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Noite de Clássicos
12/09/2006 - Renato Bellote Gomes
Quinta-feira à noite com muito frio em São Paulo. O termômetro havia chegado aos 8° C durante a semana. O que levaria alguém a um encontro de carros antigos, ainda por cima a céu aberto? A resposta é simples: Paixão.
O novo point para os paulistanos residentes na zona sul da cidade é o evento “Antigos no Parque”, realizado no Parque das Bicicletas. O local é de fácil acesso – fica na esquina das avenidas Ibirapuera com Indianópolis – e já teve três edições realizadas.
Antes de sair, uma olhada rápida no cartão de memória e nas pilhas da máquina fotográfica. Uma buzina conhecida veio da rua. Olhei pela janela e lá estava o belo Maverick 1973 do colecionador Silvério Ortiz, com brilho nos pneus e reluzente carroceria.
Após os cumprimentos de praxe, partimos em direção ao parque. O V8 segue ronronando pela rua, chamando a atenção de quem passa. Aliás, uma das características de funcionamento desses motores é a precisão e o ronco agradável aos ouvidos.
Uma marcha atrás da outra e chegamos ao evento. Poucos carros estavam por ali às sete e meia da noite. Para quem não conhece, o Parque das Bicicletas é uma grande área asfaltada, cercada de jardins e bancos. Normalmente, ela é utilizada pelos ciclistas, mas, nesse dia, os carros ocupavam o local.
O encontro é organizado por José Antônio Sangirardi, que veio nos cumprimentar logo na entrada. Durante uma rápida conversa, ele disse que foram feitas algumas melhorias no parque – como a instalação de mais holofotes – além do compromisso de ocupar o espaço sem causar danos.
Uma das características mais interessantes desse tipo de evento é encontrar as pessoas. Colecionadores, admiradores, ou, simplesmente, alguém que está fazendo uma caminhada e passa para conferir o estilo dos carros.
E, por falar em carros, eles começaram a chegar. Um a um, foram cruzando o portão de entrada: Impala, Veraneio, Dodge Charger R/T, Mavericks – acelerando de leve – e Opala. Um dos Pumas mais conservados pertence ao amigo Felipe Nicoliello, restaurado em tempo recorde e, que ostenta, com todo mérito, a placa preta.
Dando uma volta para observar as máquinas, me encontrei com Fábio Borges, presidente do Spyder 550 Vintage Club, que chegou a bordo de um belo exemplar prateado sem capota, no melhor estilo James Dean.
Um pouco mais adiante, fotografei um Maverick creme de seis cilindros – premiado no último encontro de Santos – e outro GT 1975, de Alexandre Amorelli, um exemplar novinho em folha e com o motorzão V8 girando “redondo”.
Andando por ali, também notei a presença de outros clássicos. Um Dodge Dart chamava a atenção pela originalidade. No canto, um Alfa Romeo GTV preto esbanjava seu charme italiano. Perto da saída, uma F-100 atraía os curiosos de plantão.
A chuva fraca de dez minutos fez com que, nesse dia, muitos proprietários ficassem receosos de tirar a relíquia da garagem. A média de clássicos, segundo os organizadores, é de cem veículos por edição.
Um pouco antes das dez da noite, resolvemos ir embora. O tempo passou depressa. Fica a dica de um bom programa. Afinal, é sempre bom rever os amigos e matar a saudade dos carros de antigamente.
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