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Colunas do mês de Agosto / 2008  
O Mundo para as Mulheres Motociclistas
25/08/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Em todo o mundo a participação feminina no motociclismo cada vez mais vem sendo incrementada, não mais só no papel de acompanhante, ou “garupeira”, mas no papel de protagonista, compradora de moto para uso próprio e até “pilota” de competições.

Como prova deste fato, a Honda do Canadá anunciou, como parte de seu esforço para aumentar o envolvimento das mulheres com o motociclismo, que o campeonato “Honda CBR125R Challenge” terá sua prova inaugural com uma etapa exclusivamente composta de pilotas. Mulheres, a partir de 14 anos, puderam se inscrever neste campeonato, o qual também teve uma mulher à frente da organização, Tina Capell da PMP (Professional Motorsports Productions).

Segundo Tina, “Motociclismo e competições com motocicletas tem ganhado popularidade entre as mulheres do Canadá”.

Já nos Estados Unidos estima-se que o número de “pilotas” seja de mais de 4,6 milhões de mulheres.

A indústria americana aponta que pelo menos 10% das motos novas são compradas por mulheres, mas há segmentos em que este número é maior. A Kawasaki, por exemplo, é uma fabricante bem procurada pelas consumidoras. Na sua média geral, tem 15% de compradores do sexo feminino e em alguns modelos este número é ainda maior, como na Ninja 250R, onde as mulheres chegam a responder por 37% das vendas.

Ser "pilota" nos EUA já não é uma novidade. Desde 2001 é realizado anualmente um evento, chamado “Femmoto”, que começou como um “track day”, ou seja, um “dia de pista” que era reservado exclusivamente para mulheres que desejassem incrementar suas habilidades de pilotagem, com a devida instrução e apoio. Atualmente, a “Femmoto” é como uma feira que acontece ao longo de vários dias com diversos expositores e fabricantes apresentando seus produtos e serviços voltados para o público feminino.

Por tudo isto, os fabricantes de motos já começam a dar uma maior atenção para o poder de compra, e de influência sobre a decisão de compra, das mulheres. Nesta linha, a Ducati já foi patrocinadora principal da Femmoto de 2006 e mantém um espaço especialmente dirigido para o público feminino em seu site (www.ducati.com), o “Desmo Women”, onde as leitoras podem encontrar eventos que lhes são mais apropriados e interagir com artigos e e-cards, entre outras possibilidades. A Yamaha, por sua vez, patrocina a equipe da “pilota” Jessica Zalusky, que compete profissionalmente nos campeonatos “AMA Formula Xtreme” e “AMA Supersport”.

No Brasil a participação das mulheres é até expressiva. Segundo dados da ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), as brasileiras já compram mais de uma em cada quatro motos novas vendidas.

Nas competições brasileiras a participação de pilotas ainda se pode dizer “modesta”. No motocross, principalmente, já existe uma participação mais relevante, com provas exclusivamente compostas de mulheres. Nesta modalidade, não só mulheres, mas famílias inteiras participam das provas, incluindo marido, esposa e filhos.

Patrícia e Greg Fuhr são um bom exemplo desta integração familiar, eles vivem o motociclismo. O casal tem uma grande loja de acessórios para motos e motociclistas em Novo Hamburgo (RS) e, nos finais de semana de competições, ambos pegam seu trailer, reúnem toda a família, e vão disputar as provas como pilotos de motocross. Um detalhe importante é que Patrícia foi uma das fundadoras participantes do primeiro grupo de mulheres que andam de motocross, desenvolvendo uma prova específica só para mulheres. Greg já é praticante há três anos e, no ultimo campeonato gaúcho de motocross, obteve a quarta colocação na sua categoria. Patrícia foi mais longe, e, em apenas um ano de treinamento, obteve a segunda colocação no off-road feminino estadual.

Na motovelocidade, infelizmente, a participação ainda é bem rara e praticamente só homens disputam provas e campeonatos.

No RS, no entanto, há bons exemplos de que as mulheres devem invadir os boxes e as pistas nos próximos anos.

Começando pela própria FGM (Federação Gaúcha de Motociclismo) que é dirigida por uma mulher, a Relações Públicas, Lorena Herte de Moraes. Nos últimos anos, Lorena vem empreendendo um grande esforço no sentido de revitalizar o esporte, agregando mais participantes e melhores condições de prática nos autódromos gaúchos. As gaúchas, na motovelocidade, são isentas de taxa de inscrição de participação. Precisam apenas entrar com sua moto na pista e competir.

Disputando o campeonato brasileiro de motovelocidade, Michele Carpim, aeromoça e gaúcha da cidade de Canoas, mas residente em São Paulo, vai para os autódromos do Brasil correr entre outros 30 homens, em média, pela categoria 250 cilindradas. Até pouco tempo, Michele era a única mulher em disputas na motovelocidade brasileira.

Outro exemplo de gaúcha intrépida, que não tem medo de competir com homens, na falta de outras mulheres para formar uma bateria exclusivamente feminina, é a também Relações Públicas Gisele Flores. Gisele é a "pilota" de numeral 18 da FGM e, recentemente, disputou seu primeiro campeonato, a 1ª Copa de Supermoto do estado, terminando a competição em quarto lugar, à frente de outros nove homens que disputaram provas com ela. E não foi nada fácil não. Na terceira etapa desta Copa, Gisele sofreu uma queda séria durante os treinos, retornou para correr a prova, mesmo machucada, e ainda finalizou em quinto naquele dia. Uma semana depois, a intrépida pilota desobedeceu ordens médicas, retirou a tala de gesso que estava usando nos últimos cinco dias e foi para a pista novamente, tudo para conseguir pontuar e terminar em boa classificação no campeonato.

“Tenho consciência de que não possuo a habilidade de pilotar como alguns homens, mas tenho muita perseverança e garra. Acredito que mais do que buscar um título, busco proporcionar um bom exemplo a ser seguido por outras mulheres, incentivando-as a superar o medo, preconceito e receio de mostrarem que também podem ser excelentes com motos.”, afirmou Gisele. E ela não pretende parar por aí. Gisele está participando do campeonato gaúcho de motovelocidade na categoria 250 cilindradas e, após três etapas realizadas, está em quinto lugar na classificação geral do campeonato, dentre 14 homens.

Vão longe essas mulheres!
A Fiat no Brasil
25/08/2008 - Sandro Mendes Pereira
Esta semana recebi o seguinte email:

“Caro Piloto X. Como mineiro e apaixonado por carros, você saberia explicar o que levou a Fiat – Fabbrica Italiana Automobili Torino - a ser um sucesso de vendas no Brasil, apesar de um começo horrível com o 147? Como diz uma frase atribuída a Albert Einstein, todos sabem, poucos compreendem. Você está entre os que sabem ou entre os que compreendem? Ass: Ricardo Mantovani Suek.”

Prezado Ricardo, não sou um expert no assunto. Estou entre os que sabem, não entre os que compreendem.

Mesmo assim, vou tentar responder sua pergunta, pois, como jornalista que morou em Belo Horizonte por seis anos, estive na Fiat algumas vezes cobrindo eventos e tenho uma noção do que acontece lá dentro.

A Fiat chegou ao Brasil em 1976. Seu primeiro produto foi um carro quadradinho, o 147, exatamente o oposto do líder Fusca, com suas linhas ovaladas.

Penso que esse foi o primeiro passo para uma estratégia que a empresa adotou no Brasil e que se provou certa ao longo de três décadas: a Fiat sempre fez diferente e isso fez a diferença.

São iniciativas da empresa: a primeira pick up pequena, carros 1.0, carros com 16 válvulas, com seis marchas, com câmbio semi-automático, entre outros.

Algumas idéias se tornaram sucesso de mercado, enquanto outras não pegaram. No entanto, tais iniciativas deram aos Fiat uma imagem de veículos diferenciados, à frente dos concorrentes.

É o caso, por exemplo, da Palio Weekend Adventure, que criou um novo nicho e tornou-se uma referência mais uma vez copiada pelos rivais.

Se não fosse pelo câmbio ruim do 147, que ao meu ver prejudicou e muito o início da Fiat no Brasil, acredito que a ascensão da montadora teria sido mais rápida, pois ela sempre chamou a atenção dos compradores através de produtos inovadores e criativos.

Posso estar enganado, mas acredito que uma só palavra resume o sucesso da Fiat no Brasil: inovação.

Um abraço do Piloto X. Paz.
Conselhos para Gordinhos
25/08/2008 - Ayrton Piquetoso
Sempre que vou a Pouso Alegre, fico hospedado no Hotel JB, que é gerenciado pelo Caio, um relações públicas de primeira.

O Caio conhece seus hóspedes como a palma da mão. Ele sabe, por exemplo, que sou um guloso assumido e manda encher o frigobar com as mais variadas gostosuras.

Conhecendo a preguiça que tenho de fazer exercícios, o Caio outro dia me repassou o seguinte email:

“Uma médica foi entrevistada sobre conselhos que sempre nos são dados. Veja abaixo:

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida? Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só. Não desperdice essas batidas em exercícios. Se caminhar fosse saudável, carteiro seria imortal. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais. Isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais? R: Você precisa entender a logística da eficiência. O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então, um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema.

P: Devo reduzir o consumo de álcool? R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Cachaça é feita de cana. Cerveja é feita de grãos. Pode entornar!

P: Frituras são prejudiciais? R: Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?”

Conclusão: para gordinhos sedentários e felizes como eu, essa mulher é mais do que uma médica, essa mulher é uma verdadeira santa!! Vou fazer um abaixo-assinado pedindo a canonização dela.

AUTO FRASE: “ O que o C4 Palass respondeu para o Honda Civic, o Corolla, o Vectra e o Fusion quando o chamaram de carro de velho? Ceis 4 Palass com isso!!!” (Ayrton Piquetoso)

QUIZTRANHO

1) Na Itália, dias atrás, Flávio Briatore:
a) Invadiu a praia de iate e deixou os banhistas revoltados b) Invadiu a praia de F1 e deixou os banhistas apavorados c) Invadiu a praia de fio dental e deixou os banhistas apaixonados d) Invadiu a praia comendo farofa e quase morreu engasgado
2) Circuito localizado na Hungria, onde é quase impossível ultrapassar:
a) Hungaroring b) Hungaroruim c) Hungaropéssimo d) Hungarohorrível
3) Frase do piloto Giovanni Bracco para Enzo Ferrari, em intervalo das Mille Miglia de 52:
a) Preciso recuperar cinco minutos e quero mais uma garrafa de vinho b) Preciso recuperar cinco minutos e quero mais uma garrafa de vinho. Antes que inventem a lei seca c) Quero mais uma garrafa de vinho. Sou brasileiro e não tenho juízo nunca d) Eu bebo sim, estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo
4) Famosa frase de Enzo Ferrari:
a) Quem disse que piloto é gente? b) Pilotos, que gente... c) Gente, que pilotos! d) Gente e pilotos... Prefiro meus carros!
5) Apelido de Jackie Stewart:
a) Escocês Couve-Flor b) Escocês Beija-Flor c) Escocês Isopor d) Escocês Voador

Respostas: 1a, 2a, 3a, 4b, 5d

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a construir um autódromo na Lua. Contrate o show “Ria com o melhor do Ayrton Piquetoso”.

AUTO FRASE: “Mulher bonita e F1 combina mais do que hambúrguer com Coca, Schumacher com Ferrari, cerveja com tira-gosto e jipe com natureza” (Ayrton Piquetoso).

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO:

EUA: “ONU afirma que Coluna do Ayrton Piquetoso já está sendo lida até por analfabeto” (manchete publicada no jornal What Do You Think About Nheco Nheco Post).
Todos de Olho Grande
25/08/2008 - Fernando Calmon
A grande expansão de vendas do mercado brasileiro, a partir de 2004, está viabilizando segmentos anteriormente com pouca oferta de modelos. Um deles é o de utilitários esporte médios que cresceu quase 100% nos primeiros sete meses do ano, em relação a 2007. No ano atingirá cerca de 20.000 unidades, menos de 1% do mercado de veículos de passageiros, porém a lucratividade atrai novos protagonistas.

Produtos mexicanos serão cada vez mais atraentes no Brasil, pois o acordo comercial elimina o imposto de importação. A maioria dos modelos lá fabricados está voltada, ainda, para os EUA. Mas o cenário vai mudar com o perfil de veículos menores, no momento exigido pelos americanos. Aqui a Ford foi a primeira a se beneficiar, com o Fusion. E a GM traz agora o utilitário esporte Chevrolet Captiva. Insere no segmento um preço atraente – entre R$ 93.000,00 (4x2) e R$ 100.000,00 (4x4 por demanda) –, ao se considerar seu motor V6 de alumínio de 261 cv, o mais barato do mercado. E há ainda um 4-cilindros/2,4L/170 cv, que também poderia ser oferecido em 2009.

Com 4,57 m de comprimento (menos que o Vectra) e entreeixos de 2,71 m, o Captiva oferece bom espaço interno e estaciona sem dificuldade. O estilo é equilibrado, capaz de agradar em diferentes mercados. A qualidade dos materiais do interior, os equipamentos de série (controlador de cruzeiro, ar-condicionado digital, redes duplas no porta-malas, etc.) e os recursos de segurança (seis airbags, controle de trajetória, monitor de pressão dos pneus) o tornam um modelo muito competitivo frente aos concorrentes – do Tucson ao Hilux SW4 (em breve com motor a gasolina). Fazem falta computador de bordo e regulagem de distância do volante.

Câmbio automático de seis marchas, com comando seqüencial, permite rodar a 120 km/h a apenas 2.000 rpm. O motor tem potência e torque (33 kgf.m) de sobra. A unidade avaliada só com tração dianteira, em Los Cabos, México, mostrava uma breve instabilidade direcional ao se arrancar com firmeza, mas a GM garante que na versão adquirida aqui isso desaparece. O Captiva tem potencial de conquistar, facilmente, até 50% de participação no segmento, inclusive pela capilaridade dos 550 distribuidores da marca.

O outro extremo do mercado também terá novidades. Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, em viagem ao Brasil admitiu pela primeira vez que poderá lançar aqui um modelo de menos de US$ 10 mil (R$ 16 mil, sem impostos), baseado no que está sendo desenvolvido com o fabricante indiano Bajaj. “Não igual, porque a legislação e o estágio de exigência dos compradores são diferentes. Todos têm o desejo em comum de adquirir um automóvel novo. Hoje, inclusive, o carro nacional mais barato, embora antigo, já custa R$ 16.000,00 sem impostos”, analisou.

Como todos os fabricantes mundiais estão de olho grande no crescimento do nosso mercado, a Nissan fabricará seu primeiro automóvel brasileiro, o monovolume Livina, de 5 e 7 lugares, sobre a arquitetura dos compactos anabolizados Logan/Sandero. Para confirmar a regra, a Suzuki volta ao Brasil depois de cinco anos, inicialmente como importadora. Não seria surpresa se também produzisse.

RODA VIVA

MODA aventureira continua a ter novos seguidores. Renault confirmou, para outubro, o Sandero Stepway com a fórmula suspensão elevada-adereços de praxe. Como a Fiat se deu a liberdade de classificar a station Palio Adventure Locker como “SUV light”, a Renault classifica o Stepway de “modelo estilo crossover”. Crossover não é estilo, mas um tipo de carroceria, bem diferente...

BOA iniciativa da Anfavea ao organizar o seminário “Desafio da Mobilidade Urbana”, semana passada, em São Paulo, SP. Tema está longe ser levado a sério no Brasil, além de idéias simplistas de excesso de carros nas ruas. Quase nada de recursos de informática se aplica, nem mesmo painéis eletrônicos informativos. No futuro, pedágio urbano pode até ser considerado. Antes, há muito por fazer.

SEM os enfeites de aventura e suspensões na altura normal, a station Palio Weekend ELX destaca-se pelas linhas – o melhor trabalho dos estilistas de Betim, MG até o momento –, além do espaçoso porta-malas. Pena que agora já não é mais possível a opção do motor de 1,8 L/114 cv (etanol). Em cidade, o motor de 1,4 L/85 cv dá conta do recado, porém carregada, na estrada, deixa bem a desejar.

IDENTIFICAR álcool (etílico) como etanol é o primeiro passo, considerado pelos produtores nacionais, para torná-lo matéria-prima cotada em bolsa e preço estável. Não se trata apenas de trocar o nome nos postos de abastecimento. Há necessidade de especificação físico-química mundial do produto. Brasil e EUA começam a acertar os ponteiros nesse rumo. Muito bom.

RESOLVIDO o imbróglio das novas placas de identificação que não encaixam nos pára-choques de alguns modelos. Contran autorizou dimensões até 15% menores que o padrão, nesses casos. Com um pouco mais de atenção, poderia ter-se evitado esse estorvo regulatório desnecessário.
Estresse a Menos
19/08/2008 - Fernando Calmon
O tráfego pesado tem obrigado os fabricantes de veículos a introduzir novos e cada vez mais sofisticados dispositivos de assistência ao motorista. A preocupação começa ao manobrar de ré para sair de uma vaga na rua, garagem ou estacionamento. Existe o receio de retroceder sem ter certeza do que se aproxima. O motorista acaba por torcer o pescoço para ver melhor – muitas vezes sem sucesso – ou se move lentamente, com insegurança.

Nos países de enorme taxa de motorização é fácil lançar novidades, pelo maior poder aquisitivo da população. A Ford americana decidiu atacar o problema de visibilidade durante manobras. Vai colocar de série, paulatinamente, novo dispositivo que se junta aos sensores de distância nos pára-choques e à câmera para visão traseira (esta de série em modelos caros). O sistema baseia-se em radar, em dois módulos, um em cada lado da carroceria.

Os feixes de radar identificam quando outro veículo entra numa zona de ponto cego. De imediato uma luz de advertência acende no espelho retrovisor, do lado de onde vem a situação de risco, além do alarme sonoro. Esse novo recurso de detecção de um carro ou pessoa se aproximando atua automaticamente, sempre que se engata a marcha à ré e alcança 25 metros de cada lado. Também funciona mesmo que se saia da vaga em diagonal, não se limitando ao tráfego circulando a 90 graus, ao contrário dos sistemas atuais que têm limitações de alcance lateral.

Mas, como ninguém é de ferro, a indústria também quer aliviar o trabalho de estacionar. A Citroën oferece no Grand C4 Picasso um medidor de espaço de vaga. Aperta-se um botão e após passar pelo espaço entre dois carros, paralelos à guia (ou meio-fio), vem o diagnóstico, no painel: estacionamento possível, difícil ou não-aconselhado.

A Volkswagen foi além e disponibiliza como opcional no Touran, Tiguan e Passat um sistema de estacionamento semi-automático para vagas paralelas ao veículo. Ao apertar de um botão, os cálculos são feitos por computador que comanda a direção, sem o motorista precisar tocar no volante. Sua única função é acelerar e frear, seguindo instruções.

A evolução desse dispositivo é o sonho de muitas (e muitos) motoristas. A VW apresentou no recente Salão de Hannover, Alemanha, ainda em nível de protótipo, a automatização completa das manobras de estacionamento perpendiculares à guia. Neste caso, pode-se sair do automóvel e, a distância, manusear botões no chaveiro. O carro estaciona sozinho. Como as vagas em grandes áreas são, em geral, desse tipo e muitas vezes apertadas, é comum, após conseguir estacionar com sacrifício, o ocupante passar por sessões de contorcionismo para entrar ou sair do veículo.

Fora os inevitáveis esbarrões de portas contra as laterais dos carros ao lado.

Desse estresse, no futuro breve, ficaremos livres, desde que se possa pagar o preço, ainda indefinido.

RODA VIVA

EMBORA com atraso superior ao esperado, picape Strada 2009 encontrou soluções que marcam a quarta geração sem aumento de preço sensível.

São modificações coerentes: tampa da caçamba removível (com chave para evitar furtos), apoios de pé traseiros e laterais para facilitar acesso à caçamba e possibilidade de fixar o estepe dentro ou fora da cabine estendida (antes possível só na cabine simples).

VERSÃO Adventure Locker recebeu molduras de caixa de rodas exclusivas, diferentes das utilizadas na station, e estribos robustos.

Sistema de bloqueio mecânico do diferencial por comando eletrônico é igual. A Strada consegue se safar de algumas situações de fora de estrada, quando uma roda perde tração. Mas o motorista tem de lembrar de pisar no freio, antes de apertar o botão no painel.

PACOTE de equipamentos e acabamento alinha-se à família Palio. Na pickup faz ainda mais falta um apoio para o pé esquerdo, junto à caixa de roda interna. Apesar da maior distância ao solo da Adventure, os novos amortecedores com molas internas dão conta do recado, considerando ainda a suspensão traseira da pickup voltada ao trabalho, menos elaborada que a da station.

BMW X6 impressiona por soluções avançadas, além de ser um crossover 4x4 diferente de tudo. Misto de utilitário esporte e cupê de quatro lugares, guarda uma preciosidade: um dos poucos motores 6-cilindros em linha restantes no mundo. Dois turbocompressores trabalham de forma independente e garantem 306 cv. Quintessência na distribuição de torque no eixo traseiro garante dirigibilidade excepcional, em qualquer situação.

OUTRO crossover, porém com proposta bastante familiar (5 + 2 lugares), é o Dodge Journey. Vem do México, sem imposto de importação. Por isso, pode oferece um V6 de 185 cv por R$ 99.000,00. Suspensão independente nas quatro rodas permite rodar típico de sedã moderno, mesmo com 4,88 m de comprimento. Câmbio automático de seis marchas consente viajar com baixo nível de ruído.

CORREÇÃO: novo Gol estendeu a troca de óleo de 10.000 para 15.000 km (números saíram invertidos na coluna anterior.)
A Jardineira
18/08/2008 - Ayrton Piquetoso
Meu avô contava que no passado aconteceu um fato inusitado na avenida do cemitério de Três Corações, que fica em um morro da cidade mineira.

Um ônibus, que antigamente chamavam de jardineira, estava descendo pela longa avenida. Por coincidência, o padre local comandava naquele momento uma procissão que subia a mesma avenida.

O sacerdote ia à frente dos fiéis, rezando e cantando. De repente, a jardineira perdeu os freios e disparou morro baixo, indo de encontro à procissão.

Naquele instante, o padre estava cantando uma conhecida canção católica e o povo o acompanhava em coro:

- Louvemos Maria, a Mãe de Jesus! Louvemos Maria, a Mãe de Jesus! Louvemos Maria, a Mãe de Jesus!

Ao avistar a jardineira em alta velocidade, o padre, apavorado, começou a gritar:
- A jardineira!!! A jardineira!!! A jardineira!!!

E o povo, que vinha atrás sem perceber o que ocorria, estranhou o jeito do padre, mas iniciou uma alegre cantoria, lembrando o velho sucesso de carnaval:

- Oh, jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu...

AUTO FRASE: “Sabe qual a diferença de um louco e um piloto de F1? Resposta: O carro.” (Ayrton Piquetoso)

QUIZTRANHO

1) Frase de Nelson Piquet direcionada a um jornalista:
a) Você aprendeu a falar asneira e a puxar saco com o Galvão Bueno b) Você aprendeu a lutar capoeira e a correr de saco com o Galvão Bueno c) Você aprendeu a pegar um saco e a subir na jabuticabeira com o Galvão Bueno d) Você é um saco e dá enjôo num caminhão de sal de fruta Eno
2) Semanas atrás, um mecânico da equipe BMW, curiosamente:
a) Ficou em choque ao fumar cigarro b) Dançou rock e fez amor com o carro c) Comeu nhoque debaixo do carro d) Tomou um choque ao encostar no carro
3) Ex-piloto de Fórmula 1:
a) Chico Cica b) Chico Motoserra c) Chico Serra d) Chico Serra Serrador, Serra o Papo do Vovô
4) Frase escrita no macacão dos pilotos da Honda:
a) O poder dos sonhos b) O poder dos pesadelos c) O poder de chegar em último d) O poder de não poder fazer nada
5) Termo muito utilizado na F1:
a) Gripping b) Resfriading c) Pneumoning d) Febre amareling

Respostas: 1a, 2d, 3c, 4a, 5a

AUXÍLIO-PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a comprar o autódromo de Indianápolis. Contrate o show humorístico “Ria com o Melhor do Ayrton Piquetoso – O Piloto Mineirinho”.

AUTO FRASE: “Dizem que Colombo botou um ovo em pé. Isso é fácil. Difícil é fazer a Honda andar.” (Ayrton Piquetoso)

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO:

Rio de Janeiro: “Banheiros são interditados em todos os aeroportos brasileiros. As pessoas entram ali para ler a Coluna do Ayrton Piquetoso e não saem mais” (manchete publicada no jornal carioca O Tiroteio Post).
Brasileiro é Louco por Música
18/08/2008 - Sandro Mendes Pereira
Roberto Carlos é provavelmente o cantor brasileiro que mais falou de automóveis em suas músicas, em versos como "por isso corro demais", "as curvas da estrada de Santos", “se entro no meu carro e a solidão me dói", “meu calhambeque bibi”, “todo dia nessa estrada, no volante eu penso nela” e “chuva fina no meu pára-brisa”.

O cantor Almir Rogério também fez sucesso com o seu Fuscão Preto. E o que dizer então da Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas?!

Os sertanejos Milionário e Zé Rico cantaram um trágico acidente: “o destino cruel e traiçoeiro marcou a hora e o lugar. A chuva fina e a pista molhada com uma carreta foram se chocar”.

Angélica, a sra Luciano Huck, que hoje só anda de helicóptero, no passado cantava alegremente: “vou de táxi, cê sabe, tava morrendo de saudade”.

Léo Jaime, nos saudosos anos 80, usou a música para falar de menininhas ricas cobiçadas por garotos pobretões: “você vai de carro para a escola e eu só vou a pé”.

Na canção Ouro de Tolo, Raul Seixas dizia: “eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73”.

O nordestino Belchior também viajou na música: “e as paralelas dos pneus na água da chuva são duas estradas nuas”.

Já o mineiro e internacional Toninho Horta, batizou seu jipe de Manuel e compôs para ele uma bela canção: “viajar é mais e eu quero mais a rua, luz, estrada, pó”.

Em um país continental como o Brasil, repleto de rodovias e pobre em ferrovias, o que não falta são canções sobre automóveis.

Como dizia aquele slogan publicitário, brasileiro é louco por carros (e por música também).

Um abraço do Piloto X. Paz.
Dois Mineirinhos e um Fusca
11/08/2008 - Ayrton Piquetoso
O mineiro é um brasileiro diferente. Além de ter um linguajar único, imitado pelos quatro cantos do País, é desconfiado e faz tudo devagar quase parando.

Dizem que esse jeito do mineiro se deve às montanhas de Minas Gerais. Em razão da topografia do Estado, ele não vê o que há por atrás das serras e por isso é receoso por natureza. Ao contrário, por exemplo, do paulista, que ocupa uma região plana e por essa razão enxerga longe.

Certa vez dois mineirinhos estavam empurrando um Fusca 71 estragado numa estrada rural. Um disse para o outro:

- Parece que vai chover.

- É, parece.

- Se a gente molhar, nós fica doente e deixa de trabalhar.

- É, pode acontecer.

- Pois é. Se nós não trabalhar, nós não ganha dinheiro. E se nós não ganha dinheiro, nós passa fome.

- Verdade. Então vamos entrar no Fusca, esconder da chuva.

- Então vamos.

- Mas, e se não chover?

- É, e se não chover?

- Aí, nós perde tempo.

- É. Às vezes não chove nada.

- É, às vezes, mas Deus sabe o que faz.

- Ele sabe, mas como nós não sabe, vamos então entrar no Fusca.

- É, mas eu ainda tô achando que não vai chover não...

Pois é, assim é o mineiro. Nem pior, nem melhor, apenas muito diferente...

AUTO FRASE: “Gente gorda é igual Ferrari. Quando sobe na balança, vai de zero a cem em três segundos.” (internet)

QUIZTRANHO

1) Em Saint Tropez, recentemente, David Coulthard:
a) Saiu de topless b) Mostrou o silicone novo c) Fez striptease d) Mostrou o forévis
2) Símbolo da Ferrari:
a) Cavalinho dançante b) Cavalinho ignorante c) Cavalinho rampante d) Pequenino elefante
3) Recentemente, Kimi Raikkonen:
a) Comprou um Corvette da atriz Sharon Stone b) Bateu na camionete da atriz Sharon Stone c) Roubou um chiclete do Bernie Ecclestone d) Passou de patinete em cima do Ecclestone
4) Outra recente do Raikkonen:
a) Empurrou um fotógrafo e derrubou uma menina b) Empurrou um fotógrafo vestido de menina c) Apanhou do fotógrafo porque o chamou de menina d) Afogou um fotógrafo num tambor de gasolina
5) Pergunta estúpida que um repórter fez certa vez ao Nelson Piquet:
a) É verdade que seu filho vai correr de marcha a ré para dar chance aos adversários? b) É verdade que, após seu acidente em Indianápolis, você fez um transplante de esqueleto nos Estados Unidos? c) É verdade que você ganhou o prêmio limão porque tem uma fazenda de laranjas com o Emerson Fittipaldi? d) Você não acha que andando só na frente seu filho não vai aprender a ultrapassar?

Respostas: 1D, 2C, 3A, 4A, 5D

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a trocar sua frota de 47 Ferraris. Contrate o show humorístico “Ria com o Melhor do Ayrton Piquetoso – O Piloto Mineirinho”.

AUTO FRASE: “Bingolin é igual carro: se você não sabe manobrar, é melhor ter um pequeno”. (internet)

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Estados Unidos: “Americanos vão demolir a Estátua da Liberdade e construir no lugar um monumento em homenagem ao Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal O Sul da América do Norte Post).

O Sul de Minas
11/08/2008 - Sandro Mendes Pereira
O Sul de Minas é uma região maravilhosa para andar de jipe.

O Sul de Minas é a Terra do Rei Pelé, um mágico negro cuja cartola era redonda.

É lugar de água mineral, mas água mineral mesmo.

É uma região cujas assombrações vão aos poucos sendo substituídas pelos ETs.

O Sul de Minas é feito de pedras, cavernas e cachoeiras por onde a natureza declama poemas.

É onde o frio do inverno só se compara ao calor da nossa hospitalidade.

É a terra do café, do leite e de sombras ao pé da Serra da Mantiqueira.

É lugar de represas, de vilarejos esquecidos e histórias inesquecíveis.

É uma terra cantada por Milton Nascimento, seu filho adotivo, um sujeito que teima em dizer que os sonhos não envelhecem.

O Sul de Minas não é melhor e nem pior, apenas inigualável.

É Terra que cresce na velocidade do mineiro, nem depressa, nem devagar.

É Terra do queijo, do pão de queijo e de pessoas muito especiais: os mineiros.

Quer passear de jipe? Venha para o Sul de Minas. Quer construir amizades?

Venha para o Sul de Minas, uma Terra que só é menor que o nosso coração.
Um abraço do Piloto X. Paz.
Segurança nunca é Pouco
11/08/2008 - Fernando Calmon
Trânsito nas grandes cidades e segurança veicular são temas interligados e estão na pauta do dia. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou, em São Paulo, um seminário para discutir problemas e soluções.

A Inspeção Técnica Veicular (ITV), por exemplo, está em discussão há exatos 20 anos. Até hoje se limita a algo superficial no estado do Rio de Janeiro e, em 2009, apenas verificação de emissões no município de São Paulo.

Grandes congestionamentos, afirma o professor e especialista Jaime Waisman, não vão parar nenhuma cidade. O trânsito fica mais lento, porém a sociedade acaba por encontrar saídas. Planejamento, verbas de engenharia não-repassadas, aspectos educativos e culturais (carona) e investimentos em transporte sobre trilhos deveriam estar na linha de frente, entre outros.

César Urnhani, da Pirelli, destacou a importância da condução eficiente. Usando menos câmbio e freio, o motorista economiza, além de lidar melhor com o trânsito. Carlo Gibran, da Bosch, mostrou que Japão, União Européia, EUA e até a China têm compromissos formais e metas de redução de mortes em acidentes. A maioria das colisões seria evitada se o motorista reagisse meio segundo antes. Para tal, a assistência eletrônica permitirá em breve a visão periférica permanente de 360 graus, além de atuar sobre freios e direção de forma automática.

Estudos nos EUA reafirmam a importância dos cintos de segurança. Eles reduzem o risco de morte em 50% e, associados aos airbags, aumentam as chances de sobrevivência em mais 26%. O simples sistema de alerta de uso dos cintos poupou 5% das vidas. Para conscientizar as pessoas no Brasil, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) anunciará, no final do mês, um novo índice para os carros. Segundo Sérgio Fabiano, o objetivo é criar uma classificação ponderada de itens oferecidos de segurança ativa, passiva e patrimonial.

Orlando Silva, do Denatran, listou as regulamentações de vários dispositivos nos últimos dois anos. Reafirmou que faróis de xenônio não poderão ser simplesmente adaptados, a partir de janeiro de 2009. Haverá procedimento rigoroso a cumprir. Continuam em análise a obrigatoriedade de freios ABS, encosto de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro e pré-tensionadores dos cintos dianteiros.

Ivan Lelis, da Philips, frisou o risco de acidente à noite três vezes maior do que o dia. Ainda assim, normas de potência elétrica das lâmpadas, linha de corte dos fachos e temperatura de cor (super branca melhor que azul, irresponsavelmente na moda) precisam ser seguidas. Kits de adaptação de lâmpadas de xenônio são liberados no Japão, mas proibidos na Europa e no Brasil.

Dispositivos de comunicação por Bluetooth (sem fio) para conversação com telefones celulares, mantendo as mãos livres do motorista, foram mostrados por Luiz Sales, da Motorola. A maioria dos países permite o seu uso, apesar de alegações polêmicas sobre distração. O fato é que há outros fatores bem mais perigosos envolvendo a falta de atenção, como cansaço e sonolência.

No total, mais de sete horas de palestras e debates deram o tom: nunca é pouco discutir segurança.

RODA VIVA

Depois de novos recordes de produção e vendas em julho – no mês e no acumulado do ano –, a Anfavea confirmou: Brasil é o sexto maior produtor, posição nunca ocupada no ranking mundial. Quanto ao mercado interno, a entidade depende de dados da Rússia. Esse país, como o Brasil, integra a OICA (Organização Internacional dos Construtores Automobilísticos), mas sua estatística de emplacamentos é imprecisa.

Ainda sobre ranking. Na Europa, de acordo com Jato do Brasil Informações Automotivas, compilando números da matriz inglesa, eis os mais vendidos no primeiro semestre: Golf, Peugeot 207, Focus, Clio, Corsa, Astra, Fiesta, Punto, Polo e BMW Série 3. Dos 10, nove são fabricados aqui (só Punto e Polo alinhados ao que se faz lá) e a classificação, bastante diferente. Focus, agora em setembro, também estará alinhado.

Citroën C3 recebeu retoques para o ano-modelo 2009. Aproximou-se do modelo francês que, aliás, mudou quase nada desde 2001 (o novo está por chegar). Quadro de instrumentos é a principal diferença, maior na versão européia. Seguiu a tendência e agregou ar-condicionado digital, sensores de chuva e iluminação (versão Exclusive), sem reajustar preços.

Revertendo a tendência – para o lado bom – novo Gol voltou a ter intervalo de troca de óleo de 10.000 km, em vez de 15.000 km (ou um ano). Muitos fabricantes encurtaram esse período, ao alegar problemas com combustível adulterado. Desconfia-se, porém, que a intenção era (e é) melhorar o fluxo de clientes nas oficinas autorizadas. Quem falhar, perde a garantia.

Paulo Rollo compilou 23 anos nas estradas, onde rodou quase 1,5 milhão de km por 71 países, no livro Volta ao Mundo em 8.000 Dias. Com 232 páginas, centenas de fotos selecionadas e um DVD a publicação pode ser adquirida pela internet, no site www.paulorollo.com .
Final de Semana Movimenta Guaporé
05/08/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Nos dias 2 e 3 de agosto foram realizadas as provas validas pela terceira etapa do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade – Impacto Motos. Os destaques ficaram por conta da categoria “Turismo”, pelo grande número de pilotos inscritos, e da categoria 250 cilindradas, pelas controvérsias ocorridas.

Sábado, 02/08/2008

O tempo não estava muito firme e ameaçava com chuva a realização dos treinos e das provas no sábado, dia 2 de agosto, em Guaporé. Na noite anterior já havia chovido muito e, durante o sábado, a pista ainda apresentava pontos molhados, com céu nublado pela manhã e sol aparecendo à tarde.

A situação era delicada, pois as velozes Hornet, de 600 cilindradas, Superbikes, de 1000, e Turismo, de 600 a 1400 cilindradas, alcançando velocidades próximas dos 300 km/h, ao final da reta, enfrentariam perigos extras com os pilotos.

Apesar disto, os treinos e provas foram realizados e apenas alguns tombos, sem maiores repercussões, aconteceram.

Hornet

Na Hornet, as motos correram junto com as Superbikes e, mais uma vez, o piloto Maico Teixeira mostrou ser uma grande promessa do motociclismo nacional vencendo as duas baterias de ponta a ponta e lidera com folga o campeonato.

Superbikes

Nas Superbikes, a 3ª etapa foi marcada pelo retorno à disputa do piloto Robson Portaluppi, campeão da categoria em 2007, mas que não havia participado da 2ª etapa. Robson mostrou estar muito melhor que os demais competidores e venceu com folga as duas baterias do dia, com direito, inclusive, a receber a bandeirada final cruzando velozmente a reta final em apenas 1 roda a mais de 200 km/h, surpreendendo e empolgando o público.

Com os resultados do final de semana, Robson reassumiu a liderança do campeonato e é o favorito para o título desta temporada.

Turismo

Mas foi a categoria “Turismo” que mais chamou a atenção do público e reuniu pilotos.

A categoria foi criada neste ano pela FGM e visa atrair pilotos de rua amadores que possuam motos super esportivas de 600 a 1400 cilindradas para mostrarem suas habilidades enquanto se empolgam na disputa de um campeonato, deixando de andar velozmente por ruas e estradas para aproveitar suas máquinas em ambiente mais seguro e controlado de um autódromo.

A categoria vem crescendo em adeptos a cada etapa e, em Guaporé, neste sábado, 2 de agosto, 25 pilotos alinharam no grid da primeira bateria.

A revelação foi o piloto Giovani Mocelin, de Maravilha (SC) que venceu as duas baterias, enfrentado, inclusive, pilotos com experiência na categoria Superbike e fazendo voltas com tempos dignos de um profissional.

“Após a largada, na primeira bateria, perdi duas posições, mas, na curva 2, coloquei minha moto por dentro e recuperei a liderança. Na segunda bateria, larguei bem e venci de ponta a ponta. Foi um ótimo final de semana no qual fiz as “pole positions” e melhores voltas da etapa.

Ofereço estas vitórias aos meus patrocinadores Escapamentos Fire Tong e Cia. do CD, pois, sem eles, não poderia estar aqui e também aos meus amigos e incentivadores”, afirmou Mocelin.

De quebra, Giovani Mocelin assumiu a liderança do campeonato, pois Christian Bernardo, agora segundo na classificação geral, embora pilotasse muito bem, teve problemas com sua moto, que não teve condições de acompanhar o ritmo de outros pilotos em um circuito rápido como o de Guaporé.

A próxima etapa promete reunir ainda mais pilotos. Alguns inscritos não participaram desta etapa e mais proprietários de motos superesportivas declaram que vão se inscrever. Fala-se em torno de 30 pilotos alinhando no próximo grid.

Domingo, 03/08/2008

Já no domingo, 3 de agosto, foram realizados os treinos e provas das categorias 125 e 250 cilindradas. O tempo amanheceu com forte serração, cancelando a primeira sessão de treinos da manhã. Após o retorno do sol, por entre nuvens, o frio dominou o dia, mas a pista, pelo menos, estava seca.

125 cilindradas

Nas 125 cilindradas, como sempre, quase todos andaram juntos e a alternância de posições era freqüente. É a categoria mais disputada da motovelocidade.

Ao final, com muito esforço, Giovandro Tonini venceu a primeira bateria e Thiago Montardo a segunda.

250 cilindradas

Na categoria 250 cilindradas, Osmar Mazinho Filho travou excelentes batalhas, nas duas baterias, com Marlington “Kalunga” Teixeira, vencendo ambas, mas somente por decisão de cronometragem, pois as diferenças de tempo foram de menos de 1 décimo de segundo. A expectativa no autódromo era grande até o anúncio oficial da cronometragem confirmar Mazinho como vencedor, nas duas provas.

Controvérsias aconteceram por ocasião das vistorias obrigatórias no parque fechado. A direção de prova constatou alterações de medidas no cabeçote do motor da moto do piloto Kalunga e o desclassificou. Esta mesma direção de prova resolveu “dispensar” o piloto Guilherme Michelin da fiscalização obrigatória, obrigando a equipe BannyPel/Stilus Motos/Rek Reboques, da pilota Gisele Flores, a entrar com recurso pedindo a desclassificação deste piloto por descumprimento do regulamento. A direção então concedeu oportunidade para que o piloto Guilherme procedesse a vistoria, mas este se negou.

Ao final, a direção desclassificou os dois pilotos e Gisele Flores, a única pilota em disputa do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade, subiu ao pódio pela primeira vez, na quinta posição.

“Estou muito feliz com mais esta premiação. Sou a primeira mulher a subir no pódio na história de um campeonato gaúcho de motovelocidade e espero que isto sirva de incentivo para que outras mulheres venham também participar, seja correndo ou torcendo por mim, pois enfrento muitas dificuldades na disputa com os homens, mas estou usando de toda a minha coragem para superá-las. Por este momento histórico agradeço a todos os meus patrocinadores, amigos e inúmeros admiradores que, de todo o Brasil, tem me incentivado”, emocionada, declarou Gisele.

Na classificação geral do campeonato, Osmar Mazinho é o líder e Gisele Flores ocupa a quinta colocação, dentre 14 competidores.

O Campeonato Gaúcho de Motovelocidade tem a supervisão da FGM (Federação Gaúcha de Motovelocidade) e patrocínio de Impacto Motos, com apoio de Reboques Premiata e Pneus Rinaldi.
Reliquia Alemã
05/08/2008 - Renato Bellote Gomes
“Mudar é fácil, melhorar é difícil”. Essa frase, atribuída a Ferdinand Porsche, deixa claro que sua filosofia – e preocupação – sempre foi manter a qualidade dos seus produtos. A evolução dos carros da marca seguiu um ritmo gradual, com uma precisão mecânica inigualável.

Geração após geração, seus esportivos se tornaram sinônimo de sucesso e confiabilidade. Tanto que é possível encontrar aficionados por cada um deles, desde os clássicos até os mais modernos, dos 356 até os novíssimos 911.

Os modelos antigos são raríssimos por aqui. Se topar com um deles pela rua vale a pena repousar o olhar sobre suas linhas ovaladas, cheias de sedução e ao mesmo tempo totalmente despretensiosas.

O belo 356 Speedster 1957 pertence ao advogado Sérgio de Magalhães Filho – seu segundo dono – e tem uma trajetória interessantíssima. Da restauração às rodas Rudge – igualmente raras – este é um carro único. Desse modo, essa matéria servirá também como um registro histórico. Acomode-se aí e vamos nessa.

Primeiramente a máquina foi adquirida na Califórnia, há dez anos atrás. “Viajei até lá para ir ao cinqüentenário do Porsche 356, já com a intenção de comprar um”, revela. Já posso imaginar a quantidade de unidades que deviam estar presentes no ensolarado circuito de Laguna Seca.

O reluzente exemplar verde com estofamento marrom havia acabado de passar por um criterioso processo de restauração. “O trabalho foi feito por Steve Smith, da Honest Engines, um dos melhores dos Estados Unidos”, diz. Aliás, conferi o álbum de fotos do carro lá – com a placa original – até sua chegada aqui no Brasil.

E tem mais. “Ele foi restaurado para um milionário norte-americano – chamado Willam Warner – que veio a falecer naquele ano, sem usufruir quase nada, e ficou para seus dois filhos menores”, conta. “Tive que comprá-lo do espólio, após obter autorização do juiz local, tudo com a assessoria do Steve”, enfatiza.

Ficar cara a cara com um mito desses é uma experiência fantástica. Realmente um clássico que tem admiradores no mundo todo e também dezenas de fabricantes de réplicas. Todos estão certos. Ele é lindo mesmo.

Não é pra menos que seu currículo de premiações é impressionante: Lindóia, Araxá, São Lourenço e eventos do Porsche Clube. Vale destacar também que foi capa da revista Clube News e de outras publicações de renome na mídia nacional, dentre elas a revista Quatro Rodas.

Se o leitor gostou do texto até esse ponto, vai se surpreender a partir de agora. Vamos falar das rodas. Mas o que elas podem ter de tão interessantes? Quem olha de relance os modelos de cubo rápido não imagina a história toda que existe em volta deste jogo.

“No ano passado, na habitual viagem à Califórnia com os colecionadores amigos, localizei cinco rodas Rudge – de cubo rápido – atrás de uma porta, numa loja de carros antigos. Estavam em bom estado, embora com a pintura desgastada e a aparência muito ruim”, relembra.

O advogado acabou comprando-as mesmo assim, já que modelos semelhantes àqueles haviam equipado o 356 na época. Porém, havia algo especial. “Elas tinham uma característica que as diferenciava das demais: os buracos – idênticos no formato – tinham as bordas viradas para fora e não para dentro, o que ninguém conhecia, nem mesmo dois companheiros especializados em restaurações de Porsches”, revela.

De volta ao Brasil, mais surpresas. “Pensei até mesmo em tentar virar as bordas para dentro, mas a sorte me ajudou. Um amigo, mecânico dos mais gabaritados, João Carlos Pascale (Paolo), vendo o jogo pesquisou nos seus guardados e localizou uma antiga publicação que mostrava essas mesmas rodas – pasmem – nada mais nada menos do que num 550 Spyder dos irmãos Ferdinand e Alexander Porsche!”, exclama. Fiquei boquiaberto quando me disse que o carro esteve na Exposição Mundial de Bruxelas, em 1954.

Porém, o mais incrível ainda estava por vir. O colecionador sacou uma imagem antiga – devidamente plastificada – e me mostrou, em outra foto da já citada publicação do parágrafo acima, um 356 equipado com um jogo exatamente igual. “Hoje posso dizer com segurança que se desconhece outro exemplar com essas raríssimas e, conseqüentemente, muito mais valiosas rodas de cubo rápido que, devidamente restauradas, se encontram em estado de zero”, revela com orgulho.

Após tomar conhecimento desses detalhes pra lá de especiais, ficou ainda mais interessante – e divertido – escrever o texto sobre o clássico. Por outro lado, mais do que tudo, o 356 Speedster carrega um grande valor sentimental. E, para os caçadores de relíquias, fica o recado: nunca deixe de olhar atrás da porta.
Se Meu Pai Fosse um Carro
04/08/2008 - Sandro Mendes Pereira
Se meu pai fosse um carro, provavelmente ele seria uma Landau ou um Galaxie, pela idade e pelo tamanho. Talvez fosse um fusca, por ser simples e fácil de mexer. A cor seria o branco, porque meu pai é um sujeito de paz.

Se meu pai fosse um carro, não teria a parafernália dos veículos de hoje. Não teria opcionais, ABS, air bag, controle de tração, nada disso. Meu pai é das antigas.

Se ele fosse um carro, talvez fosse uma jamanta, uma cegonha, porque durante anos carregou eu e minha única irmã nas costas.

Por essas e outras, eu poderia dizer que o Dia dos Pais é muito pouco para abraçar aquele que me abraçou por toda uma vida.

Lembrando um famoso slogan publicitário, eu poderia dizer que não basta ser filho, tem que agradecer.

Eu poderia dizer que o Dia dos Pais deveria também ser chamado de Dia do Amigo, Dia do Anjo da Guarda, Dia do Super Herói.

Eu poderia lembrar que o ditado afirma que o cão é o melhor amigo do homem, mas que o meu melhor amigo sempre foi o meu pai, porque ele sempre quis o melhor para mim.

Eu poderia dizer: pai, três letras, uma vida.

Eu poderia dizer: pai, todos os dias, o dia todo.

Eu poderia fazer frases de efeito, eu poderia dizer ao meu pai que o meu olhar e o meu silêncio dizem muito mais do que minhas palavras são capazes.

Eu poderia lembrar de passagens da nossa vida, dizer que sua honestidade e caráter são raros e admiráveis. Eu poderia dizer que a sua paz é encantadora. Que a sua disciplina e a sua vontade de viver me são inspiradoras.

Eu poderia dizer que sobreviver ao seqüestro e tortura do neto, à morte da nora, a dois infartos e a um câncer de intestino faz dele um verdadeiro herói.

Eu poderia ficar escrevendo, escrevendo e escrevendo e jamais eu conseguira transmitir quem no íntimo é o meu pai, um sujeito grandalhão, mas que é muito maior por dentro do que por fora.

Então me resta apenas uma palavra, uma palavra que muitas vezes nos afazeres e nas dores do dia-a-dia eu acabo por esquecer de dizer: obrigado.
O Show da Mulher Jerimum e do Homem Mandioca
04/08/2008 - Ayrton Piquetoso
Outro dia fomos contratados para fazer em São Paulo o show 'Ria com o Melhor do Ayrton Piquetoso – O Piloto Mineirinho'.

Depois da peça, houve um forró no mesmo local, cujo nome era 'O Show da Mulher Jerimum e do Homem Mandioca'.

Em tempos de Mulher Melancia, Moranguinho e outras frutas, imaginei que o forró não seria coisa desse mundo. Do lado de fora do imenso salão, a galera se beijava com toda a empolgação. Parecia campeonato de quem engole o outro primeiro.

Curiosamente, na entrada distribuíam um panfleto com o seguinte texto:

DICIONÁRIO DO FORRÓ

Publicação destinada a visitantes de primeira viagem. Sua função é facilitar a comunicação com os funcionários do forró e com os demais clientes. Abaixo, as expressões e seus significados:

E o barulho da lata? Significado: Como estão as coisas?

Essa é dus qualé? Significado: Expressão usada para fazer perguntas a respeito de alguma pessoa

Raiiiiiiiiiiiii - Significado: Expressão usada para descrever situação ou acontecimento diferenciado

Raiiiiiiiiiiii, uooooonnnnnn, unnnnnn, dogodó dogo dó, irrrriiirriiir – Significado: Expressão usada para descrever uma situação ou acontecimento muito diferenciado

Vamos bater Bombril? – Significado: Vamos fazer sexo?

Havia muitas outras expressões estranhas e inusitadas, como “sapeca o Matusalém”, “sarga a capivara”, “aterrisa no inhame” e outras coisas do gênero.

Coloquei e traduzi aqui apenas as publicáveis.

Se as expressões já me assustaram, imagine o que seria o show. Tratei de ir embora rapidinho, mesmo sem ter o prazer de conhecer a Mulher Jerimum e o Homem Mandioca. Graças a Deus consegui escapar.

AUTO FRASE: “Casar é bom. Morrer atropelado é melhor ainda” (internet).

QUIZTRANHO

1) Frase de Nelson Piquet sobre o que Barrichello iria ouvir nos boxes após uma rodada em Interlagos:
a) Se eu fosse ele, pulava o muro de Interlagos e só aparecia de novo na Argentina b) Se eu fosse ele, fazia um buraco no chão e enfiava a cabeça c) Se eu fosse ele, mudava pra Marte d) Se eu fosse ele, abandonava a profissão e virava taxista
2) Frase de Tim Schenken, piloto australiano, em uma tarde de chuva em Interlagos:
a) Não posso molhar minha peruca b) Não posso molhar meus cabelos c) Não posso molhar meus cabelos, porque sai a tinta d) Não posso tomar chuva. Vai borrar a maquiagem
3) Frank Williams, definindo a Fórmula 1:
a) Esporte? É claro que continua existindo: todo domingo de GP, entre 13 e 15 horas. Fora disso, é só business b) Esporte? Nosso esporte é ganhar dinheiro c) Esporte? Desde quando andar de carro é esporte? d) Negócios são negócios. Amigos e esporte são à parte
4) Wilsinho Fittipaldi, falando sobre o pior dos Coopersucar:
a) O F6 foi pior do que um chute no s@*# b) O F6 foi pior do que bater em mãe c) O F6 foi pior do que chupar manga e beber leite por cima d) O F6 foi a nossa cruz
5) Wilsinho para Emerson, encerrando a equipe Fittipaldi:
a) Agora você fecha a porta e vem embora. Eu não mando mais dinheiro b) Agora você fecha a porta e vem embora. A gente tá mais quebrado do que canjiquinha c) Agora você fecha a porta e vem embora. Só louco rasga dinheiro d) Agora você fecha a porta e vem embora. Não somos o Tio Patinhas

Respostas: 1a, 2b, 3a, 4d, 5a

AUXÍLIO PIQUETOSO: Associe-se ao Piquetoso. Promova e venda o nosso show e morra de rir com dinheiro no bolso. E ainda ajude o Piquetoso a sustentar suas 40 mulheres. Informações pelo ayrtonpiquetoso@oi.com.br. Ideal para empresas, entidades classistas, convenções, datas comemorativas etc.

AUTO FRASE: “Andar de jeep: socos, desconforto, dor no corpo. Como uma coisa tão ruim pode ser tão boa?” (Ayrton Piquetoso).

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

EUA: “Caso Roswell - Encontrado jornal com a Coluna do Ayrton Piquetoso no meio dos destroços de disco-voador acidentado” (manchete publicada no jornal O ET Tá Rindo à Toa Post).
Ordem é Economizar
04/08/2008 - Fernando Calmon
A relativa calmaria no mercado internacional do petróleo – queda de até US$ 20,00 no preço do barril – reflete os resultados já esperados. A queda do consumo de combustível nos EUA e em outros países maduros diminuiu a pressão sobre os preços. Além disso, as vendas de veículos novos despencaram 12% nos EUA e em percentuais variados na Europa, no primeiro semestre. Portanto, desmonta-se a tese da especulação para explicar os aumentos expressivos dos últimos 12 meses.

O mundo entendeu que precisa mudar na área de transportes. Os americanos estão comprando menos picapes e utilitários pesados e partindo para automóveis e veículos mais leves. Na Europa, carros subcompactos nunca venderam tão bem. O recente progresso na tecnologia das baterias – peso menor, densidade de carga maior – permite algum avanço na oferta de modelos híbridos (motores a combustão e elétrico) e mesmo os puramente elétricos.

A área de biocombustíveis desperta cada vez mais interesse. Uma empresa americana, Gevo, pesquisa um novo tipo de álcool, o isobutanol. Entre as vantagens, em relação ao nosso etanol, estão o poder calorífico equivalente ao da gasolina, o custo só um pouco mais elevado e também servir como matéria-prima para biodiesel, bioquerosene de aviação e plásticos. Para o Brasil é um grande negócio porque essa tecnologia é bem mais eficiente a partir de álcool de cana-de-açúcar. Os investimentos nas atuais destilarias seriam relativamente baixos. Os estudos ainda levarão dois anos até chegar à escala comercial.

O isobutanol pode ter implicações mesmo na Europa, onde o diesel avançou entre os automóveis. Basta tomar o exemplo da Itália. Em 1980, o diesel – essencial em caminhões e ônibus – custava 55% menos que a gasolina. Mês passado, o diesel era vendido ligeiramente mais caro que a gasolina. O fenômeno ocorre em todos os países europeus em menor ou maior grau. O transporte de bens encareceu e os automóveis ainda subiram de preço porque a tecnologia para “limpar” motores diesel é cara e complicada. Estratégia pouco inteligente.

No Brasil, a boa notícia é que, finalmente, a etiquetagem de consumo de combustível começa em 2009. Coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o programa será lançado no próximo Salão do Automóvel de São Paulo (30/10 a 9/11), com dois anos de atraso. Uma das razões foram mudanças nos motores para a nova fase de emissões, a partir de janeiro.

Também causou muita discussão o enquadramento dos modelos. Optou-se pela área projetada no solo (comprimento vezes a largura) e oito categorias: subcompactos, compactos, médios, grandes, esporte, fora-de-estrada, picapes pesadas e leves. O programa é voluntário, mas cada marca informará o consumo de pelo menos metade dos modelos nacionais e importados à venda. A etiqueta trará esses dados e um gráfico de barras para o comprador conferir se o carro está acima ou abaixo da média da categoria.

É importante o País incluir, também, metas de diminuição de consumo, como o resto do mundo. Os fabricantes preferem desconversar. O programa de etiquetagem, porém, pode significar o primeiro passo nessa direção.

RODA VIVA

MÉXICO continua a ser alternativa para exportações ao Brasil. Acordo bilateral, sem imposto de importação, facilita tudo. GM acaba de inaugurar nova fábrica lá (US$ 1 bilhão de investimento) para produzir o Chevrolet Aveo, compacto moderno projetado na Coréia do Sul. Será exportado para a América do Sul, menos Brasil e Argentina, segundo os mexicanos. A conferir.

FURTO de catalisador para venda de metais preciosos nele aplicado tornou-se quase epidêmico na Inglaterra. Ford trabalha com empresa especializada em marcações invioláveis na tentativa de amenizar o problema. Aqui se tem notícia de que oficinas desonestas, com ou sem consentimento do dono do carro, também substituem a peça por uma falsa. Grave prejuízo ao meio ambiente.

INDEPENDENTE da polêmica escolha do nome 207, Peugeot tem produto de peso entre os compactos. Ambiente interno, materiais de acabamento (em especial do painel) e melhor isolamento acústico atraem. Outros destaques: comando do câmbio melhorado, suspensão mais silenciosa e preço menor (sem truques). Posição de dirigir não é ideal, nem o casamento estético de frente e traseira.

IMPERDÍVEL: A História do Automóvel, primeiro volume (de três) do decano jornalista José Luiz Vieira sobre o tema. Paginado mais como revista do que livro tradicional, tem inúmeras informações curiosas em forma de drops. O mundo, por exemplo, tinha apenas 900 milhões de habitantes em 1800 (só a China, hoje, 1,3 bilhão). A mobilidade continua, como nunca, no centro das atenções.

ILHAS de descanso para o público são parte da estratégia de feiras organizadas pela Reed, proprietária da Alcântara Machado. Empresa anglo-holandesa tentará implantá-las no próximo Salão do Automóvel, apesar das dificuldades do pavilhão do Anhembi, em São Paulo, que recebeu outra reforma parcial.
 
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