão, palco da segunda vitória consecutiva do bravo Fernando Alonso em 2008.

Empolgado com a considerável evolução do carro da Renault, o espanhol buscou no enorme talento a vantagem que precisava para vencer a antepenúltima etapa do Mundial. Foi beneficiado pelos erros e problemas dos postulantes ao título, é verdade, mas esteve longe de ter a vida facilitada, afinal a BMW de Robert Kubica e a Ferrari de Kimi Raikkonen estavam no páreo pelo degrau mais alto do pódio. Estavam, porque o bicampeão tratou de arrasá-los com seu bólido ainda inferior em nível técnico.

O caminho para a vitória do asturiano surgiu logo na largada, o ato crucial deste Grande Prêmio. Não fosse a afobação de Lewis Hamilton pela perda da liderança para Raikkonen, muito provavelmente o britânico se manteria na briga direta pelo pódio, na pior das hipóteses.

Em vez da cautela recomendada para um líder do torneio, o inglês da McLaren resolveu arriscar tudo na freada para recuperar a dianteira. Com isso, passou reto na curva e perdeu várias posições, abrindo espaço para a possibilidade de incidentes, que no caso aconteceu exatamente com Felipe Massa.

Malandro, o brasileiro mereceu o “drive-through” por ter ocasionado a rodada de Hamilton. No desenrolar da prova, no entanto, guiou com extremo arrojo e determinação para levar dois importantes pontinhos do sétimo lugar para casa. Chegou em oitavo, mas acabou beneficiado com a penalidade de 25 segundos imposta a Sébastien Bourdais, em razão do enrosco do francês com o ferrarista na saída de seu pit-stop.

Sendo assim, Massa diminui a diferença que o separa de Lewis, 12º no Japão, para cinco pontos no campeonato. Duas vitórias com pelo menos uma dobradinha da escuderia italiana passam a ser a conta de Felipe para faturar o caneco.

Caneco este que agora só tem três concorrentes. Raikkonen, terceiro colocado em Fuji com uma nova atuação discreta, já está matematicamente alijado do sonho do bi. Kubica, enquanto isso, segue no papel de candidato a azarão com 12 pontos atrás do líder da tabela e sete a menos que Massa. Méritos absolutos do polonês, que terminou em segundo com a BMW cambaleante no circuito nipônico.

Além da vitória, a Renault festejou no Japão o ótimo quarto lugar de Nelson Piquet, posição que pode ter garantido ao brazuca a justa permanência na equipe para 2009. Com direito a algumas voltas na liderança, o piloto fez a sua melhor prova no ano, em que pese o circunstancial segundo lugar no GP da Alemanha.

Jarno Trulli, o quinto colocado, e Sébastien Bourdais, décimo após a injusta punição, também tiveram a chance de andar na ponta. Outros dois destaques do Grande Prêmio, certamente. Sebastian Vettel ficou em sexto, completando a sua quinta corrida seguida na zona de pontos, sendo o único a pontuar nessas últimas cinco etapas. Ótima façanha para a Toro Rosso.

Apesar do 13º posto, a prova de Rubens Barrichello valeu a pena pela disputa por posição com Nico Rosberg, que enfrentou dificuldades para superar o carro ruim do brasileiro. O alemão fez a ultrapassagem, mas não escapou da forte resistência do veterano.

Restam agora dois GP’s para o desfecho do Mundial, que pode ser decidido na próxima semana na China. Para tanto, será necessário uma vitória de Hamilton combinada a um quinto lugar de Massa, na conta mais simples. Possível, mas a princípio pouco provável. Se bem que nada tem sido previsível nas últimas corridas.

Tudo graças ao forte equilíbrio da temporada 2008, mas principalmente aos inúmeros vacilos de Lewis e Felipe.
O Entregador de Apetrechos Sexuais
13/10/2008 - Ayrton Piquetoso
Estou voltando de férias. A última semana passei na casa de meu tio Eduardo, em Belo Horizonte. Ele trabalhou durante vários anos na Fiat. Aposentou-se em 2005 e, cansado de ficar à toa, resolveu ajudar minha prima, Natália, em suas vendas de perfume de porta em porta. Para manter a forma física, tio Eduardo resolveu cuidar ele próprio das entregas, serviço que faz de bicicleta.
Além de vender perfumes, minha prima tem um outro negócio sigiloso. Ela vende produtos eróticos, embora meu tio não saiba disso. Para despistar, ela embrulha os produtos eróticos como se fossem perfume. Inocentemente, tio Eduardo entrega os apetrechos sexuais pelos quatro cantos de Belo Horizonte sem saber do que se trata.
Outro dia meu tio foi ao banco e por acaso encontrou um cliente, para o qual havia entregue um pênis de borracha no dia anterior. Após os cumprimentos, o cliente disse a ele:
– Sabe aquele produto que o senhor me entregou ontem? A ponta está estragada.
Meu tio, achando que se tratava de um frasco de perfume, perguntou:
- Não está esguichando?
Surpreso, o cliente perguntou:
- Mas ele esguicha? Que interessante! Esguicha exatamente o quê??
- Ué, esguicha perfume – respondeu tio Eduardo.
- Então o produto que o senhor me entregou está com defeito mesmo, porque além da ponta estar totalmente torta, o buraquinho do esguicho está entupido...
 
AUTO FRASE: “O meu outro carro... também é uma merda” (adesivo colado em um Lada).
 
QUIZTRANHO
 
1) Manchete do jornal Daily Mail sobre disputa de Raikkonen e Hamilton em Spa:
a) A F1 emanou o seu mesmo fedor de sempre b) A F1 fede tanto que dá até cãibra no nariz  c) A F1 fede mais do que um gambá enfezado d) A F1 é mais fedorenta do que fralda de criança
2) Em entrevista, Fernando Alonso disse que o jogador Robinho:
a) Não é um proletário b) Não é mercenário c) Não é um dromedário d) Não é um protozoário
3) Frase do piloto Ingo Hoffmann sobre a Corrida do Milhão, da Stock Car:
a) Vim buscar um milhão e acabei com o sabugo b) Vim buscar um milhão e perdi até o meu sabugo c) O meu sabugo vale um milhão d) Milhão, sabugo... isso não é corrida, é uma plantação!
4) O piloto Antonio Pizonia tem uma filha com:
a) Uma famosa saltadora, Maurren Maggi b) Uma famosa comedora de caldo Maggi c) O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi d) Uma governadora que tem muitas tatuagens
5) Apelido de Pizonia:
a) Office boy b) Motoboy c) Jungle boy d) Boy George
              
Respostas: 1a, 2b, 3a, 4a, 5c
 
AUTO FRASE: “O mundo é uma roda” (André Casaroli).
 
AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a trocar um cheque para o Bill Gates.  Contrate o show O Melhor do Ayrton Piquetoso. Seja um parceiro nosso!
 
O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, é verdade que você já foi pego em altíssima velocidade numa estrada do Sul de Minas? R: Verdade. Eu estava apostando corrida com um disco-voador, que fez uma curva fechada e derrubou o ET em Varginha. A propósito, o ET de Varginha é um parente do Robert Kubica que estava passeando por lá.
 
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Europa: “Coluna do Ayrton Piquetoso é indicada para o Prêmio Nobel de Literatura 2009” (manchete publicada no jornal russo Andropov Tomava Engov Post).
O Melhor Carro
13/10/2008 - Sandro Mendes Pereira
Na semana passada recebi a seguinte pergunta de Eduardo Pereira, de Campos Gerais MG:

Piloto X, como admirador de carros, quais foram os melhores que já dirigiu e quais as características que mais o impressionaram em cada um deles?

Não tive a oportunidade de dirigir muitos carros na minha vida, mas alguns, em especial, me chamaram a atenção.
Minha marca predileta é a BMW. Não acho os BM espetaculares em termos de design, mas o motor é sensacional, potente, econômico e com um ronco único.
Outro carro que adorei dirigir foi o Mitsubishi Eclipse. Baixinho e agressivo, parece um superesportivo, embora esteja longe disso.
Em termos de conforto, dois carros me surpreenderam positivamente: o Ômega australiano e a Cherokee. São grandes, macios e aconchegantes, apesar da Cherokee beber horrores.
Com relação a câmbio, tive uma surpresa agradável com o Marea 2.4, em função de sua maciez e precisão.
Outro nacional que me impressionou no passado foi o Vectra 2.2, cujo motor tem um excelente torque, sem falar do design maravilhoso do carro.
Apesar de beberrão, o motor V6 4.3 da Blazer Executive sempre me chamou a atenção pelo som diferenciado, gostoso de se ouvir, apesar da perua ser muito instável em curvas.
Outro nacional cujo motor tinha um rugir delicioso era o Opala Diplomata que, em altas velocidades, parecia assobiar. Um seis cilindros inesquecível.
A propósito, lembro-me de um diálogo que tive certa vez com um jornalista especializado. Perguntei a ele:
- Na sua opinião, qual o melhor carro que existe?
- O melhor carro que existe é o BMW. O melhor automóvel que existe é o Mercedes. E a melhor máquina que existe é a Ferrari.
Um abraço do Piloto X. Paz.
Engenharia de Novos Rumos
13/10/2008 - Fernando Calmon
Os fóruns e painéis de debate ganham importância cada vez maior nos Congressos anuais da SAE Brasil, ramo nacional da centenária Associação dos Engenheiros da Mobilidade, fundada nos EUA em 1905. A 17ª edição, realizada em São Paulo, na semana passada, destacou-se não apenas pelos 120 trabalhos técnicos de alto nível, apresentados também por conferencistas estrangeiros. Alguns dos painéis focaram o dia-a-dia dos motoristas.

O tráfego urbano esteve no centro das atenções. O consultor Celso Franco defendeu como possível solução, na mais congestionada capital do País, a sua idéia de utilização racional das vias. Trata-se da combinação do transporte solidário com uma espécie de pedágio urbano de baixo custo para os automóveis. Carlos Castilho, especialista em desenho automobilístico, falou sobre o futuro reservado aos carros de pequeno porte. Uma possibilidade está em veículos pequenos acopláveis em minicomboio. Seriam separáveis e tomariam diferentes rumos ao longo da jornada, reunindo-se no final do dia na volta para casa.

Discussão interessante foi sobre a viabilização de veículos de baixo custo no Brasil. O tema é importante e profundo, mas avançará pouco no Brasil enquanto não se aliviar o peso dos impostos. Luc de Ferran, consultor experiente, foi cético: governo teria que transferir a carga fiscal para outro ramo industrial.

No painel dos presidentes de grandes empresas, Gábor Deák, da Delphi, chamou a atenção que o Brasil, já em 2007, ultrapassou o Japão como maior produtor mundial de automóveis compactos (sem computar monovolumes). Ele aposta nesse segmento pela vocação, experiência, escala, competição interna e demanda reprimida. Jérome Stoll, da Renault, se disse surpreso pelo Brasil não possuir marca própria ao contrário de chineses, russos, coreanos e indianos. De fato, nenhuma das tentativas vingou, mas sempre existe esperança.

A área de exposições ampliada atraiu novas empresas, até do setor de duas rodas. Entre as atrações, o simulador da TRW reproduziu as novas tecnologias que vão do estacionamento quase automático ao cinto de segurança com auto-ajuste reversível em situações de risco. Visteon e 3M juntaram-se para exibir o carro do futuro com mais de 50 recursos, alguns pela primeira vez no Brasil. Em um país de clima quente, a película refletora solar da 3M pode se aplicar nos vidros sem perturbar a visibilidade, como ocorre com os tão disseminados filmes escurecidos além do que a lei permite. A Plascar investe em novas aplicações para os plásticos, inclusive em rodas de polímero compactado, mais leves e resistentes. A Fiat já se interessou, se homologadas pelos seus padrões.

Nos bastidores se notou que a tal aplicação diesel-gás praticamente saiu de cena, enquanto o sistema flex etanol-gasolina encontrou o primeiro cliente no exterior: a Bosch aplicará o seu nos motores de 1,6 e 1,8 litro da Nissan mexicana para o Tiida, Sentra (exportados para cá) e o futuro Livina nacional. E ficou o suspense: qual será o primeiro motor flex nacional com partida a frio sem gasolina, em 2009? Ninguém arriscou a resposta, mas os alemães parecem liderar as apostas.

RODA VIVA

PRIMEIROS motores V6 flex que equiparão produtos fabricados no Brasil serão da Mitsubishi, conforme informou a coluna há mais de um ano. Motores continuarão vindo do Japão e modificados aqui. L200 Triton e Pajero Sport vão receber a novidade em 2009. Estímulo de 5% no IPI (motores a álcool com mais de 2 litros) tornará o preço final interessante para o comprador.

EMPRESA catarinense TAC encontrou motor mais adequado para o peso (em torno de 2 t) de seu novo utilitário Stark de tração 4x4. Será um turbodiesel de 2,3 l/127 cv que a FPT produzirá aqui. O Stark (severo, em inglês; força, em alemão) tem estilo próprio e ousado. Estará à venda no final de 2009, na faixa de R$ 80.000,00, pouco abaixo do concorrente cearense Troller T4.

FOCUS sedã, com o novo câmbio automático, mostrou muita desenvoltura em uso urbano e silêncio de marcha em estrada. Nível de acabamento e qualidade dos materiais demonstram evolução notável, além do preço bastante competitivo (versão Ghia começa em R$ 70.000,00). Único incômodo é a má posição do anacrônico extintor de incêndio, obrigação esdrúxula no Brasil.

MODELOS importados sentiram o baque do dólar mais alto já em setembro. No atacado houve queda de 10% em relação a agosto, segundo a Abeiva. Passado o susto inicial, espera-se recuperação nesse último trimestre. Aparentemente cotação do dólar abaixo de R$ 2,00 – quando for possível ver cenário estável – será o divisor para melhores vendas no futuro.

CONFORME a coluna previu, Grupo Cerberus, controlador da Chrysler, quer entregar à GM essa marca (mais Dodge e Jeep) em troca dos restantes 49% no capital da GMAC, braço financeiro do fabricante. Quando o Cerberus adquiriu 51% da GMAC, há dois anos, era previsível essa barganha. Discussão emperra em valores envolvidos.
Veterano de Guerra
06/10/2008 - Renato Bellote Gomes
A guerra do Vietnã foi uma das mais sangrentas do século XX. O conflito durou mais de uma década matando milhões de pessoas. Estima-se que aproximadamente 50 mil soldados norte-americanos perderam a vida nos duros combates que se travaram na selva vietnamita, além de outras dezenas de desaparecidos.

Contra o efeito devastador do napalm e dos intensos bombardeios os vietcongues usaram a guerrilha e o conhecimento do terreno para minar a resistência das tropas invasoras. Para isso utilizaram um o sistema de túneis e esconderijos, o que acabou possibilitando a derrocada do exército inimigo.

Vale registrar que foi a primeira vez na história moderna em que uma porcentagem substancial da população norte-americana se opôs à guerra, com manifestações e protestos ao longo do país, principalmente no início da década de 70. Uma das conseqüências disso foi o surgimento do movimento hippie, que pregava “paz e amor”, e teve seu apogeu no famoso festival de Woodstock.

Além dos soldados, um outro guerreiro desempenhou seu papel com maestria nas selvas asiáticas. O jipe Ford M-151 – apresentado em 1959 – não temia os obstáculos do terreno e sua robustez foi reconhecida nos campos de batalha.

O clássico das fotos é um exemplar em excepcional estado de conservação, com placa preta atestando sua originalidade e sócio da APVMA (Associação Paulista de Veículos Militares Antigos). Ele pertence ao consultor de informática Silvério Ortiz Júnior há mais de trinta anos e divide a garagem com outra paixão: um Maverick SL. Esse último o leitor já conhece de longa data.

Em uma bela e ensolarada tarde de sábado olhei pela janela do apartamento e vi que o valente jipe estacionava em frente ao prédio. Seu estilo grandalhão rendeu um apelido muito peculiar por aqui: Patinha. Ao volante estava o colecionador, com boné camuflado e óculos Ray-ban.

Mas vou contar a história do utilitário antes de sair para o passeio. Ele é chamado de MUTT (Military Unit Tactical Truck) e, como já foi dito, apresentado no final da década de 60, substituindo os famosos M-38, bastante usados durante a guerra da Coréia. Mais de 800 mil unidades foram produzidas ao longo de vinte anos, até dar lugar ao atual Hummer.

Um dos diferenciais do modelo é a maciez. Como? Isso mesmo. Um jipe confortável. Mas não se engane. Esse também é o calcanhar de Aquiles da versão. Tanto que existe um aviso bem visível no painel alertando o motorista para não trafegar a velocidades superiores a 32 km/h, principalmente em estradas pavimentadas, sob risco de capotagem!

Desci rapidamente e atravessei a rua. Após os cumprimentos de praxe coloquei o material e me preparei para embarcar. Abri a porta e... Ops. Ele não tem porta, apenas uma cordinha que faz esse papel e avisa o passageiro que é bom segurar firme no caminho. Afinal, no meio da selva, com vietcongues de todos os lados, esse item de proteção realmente não seria algo importante.

Imagine que talvez voasse uma granada no meio da trilha e a única opção fosse saltar o mais rápido possível, o simples fato de não encontrar nenhum obstáculo durante a saída poderia salvar uma vida. Olhei bem e esperei que não ocorresse nenhuma das duas situações descritas acima.

Quem nunca deu uma volta em um jipe tem que experimentar. A sensação é de liberdade total. Nada em cima, nada dos lados e, como o leitor verá mais adiante, nada na frente. O sol nos fez companhia e seguimos em frente, rumo à base, digo, ao local das fotos. “Vamos seguir o GPS de série”, comenta Ortiz com bom humor apontando para a bússola.

Dois dias antes do ensaio, fiquei pensando qual seria o melhor local – chamado tecnicamente de locação – para fotografar o MUTT. Por fim, lembrei de uma rua tranqüila atrás do Parque do Ibirapuera, com cerca viva, a vegetação crescendo um pouco entre os paralelepípedos e resolvi que esse seria o melhor cenário. O lugar tem cara de selva.

Durante o trajeto pude reparar em todos os detalhes – e são muitos – que fazem a diferença no utilitário. O primeiro é o extintor de incêndio de época. No centro do painel a caixa de primeiros socorros se destaca. Lá dentro, um guia simples de como utilizá-la e alguns medicamentos, incluindo a morfina. Entre os bancos, uma velha – digo, conservada – caixa de munição calibre .50 dá um charme todo especial. Mas é só enfeite, sem os projéteis.

E não posso encerrar o texto sem falar dos rádios comunicadores, com indicador de freqüência e tudo. “Estou comprando novas baterias nos Estados Unidos. Eles voltarão a funcionar”, conta o dono. Incrível. Não falei que ele tinha dezenas de detalhes curiosos?

Voltamos pela Avenida Indianópolis com o pára-brisa abaixado e direito a acionar uma potente sirene portátil, utilizada em dias de desfile. Ainda faltou dizer que o valente M151 foi premiado – merecidamente – na última edição do Encontro Paulista, em Águas de Lindóia. Me despedi e ainda pude ver quando o proprietário dobrou a esquina, talvez a caminho de algum encontro de veteranos do Vietnã.
Quadro Complicado
06/10/2008 - Fernando Calmon
Foram-se os tempos em que visitar um salão do automóvel no exterior significava alegria e um pouco de tristeza. Alegria pelo fascinante desenvolvimento dos automóveis em termos técnicos, de segurança, menores emissões, estilo. E certo grau de desânimo pela constatação de quase nada que estava ali como premiere poderia ser fabricado no Brasil ou em sociedade com a Argentina. Graças ao vigor do nosso mercado o cenário mudou nos últimos anos e se cristalizou no Salão de Paris, a mostra automobilística internacional que mais atrai visitantes e se encerra em 19 de outubro.

Em horizonte de dois a três anos seis produtos devem ser produzidos, mesmo com alterações. Quem menos escondeu o jogo foi a Citroën. O C3 Picasso chega em 2010 como o mais moderno monovolume compacto e desenho audacioso. Destaca-se pelo pára-brisa com extensões laterais e grande modularidade interna. Confirmando o antecipado nessa coluna, a primeira versão seguirá o conceito aventureiro (sem suspensões elevadas, mas com estepe externo). Renault admitiu estudos para o novo Mégane III, um hatch que impressionou na feira francesa por suas linhas avançadas e sem qualquer vínculo com o discutível esteticamente modelo anterior. Ainda teremos o sedã, a station e, talvez, o novo Scénic – surgirão só nos próximos salões internacionais.

Recém-lançado na Europa, o Golf VI mostra evolução contida em termos estilísticos. A Volkswagen preferiu investir em conteúdo tecnológico e silêncio a bordo para tentar garantir seu impressionante histórico de liderança absoluta na Europa. A versão GTI, de 2 portas, 210 cv, será importada, mas o quatro-portas, fabricado no Paraná, apesar dos desmentidos. O sedã médio-compacto Chevrolet Cruze servirá de base para o sucessor da gama Astra/Vectra no Brasil, mas o desenho original, ainda que atraente, será modificado para a América do Sul.

Com a anunciada fábrica do maior grupo sul-coreano no Brasil, dois produtos estreantes em Paris surgem como prováveis escolhidos. O compacto de quase 4 metros de comprimento, Hyundai i20, tem a tudo a ver com o nosso mercado: estilo moderno e bom espaço interno. Deve sofrer modificações para contenção de custos. Já o Kia Soul é um monovolume compacto, quase um crossover por seus traços inspirados em utilitários esporte, que deve partilhar a linha de montagem de Piracicaba (SP).

O Salão de Paris foi contagiado pelo clima de incertezas da crise financeira, mas não deixou de trazer várias atrações. Desde o subcompacto Ford Ka, que divide arquitetura e fábrica com Fiat 500, até o surpreendente Lamborghini Estoque, primeiro cupê de quatro portas da marca italiana do conglomerado VW. Trata-se de um protótipo que colide com o futuro Panamera da Porsche, controladora do grupo: sairá mesmo?

O carma dos europeus com o gás carbônico (CO2) e o efeito estufa também deram o tom. Há evidente exagero no tema, impostos graduados por CO2 já na França e uma guerra de números com fabricantes destacando conquistas ambientais, apesar dos automóveis responderem por apenas 10% das emissões no mundo. Um quadro complicado e agravado pelo inevitável aumento de custos. Ponto positivo é que menos CO2 significa também menos consumo de combustível.

RODA VIVA

EXERCÍCIO de estilo – picape diferenciada – sobre o Sandero será a principal atração da Renault no Salão do Automóvel de São Paulo (30/10 a 9/11). Jerome Stoll, presidente da filial brasileira, destaca que se trata do primeiro modelo conceitual desenvolvido pelo Centro de Desenho Américas, instalado recentemente na capital paulista.

SETEMBRO ainda foi muito bom para o mercado interno. Comparado com o mesmo mês do ano passado, as vendas subiram 32%, e 10% em relação a agosto deste ano. Anfavea mantém previsões para 2008: recorde de pouco mais de 3 milhões de unidades (todos os segmentos). Crescimento seria de 24% em relação a 2007. Produção, que inclui exportações, chegaria a 3,2 milhões.

JACKSON Schneider, presidente da Anfavea, foi muito firme no balanço mensal do setor. Para ele existirão reflexos moderados da crise externa no ritmo de comercialização. Férias coletivas parciais na GM e na Fiat estariam mais ligadas à queda das exportações. Admitiu, porém, que juros já subiram e há tendência de encurtamento dos prazos de financiamento. Mercado continua bom, nos primeiros dias de outubro.

PESSIMISMO, de fato, só atrai mais pessimismo. Está difícil analisar se o índice de confiança do consumidor vai levá-lo a adiar compras ou se, ao contrário, é motivo de antecipação para escapar de preços e condições menos favoráveis em curto prazo. Prestações respondem por cerca de 70% das vendas e aí impactos podem ocorrer. Próximos 30 dias deverão revelar o panorama para 2009.

CRESCENTE uso de turbocompressores – além dos motores diesel agora também a gasolina – levaram Bosch e Mahle a unir forças em produção e desenvolvimento, já a partir de 2010, na Europa. Ênfase total na diminuição de cilindrada e consumo.
 
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