|
|
| |
 |
| Colunas do mês de Julho / 2010 |
|
|
Essa lei não “pega”
27/07/2010 - Fernando Calmon
Dois assuntos recentes da legislação de trânsito demonstram que mesmo os esforços do Contran e do Denatran não são suficientes, quando se trata de aumentar a segurança viária. A coluna comentou, poucas semanas atrás, sobre a iniciativa de restringir a venda de veículos que não atenderam à convocação para substituir componentes com defeitos passíveis de provocar acidentes. Infelizmente, esbarrou em óbices legais, pois a nova exigência implicaria mudança prévia no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O CTB está, no momento, em revisão pelo Poder Legislativo e fica aqui a sugestão para incluir essa mudança. No entanto, o Denatran continua, em colaboração com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, trabalhando para formar um banco de dados. Nele se centralizariam todas as informações sobre os recalls anunciados pelos fabricantes, inclusive dos números de chassi que não passaram pelas concessionárias para reparo.
Há previsão de concluí-lo em 60 dias. Seria possível incluir nos certificados anuais de renovação de licença o aviso de que o veículo deixou de atender o recall. Enquanto não se modificasse o CTB, serviria apenas de alerta.
Como já explicitado nesse espaço, pesquisa da alemã GfK indicou: 62% dos brasileiros desconhecem ou não se lembram da importância de um recall. E, claro, se reflete no baixo índice de reparos, que mal atinge 50%. Uma consequência do adiamento da decisão ou de simples esquecimento.
Em vários casos, os comunicados públicos dos fabricantes não alcançam o consumidor, que já pode até ter vendido o carro. Daí outra boa ideia do Denatran de envolver os serviços de correio para distribuir avisos de recalls, a partir do banco de dados, mantido o devido sigilo e sem nenhum outro fim. Em termos de segurança de trânsito seria a forma mais rápida e eficaz de difundir a informação.
Outro problema, em teoria, parecia resolvido.
Mas, tudo indica, não está. Depois de uma novela de longos capítulos e muita força contra, o Contran homologou o primeiro aparelho de medição de transmitância luminosa. Dessa forma a fiscalização sobre o nível de transparência do conjunto vidro e película escurecedora deveria ser iniciada. Já se sabe que praticamente a totalidade dos vidros dianteiros dos veículos descumpre a lei.
Além de ser um brinde barato oferecido na compra do carro, os produtores de películas acham que oferecem segurança ao evitar que assaltantes identifiquem os ocupantes. Esquecem, entretanto, que à noite, em dias muito nublados e de chuva forte ou ao passar por um túnel e entrar em estacionamentos escuros a visibilidade do motorista cai drasticamente. Também de nada ajuda a propaganda malfeita das fábricas de veículos, que escurecem até o para-brisa, em total desacordo com o CTB.
Mais triste é a má vontade dos órgãos de trânsito. O Detran-MG, por exemplo, alega existir só um fornecedor do aparelho para desconversar sobre fiscalização. Esta nem precisa ser permanente. Como, além da multa e dos pontos, o motorista deve retirar a película ilegal para prosseguir, o efeito boca a boca seria imediato.
Lamentavelmente, outro caso de lei que não deve “pegar”. Ainda mais em ano eleitoral...
RODA VIVA
VERSÃO mais barata da Amarok e com tração apenas em duas rodas chega agora ao mercado brasileiro. Apesar das negativas seguidas da Volkswagen, notícias da Argentina, onde a picape média é fabricada, dão conta de que a fábrica já admite “estudos” sobre o SUV, utilitário esporte derivado. Em outras palavras, esse modelo demora um pouco, mas vem mesmo.
CITROËN confia que o C3 Aircross possa assegurar mais um ponto percentual de participação no mercado de autos e comerciais leves. Prevê 30.000 unidades no primeiro ano cheio. Além dessa versão de visual aventureiro, à venda em setembro, o minivan compacto C3 Picasso, no primeiro trimestre de 2011, também deve alavancar a marca francesa.
SEMANA passada, a Citroën mostrou aos jornalistas o interior do Aircross, sem permitir fotos. Sobre o painel, bússola e dois clinômetros (eixos transversal e longitudinal), como nos Adventures da Fiat. Porta-luvas tem dimensões bem generosas. Há apliques cromados em várias partes na versão de topo, além de materiais condizentes com o preço, estimado em torno dos R$ 60 mil.
DIRIGIBILIDADE é um dos pontos altos da picape compacta Hoggar, que se destaca ainda pelo volume da caçamba e capacidade carga, paradigmas dentro da categoria. Estilo também atrai, apesar dos apêndices algo exagerados na versão modernosa Escapade. Motor de 1,6 l/16 v/113 cv garante agilidade e desempenho, mesmo se for totalmente carregada.
CORREÇÃO: na classificação dos mais vendidos nesse primeiro semestre, publicada na edição passada, o City foi inadvertidamente omitido entre os compactos. O sedã da Honda alcançou 1,8% de participação, logo atrás do Citroën C3 e pouco à frente da dupla da Renault, hatch Clio e sedã Symbol somados, conforme critério mais usado no exterior.
|
|
Líderes do Semestre
20/07/2010 - Fernando Calmon
Os primeiros seis meses de 2010 mostraram que o mercado arrefeceu após o fim dos incentivos fiscais aos automóveis em março (para picapes e outros comerciais leves o estímulo vai até o fim do ano). Porém, as vendas continuam crescendo em grande parte pela queda da taxa de juros de 20,3% para 18,2% ao ano, em relação ao primeiro semestre de 2009.
Nem todos os segmentos foram bem. Stations e automóveis grandes continuam com quedas substanciais na preferência do consumidor. Em tendência oposta, picapes pequenas e as três classes de utilitários esporte (SUV, em inglês) avançam sem parar. Segundo o consultor Julian Semple, SUVs formam a categoria que mais cresce desde 2005: 25% acima da média do mercado.
Não se trata da tendência ideal porque utilitários gastam mais combustíveis, ocupam espaço maior e causam grandes estragos físicos e materiais em acidentes, além de serem menos controláveis. A oferta, no entanto, permanece bastante ampla. Enquanto os compactos (hatches e sedãs) ocupam 61% do mercado com 23 modelos, os SUVs ficam com 7,5% e nada menos que 56 opções.
Ranking da coluna ainda não reflete a escalada do novo Uno (2 meses de vendas), mas até o final do ano poderá passar o Gol. No entanto, houve forte canibalização do Palio, assim como o City arrastou o Civic para baixo. Os grandes desempenhos do semestre: Porsche Panamera, BMW Z4, Hyundai i30 e Mercedes Classe E.
Os percentuais abaixo foram compilados por Paulo Garbossa, da ADK, sob critérios da coluna e contemplam apenas os principais modelos.
Compactos: Gol/Voyage, 18,2%; Palio/Siena, 14,5%; Celta/Prisma, 11,1%; Uno, 9%; Corsa hatch/sedã/Classic, 8%; Fox, 7,2%; Fiesta hatch/sedã, 6,4%; Ka, 4,6%; Logan/Sandero, 4,5%; Agile, 3,1%; 207 hatch/sedã, 3%; Punto/Linea, 2,4%; C3, 1,8%; Clio/Symbol, 1,6%; Polo hatch/sedã, 1,5%. Gol/Voyage ainda se defendem em 2010.
Médios-compactos: Corolla, 17,3%; i30, 11,3%; Astra hatch/sedã, 10,9%; Civic, 10,3%; Vectra hatch/sedã, 10,2%; Focus hatch/sedã, 9,2%; C4 hatch/sedã, 7,7%; Golf/Bora/Jetta, 7%; 307 hatch/sedã, 4,8%. Impressiona a subida do i30.
Médios-grandes: Fusion, 33%; Azera, 24%; Mercedes C/CLC, 15%; BMW 3, 10%; A4, 4%. Fusion se manteve.
Grandes: Classe E, 42%; BMW 5/6, 24%; Chrysler 300, 18%. Classe E, novo líder.
Topo: Panamera, 70%; Mercedes S/CL, 13%; BMW 7, 11%. Sedã-cupê da Porsche arrasou.
Stations pequenas: Palio, 57%; SpaceFox, 22%; Parati, 13%. Weekend avançou mais.
Stations médias: Mégane, 57%; Jetta, 25%; Passat, 8%. Sem ameaças à Grand Tour.
Monovolumes pequenos: Fit, 36%; Meriva, 24%; Idea, 22%. Fit perdeu pontos.
Monovolumes médios: Picasso Xsara/C4, 47%;
Zafira, 35%; Scénic, 8%. Líder ganhou pontos.
Picapes pequenas: Strada, 50%; Saveiro, 27%; Montana, 19%. Pequena reação da Saveiro.
Picapes médias: S10, 36%; Hilux, 26%; L200/Triton, 16%. S10 ainda tranquila.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 32%;
Tucson, 26%; CR-V, 11%. Ecosport perdeu um pouco.
Utilitários esporte médios: Captiva, 33%; Hilux 16%; Santa Fe, 15%. Hilux subiu, sem ameaçar.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Dakar, 33%; Veracruz, 30%; Discovery, 8%. Liderança apertada.
Esporte: BMW Z4, 20%; Mercedes SLK, 18%; Camaro, 12,5%. Z4 surpreendeu.
RODA VIVA
FINALMENTE, Toyota confirmou o investimento para fabricar o compacto Etios (hatch e sedã), em Sorocaba (SP): US$ 600 milhões. A marca japonesa anunciou capacidade de apenas 70.000 unidades/ano, metade do que se projetava. Reflexo do menor fôlego financeiro em razão dos megarecalls e da situação nos EUA. O terreno, porém, comporta produção 10 vezes maior...
ABEIVA, associação de importadores sem produção local, agora reúne 26 afiliadas com a adesão da inglesa Bentley (Grupo VW). Abrangência de preços dos produtos vai de R$ 20 mil a R$ 2 milhões e sem conflitos. As vendas em 2010 alcançarão cerca de 80.000 unidades, 2,5% do total do mercado. Mas, o crescimento será de quase 80% sobre 2009.
SPACEFOX, agora com opção de câmbio automatizado e linhas retocadas, reúne condições de crescer entre as stations pequenas. Mais moderna no segmento, destaca-se pela visibilidade, posição ao volante, suspensões bem calibradas, espaço interno, porta-malas e ótimo conjunto motor-câmbio. Só atrapalha o preço, tornando difícil competir com a Palio Weekend.
FORD anuncia, nos EUA, que comandos de voz agora conseguem transmitir até 10.000 tarefas, contra 100, na primeira versão do seu sistema Sync. Pesquisas indicam: mais consumidores aceitam a possibilidade de instruir verbalmente funções no carro, desde controle do ar-condicionado até localizar uma sorveteria por meio do navegador GPS.
VISANDO menor consumo, mais modelos no exterior passarão a utilizar o alternarranque. Trata-se de combinar motor de partida e alternador, permitindo desligar e ligar o motor de forma automática e silenciosa no trânsito, além de fornecer potência elétrica extra. Alguns fabricantes chamam esses carros de híbridos. Na realidade, puro marketing.
|
|
Longa caminhada
13/07/2010 - Fernando Calmon
O conceito da eletromobilidade começa a se ampliar e mesmo as marcas premium estão investindo muito dinheiro em pesquisas de novos materiais, baterias mais leves e de maior autonomia, além de motores elétricos mais eficientes. Porém, não há ilusões: carros elétricos serão para uso urbano. Essa especialização vem ao encontro da tendência mundial de migração do campo para as cidades. Estudos da ONU indicam que 60% da população mundial viverá em cidades em 2030 e 70% em 2050.
Essa realidade levou a BMW a uma estratégia por etapas. Como maior fabricante mundial de automóveis premium (mais de um milhão de unidades/ano) acautela-se em previsões. Carros elétricos a bateria e todos os tipos de híbridos plenos (plugáveis em tomadas ou não) ocupariam de 5% a 15% do mercado mundial em 2020.
A etapa inicial começou em 2009 com 600 Mini E (a bateria) nos EUA, Inglaterra e Alemanha.
São alugados por cerca de U$$ 800/mês para pesquisa de hábitos. Na avaliação do veículo em Munique, Alemanha, impressionaram as acelerações de seu motor de 204 cv, apesar de quase 400 kg extras na massa do veículo. A bateria de íons de lítio ocupa o espaço de todo o banco traseiro. Inova no conceito de regeneração de energia: ao se levantar o pé do acelerador há forte desaceleração e melhora da autonomia em até 20% no uso urbano. Logo se consegue dosar o pedal e raramente acionam-se os freios de serviço.
No próximo ano começam os testes com o BMW Active E, um Série 1 cupê com baterias mais leves. Terá motor e tração traseiros, espaço para quatro passageiros e porta-malas de 200 litros, 50% maior que o Mini E.
A fábrica alemã anunciou na semana passada, em sua sede, o projeto-alvo MCV (Veículo para Megacidades, da sigla em inglês). Previsto para ser vendido em 2013, estreará nova submarca do grupo ainda não revelada. A BMW cultiva simbolismos fortes, entre eles tração traseira e perfeita distribuição de massa de 50% para cada eixo. No MCV o motor está colocado sobre o eixo traseiro, terá porta-malas na frente e atrás e peso total equivalente a um carro convencional de 150 cv. Além de manter a distribuição ideal de massas, apresenta área frontal de melhor deformação para segurança dos passageiros e de pedestres em atropelamentos.
A fim de alcançar baixo peso relativo inovou em um chassi bipartido: forte estrutura de alumínio suporta a bancada de células elétricas no assoalho, suspensões e motor, unindo-se ao habitáculo de passageiros construído em plástico reforçado por fibra de carbono. Este material pesa metade do aço, sendo até cinco vezes mais resistente. Mas a matéria- prima depende do petróleo.
Além de construir seu próprio motor elétrico – tradição da Fábrica de Motores da Bavária, sigla em alemão BMW –, a empresa descarta a ideia de baterias intercambiáveis em postos de troca que abreviaria para 15 minutos o tempo de recarga. “Sistema caro e inadequado a uma marca premium”, resumiram em resposta ao colunista. A aposta é recarga agendável fora dos horários de pico noturnos.
Nada se falou sobre preço do modelo, mas a autonomia será próxima aos 200 km eleitos por quem está testando agora os primeiros elétricos. Passo adiante de uma longa caminhada.
RODA VIVA
PRIMEIRO semestre fechou com novo recorde na produção de veículos – 1,753 milhão de unidades –graças à recuperação das exportações. Vendas cresceram 9% em relação aos primeiros seis meses de 2009, percentual próximo à previsão da Anfavea (8%) para o ano de 2010. Estoques de 36 dias (20% acima do ideal) indicam promoções atraentes aos compradores.
CLASSIFICAÇÃO por despesas de conserto em pequenas batidas (até 15 km/h), executadas pelo Cesvi, apontou a Volkswagen como marca de maior número de indicações. Quatro de seus modelos receberam pontuação máxima na tabela chamada Car Group: Fox, SpaceFox, Saveiro e Polo sedã. Cesvi é órgão de pesquisa de segurança viária ligada às seguradoras.
FIAT anunciou o lançamento em setembro, na Europa, do 500 com motor turbo de 2 cilindros (900 cm³) a gasolina e controle de válvulas MultiAir. Potência de 85 cv, torque de quase 15 kgf•m (equivalente a um motor de aspiração natural de 1,6 l) são referências mundiais. Ponto alto: consumo médio de até 25 km/l, no ciclo europeu, emitindo só 92 g/km de CO2.
RENAULT aposta na garantia total de três anos como incentivo para atrair compradores na faixa de preço mais acessível. Além de Logan e Sandero, o Clio, abaixo de R$ 26.000,00, foi incluído. Já era hora de outros fabricantes trilharem esse caminho. Pelo tamanho do mercado brasileiro não se justifica garantia de um ano para a maioria dos modelos.
CASTROL utilizou experiência em outros países para disponibilizar no Brasil lubrificante específico para controle da formação de borra nos motores. Ao contrário do que se pensa, trata-se de problema mundial e de causa ainda pouco esclarecida. Litro do GTX sai pelo preço médio de R$ 14,00 (viscosidade SAE 20W50) a R$ 17,00 (10W40).
|
|
Motores Competitivos
06/07/2010 - Fernando Calmon
As exportações brasileiras de veículos passam por dificuldades, embora continuem a se recuperar nos próximos meses em razão da boa reação dos mercados de países vizinhos, em especial a Argentina. As causas vão além da valorização do real frente a outras moedas. Há razões estruturais de peso como o "custo Brasil" e o preço da mão de obra. Para manter preços atraentes aos consumidores é necessário escala produtiva e manter nível de exportação em torno de um terço da produção, cenário do qual o País parece distante nos próximos anos.
Motores, no entanto, são a exceção. Investimentos pesados foram e estão sendo feitos pelos quatro grandes fabricantes de veículos. Ford e Fiat engajaram-se em planos firmes de exportação. Os italianos compraram da Chrysler, em 2008, a fábrica Tritec, localizada em Campo Largo (PR), modernizaram as instalações, desenvolveram dois motores e pretendem exportar 40% do total previsto de 400.000 unidades/ano até 2014. No total, injetaram US$ 250 milhões.
A Fiat Powertrain Technologies (FPT) tem planos ambiciosos para os motores E.TorQ de 1,6 e 1,8 litro (ambos de 16 válvulas), inclusive equipar produtos de outros fabricantes nos EUA (Chrysler), Europa e Ásia. Alfredo Altavilla, presidente mundial da FPT, veio ao Brasil para inaugurar as instalações. Nas entrelinhas de seu discurso deixou escapar que motores de dois cilindros e caixas de câmbio automatizadas de duas embreagens a seco - dois dos produtos mais recentes da empresa - estão previstos para a fábrica paranaense. Antes havia apenas especulações.
Os motores E.TorQ receberam vários aperfeiçoamentos e substituirão todos os de 1,8 l, hoje comprados da GMB, até o final do ano. Começam já no Punto, conforma a coluna antecipou, com ganhos substantivos em suavidade, desempenho e economia de combustível. O de 1,6 l tem 117 cv (etanol) e o de 1,8 l, 132 cv. Sem dúvida o melhor equilíbrio entre preço e performance é o primeiro. Este se mostra sensivelmente mais adequado do que o Fire (1,4 l e apenas 86 cv) para lidar com os quase 1.200 kg do hatch compacto premium da Fiat.
Engenheiros brasileiros e italianos apuraram-se para obter 16,8 kgf·m de torque distribuídos em ampla faixa de utilização. O consumo médio, com gasolina, também se destaca: 12 km/l (cidade) e 16,1 km/l (estrada). Porém, a taxa de compressão conservadora deixou referências sem brilho para o etanol: 8,1 km/l e 10,8 km/l, respectivamente. O motor de 1,8 l (na realidade 1,74 l) apresenta robustos 18,9 kgf·m de torque e vai um pouco melhor em consumo relativo: 11,8 e 15,9 km/l (gasolina); 7,8 e 10,6 (etanol).
O câmbio manual robotizado Dualogic, opcional apenas no motor de maior cilindrada inicialmente, mostrou evolução marcante com o E.TorQ. Trocas de marchas ascendentes e descendentes são bem próximas às de um câmbio automático padrão, considerando que a Fiat não oferece essa escolha.
Grande benefício também para o Linea ao ter a unidade de 1,84 l atual substituída pela de 1,74 l. Fontes na Argentina, onde o propulsor é fabricado, informam que a produção está direcionada agora apenas ao mercado de reposição, indicando que nas próximas semanas chegará o novo motor brasileiro.
RODA VIVA
MAIS uma marca se junta à Audi, em 2010, e acaba de comemorar 100 anos. A Alfa Romeo construiu uma imagem esportiva por décadas. Hoje pertence à Fiat, que luta para manter a linhagem iniciada por Nicola Romeo. Outras centenárias: Buick, Cadillac, Fiat, Ford, Lancia, Mercedes-Benz, Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce e Skoda.
NOVO Uno, além do estilo impactante, vai muito bem com o motor Fire 1,4 Evo. Na realidade, comparado ao Palio, a diferença em desempenho é pequena no dia a dia, pois foi acertado para menor consumo. Conjunto do Uno, porém, agrada mais, em especial pela atmosfera interna, posição de guiar e porta-objetos. Ponto fraco: curso excessivo da alavanca de câmbio.
MERCEDES-BENZ Classe S poupa mais de 10% de combustível no trânsito na versão 400h, primeiro híbrido à venda no País. No caso, apenas um alternoarranque acoplado ao volante do motor. 20 cv de origem elétrica somam-se aos 279 cv do motor V6. Sistema desliga o propulsor, a 15 km/h, em desacelerações. Parado, religa instantaneamente ao se liberar o pedal de freio.
MICROCARRO smart, para duas pessoas com conforto, também oferece o sistema desliga-liga, inadequadamente batizado de micro-híbrido. Partida não é silenciosa, como no Classe S. No para e anda do trânsito, além de gastar menos combustível, passa sensação agradável. Para manter o ar-condicionado funcionando, um botão desativa o sistema.
FINALMENTE, saiu a homologação do medidor de transmitância luminosa produzido no Brasil. Dessa forma receberá multa quem usar películas escuras nos vidros acima da lei. Talvez agora a indústria automobilística seja mais cuidadosa em sua publicidade. O roteiro de um dos filmes do novo Uno, por exemplo, destaca vidros escuros e um bebê a bordo.
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|