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| Colunas do mês de Julho / 2009 |
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Ô Pai,Você é Homem??!!
31/07/2009 - Ayrton Piquetoso
Meu filho Ricardo vai fazer cinco anos em outubro. Sempre vemos juntos as corridas de F1. Outro dia ele me surpreendeu com a seguinte conversa:
- Ô pai, você é do bem ou é do mal?
- Eu procuro sempre ser do bem – respondi.
- Ô pai, você é novo?
- Mais ou menos. Já tenho 40 anos.
- Ô pai, você é homem?
- Lógico. Igual a você.
- Ô pai, você vai morrer?
- Claro. Todo mundo vai.
- Que dia?
- Isso a gente não sabe.
- Ô pai, você vai morrer de gripe suína?
- Sei lá, pode até acontecer.
- Não, pai. Homem do bem e novo não morre. Você não viu o Felipe Massa? E você também não vai morrer de gripe suína, porque você só come frango. É perigoso você morrer de gripe franguina...
AUTO FRASE: “Eu acredito em Deus, mas Deus já deve estar cansado de acreditar em mim (Tião Três Blusas).
QUIZTRANHO
1) Frase de Barrichello sobre o GP da Alemanha:
a) Não gosto de perder nem em bolinha de gude. É um saco isso! b) Não gosto de perder minhas bolinhas de gude. Guardo tudo no saco c) Não posso perder as bolinhas do saco, porque pode ficar esquisito d) Não perco saco e nem perco bolinhas. Só perco corridas
2) Outra do Rubinho sobre o mesmo GP:
a) Eles me fizeram perder a corrida. Não deixaram que eu mesmo fizesse isso sozinho b) Eles me fizeram perder a corrida. Perder por eles ou perder sozinho? Essa era a minha dúvida c) Eles me fizeram perder a corrida. Não quero ouvir o blá-blá-blá d) Eles me fizeram perder a corrida. Hoje eu vou fazer o chor
3) Equipe vencedora do último GP:
a) McLewis b) McLenta c) McLaren d) McSophiaLoren
4) Recentemente, Niki Lauda chamou os pilotos reservas da Ferrari de:
a) Inflamáveis b) Insuportáveis c) Inoxidáveis d) Imprestáveis
5) Frase de Nelsinho Piquet:
a) O Briatore não entende nada de automobilismo e está pisando em minha cabeça b) O Briatore não entende nada de automobilismo e não sabe nem pentear a cabeça c) O Briatore está lêlé da cabeça e está pisando no automobilismo d) O Briatore é uma mula-sem-cabeça que frequenta o automobilismo
Respostas: 1a, 2c, 3c, 4d , 5a
DICA DO PIQUETOSO: Sua vida está ruim? Você está mais perdido que o Joãozinho e a Maria na floresta?
O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, é verdade que você nasceu em Brasília? R: Que é isso? E eu sou homem de nascer em Brasília??!! Nasci no hospital mesmo. Se fosse para nascer em carro, eu nasceria numa Ferrari.
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Europa: “Revelado que o profeta Nostradamus teria previsto a vinda da Coluna do Piquetoso” (manchete publicada no jornal inglês What Do You Think About Nheco Nheco Post).
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Barulho por Nada
27/07/2009 - Fernando Calmon
O Brasil se prepara para ampliar a utilização do GPS (Sistema de Posicionamento Global, em inglês) de forma acelerada. Em transportes terrestres, a sigla se tornou conhecida pelos navegadores, que logo se tornaram objetos de desejo, apesar do preço elevado. Modelos portáteis mais simples são vendidos, hoje, na faixa dos R$ 300,00, porém os mais sofisticados beiram os R$ 2.000,00. Falta um empurrão na demanda interna para que os aparelhos passem a ser fabricados aqui e caiam de preço.
O sistema GPS foi montado pelos EUA e inclui uma constelação de 24 a 32 satélites, com cobertura mundial. Recentemente surgiram notícias que o sistema estaria prejudicado, em breve, por falhas dos satélites mais antigos. Especialistas descartam a possibilidade ao considerar que há concorrência dos russos, além de europeus e chineses.
Outra sigla passará a ser citada com frequência. LBS (em inglês, Serviços Baseados em Localização) fará parte do dia a dia dos motoristas em várias aplicações. O tema é tão amplo que levou a Reed-Alcântara a organizar, semana passada, em São Paulo, a 2ª EXPOGPS (Feira e Congresso Latino-Americano de Localização e Rastreamento).
Entre os palestrantes, Ricardo Takahira, da Magneti Marelli, ressaltou que “telemática e navegação permitem um roteiro tão rico em inovações que ideias e implementações já se confundem nos automóveis”. Algumas citadas por ele: chamadas de emergência automáticas em acidentes, telediagnose mecânica e eletrônica, seguro pago pela distância real percorrida, sistemas de carona, serviços de pedágio, estacionamento e abastecimento automatizados.
As telas de navegadores com mapas eletrônicos tridimensionais também dão acesso completo à internet, navegação intercarros, auxílio às manobras, reconhecimento de sinais de trânsito, informações climáticas e de congestionamentos. É possível até calcular e sugerir a rota com menor consumo de combustível.
Na conferência de Antônio Calmon Leite, do Denatran, se anunciou o adiamento da inclusão em todos os veículos novos, nacionais e importados, do sistema de bloqueio e localização para os casos de furto e roubo. A polêmica Resolução 245, do Contran, começaria a valer em agosto e, agora, só em fevereiro de 2010. Nesses seis meses, entre 600 e 1.000 veículos de fabricantes e prestadores de serviços diretamente envolvidos vão testar, na vida real, a confiabilidade do sistema.
O imbróglio ainda persiste. A Justiça impediu, liminarmente, localização ou rastreamento por meio de dispositivos instalados de forma compulsória em carros, picapes, furgões, caminhões e motos. Porém, permitiu o bloqueio remoto. O Denatran alega que o GPS sai inibido de fábrica e cabe ao motorista contratar, se desejar, a ativação e o serviço. Especialista consultado pela coluna afirma que a localização pode ser feita, dado os controles fracos no Brasil.
Se o Contran perder no campo jurídico, de pouco valerá o bloqueio sem se localizar o veículo via GPS e rede telefônica celular. Terá havido muito barulho por nada. Nem o representante das seguradoras, Ademar Fujii, revelou entusiasmo pelo projeto. Apenas desejou que diminuam os mais de 360.000 casos de furto e roubo por ano.
RODA VIVA
VOLKSWAGEN confirmou o plano de investir US$ 1 bilhão no México para ampliar a fábrica de Puebla e lançar um sedã médio-compacto para venda nas Américas. Deverá substituir o Bora que se baseia no Golf IV fabricado no Paraná. Fonte mexicana indica ser possível a nova versão Seat Toledo, mesmo sem atratividade da marca espanhola fora da Europa.
SERÁ bom observar as vendas do novo Kia Soul. Trata-se de hatch diferente, um crossover com traços de multivan e SUV. Possui um motor de 1,6 l/124 cv, de desempenho muito bom e direção elétrica firme em estrada e macia em uso urbano. Espaço para cabeça e pernas no banco traseiro surpreende. Reverbera ruídos internamente por ser um caixa de aço com chapas de grande superfície
PAJERO Dakar (nome só existe aqui) tailandesa compartilha chassi com a picape L200 Triton e tem 2 lugares a mais que a versão Pajero Sport produzida em Catalão. Vem recheada de equipamentos por até R$ 160.000,00. Bancos deslizantes também na fileira do meio, acabamento superior e vários porta-objetos são destaques. Muito bom o diâmetro de giro em curvas apertadas e manobras.
SUBSTITUIR lâmpada de farol de 50 W por outra de 100 W (proibida) não melhora a visibilidade e aumenta o ofuscamento de outros motoristas, explica a Faróis Nino. Importa para ver melhor o número de lumens da lâmpada, que não depende só de maior corrente elétrica. Há possibilidade de sobrecarga no sistema elétrico do carro e de tornar foscos os refletores.
BOA iniciativa da Castrol e do Senai-SP dentro do Projeto Jovem Trocador para estudantes da rede pública. Em três semanas capacita interessados em visão geral sobre mecânica e lubrificação automotiva. Além do certificado, os alunos ganham prioridade no banco de dados de mão de obra para a rede Auto Service da companhia.
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Cenário Final
22/07/2009 - Fernando Calmon
A confirmação do pedido de concordata da GM nos EUA e Canadá, em 1º de junho último, e o surgimento da “Nova GM” apenas 40 dias depois na forma de uma empresa estatizada já eram acontecimentos esperados. No entanto, ainda há movimentos por acontecer com potencial de afetar a indústria mundial, em médio prazo, inclusive no Brasil.
Quem se surpreendeu ao ver o governo americano assumir 60% do capital da GM, como garantia dos empréstimos efetuados, precisa consultar fatos históricos. É inédito nos EUA, mas, na Europa, a Renault, a Alfa Romeo e praticamente toda a indústria inglesa (inclusive os ícones Mini, Jaguar e Land Rover) sofreram estatização em momentos sem a profundidade da crise econômica atual. Mesmo a Volkswagen, talvez o mais saudável dos grandes grupos no momento, até hoje tem 20% de seu capital controlado pelo estado alemão da Baixa Saxônia com poder de veto. À exceção da VW, todas voltaram ao domínio privado e, certamente, a GM também – em prazo imprevisível.
Entre as incertezas atuais destaca-se a Opel, subsidiária alemã da GM, que é a origem de 90% dos Chevrolets feitos aqui. Tudo indicava que a empresa de componentes Magna e a Fábrica de Automóveis Gorky (GAZ, em russo) ficariam com 65% das ações. No entanto, o novo fôlego financeiro levou a GM a preferir a proposta do grupo financeiro belga RHJ por restar a possibilidade de comprar de volta, adiante, a participação. O governo alemão não concorda, pois financiará a operação com fundos públicos. Já a Fiat negociou mal e perdeu o negócio.
Chineses da BAIC correm por fora sem muita chance.
O final incerto da novela Opel não impediu a GM do Brasil de anunciar o investimento de US$ 1 bilhão para ampliar a fábrica de Gravataí (RS) e desenvolver os sucessores de Celta/Prisma. A situação nos EUA, no entanto, atrasou em mais de um ano os planos da filial, o que pode afetar resultados futuros.
Outra situação esquisita é a do Grupo Porsche-VW. Ainda dona de 51% das ações do gigante alemão, o pequeno fabricante perdeu seu fôlego financeiro com a crise mundial e a luta para afastar a influência estatal na companhia. A VW, então, anexaria a Porsche, mas se torna uma operação cara demais em termos fiscais.
Imbróglio a resolver, inclusive a participação de um grupo financeiro árabe do Qatar.
O cenário final da indústria mundial passa pelo que acontecerá no mercado americano. A antes inabalável Toyota terá tempos difíceis, pois de lá vem a maior parte dos lucros. Espera-se que, com maior ou menor força, Ford, GM e Chrysler – nessa ordem – terão produtos mais baratos e rentáveis com potencial de recuperar participação em médio prazo.
A recente pesquisa da J.D. Power apontou as marcas mais desejáveis pelo consumidor dos EUA. Esse ranking não se confunde com o de satisfação inicial com o produto. A Porsche venceu pelo quinto ano consecutivo e a Lexus (marca de prestígio da Toyota) foi a sétima. Já Volkswagen aparece em 13º e Toyota, em 33º. Claro, interessa que a Toyota vende muito mais, porém uma sintonia fina Porsche-VW tem potencial de, aos poucos, corroer lucros dos outros e, em consequência, capacidade de investir e de manter posições confortáveis no mercado.
RODA VIVA
APESAR das rusgas recentes entre GM e Fiat, fora do Brasil, a Fiat deve prorrogar o contrato de compra dos motores Chevrolet, Família 1, de 1,8 litro. Previsto para terminar em março próximo, Betim tem interesse em continuar oferecendo esse motor por seu custo inferior a outros de menor cilindrada. Para a GM, na situação atual, também não é mau negócio.
SAIU o ranking europeu dos modelos mais vendidos, no primeiro semestre, compilado pela consultoria Jato. Com o recuo da comercialização de veículos em quase todos os 28 países pesquisados, modelos mais caros, como o Passat, perderam espaço. O Golf manteve a liderança, seguido por Fiesta, Peugeot 207/206, Corsa, Punto, Focus, Panda, Clio e Astra.
TOUAREG, graças à oferta maior e à atuação coordenada fábrica-concessionárias, cresceu 125% em vendas no primeiro semestre de 2009 contra 2008. Trafegando na faixa de R$ 180 mil (V-6) a R$ 270 mil (V-8), a versão mais cara destaca-se pela oferta de equipamentos. Fora a diferença de potência (310 cv x 385 cv), comporta-se dinamicamente como o Cayenne, projeto conjunto Porsche-VW que deu certo.
PROLIFERAÇÃO de lançamentos no mundo levou à escassez de combinações de letras nos novos modelos. É comum a confusão, porém os fabricantes preferem manter o prestígio das letras, algumas de longa tradição. Exemplos mais recentes: os cupês Peugeot RCZ e Honda CR-Z. Ambos muito bonitos, mereceriam nomes no lugar de siglas repetitivas.
APÓS três anos de interrupção, voltam em agosto os testes de certificação de profissionais da reparação automobilística. Os padrões são iguais aos da entidade americana especializada ASE. Mais de 70.000 brasileiros foram aprovados em dez anos, com nítida melhora de qualidade dos serviços em oficinas.
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Não existem carros gêmeos
21/07/2009 - Sandro Mendes Pereira
Era 1995. Fui até uma concessionária Chevrolet com o intuito de comprar um Kadett.
A revenda tinha dois carros aparentemente iguais, na cor azul marinho.
Ao analisar friamente os dois automóveis, percebi algo que até então jamais havia me passado pela cabeça: não existem dois carros iguais.
Os dois Kadett tinham o mesmo ano de fabricação e a mesma cor. Porém, um vinha com pneus Pirelli e o outro Goodyear. As saídas de ar no painel também eram diferentes, além de outros detalhes, com o fabricante da tinta: um era Renner e o outro era Glasurit.
O vendedor me explicou: o carro é um amontoado de incontáveis peças. Há vários fornecedores para cada item. Os carros são montados de acordo com o que há de disponibilidade de peças nos estoques.
O carro, portanto, é um verdadeiro quebra-cabeças. Não por acaso as fábricas são também conhecidas como montadoras.
É preciso ter sorte na hora de comprar um carro. O meu caso foi exemplar. O Kadett que escolhi foi um dos bons carros que tive.
O outro Kadett azul marinho, adquirido por um empresário local, veio com um problema sério no eixo traseiro, que trazia grande instabilidade em curvas de alta velocidade.
O empresário entrou na justiça e, após muita briga, recebeu outro Kadett.
Só que essa é uma outra história.
Um abraço do Piloto X. Paz.
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O Professor Maluco
14/07/2009 - Ayrton Piquetoso
Certa vez fiz um curso de pintura automotiva em São Paulo. Na ocasião havia um professor que, além de meio maluco e esquisito, era também metido a poeta. Adorava fazer rimas.
Durante o curso, querendo fazer demonstrações práticas de como se segura as ferramentas de pintura, ele disse:
- João, pega minha mão.
João, um baixinho franzino e magrelo, pegou então a mão do professor, que a apertou com tamanha força que o rapaz gritou de dor.
- Zé, pega meu pé. Zé, um aluno que estava do meu lado, pegou o pé do professor maluco, que pisou em seus dedos, fazendo o menino engolir seco.
E a rima e as esquisitices continuavam:
- Aleixo, pega meu queixo...
- Luiz, pega meu nariz....
- Coelho, pega meu joelho...
De repente, um dos alunos foi saindo de fininho e o professor esbravejou:
- Por que foges, Aderbal???
E o aluno, um baixinho esquisito, com a cara mais estranha do mundo, respondeu:
- Com o nome que eu tenho, a última coisa que eu quero é rimar...
AUTO FRASE: "A única diferença entre homens e meninos é o preço e o tamanho dos seus brinquedos..." (em uma Dodge Ram, em SP).
QUIZTRANHO
1) Barrichello prometeu homenagear Michael Jackson fazendo no pódio:
a) O passo moonwalk b) O passo antawalk c) O passo reclamawalk d) O passo tartarugawalk
2) Em entrevista polêmica, Bernie Ecclestone:
a) Elogiou Adolf Hitler b) Disse que, quando crescer, quer ser igual a Adolf Hitler c) Fez a dança do siri d) Falou que acredita no Lula e no Zé Sarney
3) Frase de Ecclestone sobre esse lamentável episódio:
a) Eu sou pequeno, meu cérebro é pequeno e portanto meus pensamentos são pequenos b) Errar é humano, embora eu seja um jumento c) Sinto muito por ter sido um idiota d) Não sou um idiota, sou apenas um berne
4) Frase de Jacques Villeneuve sobre a F1:
a) Eu era feliz e não sabia b) O bom filho à casa torna. Ou não c) Me apaixonei novamente pela F1 d) Sou um bumerangue canadense. Vou e volto
5) Nome do acordo entre as equipes que competem na Fórmula 1:
a) Pacto da Chicória b) Pacto da Discórdia c) Pacto da Concórdia d) Pacto da Balbúrdia
Respostas: 1a, 2a, 3c, 4c, 5c
O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, com toda a violência do Rio de Janeiro, o que você acha de corrida em Jacarepaguá? R: Do jeito que o Rio está, é perigoso os traficantes treinarem tiro ao alvo nos carros. Pessoas lindas e ricas como eu já não têm mais segurança na Capital Carioca.
DICA DO PIQUETOSO: a monotonia é a sua inimiga n.o 1, n.o 2 e n.o 3?
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
Estados Unidos: “Elvis não morreu. Apenas se escondeu para ler a Coluna do Piquetoso sossegado. E Michael Jackson fez a mesma coisa” (Washington Impost).
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Líderes do Semestre
14/07/2009 - Fernando Calmon
O ranking de vendas do primeiro semestre indicou que enquanto os líderes se consolidam, alguns modelos conseguiram galgar posições intermediárias em razão de novidades apresentadas. Analisando com atenção o segmento mais importante, os compactos, conclui-se que, sem a ajuda do Voyage, o Gol sozinho não consegue mais vencer a dupla Palio e Siena, como no passado. É bom observar a briga Civic x Corolla, que pode trazer surpresas.
Entre os destaques do semestre, o Azera deu uma bela arrancada na segunda colocação, enquanto surgiu o novo recordista de participação, a picape Strada com 57%. Houve avanços também de outros líderes, como Omega, Palio Weekend, Mégane Grand Tour, Mercedes SLK e Fit. Já o Mercedes Classe S teve um pequeno recuo na liderança, bem como o EcoSport.
Os segmentos de utilitários esporte foram reformulados, considerando a dificuldade de classificar pequenos, médios e grandes. Há gerações diferentes, modelos derivados de automóveis e outros aspectos técnicos como distância entre eixos e largura. Surgiram, assim, novos líderes: Captiva (médio) e Pajero Full (grande).
Os percentuais abaixo referem-se aos principais modelos de cada segmento com ênfase àqueles de maior venda. Seleção e classificação não seguem critérios comerciais dos fabricantes. Trata-se de ranking técnico que considera dimensões e referências utilizadas no mercado europeu de grande influência aqui. Compilação foi executada, a partir do Renavam, por Paulo Garbossa, da ADK.
Compactos: Gol+Voyage, 20,9%; Palio+Siena, 16,6%; Celta+Prisma, 10,5%; Corsa hatch+sedã+Classic, 9,7%; Uno, 9,4%; Fox, 7,7%; Fiesta hatch+sedã, 6,9%; Ka, 4,4%; Logan+Sandero, 3,8%; 206/207 hatch+sedã, 2,9%; Punto+Linea, 2,1%; C3, 1,8%; Polo hatch+sedã, 1,78%. Gol e Voyage aumentam vantagem; Ka passou Logan e Sandero.
Médios-compactos: Civic, 20%; Corolla, 17%; Vectra hatch+sedã, 12%; Golf+Bora+Jetta, 10,5%; Astra hatch+sedã, 10,2%; Focus hatch+sedã, 8%; C4 hatch+sedã, 6%; 307 hatch+sedã, 5%; Stilo, 4%. Civic apertado pelo Corolla.
Médios-grandes: Fusion, 34%; Azera, 32%; Mercedes C+CLC, 8%; Accord, 6,6%; Passat, 6,2%; BMW 3, 5%. Fusion, agora, acossado pela Azera.
Grandes: Omega, 54%; BMW 5/6, 14%; Chrysler 300, 13%. Omega voltou a crescer.
Topo: Mercedes S+CL, 44%; BMW 7, 21%; Maserati Quattroporte, 15%. Classe S tranquilo.
Stations pequenas: Palio, 51%; SpaceFox, 30%; 207 SW, 10%. Sem ameaças à Palio Weekend.
Stations médias: Mégane, 48%; Jetta, 20%; Passat, 18%. Mégane ficou dona do segmento.
Monovolumes pequenos: Fit, 46%; Meriva, 29%; Idea, 23%. Meriva superou Idea.
Monovolumes médios: Picasso+Grand, 47%; Zafira, 33%; Scénic+Grand, 13%. Líder continua subindo.
Pickups pequenas: Strada, 57%; Montana, 19%; Saveiro, 18%. Strada ainda mais forte.
Pickups médias: S10, 34%; Hilux, 27%; L200, 20%. S10 continua firme.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 39%; Tucson, 19%; CR-V,13%. EcoSport folgado.
Utilitários esporte médios: Captiva, 36%; Santa Fé, 18%; Hilux SW4, 13%. Difícil desbancar Captiva.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full, 25%; Veracruz, 18%; Range Rover, 8%. Posições a consolidar.
Esporte: Mercedes SLK, 48%; 911, 14%; Audi TT, 9%. Preço ajudou o líder a acelerar.
RODA VIVA
CENÁRIO de vendas internas, ao final do ano, converge, segundo previsões da Anfavea e da Fenabrave. Números dos fabricantes (3 milhões de unidades) são um pouco mais otimistas do que os das concessionárias. Lado ruim é que volume de exportações e importações estarão quase empatados. Historicamente, o Brasil costuma exportar duas vezes mais do que importa.
ALÉM do conjunto equilibrado de sempre, realçado pela tração nas quatro rodas, o A6 sofreu retoques de estilo e recebeu um motor inteiramente novo. Essa unidade é interessante por adotar compressor no lugar do turbocompressor com bons resultados. São 290 cv e nada menos que 43 kgf.m de torque em um V-6 de 3 litros suave e silencioso. Acelerações impressionam.
SYMBOL conseguiu colocar-se melhor no mercado porque a Renault retirou o Logan com motor mais potente. Havia conflito de preços. O mais recente sedã compacto tem presença e estilo muito superior ao Clio e é agradável de dirigir, em cidade e estrada, pela suspensão bem calibrada. Precisa melhorar em detalhes de acabamento e acalmar o vai e vem da alavanca de câmbio.
INDICAÇÕES de perspectivas melhores para a economia brasileira foram referendadas pela Pirelli, que completou 80 anos no país. Empresa pretende ampliar suas vendas totais em 20% até 2011, apesar das incertezas sobre a reação das motocicletas, segmento muito importante para a marca.
SEGURANÇA sob novos ângulos é tema do livro do jornalista J. Pedro Correa: 20 anos de lições de trânsito. Reúne 26 entrevistas, em 256 páginas, e reflete sua experiência e especialização no tema, vinculadas ao Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), que coordenou com entusiasmo. PVST, dos mais importantes em execução no país, vai além dos caminhões.
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Solução Óbvia
06/07/2009 - Fernando Calmon
Ninguém coloca em dúvida a importância da reciclagem como atividade racional, de retorno econômico e de proteção ao meio ambiente. Especificamente, a operação de desmontagem ao fim da vida útil dos veículos aponta para o enorme potencial em um país cuja frota real é de cerca de 27 milhões de unidades, mais 8 milhões de motocicletas. O Denatran registra o total em torno dos 50 milhões de veículos de todos os tipos por não haver controle sobre o que sai de circulação. Este número exótico distorce as estatísticas de segurança viária e dificulta o planejamento logístico em todos os níveis de governo.
Há pouco o Centro de Referência Técnica Automotiva (Certa) organizou um seminário em São Paulo sobre os benefícios sociais, econômicos e ambientais da reciclagem de veículos. As experiências em outros países sempre deram certo, em especial na União Europeia. Na Espanha, conforme o palestrante Ignacio Perez, a atividade já se consolidou e houve uma redução drástica de dois terços no número de Centros Autorizados de Tratamento (CAT) – evolução onírica dos nossos conhecidos desmanches ou ferros-velhos – que tiveram de se enquadrar em diretrizes rigorosas.
Na Argentina o programa de reciclagem começou como reação ao espantoso aumento de furtos e roubos de carros ocorrido durante a fase aguda da maior crise econômica do país vizinho, em 2002/2003. O objetivo principal dos ladrões era a venda das peças desmontadas no mercado criminoso de reposição, alimentado também pela real escassez de insumos e paralisia da produção industrial. A lei, criada em 2003, foi o complemento ao fechamento sumário de todos os desmanches. Isso viabilizou os primeiros CATs, entre eles o do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), baseado na experiência da entidade congênere espanhola.
Segundo Fabio Pons, do Cesvi argentino, o primeiro centro de reciclagem começou em 2004 e atingiu os objetivos ao reduzir a poluição ambiental, aumentar empregos formais e criar um mercado oficial de peças reutilizáveis. No Brasil existem outras dificuldades, entre elas a obrigatoriedade de utilização apenas de peças originais novas na reparação de veículos sinistrados cobertos por seguro. Uma lei estadual em São Paulo, de maio deste ano, tornou obrigatório a gravação dos 17 caracteres do número do chassi em peças usadas ou recondicionadas colocadas à venda, o que inibe o crime, mas não resolve o alto custo das peças que tanto encarece o seguro.
A reciclagem de veículos, para se viabilizar aqui, precisa de mudanças na legislação específica e até a criação de certificados de destruição, quando não é possível, do ponto de visto técnico, qualquer tentativa de conserto. Hoje continua a prática lamentável de utilização de documentos de veículos irrecuperáveis para “esquentar” o produto de roubos e furtos.
O arcabouço jurídico já existente na Argentina pode ser o ponto de partida e está à mão. E com a criatividade brasileira, introduzir novos conceitos, como seguro popular (utilizando na reparação peças usadas sem função estrutural ou de segurança) e apólice verde (para quem valoriza componentes reciclados). Sem essas ajudas, fica difícil levar adiante a solução óbvia da reciclagem.
RODA VIVA
ENTRE as conversas aparentemente descartadas sobre consolidação das marcas europeias está a especulada aliança ou mesmo fusão entre BMW e PSA Peugeot Citroën. O imbróglio do futuro da Opel, subsidiária alemã da GM, ainda pode passar pela oferta recente em dinheiro da chinesa Beijing Automotive. Magna, no entanto, está mais forte no páreo. A Fiat continua só vendo...
STRADA Adventure cabine dupla tem entre os destaques, além da solução como produto original de fábrica, o trabalho correto no acerto das suspensões e a solução estética das janelas laterais traseiras. Visão de ¾ de traseira não ficou tão equilibrada pela caçamba curta demais para o comprimento total sem alteração. Ainda assim volume para bagagem é 120 litros superior à Palio Weekend.
SISTEMA de bloqueio mecânico do diferencial, de série em toda a linha Adventure, agora é opcional (R$ 1.300,00) na nova Strada, precificando algo que poucos usam na prática. Fiat afirma que o banco traseiro acomoda bem duas pessoas de até 1,75 m, porém traz desconforto para quem se enquadra nesse biótipo. Atrás, só em rápidos deslocamentos urbanos.
APESAR de a Hyundai classificar o câmbio do médio-compacto i30 como “multimarchas de trocas imperceptíveis”, trata-se de uma caixa de câmbio automática convencional de quatro marchas. Nem mesmo é o caso do tipo CVT (Transmissão Continuamente Variável, em inglês), em que o sistema de polias e correia substitui as engrenagens. O que, aliás, muita gente não gosta.
KIT da DSW para assistir TV digital no carro inclui monitor LCD por cerca de R$ 950,00. Monitor avulso sai por cerca de R$ 350,00, mas ambos devem permanecer no campo visual de quem senta na segunda e eventual terceira fileira de bancos.
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