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Colunas do mês de Junho / 2009  
Discutir com Seriedade
29/06/2009 - Fernando Calmon
A onda ambientalista chegou para ficar e tem poder de mudar o cenário mundial, tanto nos combustíveis quanto nos veículos em circulação. O perigo da irracionalidade nessa discussão, porém, permeia ações atuais e futuras. Tudo que resvala do campo técnico para o político costuma mexer em interesses econômicos, gerando perdedores e vencedores.

A inspeção ambiental nos veículos, iniciada na cidade de São Paulo, é uma bandeira fácil de defender. Afinal, cuidar do ar que todos respiramos está entre as obrigações de governo. Países com grandes frotas casam as preocupações com o meio ambiente e a segurança de trânsito numa única inspeção, a partir do quarto ano de vida do automóvel. Separar as duas inspeções custa caro e é contraproducente.

No entanto, a maior cidade brasileira implantou a vistoria independente de emissões veiculares. Passa longe da racionalidade e traz o risco de se repetir em outras grandes cidades por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente. O maior erro está sendo inspecionar carros novos, até os com poucos meses de uso. As primeiras liminares contrárias à iniciativa foram concedidas pela Justiça, que a entendeu como afronta aos princípios de razoabilidade.

A coluna sempre apoiou, em dez anos de existência, a inspeção veicular de segurança e ambiental unificadas, dentro de procedimentos tecnicamente corretos. Passados seis meses do controle de emissões em São Paulo, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente não informa os índices de reprovação para cada ano de fabricação entre 2008 e 2005, mesmo instada por duas vezes.

Cronometrado, o processo completo de agendar, deslocar-se, inspecionar e pedir reembolso durou quase 100 minutos. Questionado, o inspetor disse não se lembrar de nenhum modelo 2008, a exemplo do que passou pela avaliação/teste, ter sido reprovado. Então, trata-se de puro desperdício de tempo e dinheiro que, se espera, outras cidades não cometam. No Rio de Janeiro, as duas inspeções são unificadas, a partir de 12 meses, prazo também errado e sem reembolso.

Ainda bem, outras instâncias da sociedade discutem a sério o meio ambiente. Caso do II Simpósio Internacional de Combustíveis, Biocombustíveis e Aditivos, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, semana passada, em São Paulo. Entre os temas, a expansão do etanol no mercado internacional, ainda pendente de discussões políticas para torná-lo commodity (matéria-prima de cotação livre) com especificação única. A Mahle demonstrou que motores virtuais podem simular o consumo de combustível, encurtando as fases de pesquisa de unidades mais econômicas e, portanto, menos poluentes.

Tecnologias avançadas, a exemplo da injeção direta, são caras, mas a Magneti Marelli vê possibilidade de chegarem ao Brasil à medida que o poder aquisitivo continue crescendo. A ANP, órgão regulador, garantiu: combustíveis fósseis mais limpos, de que o País precisa, estarão disponíveis em breve e os índices de adulteração já sofreram boa redução. Braço do Grupo Fiat, a FPT trabalha na conversão de motores Diesel a ciclo Otto etanol para uso específico no campo. A Toyota mostrou seu compromisso com os biocombustíveis na palestra do engenheiro japonês Nobutaka Morimitsu.

RODA VIVA

ARGENTINA ficará com a produção exclusiva do Mégane III sedã, deixando a Renault, de São José dos Pinhais (PR), voltada aos modelos de maior venda. Quando o sedã médio chegar em 2010, a Scénic já deve ter sido descontinuada. A fábrica paranaense, à exceção do furgão Renault Master, só produzirá modelos Nissan e de origem Dacia, subsidiária romena do grupo francês. Quem diria...
VERSÃO esticada do Livina, o Nissan Grand Livina atende não apenas quem leva sete pessoas. É opção entre os que desejam um monovolume compacto com amplo porta-malas, ao rebater (sem esforço) os dois bancos da terceira fileira. Capricho no interior e em detalhes externos. Disponível apenas o motor de 1,8 l/126 cv, adequado ao seu porte. Bom de guiar, na estrada e na cidade.
CONFORME antecipado há dois anos pela coluna, Mitsubishi lançou o primeiro motor V-6 flex em um veículo nacional, o Pajero Sport. Deve representar de 30 a 40% no mix com a versão a diesel. Mais um ou dois meses e estará também na picape L200 Triton. Motor ganhou 5 cv em relação ao só a gasolina: 205 cv garantem suavidade e desempenho ao utilitário esporte.
IDEIA interessante de três formandos em engenharia elétrica, do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo (SP). Regulagem da intensidade dos faróis em função da iluminação do ambiente e sinais de alerta automáticos para motoristas que trafegam com farol alto em sentido contrário.
PRODUTO tão eficiente para limpar manchas diversas – piche, óleo, graxa – quanto adesivos e marcas de cola, em superfícies metálicas, de vidro ou tecido. É o que oferece a empresa multinacional Tapmatic, instalada em Barueri (SP), sob o sugestivo nome de Tira Grude. Mais informações: www.quimatic.com.br .
Discutir com Seriedade
29/06/2009 - Fernando Calmon
A onda ambientalista chegou para ficar e tem poder de mudar o cenário mundial, tanto nos combustíveis quanto nos veículos em circulação. O perigo da irracionalidade nessa discussão, porém, permeia ações atuais e futuras. Tudo que resvala do campo técnico para o político costuma mexer em interesses econômicos, gerando perdedores e vencedores.

A inspeção ambiental nos veículos, iniciada na cidade de São Paulo, é uma bandeira fácil de defender. Afinal, cuidar do ar que todos respiramos está entre as obrigações de governo. Países com grandes frotas casam as preocupações com o meio ambiente e a segurança de trânsito numa única inspeção, a partir do quarto ano de vida do automóvel. Separar as duas inspeções custa caro e é contraproducente.

No entanto, a maior cidade brasileira implantou a vistoria independente de emissões veiculares. Passa longe da racionalidade e traz o risco de se repetir em outras grandes cidades por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente. O maior erro está sendo inspecionar carros novos, até os com poucos meses de uso. As primeiras liminares contrárias à iniciativa foram concedidas pela Justiça, que a entendeu como afronta aos princípios de razoabilidade.

A coluna sempre apoiou, em dez anos de existência, a inspeção veicular de segurança e ambiental unificadas, dentro de procedimentos tecnicamente corretos. Passados seis meses do controle de emissões em São Paulo, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente não informa os índices de reprovação para cada ano de fabricação entre 2008 e 2005, mesmo instada por duas vezes.

Cronometrado, o processo completo de agendar, deslocar-se, inspecionar e pedir reembolso durou quase 100 minutos. Questionado, o inspetor disse não se lembrar de nenhum modelo 2008, a exemplo do que passou pela avaliação/teste, ter sido reprovado. Então, trata-se de puro desperdício de tempo e dinheiro que, se espera, outras cidades não cometam. No Rio de Janeiro, as duas inspeções são unificadas, a partir de 12 meses, prazo também errado e sem reembolso.

Ainda bem, outras instâncias da sociedade discutem a sério o meio ambiente. Caso do II Simpósio Internacional de Combustíveis, Biocombustíveis e Aditivos, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, semana passada, em São Paulo. Entre os temas, a expansão do etanol no mercado internacional, ainda pendente de discussões políticas para torná-lo commodity (matéria-prima de cotação livre) com especificação única. A Mahle demonstrou que motores virtuais podem simular o consumo de combustível, encurtando as fases de pesquisa de unidades mais econômicas e, portanto, menos poluentes.

Tecnologias avançadas, a exemplo da injeção direta, são caras, mas a Magneti Marelli vê possibilidade de chegarem ao Brasil à medida que o poder aquisitivo continue crescendo. A ANP, órgão regulador, garantiu: combustíveis fósseis mais limpos, de que o País precisa, estarão disponíveis em breve e os índices de adulteração já sofreram boa redução. Braço do Grupo Fiat, a FPT trabalha na conversão de motores Diesel a ciclo Otto etanol para uso específico no campo. A Toyota mostrou seu compromisso com os biocombustíveis na palestra do engenheiro japonês Nobutaka Morimitsu.

RODA VIVA

ARGENTINA ficará com a produção exclusiva do Mégane III sedã, deixando a Renault, de São José dos Pinhais (PR), voltada aos modelos de maior venda. Quando o sedã médio chegar em 2010, a Scénic já deve ter sido descontinuada. A fábrica paranaense, à exceção do furgão Renault Master, só produzirá modelos Nissan e de origem Dacia, subsidiária romena do grupo francês. Quem diria...
VERSÃO esticada do Livina, o Nissan Grand Livina atende não apenas quem leva sete pessoas. É opção entre os que desejam um monovolume compacto com amplo porta-malas, ao rebater (sem esforço) os dois bancos da terceira fileira. Capricho no interior e em detalhes externos. Disponível apenas o motor de 1,8 l/126 cv, adequado ao seu porte. Bom de guiar, na estrada e na cidade.
CONFORME antecipado há dois anos pela coluna, Mitsubishi lançou o primeiro motor V-6 flex em um veículo nacional, o Pajero Sport. Deve representar de 30 a 40% no mix com a versão a diesel. Mais um ou dois meses e estará também na picape L200 Triton. Motor ganhou 5 cv em relação ao só a gasolina: 205 cv garantem suavidade e desempenho ao utilitário esporte.
IDEIA interessante de três formandos em engenharia elétrica, do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo (SP). Regulagem da intensidade dos faróis em função da iluminação do ambiente e sinais de alerta automáticos para motoristas que trafegam com farol alto em sentido contrário.
PRODUTO tão eficiente para limpar manchas diversas – piche, óleo, graxa – quanto adesivos e marcas de cola, em superfícies metálicas, de vidro ou tecido. É o que oferece a empresa multinacional Tapmatic, instalada em Barueri (SP), sob o sugestivo nome de Tira Grude. Mais informações: www.quimatic.com.br .
Efeito Inibidor
22/06/2009 - Fernando Calmon
Por Fernando Calmon

Um ano de promulgação da chamada “lei seca” levou ao balanço de praxe sobre sua eficácia na diminuição de mortos e feridos em acidentes de trânsito. A lei 11.705 resultou na severa redução de 67% da alcoolemia antes permitida. Na realidade, o texto preconiza abstenção total de ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir, porém permitiu uma tolerância. Até hoje subsiste o limite, provisório, de 0,1 mg de álcool por litro de ar expirado no teste do etilômetro (o popular bafômetro), equivalente a 0,2 g de álcool por litro de sangue.

Estudos apontam para um recuo inequívoco de acidentes, feridos e mortos. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes caiu 22,5% em média no país e os atendimentos às vítimas, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), 23%. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) comparou o primeiro semestre de 2008 (portanto sem os efeitos da nova lei) com o segundo semestre e chegou a referências semelhantes: 28% a menos de internações no SUS por motivo de desastres em ruas e estradas.

Houve diferenças relevantes entre os estados em função da intensidade de fiscalização com que cada um se comprometeu. São Paulo, por exemplo, apontou queda de 7% no índice de fatalidades, menor em razão de ter iniciado já em 2007 um trabalho de vigilância e blitze regulares, antes mesmo da publicação da nova lei, quando ainda valia o antigo limite de alcoolemia de 0,3 mg/litro de ar expelido.

A reação de associações de bares e de parte de alguns formadores de opinião foi fortemente contrária ao limite menor de álcool no sangue para o motorista assumir o volante. Alegam que a maioria dos países mantém o limite de 0,3 mg/litro. Ações contra a nova lei chegaram ao Supremo Tribunal Federal, que ainda não se pronunciou. Será difícil a Justiça decidir contra a alcoolemia mais baixa, existente também em outros países e aqui aprovada pelo Congresso Nacional. Os críticos discordam das razões para os bons resultados, atribuindo o sucesso apenas e tão-somente ao aumento da fiscalização, independentemente do limite de alcoolemia.

É óbvio que a vigilância tem e sempre terá papel fundamental. Os governos federal e alguns estaduais mobilizaram-se para a compra de etilômetros e organizaram controles em vias públicas como nunca se viu, refletindo-se em estatísticas positivas. Por outro lado, mobilização repressiva permanente, em alto grau, é inviável. Claro que a fiscalização já diminuiu e os acidentes talvez voltem a subir. Campanhas educativas, como as do Denatran, mostram o seu peso, mas não são eternas. Punições efetivas também ajudariam, se superadas as chicanas judiciais infelizmente ainda existentes.

Uma constatação: motoristas que frequentam bares e restaurantes dificilmente limitam-se a duas ou três tulipas de cerveja, duas ou três taças de vinho. As doses ingeridas são maiores. Apenas a lembrança de que a tolerância da lei é próxima de zero já significa um saudável efeito inibidor. A Abramet constatou que a gravidade dos ferimentos e o tempo médio de internação caíram bastante. Trata-se da diferença entre um copo a mais ou a menos.

RODA VIVA

NOVO hatch, previsto para setembro como primeiro produto do Projeto Viva da GM, será produzido exclusivamente na Argentina. Compromisso firmado graças ao financiamento governamental do país vizinho. Outros derivados, com a mesma arquitetura modificada do Corsa II atual, serão feitos aqui: picape e utilitário esporte compactos. E talvez o sedã.
OUSAR no estilo, antes conservador, é estratégia da Mercedes-Benz aplicada no novo Classe E. Perfil e frente agradam; a traseira, menos. Desde a versão de entrada há recursos inéditos aqui, como controle automático de comutação entre farol alto/baixo e auxílio para estacionar seguindo instruções de acelerar, esterçar e frear. Suspensões, freios e motor (272 cv) irretocáveis, como sempre.
PREÇO alto, pelo imposto de importação de 35%, limita as vendas do Edge, apesar do apelo visual. Ao volante do crossover canadense da Ford, sensação de guiar é a de um utilitário esporte e não uma station wagon. Bitolas e pneus largos melhoram a dirigibilidade. Motor V-6 (269 cv) dá conta bem dos 2.000 kg de peso. Tampa traseira tem acionamento elétrico.
ENGENHARIA de confiabilidade, com a ajuda de estudos estatísticos e programas de computador especialmente desenvolvidos, pode ajudar a controlar o número de recalls que assola a indústria. Segundo o engº Cláudio Spanó, da filial brasileira da ReliaSoft, isso melhoraria a imagem do fabricante junto ao comprador, que teria também um incômodo a menos.
MAIS convergências na eletrônica de bordo. Primeiro auto-rádio da Pósitron inova com multifunções no painel de sintonia. É possível saber o status do alarme antifurto, além de distância e direção do obstáculo quando se instalam sensores de estacionamento lançados agora pela empresa. Elimina-se assim a necessidade de um mostrador específico.
Parar e Pensar
16/06/2009 - Fernando Calmon
Entender o que se passa no exterior, atualmente, vem se tornando um complicado quebra-cabeça. Deve-se acompanhar de perto porque os reflexos chegarão ao Brasil e influenciarão os lançamentos de fabricantes que respondem por mais de 50% das vendas no mercado interno. A cada semana surgem novidades, especulações, idas-e-vindas.
Exemplo evidente é a aliança entre Fiat e Chrysler. Depois de chegar à Suprema Corte dos EUA afastaram-se os obstáculos jurídicos em menos de três dias. No entanto, a Fiat não “comprou a Chrysler sem colocar um tostão”, como se comentou. A estrutura administrativa das empresas americanas é peculiar. A fábrica italiana ficou, inicialmente, apenas com 20% das ações, mas nomeou o principal executivo, Sergio Marchionne. O conselho de administração tem quatro diretores que representam o governo americano (só 8% do capital), três da Fiat e um do sindicato (55% do capital), fora os representantes dos ex-credores.
Na realidade, os executivos e engenheiros italianos vão dividir esforços, tempo e dinheiro (anda escasso) em escala ainda imprevisível para cuidar do “paciente” americano. Pelo que se lê nos EUA, dar certo é que será surpresa. Para o Brasil, a recém-estilizada picape Dodge Dakota, produzida no Paraná entre 1998 e 2002, seria mão-na-roda. Um produto lucrativo e de imagem que faz falta à marca italiana. Talvez seja reavaliada a importação do México do Dodge Trazo – versão sedã do Tiida – produto de acordo anterior da Chrysler com a Nissan.
Na Europa, a Fiat ainda nutre esperanças de acordo com a Opel, subsidiária alemã da GM. A Magna empresa canadense de componentes e de produção de veículos para terceiros, em sociedade com a fábrica GAZ e um banco russos, está mais adiantada e tem preferência de Detroit. Opel e Fiat juntas parecem fazer mais lógica do que o negócio com a Chrysler, mas há obstáculos. A GM quer assegurar 35% no capital da nova Opel por deter investimentos tecnológicos. Produtos Chevrolet e Fiat, no Brasil, poderão ser fortemente afetados no futuro, depois de resolvido o imbróglio no segundo semestre.
O cenário confuso traz sinais contraditórios. A consolidação é um caminho, como indicam italianos e americanos. Mas também existe desconsolidação. A GM vendeu a Saab para o pequeno fabricante sueco de carros esporte Koenigsegg; a Saturn, para o grupo americano Penske; a Hummer, a um fabricante chinês de máquinas. A Ford, depois de se desfazer de Aston Martin (vendida a um grupo de investidores), Jaguar e Land Rover (para a indiana Tata), acaba de acertar a Volvo com a chinesa BAIC. Essas marcas separadas conseguirão se firmar longe dos grandes conglomerados?
Por outro lado, Porsche e Volkswagen formam um bloco de oito marcas de automóveis e duas de veículos comerciais, um gigantismo para o momento. A Toyota, ao contrário, controla três marcas de automóveis (uma delas regional) e uma de caminhões. A Honda, apenas duas, à semelhança da PSA Peugeot Citroën. A BMW, três; Daimler três; Renault, três (sem contar participações cruzadas na Nissan e Autovaz). Fiat e Chrysler juntas teriam nove marcas de automóveis e uma de caminhões.
É hora de parar e pensar.

RODA VIVA

MAIS adiamentos em função da crise. Só no quarto trimestre a Hyundai passará a enviar, da Coréia do Sul, conjuntos desmontados do Tucson para as instalações do Grupo Caoa, em Anápolis (GO). Brasil será o único fornecedor desse modelo para a América do Sul. Quanto à anunciada fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP), pelo menos um ano de atraso.
LIVINA vem conseguindo achar seu lugar entre os monovolumes compactos. Interior é ao mesmo tempo espaçoso e, de certo modo, aconchegante para quem guia. Acabamento condiz com o preço. Compromisso dinâmico entre conforto e estabilidade agrada. Motor de 1,6 l (origem Renault), de 108 cv (etanol), não entusiasma pelos 1.160 kg com que tem de lidar. Há opção de 1,8 l.
DEMOROU, mas a BMW se rendeu à capota metálica no seu novo roadster (conversível, dois lugares). O Z4, que chegou rapidamente ao Brasil, esbanja presença, estilo em nítida evolução (vincos agora nos lugares certos), qualidade de materiais e equipamento completo. Distribuição de peso (50% em cada eixo) e motor de seis cilindros em linha formam combinação perfeita.
MINI, outra marca da BMW, também aposta na imagem com a versão conversível, de venda naturalmente limitada. Nem pensar em quebrar a tradição da releitura do clássico carrinho inglês: capota é de lona. Além do contador de tempo no modo aberto, há um truque interessante. O recolhimento parcial da capota faz o papel de teto solar. Opção simples e eficiente.
PREOCUPAÇÃO com a diminuição de consumo de combustível estende-se aos pneus. Acréscimo de sílica, por exemplo, diminui a resistência à rodagem. Assim, a Michelin propõe, na Europa, um selo de desempenho energético para todos os pneus novos à venda, originais ou de reposição. Se aceito, seria aplicável a partir de 2011.
Ingá-de-corda
09/06/2009 - Celso Travassos
Quem tem costume com o cerrado brasileiro conhece.

Ingá, ou Marmelada-de-Lobo ou Fruta de Lobo (O Ingá, fruto da Ingazeira ,árvore da Subfamília Mimosoideae, muito comum nas margens de rios e lagos, é muito procurado pela fauna e pelo homem por suas [sementes] envolvidas pela sarcotesta branca e adocicada.)...segundo a Wikipédia...velha conhecida, que me foi apresentada por um tio que tinha sítio no cerrado quando eu tinha por volta de 7 anos.

O que tem isso haver com automobilismo?...pois é. Tem sim.
Lembra daquele Opala..., comprado nos cinco minutos diários de bobeira? Taí.
Estava eu, nos idos tempos em que morei no Pará, subindo em uma estrada muito deserta, de volta para casa quando senti um tranco e o carro – “aquele” Opala – arrastou as rodas e travou.
Digo travou, porque travou MESMO.
Pronto.

Sozinho, entre o nada e o coisa alguma.
Desci, abri o capô, dei uma olhadela, verifiquei a vareta da marcha...nada.
Não engatava nem desengatava nada...travadão.
Celular para chamar o guincho?...não tinha ainda...aliás QUE guincho? Só se fosse de junta-de-boi.

E eu lá...escutando o canto dos passarinhos da floresta, dos dois lados da estrada, floresta...rádio? não pegava para aquelas bandas, aliás não pegava banda nenhuma.

Sentei para esperar outra alma perdida que passasse. Como se diz em Minas, fui ficando...na observação / espera, vi uma árvore com umas frutas que não eram estranhas, só que maiores do que as que eu conhecia – tudo naquelas florestas é maior do que, nós daqui de Minas, conhecemos.

Peguei uma e abri...cheirei e me pareceu muito conhecida para não ser o que eu achava que era, ou pelo menos que não fosse “parente”. Abri a vagem e provei uma...Era! pelo menos de fome não morreria, pensei.

Fiquei algumas horas por ali, beliscando o Ingá de vez em quando para espantar a fome, até que ouvi um barulho de motor! Finalmente alguém estava passeando por aquelas bandas também. Parou e ofereceu ajuda. Pedi um guincho ou um mecânico e ele disse que enviaria, como de certo enviou, algumas horas depois.

Não foi bem um guincho, mas um mecânico com seu carro e uma corda, soltamos os parafusos do diferencial, amarramos o carro e fomos embora.
Pensa que foi somente isso? Não!

A caixa estava quebrada, não havia possibilidade de pedir peças e como estava indo de férias para Belo Horizonte, fiquei de comprar uma caixa de marchas e remeter via ônibus, para a oficina.
Encontrei uma recondicionada com bom preço e enviei.

Pelo telefone soube que ele estaria pronto me esperando quando voltasse.
Cheguei de férias e fui buscar o carro e acertar com a oficina...até aí tudo bem.

Entrei no carro, liguei e tentei sair de 1ª marcha...notei que ele estava fraco e estranho.
Pedi ajuda do mecânico que me explicou que a caixa tinha sido montada invertida...a primeira estava no lugar da segunda e assim por diante. Como estava completamente estressado com toda a manobra, deixei assim por pelo menos três meses. Com a vantagem que somente eu dirigia...
Muito depois, antes de vender o carro, mandei arrumar a caixa.

Êita cinco minutos de bobeira que me custaram caro!...Êita Opalinha inesquecível...
Ingá-de-corda? Nunca mais comi.
Repeito Merecido
08/06/2009 - Fernando Calmon
Até agora muito se falou em alternativas elétricas para os automóveis. Porém, no momento, há mais gestos simbólicos do que progressos. A Petrobrás, por exemplo, acaba de inaugurar no Rio de Janeiro o primeiro eletroposto público no País a oferecer recarga de veículos elétricos a partir de energia solar. A empresa espera atender uma demanda crescente a partir de uma base ainda quase inexistente. Há iniciativas no exterior, principalmente da Renault, para projetos específicos dentro de três anos em Israel, Dinamarca e Portugal, territórios sem exigência de grandes deslocamentos.

A Toyota também acena para carros elétricos em 2012, mas adianta que ainda faltam avanços às promissoras baterias de íon de lítio. A marca japonesa, primeira a apostar com firmeza nos automóveis híbridos a combustão-eletricidade, acha interessante a troca de baterias em postos em vez de recarga, desde que se alcance uma padronização ainda bem embrionária. Em declarações ao site inglês Just-auto, Masatami Takimoto, vice-presidente de pesquisas e desenvolvimento, ressaltou que cada país tem uma situação energética e se deve apostar “no carro certo, no lugar certo e na hora certa”.

Nesse cenário, entende-se o sucesso da II Ethanol Summit (Cúpula do Etanol), promovida pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) que representa usinas responsáveis por 60% da produção brasileira do combustível renovável. O evento realizado semana passada, em São Paulo, demonstrou o interesse internacional pelo tema e em quanto o Brasil está avançado no chamado etanol de primeira geração. Mesmo sem modificações genéticas nas mudas de cana (ainda sob restrições infundadas), a produtividade não parou de crescer – em média 4% ao ano – desde 1975 quando se lançou o Proálcool. E ainda há melhorias em vista, sem aumento da área plantada.

Para Marcos Jank, presidente da Unica, “o etanol de segunda geração, a partir de celulose da própria cana, tem potencial de produzir perto do dobro na mesma área. A quase total mecanização da colheita chegará no momento certo para aproveitamento da palha, hoje queimada. Empresas no exterior trabalham também na utilização de resíduos agrícolas, orgânicos e industriais para obter etanol”. Ele destaca ainda a potencialidade crescente de geração de bioeletricidade, equivalente a duas usinas hidroelétricas do porte de Itaipu.

O ponto alto dessa cúpula foi o etanol de terceira geração. Já existem ações em curso para produção de plásticos, porém duas empresas demonstraram o potencial de obtenção de diesel, gasolina e querosene de aviação originados de açúcares, a partir dos quais a cana é imbatível.

Criam-se, assim, novos mercados de biocombustíveis como alternativa aos de origem fóssil (petróleo e gás natural), contornando barreiras de cunho político impostas por outros países, às vezes por pura ignorância da realidade.

Ficou claro que ao Brasil sobram possibilidades de atender suas necessidades energéticas limpas e exportar tecnologia, equipamentos e o próprio combustível. Veículos híbridos e elétricos, pelo menos por aqui, dificilmente vão superar o nível de mera curiosidade, apesar do respeito que merecem.

RODA VIVA

PELA primeira vez, mesmo em entrelinhas, Jaime Ardila, presidente da GMB, admitiu que motores turbocomprimidos integram a futura produção da nova fábrica de Joinvile (SC). Essa unidade de motores, no entanto, sofrerá atraso – ainda não reconhecido oficialmente – por questões de mercado.
COMPLICAÇÕES judiciais atingem a saída do regime de recuperação (concordata) da Chrysler, nos EUA. A Fiat ameaça abrir mão da parceria anunciada, por si só já envolta em muitas dúvidas sobre viabilidade financeira e comercial.
OUTRO mês de bom ritmo de vendas e quase estabilidade no número de empregos, em maio passado, de acordo com a Anfavea. Média diária de vendas (12.349 unidades) foi 2% superior a maio de 2008. Estoque total de 26 dias, igual ao de abril, mostra que falta de carros é pontual, para alguns modelos específicos.
PUNTO T-Jet, apesar de nas vendas do compacto premium da Fiat representar só imagem, mostra qualidade dinâmica de primeiro nível, bons bancos e acelerações empolgantes do motor turbo. Diâmetro de giro ruim, em razão de rodas e pneus largos, dificulta ao estacionar. Volante um pouco enviesado, que passa na versão comum, incomoda na esportiva.
AMAROK, nome estranho para a primeira picape média (1.000 kg de capacidade) da VW, chega no fim do ano, da Argentina. Uma marca que utiliza denominação tão emblemática e sonora como Constellation nos caminhões (negócio vendido há pouco para a MAN), poderia ser mais criativa e menos exótica na escolha.
ALÉM de permitir qualquer veículo importado, com tela original multimídia, navegar por cerca de 300 cidades brasileiras, o Navbras GPS Box tem nova versão específica para um dos toca-DVDs da Pioneer. Mais um exemplo de convergência de funções, crescente em eletrônica de bordo.
Inauguração American Cross
03/06/2009 - Gisele Flores e Jaime Nazário
O evento de inauguração da American Cross, primeira revenda especializada em off-road Kawasaki, aconteceu na sexta-feira, dia 29/05, com um grande coquetel. No sábado foi oferecido um café da manhã em continuidade aos festejos de abertura do empreendimento.

Resultado da união de dois empresários apaixonados pelo esporte off-road nasceu uma nova empresa de importação de motocicletas deste segmento no mercado brasileiro, a American Cross, que é dirigida pelos sócios Marcelo Barbosa, ex-piloto de motovelocidade e atualmente piloto de motocross e por Carlos Fretes, “Carlinhos”, também piloto de motocross, muito conhecido no meio off-road, e que está localizada na cidade de Bragança Paulista (SP).

Inicialmente, a American Cross era uma empresa importadora multimarca de motos, focada sempre no segmento off-road, mas seus sócios, pela paixão e admiração que sempre tiveram pelas motocicletas Kawasaki, resolveram se especializar somente nesta marca, fornecendo um maior suporte técnico e adotando a filosofia dos "3 S" ("Sales", "Spark Parts" e Services"), almejando a excelência no atendimento em Vendas, Reposição de Peças e Assistência Técnica preconizada pela Kawasaki.

O trabalho como importador especializado Kawasaki rendeu grandes resultados. A Kawasaki Motores do Brasil nomeou em fevereiro de 2009 a American Cross como a primeira concessionária especializada em motocicletas off-road da sua rede nacional.

A American Cross é reconhecida pela tradição em assistência técnica, preparação e apoio a pilotos amadores e profissionais, suporte oficial do fabricante, entre outros.

A American Cross está sediada na cidade de Bragança Paulista no estado de São Paulo, na região sudeste do estado, com fácil acesso por várias vias estaduais e federais. A escolha de Bragança Paulista tem por base a grande tradição da região no motocross. Só para se ter uma idéia, em um raio de 30 Km de Bragança Paulista se encontram mais de 22 pistas para a prática de off-road. Além disto, Bragança Paulista é a terra de Jorge Negretti, piloto paulista e grande referência, pioneiro da modalidade e o mais premiado do motocross nacional.

Os primeiros modelos off-road colocados à venda, através de importação oficial da Kawasaki, serão as motos de competição KX65, KX250F e KX450F. E uma novidade para o mercado brasileiro será a KLX110, uma fun-bike que é sucesso de vendas nos EUA, acessível, divertida e tida como inquebrável.

A Kawasaki Motores do Brasil Ltda. é uma subsidiária da Kawasaki Heavy Industries do Japão. A partir do segundo semestre iniciará a produção de motocicletas no Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus. Já são comercializados modelos importados como as Ninjas ZX-6R e ZX-10R.

Vários outros modelos, preparados para o uso no Brasil, serão introduzidos nos próximos meses.
A American Cross possui grande estoque de peças originais Kawasaki para reposição de todos os modelos que comercializa e acessórios exclusivos, com envio para todo o Brasil.

A American Cross possui uma área com 850m², com boutique com marcas como Shark, Pró-Tork, Oniel, Oakley, Thor, Alpinestar além da própria marca Kawasaki, composta por malas, cadeiras e toda a linha motorwear. A American Cross também comercializará a linha de pneus Bridgestone e toda a linha da Motul. No espaço os clientes poderão desfrutar de um excelente cofee-shop, com cafés da manhã oferecidos aos motociclistas uma vez por mês em um sábado.

A revenda Kawasaki conta ainda com lavagem especializada de moto e oficina especializada. No futuro também disporá de jets e quadriciclos.
Endereço: Av. Dos Imigrantes, 801 – Jd. São José. Bragança 70 km.

Atualmente patrocina os seguintes pilotos de off-road: Kaphé (MX 1 – 450cc), Rica -10 anos (60cc e 80cc), Daniel Fretes (MX2 – 250cc – 4 tempos), Djalminha (60cc), João Paulo Fuentes (250cc), além de apoiar o campeonato Dirth Action.

Entre os convidados estavam presentes o advogado Ricardo Sebbe, Julio Kuroiwa, responsável pelo pós-vendas da Kawasaki, Tau – Diretor da Top Bikes, Sonia Harue Ando - Gerente da Top Bikes, José da Casarini Motorsports2 e representando o Presidente da Kawasaki estava Vitor Klizas, Diretor da Kawasaki do Brasil. A sonorização do evento foi realizada pelo super DJ João Victor 10 anos (DJ – já pilota as pick-ups há dois anos) e o coquetel for organizado por Rokas (comandado Roberta e Karla, Katya) com Barthender´s.

No sábado (30/05 ) já foi realizada a primeira venda da loja: uma Kawasaki KLX 110, cujo proprietário passou a ser Marcelo Mazzochi Filho, um menino de nove anos que realizou seu sonho, pilotar uma moto ao lado de seu pai.

“Marcelinho” estava radiante e aproveitou para comprar todo o seu equipamento, seguindo da American Cross diretamente para as pistas off-road com seu pai.

A American Cross trabalha com financiamento e aceita os cartões Visa e Master. Além disso, aceita na compra de suas motos trocas e também possui venda de semi-novas somente da marca Kawasaki. A partir de julho também estará realizando curso de off-road para pilotos.
Como possui uma ampla linha de peças também realiza entrega em todo o Brasil, via sedex.

Sua equipe de trabalho é composta por:
Vanessa – Vendas on-line (peças Kawasaki)
Daniela – Boutique
Ana Paula _ compras
Aline _ Financeiro
Mariana – Recepção
Tuin (ex-piloto) – Consultoria Mecânica. É um ícone, pois fez parte da principal equipe do Brasil, a Amparo Racing.

Horário de Funcionamento:
Das 8h às 18h – não fecha ao meio dia
Sábado – das 8h às 13h.
Av. Dos Imigrantes, 801 – Jardim São José
Bragança Paulista
(11) 4034-0690
www.americancross.com.br
Fortes Emoções
02/06/2009 - Fernando Calmon
por Fernando Calmon

O desenho final da indústria automobilística no mundo começou a tomar contornos, embora ainda não bem claros. A entrada no regime de recuperação judicial da GM – a exemplo da Chrysler e marcas secundárias como Saab e Ssangyong – inicia a fase decisiva de consolidação internacional. Nos EUA desaparecem Pontiac, Hummer e Saturn, permanecendo no Grupo GM Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC (este um Chevrolet só com emblema diferente). Na Europa os americanos mantiveram 35% da Opel (mais 10% com os funcionários), enquanto a Magna (20%), um banco russo e a GAZ (juntos 35%) completam a nova estrutura.

Embora alguns analistas considerem a GM ferida de morte, isso não deve ocorrer. A empresa – número um do mundo por cerca de 80 anos – vai emergir em dois meses da recuperação menor do que antes, mas com nova estrutura de capital e US$ 17 bilhões em dívidas dos atuais US$ 60 bilhões. Afinal, tem um sócio poderoso: 60% das ações estão com o Tesouro dos EUA. No entanto, trata-se de situação transitória e, no futuro, as ações voltarão ao mercado.

Lá mesmo, nos EUA, deve-se travar a grande batalha da sobrevivência, resvalando para outros países que possuem marcas próprias e indústria de peso. A Ford pode se fortalecer, mas seu endividamento também é pesado (US$ 23 bilhões) com a vantagem de ter evitado apelar ao governo.

A Chrysler acaba de sair do regime de recuperação e inicia o acordo com a Fiat cujas maiores dificuldades são os investimentos necessários, a diferença cultural e o tempo de maturação. Marcas japonesas e coreanas, muito fortes, talvez ocupem quase todo o espaço entre os modelos econômicos.

O grupo italiano saiu chamuscado da concorrência pelo controle da Opel. Não conseguiu se associar a nenhum conglomerado europeu e depende agora de forma crucial do “paciente” americano. PSA Peugeot Citroën e BMW continuam as conversas sobre o futuro. Porsche e Volkswagen juntas resolverão suas diferenças “familiares” em breve e disputarão com a Toyota a hegemonia mundial nos próximos anos. A lucratividade da Toyota depende em parte da recuperação da economia dos EUA.

Terão ainda de enfrentar a musculação refeita das marcas de Detroit e a volta de uma fábrica VW em território americano em 2011.

No Brasil, Jaime Ardila, presidente da GM, assegura que os laços técnicos com a Opel continuarão no futuro. “Temos ampla capacidade de projetos próprios e também ligações com a GM-Daewoo, na Coreia do Sul”, afirma. Na realidade ele admitiu que pelo menos um dos próximos lançamentos manterá a arquitetura da marca alemã.

Não disse qual modelo – provavelmente o sucessor do Zafira. Confirmou que depois do hatch do Projeto Viva (novo Corsa), produzido na Argentina, haverá outras derivações para as fábricas brasileiras. O mercado espera a substituta da picape Montana e o utilitário esporte compacto mirando o EcoSport.

Certamente nenhum continente escapará da consolidação por vir. A China com mais de uma dezena de marcas locais independentes e o próprio Japão (oito grupos com nove marcas) estão no mesmo processo mundial que começou e ninguém sabe como terminará. As turbulências continuam e os sobreviventes terão passado por fortes emoções para dizer o mínimo.

RODA VIVA

MAGNA surgiu de várias fusões. Começou em 1864 como serraria e fábrica de armas, originando a Steyer-Daimler-Puch. A trajetória até a aquisição da Opel passou pela produção na Áustria de modelos específicos de Mercedes-Benz, BMW, Chrysler, Jeep, Saab, Aston Martin e Porsche (a partir de 2012). Tal experiência prévia a credenciou a voos mais altos.
LINHA VW 2010 demonstra como a concorrência atual se reflete em novo conteúdo e, às vezes, preços menores. Todos os modelos estreiam o útil indicador de revisões que pode ser reprogramado para troca de óleo. Aposta ainda no teto solar por R$ 1.400,00 a menos. Voyage recebeu acessórios que já deveriam ser série, mas o preço subiu um pouco.
SEM as exageradas dimensões do Q7, a Audi começa a vender um utilitário esporte com certa racionalidade e avanços na aerodinâmica (Cx 0,33). Q5 tem o impressionante motor TFSI, de 2 litros e 214 cv entre 4.300 e 6.000 rpm (faixa plana só se obtinha na curva de torque), além do V-6/269 cv. Banco traseiro deslizante, acabamento e equipamentos de primeira linha. Dirigibilidade quase equivale a de um automóvel.
CONVERGÊNCIA chega aos navegadores GPS. Alguns incluem conexão sem fio Bluetooth e permitem comunicação em viva-voz com o celular. Mio resolveu, assim, acoplar telefone ao navegador. Outro modelo capta imagens de TV digital. A empresa taiwanesa ainda estuda importar essas novidades. Só falta reunir as três funções em um único aparelho.
FUNÇÕES combinadas também surgem no novo alarme Padlock, da Olimpus. Agora, o sinal de bloqueio tanto pode ser enviado por botão convencional, como pelo simples afastamento do veículo, no chamado modo presencial. Antes só era possível ter uma ou outra possibilidade.
 
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