|
|
| |
 |
| Colunas do mês de Julho / 2008 |
|
|
Moto Encontro
29/07/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Nos dias 25, 26 e 27 de julho aconteceu o moto encontro "Terra dos Presidentes", na cidade de São Borja (RS), o qual contou com a participação de mais de 30 mil pessoas ao longo de sua realização.
O moto encontro "Terra dos Presidentes" se firmou como um dos pontos altos do calendário motociclístico gaúcho e alça a condição de um dos principais do motociclismo do Mercosul.
Devido a sua posição geográfica privilegiada na fronteira, aproximadamente metade dos participantes do moto encontro era proveniente da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, o quê ratifica ser o "Terra dos Presidentes" um dos principais eventos do motociclismo sul-americano.
Além dos "hermanos", também marcaram presença motociclistas vindos dos estados de SP, PR e SC. Do RS, motociclistas de todos os rincões vieram confraternizar, é claro.
As instalações da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) ficaram pequenas para um contingente de público tão grande.
Shows com várias bandas, espetáculos de wheeling e acrobacias com motos foram algumas das atrações oferecidas para os visitantes. Até o apresentador Ico Thomaz, do programa "Patrola", exibido pela afiliada gaúcha da Rede Globo, a RBS TV, fez parte das atividades do moto encontro e agitou a juventude presente.
Uma feira de produtos para motos e motociclistas, com destaque para os caminhões especialmente projetados para virar lojas da Impacto Motos e da Sobrerodas Racing, ofereciam descontos e promoções imperdíveis.
Várias eram as opções de gastronomia e bebida, e o consumo foi bem alto.
O evento mexeu com toda a cidade. Todos os hotéis estavam lotados e, em todos os cantos, se viam motociclistas passar. Restaurantes, bares e o comércio em geral muito se beneficiaram com o enorme fluxo de pessoas que aportaram à cidade.
A Prefeitura Municipal de São Borja apoiou o evento, o qual já consta no calendário oficial da cidade, uma vez que é o quê mais atrai visitantes, demonstrando a inteligência da administração pública em reconhecer e explorar o potencial do mercado motociclístico. Mais prefeitos e sindicatos e associações municipais de lojistas e prestadores de serviços deveriam se espelhar no bom exemplo de São Borja e colher os benefícios de incentivar os moto grupos nativos a empreender a realização de um moto encontro.
Para demonstrar tamanho envolvimento com a comunidade, foi organizada uma "motociata" que circulou pela cidade atrás de um caminhão do Corpo de Bombeiros e apoiada pela Brigada Militar e agentes do Departamento Municipal de Trânsito que reuniu quase 1.500 motos.
A organização capitaneada pelos motociclistas Bacin, Oneron e Pedrão, entre outros tantos, se esmerou em seu máximo para prestar uma calorosa acolhida a todos os visitantes, e conseguiu. A diversão rolou solta pelas noites adentro de sexta e sábado.
Os moto grupos participantes foram especialmente homenageados pela organização com um troféu de participação.
Para o próximo ano, pelos comentários positivos de quase todos os que estiveram no evento é pelo retorno, e acompanhados de outros amigos mais, ou seja, em 2009, deverá ter muita, mas muita gente mesmo presente. A organização já tem vários projetos para tornar o próximo "Terra dos Presidentes" ainda melhor.
Parabéns Bacin, Oneron, Pedrão e para todos indivíduos e moto grupos participantes desta grande festa de sucesso que foi o "Terra dos Presidentes" de 2008.
|
|
Boas Iniciativas não Faltam
28/07/2008 - Fernando Calmon
Apesar da importância do transporte rodoviário, que responde por mais de 60% do volume de bens deslocados no Brasil, ainda estamos longe de administrar os riscos com competência e aumentar a segurança nas estradas. Engana-se quem acha que em outros países as ferrovias têm papel preponderante. Nos EUA, aquele porcentual se repete, mas em termos de valores transportados. Em vários países europeus é comum os veículos sobre rodas responsabilizarem-se por mais de 50% de toda a distribuição de carga.
Acidentes envolvendo caminhões são muito mais graves. Há uma grande diferença de massa em relação aos automóveis, além de limitações técnicas como estabilidade, dirigibilidade e capacidade de frenagem. Acima de tudo, atrás do volante existe um profissional que deve primar pela consciência sobre os riscos envolvidos e capacitação.
Um tipo de acidente inadmissível é uma caçamba basculável se elevar com o veículo em movimento. Ao bater em viadutos e – pior – em passarelas, as conseqüências são desastrosas. Recentemente isso ocorreu numa moderna rodovia nos arredores de São Paulo. A passarela desabou e morreu o passageiro de um carro que se chocou contra a parede de concreto.
Independente da falta de manutenção hidráulica, falha técnica ou de operação há maneiras de se evitar esse tipo de acidente ao se projetar o sistema. Há mais de dez fabricantes de equipamentos basculáveis, mas com certeza nem todos colocam recursos redundantes de controle ou à prova de erros. Os conscientes chegam a exigir três movimentos simultâneos para liberar a caçamba.
Um exemplo de mentalidade focada em segurança é o programa de desenvolvimento de motoristas da Volvo, iniciado no começo de 2008. Estatísticas apontam 90.000 acidentes/ano envolvendo caminhões nas estradas brasileiras. Morrem 4.000 camioneiros e mais 8.000 pessoas em veículos menores envolvidos. O curso, inicialmente para os profissionais de frotistas da marca, destaca-se pela interação entre os alunos. A técnica pedagógica é bem menos focada no professor tradicional e mais na conscientização e mudança de hábitos, conforme metodologia da especialista Nereide Tolentino.
Levando em conta o contexto (condições pessoais e ambientais), a via e o veículo, o objetivo principal de cada curso, para dez participantes, é transformar o motorista passivo em gerenciador de riscos. Sem esquecer da utilização racional dos recursos técnicos dos caminhões modernos. A meta inicial contempla reciclar 1.000 motoristas por ano.
Numa perspectiva mais ampla, a marca sueca vai oferecer no Brasil, ainda este ano, o medidor eletrônico do grau de ingestão alcoólica. Uma iniciativa alinhada com a nova lei que prevê rigor máximo contra motoristas que bebem antes de dirigir e cortou drasticamente o nível de álcool de 0,6 gramas/litro de sangue para simbólicos 0,2 g/l. O Alcolock impede a condução do caminhão ou ônibus por um motorista sob influência do álcool. Basta soprar no aparelho dentro da cabine. Na Europa desde 2005, custa cerca de R$ 5.000,00, mas ainda sem previsão de preço por aqui.
Quando há vontade para pelo menos amenizar os problemas de segurança no trânsito, boas iniciativas não faltam.
RODA VIVA
PINGOS nos is. Fiat vai, de fato, reformular o Palio em 2010, como declarou o diretor de Tecnologia da matriz, Harald Wester, a uma revista alemã. Fontes italianas confirmam. Havia dúvida se ele não se referia ao novo Uno, mas este só chega em 2011. Betim, claro, não tem interesse em esclarecer o assunto e prejudicar vendas. Afinal, o carro será todo novo, no mesmo nível do ocorrido agora com o Gol.
CHEVROLET Cruze, projetado e construído na Coréia do Sul pela GM-Daewoo, estará no Salão de Paris, em outubro. Planos de venda e produção vão além da Europa. Com porte do atual Astra, servirá de base para o sucessor desse modelo no Brasil, embora aqui a ordem seja manter silêncio. Data provável: começo de 2011, após novo Corsa, em 2010.
RODAR uma semana com o Gol basta para descobrir qualidades incomuns num modelo de entrada. Além de bem agradável ao dirigir, surpreendem acabamento e encaixe de peças móveis. Portas dianteiras abrem em três estágios, coisa de carro caro. Computador de bordo zera e marca automaticamente tempos de deslocamento. Motor de 1.000 cm³ custa um pouco para acelerar, embora suave e silencioso mesmo a 7.000 rpm.
SEGURADORAS européias concedem até 20% de desconto no preço da apólice para aqueles que utilizam navegadores, inclusive portáteis. Concluíram que permitem dirigir com mais segurança, sem distrações ao procurar referências e diminuindo grau de estresse ao volante. Motorista perdido tem mais chances de se acidentar, segundo estatísticas.
EQUIPE da Anhembi Morumbi, de São Paulo (SP), venceu a maratona universitária energética 2008 de protótipos a gasolina: 343 km/l. Recorde da Unicamp, 367 km/l (em pista diferente), não foi superado. Na categoria de elétricos, ganhou de novo a Federal de Santa Maria (RS): quase 30 km com uma carga de bateria de moto, um recorde.
|
|
Colunistas Receberão Menção Honrosa da ABRAM
22/07/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A 9a. edição do Prêmio ABRAM de Motociclismo será realizada no dia 25 de julho (sexta-feira) no Hotel Augusta Boulevard, em São Paulo, às 19h30. O prêmio prestigia o Motociclista em diversas categorias: Usuário, Profissional, Militar, Esportista, Estradeiro, "In Memorian" , Celebridade, Piloto de Teste, Jornalista e Repórter fotográfico e terá, nesta edição, duas novas categorias: Motociclista Veterano e Motociclista Kids.
O Prêmio ABRAM de Motociclismo foi criado para marcar a passagem do Dia Nacional do Motociclista, dia 27 de julho.
Nesta edição do 9º Prêmio ABRAM de Motociclismo, a ABRAM estará homenageando na categoria motociclista celebridade o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin.
No Prêmio ABRAM de Motociclismo há também a categoria Menção Honrosa ABRAM, que foi criada para homenagear pessoas, empresas, entidades e órgãos públicos que se destacam na realização de ações que contribuem positivamente para o crescimento e fortalecimento do setor de duas rodas
Outro ponto alto do evento é a entrega do Selo de Responsabilidade Social do Setor de Duas Rodas - "Empresa parceira do Motociclista" que a ABRAM confere as empresas engajadas na Campanha.
Mais um Reconhecimento Nacional
A colunista e pilota Gisele Flores, representando o “casal motociclista” formado com o também colunista e piloto Jaime Nazário, estará presente no evento no qual receberá a maior distinção de motociclista do Brasil, a Menção Honrosa do Prêmio ABRAM de Motociclismo.
Desde o início de 2007 até agora, o casal de motociclistas tem se firmado no cenário nacional como uma referência no desenvolvimento do motociclismo, com várias realizações que seguidamente vem sendo reconhecidas.
As ações do casal Gisele Flores e Jaime Nazário são vistas com muita admiração. O fato do casal participar sempre junto das atividades do segmento, escrevendo, competindo ou incentivando o motociclismo, abrindo novos canais de divulgação e passando uma imagem extremamente positiva do meio, fez com que merecesse uma distinção especial.
Ao longo deste último ano, foram várias reportagens incentivadoras, participações em campeonatos, com Gisele sendo uma das duas únicas mulheres da motovelocidade nacional, fomentando a integração feminina com a "Confraria das Mulheres Sobre Motos" e ativamente participando em ações de cunho social como a campanha "Violência no Trânsito: isto tem que ter um fim!" e treinando mais de 500 pessoas em curso de pilotagem segura, entre outras tantas realizações.
Não é a primeira vez que o casal "Sobre Motos" ganha destaque frente ao cenário nacional. No final de 2007, Gisele Flores recebeu a maior distinção nacional do jornalismo de motociclismo, o Prêmio ABRACICLO de Jornalismo, na categoria Internet.
E não esqueçam! Leiam também nossos artigos anteriores e mandem e-mails pra gente para o seguinte endereço: sobremotos@sobremotos.com.br. Contem histórias, enviem fotos, sugestões e tudo o mais que vier a cabeça.
|
|
'Meia'
22/07/2008 - Celso Travassos
Nesses tempos bicudos, várias são as pragas que assolam nosso país...em rápida visita à memória, posso citar: Dengue, Febre Amarela, Leischmaniose, baratas, pulgas, ratos e toda a sorte de viroses.
Todas devidamente combatidas com extensas campanhas publicitárias e torrentes de cartilhas altamente elucidativas. Toda a mídia bem cercada por comerciais de TV, anúncios de rádio, Out-doors, páginas inteiras de jornal.
Tudo bem. Se tanta publicidade não combate os males, pelo menos movimenta a imensa roda-da-fortuna – que nesse caso não é a famosa carta do Tarô.
E daí? O que isso tem haver com automóveis e afins?
Me explico.
Chego eu, de manhãnzinha para o trabalho a bordo de meu já citado Titanic de três marchas e banco inteiro (ou seria sofá?), quatro portas, “queixo duro” – ou seja, sem direção hidráulica - o que me garante 50% do exercício físico que meu cardiologista recomendou...- pois bem, como dizia, chego eu e...cadê vaga?
A mais moderna das pragas chegou antes de mim.
O “meia-vaga” já atacou!
Trata-se do indivíduo que, sem a menor noção de vida em comunidade, estaciona seu carro ocupando duas vagas.
Sobram duas “meias-vagas”. Uma à frente do carro estacionado e outra atrás do mesmo.
O vetor dessa praga endêmica se julga o único ser vivente do universo, não percebe a necessidade de regras de bom convívio em um mundo cada vez mais povoado.
As interpretações podem ser muitas. Incompetência, preguiça, comodismo.
Como diria um colega de, agora proibido, happy-hour:
“Falta de senso de noção”.
Pois é.
É uma praga!
Resta sabermos como combater.
|
|
Cada Louco com sua Mania
21/07/2008 - Sandro Mendes Pereira
Quando vi um Fórmula 1 pela primeira vez, fiquei espantado. Eu estava na reta dos boxes em Interlagos. O carro vinha em altíssima velocidade e tive a certeza de que ele não faria a curva ao fim da reta.
Engano meu. Os discos de freio ficaram incandescentes e o piloto fez a curva com tranqüilidade.
Foi paixão à primeira vista. Emoção única. O ronco do motor foi outra surpresa, um barulho deliciosamente insuportável. O colorido dos carros também me chamou muito a atenção.
Os carros sempre fizeram parte da minha vida. Não me esqueço do primeiro kart que pilotei, na pista do Parque Municipal, em Três Corações, no Sul de Minas.
Não consegui passar da primeira volta. Me esborrachei no meio de um brejo ao lado da pista. Mas dormi sonhando com aquela cadeira voadora.
O meu primeiro carro foi um Chevette marron fezes, do qual tenho muita saudade. É como aquela propaganda: tudo que é primeiro a gente nunca esquece.
Depois do Chevettão, muitos outros carros passaram pelas minhas mãos (e pés) e para cada um deles tenho um espaço especial em minha memória.
Algumas pessoas gostam de bichos. Outras gostam de gente. Eu gosto mesmo é de carros. Cada louco com sua mania.
Um abraço do Piloto X. Paz.
|
|
Criança tem Cada Uma
21/07/2008 - Ayrton Piquetoso
Criança tem cada uma. Meu filho de três anos adora ver corrida na TV comigo. Parece não ter medo de velocidade. Em compensação, tem pavor do João Piro. Custei a saber quem é esse sujeito. Outro dia descobri que quando ele fala João Piro, na verdade quer dizer vampiro, assim como Paulo Rangers significa Power Rangers e Hot Wilson significa Hot Wheels nas palavras dele.
Minha filha de oito anos não gosta de automobilismo, mas adora cavalos. Há alguns anos comprei um gibi do Tex para ela. Dias depois, ela me disse que gostou muito da leitura, apesar de ter ficado com raiva do Vivildi Catetê. Dei uma olhada na revistinha e descobri que o tal Vivildi é o bandido da história, um tal de Wild Catt que, lido por uma garota que até então não conhecia inglês, tornou-se Vivildi Catetê. Coitado do bandido. Acabou preso e ainda teve o nome trocado.
Meu filho mais velho também fez das suas quando tinha cinco anos de idade. Certo dia eu vinha da fazenda com ele, pisei bruscamente no freio e uma caixa de ovos que eu tinha colocado debaixo do banco do passageiro virou e um ovo correu próximo aos seus pés.
Brincando, perguntei a ele:
- Ué, você botou um ovo??!!
Alguns dias se passaram e ele começou a chamar a atenção pela tristeza
Não conversava com ninguém. Minha mulher, preocupada, perguntou a ele:
- Filho, por que você tem andado tão quieto???
- Sabe o que é, mãe, eu estou muito preocupado. É que já faz três dias que eu não boto...
FRASE: “Na F1, o segundo do relógio define os primeiros do grid” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Frase de Nelson Piquet sobre as mulheres do Mansell (uma era a esposa dele e a outra a estátua da própria mulher que Mansell colocou no jardim de casa):
a) Mansell tem as duas mulheres mais feias da Fórmula 1 b) A estátua é feia, mas a mulher dele é pior ainda. Se botar a mão no chão, não chega nem cachorro perto. E olha que cachorro adora correr atrás de bicho c) Não sei se Deus existe. Mas depois de conhecer a mulher do Mansell, tenho certeza que o capeta existe d) A mulher dele é mais feia do que capotar a 300 por hora
2) "E aí Piquet, vai ganhar hoje?" Ao responder à esta pergunta de um jornalista, Nelson Piquet disse:
a) Sou piloto, não sou vidente b) Prazer, Nostradamus c) Não sei. Mas você ainda vai ganhar um soco nos dentes por causa de perguntas idiotas d) Se soubesse, eu era jogador de loteria e não piloto de carros
3) Outra das eternas frases de Piquet:
a) Senna é um louco varrido; Prost é o nariz mais fresco da F1; Rosberg não tem parafuso; e Arnoux, um mocorongo b) Senna não tem juízo; Prost só tem nariz; Rosberg não tem miolo; e Arnoux não tem tamanho c) Senna só faz cena; Prost só fica assoando aquele narizão; Rosberg não dá notícia de nada; e Arnoux parece um anão de jardim d) Senna se arrisca demais; Prost é cheio de frescura; Rosberg muito confuso; e Arnoux, um babacão
4) Em comercial de um dos patrocinadores da McLaren, Lewis Hamilton transformou-se em:
a) Caneco b) Boneco c) Marreco d) Jaleco
5) Em peça teatral em Istambul, Lewis Hamilton:
a) Encenou uma luta de espadas com ator turco b) Tinha um sete de espadas e gritou truco c) Engoliu uma espada e tomou suco d) Pegou uma espada e matou o burro
Respostas: 1a, 2a, 3d, 4b, 5a
AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a emprestar dinheiro para seu amigo Michael Schumacher. Contrate o show “Ria com o Melhor do Ayrton Piquetoso – Um Piloto de Minas Gerais”, 35 8847 3485 ou comercial.gizz@oi.com.br.
FRASE: “A vida tem muitos espinhos. A derrota de Lewis Hamilton, no ano passado, ao perder o campeonato, foi um verdadeiro ouriço” (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
China: "Vamos criar uma nova prova nas Olimpíadas: vence aquele que ler mais rápido a Coluna do Ayrton Piquetoso" (manchete publicada no jornal Xuxou o Xuxu Ka Takuara Post).
|
|
GPS Em Expansão
21/07/2008 - Fernando Calmon
Um evento para profissionais, realizado semana passada em São Paulo, discutiu tendências de um mercado que vai crescer exponencialmente. Realizada pela primeira vez, a Feira Latino-Americana de Localização e Rastreamento destacou a importância que o GPS (Sistema de Posicionamento Global, em inglês) assumiu e os desdobramentos no dia-a-dia dos proprietários de veículos.
A partir de agosto do próximo ano, entra em vigor a resolução do Contran obrigando o uso de dispositivo de localização em veículos novos – automóveis, comerciais leves e pesados e motocicletas. Trata-se de uma interpretação peculiar da lei complementar que criou o sistema nacional de prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. De fato, a lei impõe um dispositivo antifurto, porém rastreamento e bloqueio são bem mais que isso, além de caro. Será facultativo o motorista contratar o serviço.
Estimativas indicam que, hoje, mais de um milhão de veículos leves e 200 mil caminhões (nesse caso, 15% da frota) já utilizam rastreadores/bloqueadores. O engenheiro Antônio Calmon, coordenador desse programa no Denatran, afirmou que a decisão é irreversível, apesar da resistência dos fabricantes de veículos. Todas as questões técnicas estariam resolvidas, desde o cartão SIM universal até a bateria auxiliar com autonomia mínima de 6 horas e durabilidade não inferior a 3 anos.
“Elegemos o sistema GPS pela cobertura nacional que a constelação de satélites proporciona. O módulo de comunicação será bidirecional. Integração com a arquitetura elétrica e localização segura da antena, responsabilidades de cada fábrica. Em caso de retirada do equipamento, o motor deverá parar de funcionar. E o bloqueio, ordenado pela central de monitoramento, só com o veículo imobilizado”, explicou Calmon.
Produzido em grande escala, o equipamento custaria em torno de R$ 200,00. Relativamente barato para um caminhão, bem caro para uma motocicleta. O preço pode cair com novas tecnologias. O governo espera um barateamento do preço do seguro e até das prestações do financiamento: bancos teriam acesso facilitado ao veículo. Como todos os carros terão GPS, poderia haver integração com os navegadores de bordo por um custo menor.
Otimista mesmo está o setor de navegação. É o produto com maior crescimento, em menor espaço de tempo, em toda a história da eletrônica. Só no ano passado, entre fixos e portáteis (90% do total), as vendas mundiais atingiram 44 milhões de unidades, a maioria na Europa, onde há 130 modelos à disposição. O mercado de navegadores GPS no Brasil só tem dois anos, 15 modelos e previsão de 150.000 unidades, em 2008. Pode chegar a um milhão por ano até 2011. O potencial é imenso, pois aqui só atinge 1% da frota de automóveis e, no mundo, 20%.
Ainda há problemas, como qualidade e atualização dos mapas nas 270 cidades brasileiras navegáveis, mas já correspondem a 40% da população total e abrangem mais de 50% da frota. A evolução levará à navegação dinâmica, em tempo real, capaz de alterar rotas em função do trânsito, horário e dia. No exterior isso já está próximo. Aqui, deve demorar, embora boas surpresas não devam ser descartadas.
RODA VIVA
VENDAS de picapes vêm sofrendo em todo o mundo, pois são veículos pesados e inadequados em tempos de combustível caro. Consideradas “transportadores de ar” pois as caçambas vivem vazias, levaram a VW a cancelar futura produção na Europa do modelo médio batizado provisoriamente de Robust. Confirmada na Argentina, a partir de 2009, com volume a revisar.
CUSTOS aumentados, aperto nas emissões e queda nas vendas em razão do petróleo nas alturas aproximam fabricantes generalistas e de modelos premium. Fiat e BMW estudam, até o final do ano, possível colaboração. Uma das hipóteses é a próxima geração do Mini partilhar arquitetura com o sucessor do Alfa Romeo MiTo que, por sua vez, deriva-se do Punto italiano.
MARCELO Almeida, deputado federal e ex-diretor do Detran paranaense, empenha-se pela introdução dos assuntos de trânsito nas escolas públicas e particulares. Pede ao ministério da Educação estudar a implantação com urgência. Se a grade curricular não permitir que, ao menos, preveja uma aplicação transversal do tema em várias disciplinas já existentes.
TECNOLOGIA Bluetooth de comunicação sem fio, num raio de até 10 metros, tem mais aplicações acessíveis. A partir de R$ 150,00, adaptadores no carro para celulares Bluetooth permitem falar com mãos livres, boa qualidade de som e evita multas. Multilaser oferece também versão com bateria própria, capaz de parear até oito números telefônicos, por R$ 200,00.
CONCESSIONÁRIAS insistem em oferecer películas escurecedoras, também nos vidros dianteiros, como brinde para carros novos. Correm o risco de trazer problemas para o motorista, quando a fiscalização começar por meio de medidores de transmitância luminosa. Homologação do aparelho depende do Inmetro que parece, estranhamente, não ter pressa. Apesar dos riscos para a segurança.
|
|
Costela no Bafo
14/07/2008 - Ayrton Piquetoso
Pouso Alegre é uma das melhores cidades do Sul de Minas. No passado, era ali que se fabricava os antigos jipes JPX, do bilionário Eike Batista, ex-marido da modelo Luma de Oliveira. Outra curiosidade de Pouso Alegre é que lá reside Thomas Green Morton, o famoso paranormal do “Rá”!
Certa vez fui entrevistá-lo para a Revista Sucesso e em seguida fui jantar no restaurante Costela no Bafo, um dos melhores da cidade.
Meu amigo Pedrão da Conceição estava me acompanhando. Naquele dia tomamos um dos maiores porres da história. Começamos com a autêntica cachaça mineira e depois passamos para a cerveja. Depois de duas horas, já estávamos chamando urubu de meu louro.
Bêbados, pedimos uma costela no bafo e o Pedrão deu então um bafo na costela da garçonete. Em seguida, queimei a minha própria costela no bafo da costela no bafo. Por fim, comemos tanta costela no bafo que ficamos com bafo de costela.
Quando saímos do Costela no Bafo, o bafo do Pedrão estava insuportável e a minha costela estava dolorida. Ao chegar em casa, minha mulher me disse, aos gritos:
- O dia em que você voltar com esse bafo do Costela no Bafo, eu te quebro todas as costelas!!!
Nunca mais voltei. Afinal, gosto mais das minhas costelas do que do Costela no Bafo.
AUTO FRASE: “Jipe: um estilo de vida. Fórmula 1: uma vida de estilo” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Frase de Jack Stewart sobre Lewis Hamilton:
a) Lewis quer ir do jardim da infância para a universidade da noite para o dia b) Lewis quer voltar para o maternal, porque sabe que ainda não desmamou c) Lewis está mais perdido do que cego em tiroteio d) Lewis está mais perdido do que surdo em bombardeio
2) Frase de Ron Dennis sobre Lewis Hamilton:
a) Hamilton está amadurecendo b) Hamilton está amadurecendo, graças a um adubo especial que colocamos nele c) Hamilton está amadurecendo. O problema é amadurecer demais e cair feito uma jaca d) Hamilton está amadurecendo. Quando estiver maduro, vamos vendê-lo na feira livre
3) Recentemente, Lewis Hamilton:
a) Bateu num macaco na Inglaterra b) Bateu um barco na Inglaterra c) Caiu do barco e comeu terra d) Encheu o saco da Inglaterra
4) Apelido do Emerson Fittipaldi:
a) Avestruz b) Emo c) Emo, o marido da ema d) Frango do Pescoço Pelado
5) Nome que se dá aos pilotos que ficam para trás nas corridas:
a) Retardados b) Retardatários c) Estelionatários d) Sexagenários
Respostas: 1a, 2a, 3b, 4b, 5b
AUTO FRASE: “O meu velho jipe está acabando... acabando comigo” (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO:
EUA: “Homem de Ferro troca armadura por jornal com a Coluna do Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal O Meu Sarkozy Quer Pegar o Seu Barack Obama Post).
|
|
Sonhos mais que Possíveis
14/07/2008 - Sandro Mendes Pereira
Recentemente, recebi do escritor Odir Cunha convite para o lançamento de seu livro Sonhos mais que possíveis, em São Paulo.
“O livro traz 60 histórias de pessoas que não se conformaram com as dificuldades impostas pelo destino. Obstáculos físicos, sociais, psicológicos, políticos – todos foram enfrentados com coragem e paixão por estes seres indomáveis, cujo exemplo nos enche de motivação para lutar por nossos objetivos.
O húngaro Karoly Takacs era um grande atirador quando perdeu o braço direito. Poderia ter desistido, mas passou dez anos treinando com a mão esquerda e se tornou bicampeão olímpico. O jovem Anthony Nesty não deu ouvidos às teorias de que negro não pode nadar bem, e ganhou a medalha de ouro dos 100 metros borboleta dos Jogos de Seul.
O índio Jim Thorpe fazia parte do povo mais humilhado nos Estados Unidos. Viveu segregado em reservas. Ele poderia dar-se por satisfeito ao conseguir um emprego e levar uma vida pacata. Mas fez muito mais: tornou-se o maior atleta do mundo. Seu exemplo inspirou a aborígene Cathy Freeman, que 90 anos depois unificou a Austrália com o seu sucesso nas pistas.”
São histórias que lembram duas figuras impressionantes do automobilismo: Niki Lauda e Alessandro Zanardi.
O primeiro sofreu um terrível acidente em Nurburgring, seu carro incendiou-se, e ele ficou preso nas ferragens por vários minutos. Um padre chegou a ser chamado ao hospital para lhe dar a extrema unção. Mas apesar de graves queimaduras, que lhe custou partes da orelha direita, Lauda ainda voltaria a correr naquele ano, e só perderia o título mundial nas últimas corridas. Nos anos seguintes, ainda ganhou mais dois títulos mundiais.
Zanardi correu na Fórmula 1 e na CART, onde foi bicampeão (1997 e 1998). Sofreu um acidente assustador no circuito oval EuroSpeedway Lausitz, em 2001, que lhe amputou ambas as pernas. Esteve a um passo da morte. Mesmo assim, voltou a disputar corridas em carros adaptados.
Histórias como essas mostram que o homem tem uma capacidade infinita e que portanto é preciso sonhar sempre, até mesmo quando tudo parece perdido.
Um abraço do Piloto X. Paz.
|
|
Líderes do Primeiro Semestre
14/07/2008 - Fernando Calmon
O cenário de batalha pelas vendas teve poucas mudanças nos seis meses iniciais do ano. Alguns segmentos conheceram novos líderes, como a station Mégane Grand Tour e a consolidação aparente do Picasso entre monovolumes médios. Utilitários médios e grandes foram reclassificados, em razão dos lançamentos, revelando a liderança inconteste do Tucson e a confirmação dos Pajeros. Bons aumentos de participação tiveram Fit e Montana.
Antes era fácil classificar os concorrentes para formar um ranking técnico. Hoje, não basta só examinar a distância entre eixos. Torna-se vital ver a largura da carroceria e, em alguns casos, até o preço. É o caso da dupla Logan/Sandero.
Muita coisa pode-se alterar nesse segundo semestre. A principal disputa será entre o novo Gol – hatch campeão, há 21 anos, no segmento mais importante do mercado – e a dupla Palio+Siena. Como o carro da VW terá aceleração lenta de produção, não deve dar para voltar à situação anterior, quando sozinho vendia mais que os dois rivais juntos.
Merecerá observação o poder de reação do novo Corolla. Esperava-se uma escalada rápida em direção ao Civic, mas o ritmo parece não ser esse. Palio Weekend deve retomar a liderança com facilidade.
O ranking da coluna, organizado há nove anos e compilado por Paulo Garbossa, da ADK, difere dos malabarismos de marketing das fábricas. Não são citados todos os modelos e sim os principais de cada segmento.
Compactos: Palio+Siena, 19,6%; Gol, 15,4%; Celta+Prisma, 12,1%; Corsa hatch+sedã+Classic, 11,3%; Uno, 8,2%; Fox, 7,4%; Fiesta hatch+sedã, 5,7%; Logan+Sandero, 4,6%; Ka, 3,5%; Polo hatch+sedã, 3,4%; 206, 2,9%; Punto, 2,7%; C3, 2,1%. Novo Gol vai apertar família Palio; Ka e Logan/Sandero em expansão.
Médios-compactos: Civic, 21%; Vectra hatch+sedã, 15%; Corolla, 11,4%; Astra hatch+sedã, 11,3%; Golf+Bora+Jetta, 7,7%; C4 hatch+sedã, 6,9%; Focus hatch+sedã, 6,2%; Stilo, 5,7%; 307 hatch+sedã, 5,3%. Civic, firme; Corolla deve superar Vectras.
Médios-grandes: Fusion, 43%; Azera, 19%; Mercedes C, 10%; Accord, 6%; BMW 3, 5%; Magentis, 4,9%. Fusion, sem ameaças. Notáveis vendas do Azera e Classe C.
Grandes: Omega, 41%; Chrysler 300, 25%; BMW 5/6, 10%. Omega ampliou, Chrysler reagiu.
Topo: Mercedes S/CL, 53%; BMW 7, 15%; Lexus 430, 11%. Classe S ainda subindo.
Stations pequenas: SpaceFox, 32%; Palio, 28%; Peugeot 206, 21%. Palio vai passar SpaceFox.
Stations médias: Mégane, 41%; Corolla, 33%; 307, 13%. Mégane, nova líder.
Monovolumes pequenos: Fit, 41%; Idea, 27%; Meriva, 23%. Fit ampliou a vantagem.
Monovolumes médios: Picasso+Grand, 42%; Zafira, 37%; Scénic+Grand, 17%. Líder tende a se consolidar.
Pickups pequenas: Strada, 47%; Montana, 26%; Saveiro, 21%. Montana reage, sem ameaçar Strada.
Pickups médias: S10, 29%; Hilux, 22%; L200, 20%. S10, firme; L200, em ascensão.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 72%; Pajero TR4, 13%; Tracker, 12%. EcoSport bem tranqüilo.
Utilitários esporte médios: Tucson, 47%; Sportage, 14%; Santa Fe, 10%. Território dos coreanos.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Sport, 30%; Hilux SW4, 26%; Blazer, 9%. Liderança apertada.
Esporte: Mercedes SLK, 22%; Boxster+Cayman, 18%; Audi TT, 13%. SLK está sob pressão.
RODA VIVA
EXPECTATIVA para a vinda do brasileiro Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, ao Congresso da Fenabrave (associação nacional das concessionárias), agora em agosto. Na sua palestra, dá-se como certo que anunciará a produção do monovolume Nissan Livina, na fábrica de São José dos Pinhais(PR). É o início da reação da marca japonesa no País.
CONFORME previsto pela coluna, mercado de veículos na Rússia cresce mais do que no Brasil. No primeiro semestre, passamos Itália, França e Inglaterra. Não deu para segurar os russos, com o aumento das rendas provenientes dos preços nas alturas de petróleo e gás. Mais provável ficarmos em sexto lugar e, em mais dois anos, ultrapassar a Alemanha.
SANDERO, na versão especial Nokia, deve mesmo se limitar à série prevista de 5.000 unidades. Nada contra o carro, que dispõe de motor potente (1,6L/112 cv com álcool), bom espaço interno/porta-malas e engates da alavanca de câmbio não tão precisos. Entretanto, a experiência de navegação pelo telefone celular mostrou-se fraca: falhas nos mapas digitais e narração da rota interrompida.
DIRETOR da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) Alberto Sabbag pondera: “Quem se acidenta com um veículo e tiver ingerido bebida alcoólica, corre mais risco de perder a vida, pois a dilatação dos vasos aumenta eventuais hemorragias. Também é mais arriscada a aplicação de anestesia”.
FORD resolve, no fim do mês, o problema na Ranger da nova placa de licenciamento – mais larga – exigida pelo Contran. Desde o início do ano, só podia ser colocada no pára-choque traseiro se fosse entortada. A fábrica desenvolveu um novo suporte, que estará disponível sem custo para todos os compradores da picape em 2008.
|
|
Equipe “Sobre Motos” no 9º Salão de Motos do RS
10/07/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A equipe de competição "Sobre Motos" está exuberante em um estande com 50 m2 no 9o Salão de Motos do RS, que está acontecendo no estacionamento coberto da PUC, em Porto Alegre, e vai até o dia 13 de julho.
Lá, os visitantes poderão conhecer pessoalmente os pilotos e colunistas Gisele Flores e Jaime Nazário, que concorrem nos campeonatos gaúcho de motovelocidade nas categorias 250 cilindradas, com a única mulher que efetivamente está na disputa, Gisele, que está em 5o lugar na classificação geral dentre 12 competidores, e Fórmula Turismo, com o Jaime, 10º classificado dentre 13.
Essas não são as primeiras incursões em competição do casal motociclista. Gisele e Jaime já disputaram simultaneamente a 1a Copa Gaúcha de Super Moto, na qual Jaime finalizou em terceiro lugar e Gisele em quarto, dentre 13 competidores.
No estande os visitantes poderão ver quatro motos da equipe do casal, que conta com cinco, uma Honda CBX 250 Twister, uma Suzuki GSX-R 1300 Hayabusa, uma Sundown STX 200 Motard e uma moto elétrica da “Motor Z”, recentemente adquirida, além de macacões de corrida, capacetes e outros equipamentos.
Eco-responsabilidade
A recente aquisição da moto elétrica da “Motor Z” visa compensar a emissão de carbono gerada pelas demais motos da equipe. Segundo Jaime, “a moto elétrica será utilizada como nosso veículo de apoio de box, para nos deslocarmos pelo autódromo, com silêncio e, principalmente, sem emitir nenhum gás tóxico”.
Gisele, por sua vez, exalta que “a moto elétrica é ótima de se pilotar, tem todo o conforto, a agilidade e o charme de uma scooter e, também, será utilizada para deslocamentos na cidade, pois não se gasta praticamente nada com ela, e, ainda, é muito divertida para andar por aí”.
Todos que por lá passam podem tirar fotos das motos e junto com os pilotos, inclusive podendo subir na poderosa Hayabusa, a moto mais veloz do mundo fabricada em série, e, às vezes, até ligá-la para sentir a força de seu motor.
Durante o Salão de Motos, a equipe de competição "Sobre Motos" ressalta a importância dos patrocinadores e apoiadores para o desenvolvimento dos esportes e o retorno que estes podem auferir no mercado que mais cresce no Brasil atualmente, o motociclístico. De forma especial a equipe montou um espaço dedicado para destacar seus patrocionadores e apoiadores, tais como: BannyPel Moto, Impacto Motos, Gódzuki Motos, Carmac Pinturas Especiais, Speed Motor Revenda Multimarcas, Athlética Companhia de Ginástica, Tétis Multicom Agência de Propaganda, Track Days, Escola de Pilotagem Penélope Racing, Sobre Rodas Racing Sports, Hypermoto, CFC Soloscar, CMS Capacetes, Sarachú Escapamentos Especiais, Mototech Pneus, Free Sign Comunicação Visual e Rede de Postos de Serviço Galtieri.
|
|
Expedição Mediterrânea - Marraquexe / Saara
10/07/2008 - Valéria Zoppello
Dormimos no máximo três horas, já que fiquei tratando as fotos e acordamos as 06:30 hrs.
Encontramos nosso grupo (14 pessoas), e embarcamos em um micro-ônibus rumo ao temido Deserto do Saara. O grupo tem 2 mexicanos, 3 americanos, 1 japonesa, 1 espanhol, 2 inglesas, 2 australianos e 2 brasileiras (nós).
Viajamos por 11 hrs através da High Atlas Mountain, cadeia montanhosa com paisagens maravilhosas e penhascos assustadores, que no inverno fica com alguns topos nevados, em plena região desértica! O calor é tremendo e a sede também.
Chegamos em Ouarzazate, entrada do deserto onde paramos para almoçar.
O grupo é jovem, divertido e foi muito bom ter optado pela troca de dia. Não teve a menor comparação com Marraquexe.
Chegamos a La Vallee De Dades, onde pernoitamos. O hotel é um oásis no meio do deserto! Circundado por montanhas altíssimas e um riacho delicioso.
Curtimos a companhia de nossos novos amigos embaixo de um céu estreladíssimo, onde todas as línguas salpicavam de forma muito engraçada. Fomos descansar, já que amanhã será o grande dia.
Acordamos atrasadas, para variar, e perdemos o café da manhã.
Entramos no calor absurdo do ônibus e viajamos por mais um dia inteiro, já na região desértica até chegarmos ao nosso ponto de partida para o acampamento no deserto em Merzouga.
No caminho conhecemos uma comunidade que vive em um verdadeiro oásis mantido por eles. Com plantações bem verdes, onde boa parte da população local trabalha para tirar seu próprio alimento. Figueiras, tamareiras, pés de alfafa, de romã, de azeitona, crescem lindamente no meio da paisagem marrom dessa região do Marrocos.
Há uma pequena vila de casas construídas com terra, fibra de trigo e pedras. Nessa comunidade moram, na maioria, mulheres e crianças, já que os homens são nômades e vivem pelas montanhas e pelo deserto negociando tapetes, pratarias, ovelhas e camelos. Esses são os berberes. Povo tribal, nômade e comerciante.
Nessa comunidade apoiada pelo governo do Reis Mohamed VI, conhecemos a verdadeira produção dos tapetes berberes. Vimos desde a retirada da lã, fabricação dos fios, tingimento e técnicas de produção. Só feitos por mulheres, e cheios de significados. Há o tapete para se dar ao marido no dia do casamento, o tapete de boas vindas, o tapete para o dia e para a noite. São realmente maravilhosos, únicos e o preço vale a pena. Pode-se até pagar com cartão de crédito! É… A globalização chegou ao deserto. Aliás, perguntou sobre o preço, provavelmente você terá que comprá-lo. Um argentino do nosso grupo acabou comprando um por 500 Dihans, mais uma camiseta e um chapéu. Eles são assim… Negociantes!
A sede no deserto é interminável! Enquanto no Brasil não bebo mais que 2 litros de água por dia, aqui tomo facilmente 10 litros e nada de fazer xixi! O ar é sequíssimo, algumas pessoas começam a ter pequenos sangramentos no nariz. Pegamos 40 graus, nunca tinha sentido tanto calor em minha vida.
Entramos no deserto, e todos que estavam dormindo no ônibus, acordaram. Uma ventania que levantava areia a ponto de nublar toda a nossa visão veio em nosso encontro. A apreensão foi geral. Lenços sendo amarrados, óculos de sol entrando em cena.
Chegamos a um hotel berbere em Merzouga, que recebe, além de viajantes, caravanas que atravessam o deserto em dezenas de camelos.
Foi o tempo de separarmos uma troca de roupas, comprarmos água, e montarmos nos camelos rumo às dunas do Deserto do Saara.
Os camelos são animais extremamente úteis e valiosos por aqui. Fortes, resistentes, e muito dóceis e excêntricos. É verdade, os marroquinos brincam o tempo todo que querem te trocar por camelos, mas não passa de uma piada. Um camelo custa em média 2.000 euros e vive 23 anos.
Nosso grupo foi acompanhado por 2 guias, por um passeio incrível através das dunas mais temidas de toda nossa Terra. Foi divertidíssimo, com fotos especiais (algumas você pode conferir aqui) , registraram nossa jornada africana.
Em pleno deserto, um camping estava montado à nossa espera. Tendas muito simples com tapetes no chão e só! O principal é a natureza tão gritante!
Subimos uma duna enorme que quase me esvaeceu. A dificuldade com aquele calor foi tremenda! A areia e o cansaço me fizeram perceber o quanto somos frágeis em situações tão adversas como essa.
O sol se pôs e descemos para o acampamento onde momentos mágicos e inesquecíveis nos esperavam. Sentamos todos em volta de um fogareiro e o papo rolou solto, regado a muito chá de menta. A expressão de todos era de contentamento, admiração, êxtase…
Estafados, sem banho. Mas muito felizes por termos a oportunidade de vivenciar aquele momento.
Cada um contou como foi parar ali, e constatamos o quanto nosso grupo era especial! Tínhamos idades homogêneas e culturas diversas, mas ali no deserto, todos éramos iguais: Viajantes em pleno Deserto do Saara!
Um ensopado com carne de frango, cenoura, batata, ervilhas e azeitonas foi servido, acompanhado de pão, além de deliciosas frutas.
Depois de matarmos a fome, a festa começou. Nossos 2 guias berberes cantaram e tocaram tambores para nós, enquanto dançávamos rindo sem parar. Uma energia de alegria contagiante!
Gabriel, nosso companheiro mexicano, sacou uma bela tequila de sua mochila, que temperou a farra.
Já era mais de meia noite quando começamos a nos organizar para dormir. E quem disse que pregamos os olhos? Estendemos-nos nos tapetes na areia, e ficamos contando estrelas cadentes. Nossa! Nem tenho palavras para descrever o que é o céu na noite do deserto. As estrelas são tantas que parecem se mover, confundindo nossa visão e desencadeando crises de risos em todos. Contamos mais de 20 estrelas cadentes, até que um cometa cruza nossa visão de um lado ao outro do céu, espalhando sua luz e deixando seu rastro vermelho. Imagem que ficará para sempre nas nossas memórias. A felicidade foi tanta, que nos abraçamos, gritamos e comemoramos a bênção de se estar vivendo algo tão especial!
Cochilamos por 1 hora no máximo por ali mesmo, jogados na areia, já que o sol apareceu às 6 hrs da manhã.
Ao contrário do que dizem, não fez frio durante a noite, apenas um vento gelado veio com o nascer do sol. Encontrei um dos nossos guias acordando os camelos e com o dedo enrolado em um plástico, e seu tamanho era 3 vezes o tamanho dos outros dedos. Ele fôra picado por um escorpião durante a noite! Por sorte, disse ele, não tinha muito veneno.. Afeeeee…. Simplesmente dormir sem pensar nas cobras e escorpiões foi impossível. Afinal, nós é que estamos invadindo seu habitat.
Montamos em nossos camelos e seguimos muito felizes até o Hotel Berbere. O silêncio imperou. Quase não se ria ou falava. Todos estávamos impressionados e respeitosos com aquele lugar tão inóspito e mágico.
Obrigada Saara!
Tomamos café no hotel e tivemos alguns minutos para tomarmos a merecida ducha antes de encararmos mais 12 horas de viagem até Marraquexe.
Que calor! Que calor! Alguns de nós sentiram-se meio doentes, com problemas intestinais, pressão baixa. O deserto é realmente o lugar mais radical que já conheci.
Chegamos exaustos em Marraquexe, jantamos e fomos descansar para a jornada do dia seguinte: Essaouira - praia!
Do deserto à praia!
|
|
Um Felino em Extinção
07/07/2008 - Renato Bellote Gomes
Um sábado nublado qualquer. Um mês havia se passado desde a última sessão de fotos. Mas essa era uma manhã especial. Eu havia marcado com o proprietário de um raro Puma GT 1971, clássico que eu “perseguia” há um bom tempo. É difícil fotografar um felino desses. Não existem nem em cativeiro.
Quando o relógio marcou dez horas, o fora-de-série chegou ao meu prédio. Chumbo, com suas linhas sedutoras e cheias de esportividade. Desci e cumprimentei o dono, o administrador Julio Fachin, que tem uma história com os antigos juntamente com o pai. Vamos conhecê-la nos próximos parágrafos.
O GT é um pouco baixo. Na hora de entrar e sair é possível deduzir porque ele também é chamado de “Puminha”. Mas isso não é problema. A cabeça fica perto do teto e as pernas praticamente esticadas. Resumindo: um legítimo carro-esporte.
Ao dar a partida, o motor boxer gira redondo. É muito bom ouvir um desses logo de manhã. Acelerando um pouquinho, percebe-se que o ronco é mais encorpado. O carro tem um kit Puma, um veneno leve de época, mas que faz toda a diferença.
Mais detalhes do cockpit merecem minha atenção. O volante é raro: um modelo Fórmula 1, de pequeno diâmetro e boa pegada. O painel dos carros deste ano tem um acabamento primoroso, uma bela combinação de preto e marrom. O retrovisor – um pouco ovalado – fica do lado esquerdo e não orienta muito o motorista, mas é belíssimo. O velocímetro marca até os 200 km/h.
Durante o trajeto, o proprietário foi me contando sobre a história do carro e seu interesse pelos antigos. “O modelo foi adquirido em agosto de 2005, no Rio de Janeiro, e teve donos anteriores”, conta. Julio, por sua vez, começou a gostar do assunto através do pai, dono de um Fusca 1950. Mas este é tema para outra matéria.
A escolha do esportivo não foi feita ao acaso. “Estávamos atrás de um Puma com carroceria pequena. Estes modelos foram fabricados entre 1968 e 1972. Queríamos o 1971 porque foi o primeiro com motor 1.600 e com freios a disco nas rodas dianteiras”, revela.
Depois de fechar o negócio, o veículo passou por um rigoroso processo de restauração. “O trabalho todo levou entre um ano e um ano e meio. Fizemos a fibra e a pintura no Domingos Avalone (Roberto Carlos), a tapeçaria no Alemão (Vila Mariana) e a mecânica na oficina Porsche Car, do Cícero, em São Bernardo”, conta.
Por ser um modelo raro, algumas peças foram mais difíceis de serem encontradas, incluindo as rodas originais. “Elas são popularmente conhecidas como “tijolinho”, e saíram apenas nos exemplares produzidos entre o final de 1970 e setembro de 1971”, revela. E complementa: “logo depois, o ferramental pegou fogo e elas foram substituídas pelo modelo Estrela”.
Originalidade foi palavra de ordem no processo. “Restauramos o carro com o máximo de atenção e respeito às suas características de época. Nos preocupamos muito com detalhes como pára-choques, rodas, espelho retrovisor, relógios, frisos e motor”, enfatiza Julio.
Aliás, falando em originalidade, o que também surpreende é o fato de contar com os assentos e o console central que vieram de fábrica. Incrível. Outro detalhe que chama a atenção é a presença das bolhas nos faróis, que dão a ele um aspecto ainda mais esportivo.
Por outro lado, como todo veículo antigo, esse também tem uma história curiosa, que ilustra bem o que aconteceu com vários outros modelos similares. “O carro estava jogado no Rio de Janeiro e era utilizado pelo antigo proprietário para rebocar uma “carrocinha” de cachorros quentes”, conta o dono. Ainda bem que este exemplar foi salvo.
Voltando a falar do ronco do motor – que interessa aos leitores – fomos dar uma voltinha na Avenida Indianópolis pra conferir o desempenho. O pequeno surpreende. O carro “veste” o motorista e tem uma boa estabilidade. Pressionando um pouco mais o acelerador, é possível perceber como o motor boxer abaixa a traseira e “empurra” os ocupantes. Dá até pra sentir o coração batendo mais forte. O Puma gosta mesmo é de uma tocada mais arrojada.
A participação em eventos também é outra paixão de pai e filho. Na semana anterior às fotos, os dois foram rodando até o V Blue Cloud, realizado na cidade mineira de Pouso Alto. E o GT se comportou bem na estrada, deixando muito carro novo pra trás.
E antes de acabar o texto, deixo um agradecimento ao amigo Felipe Nicoliello que, mais uma vez, passou o valioso contato do clássico. O Puma desta matéria é uma combinação de esportividade, bom gosto e um excelente trabalho de restauração. Três fatores que ajudam a explicar o sucesso de suas linhas até os dias de hoje.
|
|
A Mula e o Elefante
07/07/2008 - Ayrton Piquetoso
Um amigo meu adora carros possantes. Certa vez estávamos com nossas famílias em um restaurante e ele começou a contar uma passagem sua:
- Eu estava com meu Audi A4 na rodovia Dutra. O velocímetro marcava 215 km/h. Minha mulher estava no banco do passageiro e meus filhos no banco de trás.
Eu tirava um racha com outro A4. E então a minha mulher começou a gritar:
- Olha a mula, olha a mula, olha a mula!!!
- Eu estava numa velocidade tão alta que não vi mula nenhuma. Olhei então para o retrovisor e só então vi o bicho, tranquilamente, atravessando a Dutra.
Então, o Tião Elefante, outro amigo que estava conosco no restaurante, saiu-se com esta:
- Você se enganou. Tirando racha com um carro acima de 200 por hora, com sua família a bordo, a mula que você viu no retrovisor era você mesmo. A mula não estava na estrada, estava atrás do volante!
Começou então uma briga feia entre os dois. Depois de levarmos vários coices da mula e algumas trombadas do elefante, conseguimos separar os dois animaizinhos.
AUTO FRASE: “Antes eu era feio, agora eu tenho carro” (internet).
QUIZTRANHO
1) Frase de Lewis Hamilton:
a) Não sou o Super-Homem b) Não sou o Super- Homem, sou a Mulher Maravilha c) Não sou o Super-Homem, sou o The Flash com pressa d) Não sou o Super-Homem, sou as Super Poderosas
2) Significado da sigla GT:
a) Grande Tartaruga b) Grande Turbina c) Gran Turismo d) Gente Tarada
3) Em sua época de piloto, para chocar o círculo da F1, Nelson Piquet:
a) Dançava na boquinha da garrafa b) Coçava as orelhas com os joelhos c) Passava a própria língua nas sobrancelhas d) Enfiava o dedo no nariz em frente às câmeras
4) Uma das famosas frases de Piquet:
a) Ser campeão do mundo não muda nada. Você acorda no outro dia com fome e dor de barriga b) Ser campeão do mundo não muda nada. Só que você acorda no outro dia com a fralda molhada c) Ser campeão do mundo não muda nada. Só que você acorda no outro dia com TPM d) Ser campeão do mundo não muda nada. Mas você acorda no outro dia soltando p*& para tudo quanto é lado só para aliviar a tensão
5) Certa vez, um repórter perguntou a Piquet: - “E então, vai correr para ganhar?” A resposta do piloto foi:
a) Não, vou correr para chegar em 9º b) Não, eu vou correr é atrás de você agora mesmo c) Não, eu vou correr é pra pegar a sua mãe, seu #$%@ d) Vou correr e vou correr de ré só para impressionar a sua vó
Respostas: 1a, 2c, 3d, 4a, 5a
AUTO FRASE: “Dizem que andar a pé é importante. Dizem que CARRO engorda. Mas depende de quantos CARROS você come” (internet).
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
EUA: “Homem Elástico é visto esticando o pescoço no metrô para ler jornal com a Coluna do Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal americano O Alasca é de Lascar Post).
|
|
Beber e Dirigir:
07/07/2008 - Fernando Calmon
QUESTÃO DE RAZÃO?
A grande polêmica causada pela nova lei de tolerância zero para quem bebe e dirige parece longe de um consenso e ainda vai dar motivo para muita discussão. De um lado estão entidades médicas e de segurança ligadas ao trânsito (Abramet, Cesvi) que se colocaram francamente a favor, respaldadas por estatísticas. Do outro, motoristas que consideram o ato de “beber socialmente” um hábito cultural e, dentro de limites, acham possível dirigir sem problemas.
Referências quanto às taxas de concentração de álcool no sangue (CAS) são impostas por todos os países. Os efeitos deletérios do álcool atuam de forma diferente em relação a raça, sexo, massa corporal e idade. Mulheres, por exemplo, têm menor quantidade de água no organismo e, assim, mais suscetíveis. Uma lata de cerveja ingerida por um homem de 100 kg indica CAS de 0,15 g/litro; se pesasse 70 kg, o teste de alcoolemia acusaria 0,25 g/l. Jovens e idosos também são mais sensíveis. Baseados nessas informações e nos índices de acidentes de trânsito, os limites mudam entre os países.
O Brasil praticava um valor de referência de 0,6 g/l e, antes mesmo da nova lei, já previa punições extremamente severas. Pesquisa da entidade internacional ICAP, abrangendo 80 países, aponta concentrações de 0,5 g/l a 0,8 g/l como os índices mais utilizados. No entanto, 26 países são bem mais rígidos: de 0 a 0,3 g/l, entre eles Japão, Suécia, Noruega e Rússia. Na realidade, algo na faixa de 0,3 g/l contempla margens de erros do etilômetro (bafômetro) e, na prática, correspondem a zero. Aqui, essa margem está estabelecida, provisoriamente, em 0,2 g/l e, na opinião da coluna, precisa ser mantida a fim de evitar discussões estéreis.
Sabe-se também que o tempo é a única forma de neutralizar os efeitos do álcool no organismo. Estudos apontam o ritmo de 0,15 g/l/hora. Um copo de chope, uma taça de vinho, meia dose de uísque (ou outro destilado) leva a CAS a 0,2 ou 0,3 g/l. Portanto, no máximo em duas horas, em média, estaria totalmente eliminada e ninguém precisaria se privar disso num jantar ou encontro social. Mesmo dobrando a dose e respeitando o intervalo de duas horas, provavelmente ficaria dentro da margem de erro do aparelho.
A grande mazela é que, em geral, a pessoa acha que o limite de parar ela mesmo sabe. E tomar a temível “saideira”, trata-se apenas de um pecadilho. Se a fiscalização do antigo limite fosse eficaz, motoristas que se imaginavam ainda sóbrios para dirigir teriam uma surpresa desagradável com a pesadíssima multa. Quantos vão a um bar para degustar somente duas tulipas?
O Instituto Nacional sobre Abuso do Álcool, dos EUA, onde estatísticas são levados a sério, é citado pelo presidente do Cesvi, José Ramalho: “Sua pesquisa apontou que homens e mulheres, de 21 a 34 anos, com alcoolemia variando de 0,2 a 0,49g/l têm três vezes mais chance de morrer em acidente do que quem não bebeu; entre 0,5 e 0,79g/l, a probabilidade é multiplicada por sete; de 0,8 a 0,99g/l, sobe para 13 vezes mais.”
Argumentos estão postos e a melhor fonte é a razão, como se costuma dizer. Fácil descobrir com quem está a razão.
RODA VIVA
PRIMEIRO semestre fechou com todos os recordes de produção, vendas e exportações (em valores) superados. Balanço da Anfavea indica que o ritmo de expansão cairá no segundo semestre – até desejável, pela conjuntura da inflação, segundo economistas. Base comparativa com mesmo período de 2007 é muito forte e terminar 2008 com 20% a mais de vendas, resultado excepcional.
TRUQUE aplicado por mais de um fabricante: anunciar reajuste em modelo que será substituído, distribuir descontos promocionais para facilitar desova de estoque e lançar o novo carro “sem aumento” do preço sugerido. Fiat Strada 2009, que chega em agosto, é outro a seguir esse roteiro.
MESMO ainda distante de um verdadeiro utilitário esporte pelo formato da carroceria, a station Palio Adventure Locker impressiona pela altura livre do solo e adereços nos pára-lamas e pára-choques que chamam atenção por onde passa. Em curvas pode assustar um pouco, sem comprometer a segurança. Vantagem inquestionável: enfrenta sem medo maioria dos quebra-molas.
PARA desmistificar propalada economia de combustível dos motores de 1 litro de cilindrada, eis os dados do novo Gol, norma NBR 7024, no ciclo de medição em estrada: 18,6 km/l (gasolina). O mesmo carro, com motor de 1,6 litro, 101 cv (potência 40% superior) alcança 18,5 km/l. Na cidade, claro, motor menor vai melhor, mas diferença é de apenas 6,5%.
CHRYSLER decidiu seguir a lei – aplausos – e atrasou lançamento do Jeep Grand Cherokee com motor diesel. Ele possui caixa redutora (ao contrário do Mercedes ML 320 CDI), mas foi difícil desenvolver suporte para guincho. Em um ou dois meses chegará ao mercado, totalmente legal.
|
|
Expedição Mediterrânea - Marrocos - Parte 2
02/07/2008 - Valéria Zoppello
Sempre acordo as 5 da manha com o som das rezas. Parece o som de uns animais de instrumentos que ampliam as vozes, espalhando-o por todos os lados.
Tomamos nosso café e encontramos com o Mohamed as 10:30 horas.
Continuamos nossa exploração pela medina, conhecemos a entrada do Palácio do Rei, algumas casas típicas, mercados e todas as ruazinhas possíveis.
Um dos pontos altos da viagem foi presenciar uma feira de couro, onde homens nômades de todas as partes se encontram para uma negociação barulhenta e frenética.
Éramos as duas únicas mulheres entre centenas de homens.
Tive que ser discreta e rápida, mas obtive fotos maravilhosas! Realmente me senti transportada para um outro tempo.
Fomos tomar chá de menta, absolutamente tradicional em uma loja de artesanatos berberes.
Os berberes são um povo bastante peculiar, com idioma próprio, vestimentas azuis tingidas de índigo, e vendem tesouros em prata que passaram de geração para geração.
Visitamos uma tinturaria de couro muito interessante!
Os couros são tingidos com tintas naturais, sangue, coco de cabra, e o cheiro e terrível!
E necessário andar com um chumaço de menta para ir cheirando e aliviar o mau cheiro.
E absolutamente medieval e pequenos burrinhos muito carregados e o transporte local.
Jantamos em um restaurante típico delicioso.
De barriga cheia, fomos para nosso albergue arrumarmos nossas coisas, já que pegaríamos o trem das 01:50 horas rumo a Marraquexe.
|
|
Expedição Mediterrânea - Marrocos
01/07/2008 - Valéria Zoppello
DIA 22/06 – Casablanca- Marrocos
Fomos pro aeroporto no dia 22 saindo de Barcelona para Casablanca no Marrocos.
Chegando no check in, descobrimos que nossos tickets não estavam emitidos. Tivemos que correr muito para conseguirmos compra-los e embarcamos a tempo.
Chegamos em Casablanca as 22:40 horas e a confusão no aeroporto era geral!
A primeira impressão que tive, foi que ali, era realmente um pedaço da África.
Todos tentando nos convencer em árabe a nos prestar qualquer serviço que fosse, desde carregar nossas malas até hotéis e táxis, por alguns dihans, moeda local.
As pessoas cheiravam mal, já que o calor era intenso e a quantidade de roupa vestida não condizia.
Pegamos um táxi para o albergue da juventude. O taxista combinou um preço, mas chegando lá, nos cobrou mais que o dobro!
Bem vindas ao Marrocos! Aqui e assim! Tentam levar seu dinheiro de qualquer maneira.
O albergue era confortável, mas sujo.
Acordamos e pegamos o trem rumo a Fes, em uma viagem de 4 horas. Foi uma delicia! Bem confortável, limpo e com belas janelas para observarmos a paisagem.
Dividimos a cabine com pessoas muito amistosas, que nos concederam momentos muito agradáveis de papo e aula de francês!
Encontramos um rapaz que nos indicou um guia em Fes chamado Mohamed.
Mohamed e o nome do primeiro filho das famílias que costumam ter até 10 filhos!
Fes e uma cidade muito tribal, erguida no século VIII, lotada de ruas estreitas, tortuosas, subterrâneas e muito parecidas umas com as outras, por isso a necessidade de um guia local.
Há falsos guias, que cobram caro e não levam os turistas aos locais verdadeiramente interessantes. Procure um guia oficial, ou procure pelo Mohamed, figura muito engraçada e que fala muitas línguas. ( telefone: 061.742464)
Os táxis por aqui se dividem em duas categorias:
Os Grand Táxis e os Petits Táxis. Os primeiros são mais caros e fazem a região em volta da cidade, enquanto os petits são mais baratos, menores e so rodam pela medina.
Fomos visitar a Old Medina, em um profundo mergulho em outra época, com cores, cheiros, sons e costumes absolutamente diferentes.
Muitas frutas, especiarias, artesanatos, comidas e pratarias berberes são vendidas por lá.
E como disse Mohamed, há um primeiro preço, o segundo e o terceiro. Barganhar faz parte.
Ficamos completamente absorvidas pela atmosfera, pelas diferenças, pela língua.
No Marrocos, fala-se árabe e francês.
E impressionante ver as mulheres totalmente cobertas, muitas vezes, sem mostrar nem os olhos.
Sempre me vem a pergunta: e uma opção ou uma imposição?
Para mim, brasileira, cheia de liberdade, ficam muitas reticências em relação a posição das mulheres nessa sociedade.
Para se tirar fotos das pessoas e necessário pedir antes, e muitos “não” são ditos. Não gostam de fotos! Mas e inevitável registrar essa miscelânea.
Fizemos fotos maravilhosas, em meio a tanto artesanato, cabeças de cabras, luminárias e mulheres de burcas.
Fomos ver o por do sol nas ruínas preservadas pela UNESCO como uma das grandes maravilhas do mundo. O que realmente o é! Ruínas do séc VII, rodeadas pela maravilhosa paisagem e o canto altíssimo das rezas que invadem todos os cantos da cidade 5 vezes por dia.
Já era quase 22 horas e a regra do albergue era não chegar depois disso. Regras são regras.
Foi o tempo de comprarmos um vinho e nos recolhermos para o nosso dia seguinte cheio de aventuras.
Tiro fotos o dia todo e a noite, trabalho nelas.
Estou tendo muita dificuldade de encontrar internet por aqui, alem de o sistema de acesso a internet ser diferente.
Fomos dormir por volta das 4 da manha com um sorriso de orelha a orelha!
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|