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| Colunas do mês de Junho / 2008 |
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O ET de Varginha
30/06/2008 - Ayrton Piquetoso
O caso ET de Varginha, ocorrido em 1996, deixou meio mundo em polvorosa, principalmente o Sul de Minas, onde o “bicho” teria aparecido.
Alfredo Pereira, um fazendeiro amigo meu, que mora na zona rural varginhense, ficou terrivelmente amedrontado com a história.
Com 60 anos bem vividos, ele já tinha medo de assombração, saci, mula sem cabeça e passou a incluir mais um inimigo na lista: o ET de Varginha.
Para complicar a situação, na noite seguinte ao suposto aparecimento do ET, instalaram um enorme canhão de luz em uma boate da cidade. Foi uma jogada de marketing inteligente. Só que assustou muita gente, inclusive o Alfredo.
Outro dia, numa mesa de bar, ele relembrou o ocorrido e nos contou o maior susto que já sofreu na vida:
“Faz tempo, mas me lembro como se fosse hoje. O canhão de luz varria o céu, sendo avistado por dezenas e dezenas de quilômetros. A noite estava escura e caía uma chuvinha fina. Enquanto ouvia no rádio comentários sobre a aparição do ET no dia anterior, eu me dirigia para a fazenda no Palio da minha mulher, um carro que, apesar de velhinho, tinha opcionais como direção hidráulica, vidro elétrico e limpador de vidro traseiro.
Avistei de novo o canhão de luz. Como eu nunca tinha visto aquele troço em toda a minha vida, tive certeza de que aquilo era coisa do ET.
Nervoso, pisei fundo no acelerador. De repente, escutei uma voz trêmula, áspera e gutural que vinha por detrás da minha cabeça, a me chamar:
- Alfrrrreeeedo! Alfrrrreeeedo! Alfrrrreeeedo!
Fui me encolhendo no banco, sem saber se acelerava, se rezava, se sujava as calças ou se pulava do carro. E a voz se repetia:
- Alfrrrreeeedo! Alfrrrreeeedo! Alfrrrreeeedo!
Meu coração praticamente saiu pela boca. Foi o pior momento da minha vida. A tortura durou longos minutos. Porém, apesar de continuar a me chamar incessantemente, o desgraçado do ET não tomava nenhuma atitude.
No pavor, nem percebi que já estava chegando em casa e quase entrei com o carro varanda a dentro. Nem desliguei o motor, corri para dentro e peguei a espingarda.
Minha mulher me disse:
- Se é para morrer, vamos morrer os dois juntos!!!
E fomos pé ante pé até o Palio. Praticamente viramos o carro do avesso, sem encontrar o ET. Depois de um tempo, percebemos que a borracha ressecada do limpador traseiro do carro, ao passar pelo vidro já seco, parecia dizer “Alfrrrreeeedo”.
- Quer dizer que você correu de um limpador de pára-brisa??? – perguntou um sujeito da mesa ao lado.
- Meu amigo, é muito melhor fugir de 200 limpadores de pára-brisa do que de meio ET. Pelo menos o limpador late, mas não morde – respondeu o Alfredo, com toda a sinceridade do mundo.
AUTO FRASE: “Brasileiro pilota tão bem que até o saci, que só tem uma perna, e o curupira, que tem os pés para trás, já estão tirando seus rachinhas” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Frase de Felipe Massa após conseguir pole na Turquia:
a) Tem que ser macho b) Tem que ser baixo c) Tem que ter cara de tacho d) Tem que ser macho macho man
2) Fato ocorrido recentemente na França com o bicampeão Mika Hakkinen:
a) Sua casa pegou fogo com duas mulheres b) Ele pegou fogo com duas mulheres c) Duas mulheres colocaram fogo nele d) Bombeiros o salvaram do fogo de duas mulheres
3) Tempos atrás, o locutor Galvão Bueno fez na TV:
a) A dança do xixi b) A dança do siri c) Comilança de caqui d) Festança com um guaxini
4) Frase de Nelson Piquet:
a) Andar em Mônaco é como andar de bicicleta dentro da casa do Hakkinem pegando fogo b) Andar em Mônaco é como andar de bicicleta dentro de casa c) Andar em Mônaco é como andar de bicicleta ergométrica dentro de casa. Muito fácil d) Andar em Mônaco é mais difícil que assoviar e comer farofa ao mesmo tempo
5) Em GP deste ano, Bruno Senna:
a) Atropelou um porco espinho e furou o pneu b) Tomou trombada de um elefante c) Engoliu um tatu bola e ficou sem ar d) Atropelou um cachorro e estragou o carro
Respostas: 1a, 2a, 3b, 4b, 5d
AUTO FRASE: “As corridas são uma cachaça. Tim tim!” (Ayrton Piquetoso)
REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO:
França: "Historiadores garantem: Napoleão colocava a mão dentro da jaqueta para esconder jornal com a Coluna do Ayrton Piquetoso, pois todo mundo o pedia emprestado" (manchete publicada no jornal Cumê Suã Faiz Suá Post).
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Existe Felicidade?
30/06/2008 - Sandro Mendes Pereira
Existe felicidade incondicional, total e irrestrita? Aos 39 anos de vida muito bem vividos, repletos de altos e baixos, posso dizer com convicção que a felicidade absoluta não existe, pelo menos neste mundo. O que existe são momentos felizes, intermediados pelas dores do dia a dia.
Aos 18 anos de idade eu não pensava assim. Achava que a felicidade chamava-se dinheiro. Então houve uma época em que eu tinha dinheiro à vontade, carros importados e belas residências.
Na condição de diretor de marketing de uma empresa de petróleo, viajava sempre de avião e tive a oportunidade de conhecer os quatro cantos da Europa, entre outros.
Mas faltava a tal felicidade incondicional, total e irrestrita. Havia uma ansiedade absurda dentro de mim e cacei a felicidade absoluta em tudo o que o dinheiro pode comprar. Mas não a encontrei.
Houve, sim, momentos felizes, porém passageiros, como tudo na vida. E houve momentos difíceis. Na época, estava constantemente em São Paulo e era obrigado a enfrentar o terrível trânsito que sufoca o paulistano. Outro problema era o casamento em crise, a carga de trabalho pesada, a falta de tempo etc etc etc.
De vez em quando, eu ia correr no Kart In Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, para acelerar e tentar ultrapassar o stress e os problemas.
Hoje minha vida é completamente diferente. Vivo em uma pequena cidade do Sul de Minas. Moro a quatro quarteirões do trabalho. Vou e volto a pé com minha atual mulher, que trabalha comigo.
Ganho muito menos dinheiro, mas também gasto muito menos. Se por acaso estou sem grana, compro fiado em qualquer lugar. Nas cidades pequenas isso é normal. Todo mundo conhece todo mundo. A gente tropeça nos incontáveis amigos que se encontra diariamente pelas ruas.
Para ir trabalhar, passo por um parque e depois pela praça central da cidade, os quais me dão uma sensação de paz, segurança e bem-estar. E eu caminho sem pressa, porque não há necessidade de tê-la. Nos fins de semana, o churrasco e a cerveja com os amigos são de praxe.
Existe felicidade incondicional, total e irrestrita? Hoje eu sei que não.
Existem momentos felizes e a vidinha do interior é repleta deles. Para que a correria das grandes cidades, se o fim da estrada é o fim de tudo?
Um abraço do Piloto X. Paz.
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Adversários, Mexam-se
30/06/2008 - Fernando Calmon
O novo Gol estava entre os modelos mais aguardados dos últimos anos e sua estréia esta semana promete tempos de fortes emoções no mercado. Tudo porque sustenta uma liderança de 21 anos consecutivos de vendas (mais o ano isolado de 1983), um feito superado apenas pelo Fusca, que se manteve 24 anos à frente (1959 a 1982). Só que hoje a concorrência é muito maior e as estratégias de marketing, mais complexas.
A Volkswagen mantém em produção o Gol anterior (apenas de duas portas e motor de 1 litro) para se aproximar em preço do Mille – o carro mais barato com o fim do Fusca. A quinta evolução, desde 1980, chega com os mesmos preços e versões da quarta. E isso cria dificuldades para o Fox porque o novo carro exibe vários pontos superiores, a começar por um quadro de instrumentos bem atraente. Como o mercado ainda está muito aquecido, o cenário parece administrável em curto prazo. Provavelmente, o Fox receberá o motor de 1,4 litro em substituição ao de 1 litro, além dos mesmos instrumentos e retoques estilísticos, já em 2009.
O novo Gol exibe estilo equilibrado e de personalidade, mesmo sem arroubos de ousadia, à exceção do defletor de teto em todas as versões. Um automóvel que, nesse aspecto, teria boa acolhida mesmo em países de ponta. Quanto ao chassi, a evolução foi ainda maior com a troca da velha plataforma de motor longitudinal pela do Polo/Fox, com motor transversal. As rodas de quatro parafusos e a suspensão traseira do Gol (modificada) foram mantidas, porém a suspensão dianteira e a coluna da direção são da próxima geração do Polo europeu de 2009.
O entreeixos de 2,46 m é o mesmo do Polo, mas o novo leiaute e 5 cm a mais de altura melhoram o espaço para os passageiros, em especial no banco traseiro. O carro ficou 3 cm mais curto, porém manteve o volume do porta-malas (285 litros). Boa vantagem é maior tanque de combustível do segmento, de 55 litros. A Volkswagen fez um teste de São Paulo a Brasília, mais de 1.000 km sem abastecer com gasolina, alcançando consumo de 21 km/l e média pouco inferior a 80 km/h. Trata-se mais de referência, não tão fácil de reproduzir.
Sensações ao guiar evoluíram bastante. Diminuiu o nível de vibrações, caixa de câmbio é a mais precisa e suave do segmento e volante (regulável em altura e distância já na versão intermediária) agora está alinhado em relação ao banco, este com regulagem de altura de série. Visibilidade melhorou e suspensões continuam firmes, transmitindo segurança, como antes. Respostas em baixas rotações do motor de 1.600 cm³/104 cv (álcool) são muito boas. Motor de 1.000 cm³, com taxa de compressão de 13:1 e torque recordista de 10,6 kgf.m (potência, 76 cv), impressiona pela suavidade. Há pormenores interessantes, como abertura das portas dianteiras em três estágios, e outros menos: porta-mapa apenas no encosto do banco dianteiro do acompanhante.
A VW ainda conseguiu diminuir custo de seguro e permite, agora, escolha individual de acessórios e equipamentos de segurança, como airbags e ABS. Sozinho, o novo Gol deve agregar de 1% a 2% de mercado à marca, já computado o prejuízo ao Fox. E ainda vêm sedã, hatch 2-portas, picape e station. Adversários, mexam-se.
RODA VIVA
PEUGEOT fez ótimo trabalho de evolução no hatch compacto 206, rebatizado de 207. Fábrica atuou no carro como um todo. Muita coisa foi aperfeiçoada, desde reprogramação da central eletrônica do motor, passando pelo comando por cabos da caixa de câmbio e carga de amortecedores. Suspensão ficou menos ruidosa, interior tem melhor isolamento acústico e o acabamento melhorou.
ESTILO perdeu um pouco em harmonia para a versão anterior, ainda em produção como modelo de entrada da marca francesa. A frente do 207 (há pequenas mudanças na versão nacional, como posição dos faróis de neblina) fica melhor no modelo original, de dimensões maiores. Não foi boa idéia chamá-lo de 207: está distante do autêntico. Por outro lado permitiu preços inferiores aos atuais.
STATION Peugeot 207 ficou equilibrada e simpática, no aspecto externo. Curiosamente, câmbio automático será de série e único, quando equipada com motor de 1,6 litro/113 cv (álcool). Quanto ao sedã 207, disponível apenas em outubro, tem a força da novidade. Demorou a chegar. Encontrará vários concorrentes consolidados, além do novo Gol sedã, estreando quase ao mesmo tempo e com impacto previsível.
CONTINUA atrasado o programa do governo sobre etiquetagem dos carros nacionais quanto aos consumos comparativos de combustível. Enquanto isso, mais fabricantes decidiram sonegar dos consumidores esse dado importante. Situação que precisa mudar com urgência.
MARCA histórica da indústria brasileira, instalações da Karmann-Ghia foram vendidas para o Grupo Brasil. Empresa alemã produziu, além do charmoso carro esporte com mecânica VW e mesmo nome da fábrica (1962-1975), o também esporte VW SP-2, o Ford Escort conversível e o Land Rover Defender (1988-2005). Grupo Brasil possui uma metalúrgica de tubos e fabrica ainda rodas de alumínio.
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A Pérola do Atlântico
24/06/2008 - Sandro Mendes Pereira
Estou no alto do Morro do Maluf, sentado sobre o capô do carro, observando a Praia da Enseada, na cidade do Guarujá.
Daqui de cima, a paisagem é um belo quadro e traz tranqüilidade e paz. Do alto do morro, o que vejo se parece com um poema, onde o mar rima com a areia fina e branca e belas mansões no horizonte. Alguns prédios ferem o céu, mostrando um pouco do que será o futuro.
Já estive no alto do Morro do Maluf outras vezes, em momentos solitários de reflexão como este. A visão é acalentadora. É difícil imaginar que lá embaixo tristeza e outros males também desfilam pelo coração das pessoas.
De repente um ronco estrondoso se faz ouvir. É mais uma das Ferrari que comumente desfilam pelo Guarujá, ao lado de outras belas criações, como Porsche, Masserati, Mercedes, BMW etc.
O Guarujá é assim, um casamento de natureza, construções espetaculares e máquinas maravilhosas.
Quer ver uma Ferrari de perto? Vá à avenida Europa, em São Paulo. Ou então passe alguns dias na paradisíaca Guarujá. Não é por acaso que a cidade é conhecida como a Pérola do Atlântico.
Um abraço do Piloto X. Paz.
Escrito no Guarujá, em 14/06/2008
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O Deputado Ubiratan e o Analfabesta
24/06/2008 - Ayrton Piquetoso
O deputado Ubiratan Cerqueira foi um dos maiores líderes políticos do Sul de Minas.
Querido por todos e apaixonado por automobilismo, foi eleito várias vezes.
Certa ocasião ele foi inaugurar uma pista de kart na região. O prefeito local, semi-analfabeto, tomou a palavra e o apresentou da seguinte forma:
- Este, todos já conhecem. Sua iniciais falam por ele: u de humildade e c de simpatia.
Com a palavra, o Dr. Ubiratan Cerqueira!!!
O povo caiu na gargalhada e um vereador de oposição gritou para todos ouvirem que não era por acaso que o prefeito tinha o apelido de Analfabesta.
Sem perder tempo, o prefeito soltou mais uma:
- Vossa Excelência está ofendendo a Minha Excelência!!!
Então o deputado Ubiratan Cerqueira entrou no meio da confusão e, com a sua “umildade” e “cimpatia” de sempre, conseguiu dissolver o faroeste.
AUTO FRASE: “A vida é muito diferente da Fórmula 1. A vida é cheia de altos e baixos. Já a F1 só tem nanicos” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) De acordo com o jornal The Sun:
a) Lewis Hamilton é barbeiro como o pai, que atropelou um poste b) Lewis Hamilton dirige mal como o pai, que bateu um Porsche c) Lewis Hamilton e seu pai são como dois cegos dirigindo um Porsche d) Lewis Hamilton e seu pai são como dois cegos dirigindo de porre
2) Sheik que lançou a categoria A1GP:
a) Maktoum Hasher Maktoum Al Maktoum b) Maktoum Bum Bum Baticundum Ziriguidum c) Maktoum Igual Teu Nome Não Tem Nenhum d) Maktoum Teu Nome É Mais Feio Do Que Soltar Pum
3) Jogadores que apoiaram o surgimento da AIGP:
a) Ronaldinho e Figo b) Taradinho e Figo c) Taradinho e Fígado d) Taradinho e Estomo
4) O lateral esquerdo Roberto Carlos é conhecido, entre outros motivos, por:
a) Comprar um jipe e mandar equipar b) Pegar uma gripe e não parar de espirrar c) Montar uma equipe de Stock Car d) Comprar uns quibes e mandar estocar
5) Já o jogador Edmundo, além de craque, ficou famoso porque:
a) Acertou um hippie com um caqui b) Molhou o time com xixi c) Acertou num VIP um abacaxi d) Bateu um Jeep Cherokee
Respostas: 1b, 2a, 3a, 4c, 5d
AUTO FRASE: “Outro dia vi uma foto antiga do Alain Prost com cabelo enorme, tipo black power. Se caísse um pneu ali, nunca mais achariam” (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
Superdomo Tubbytrônico: “Teletubbies lêem Coluna do Ayrton Piquetoso e começam a falar: “de novo, de novo, de novo...” (manchete publicada no jornal Teletubiess Malas Sem Alça Post).
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Expedição Mediterrânea - Barcelona
24/06/2008 - Valéria Zoppello
Olá, amigos do Carro Novo!
Estou em Barcelona há 4 dias, e o verão realmente chegou na Europa. Amanhece bem cedo e já escurece por volta das 11 da noite!
Tenho rodado toda a cidade fotografando, e vou lhes falar um pouquinho dos transportes desta linda terra antiga.
Existem linhas de metrô que atravessam Barcelona inteira, quase uma estação a cada quarteirão. São um pouco confusas para quem não está familizarizado, já que elas se cruzam em várias direções, mas há mapas por toda parte. Ficam abertas das 5 da manhã até meia noite durante a semana. Nas sextas ficam abertas até as 2 da manhã e aos sábados, 24 horas.
Além do metrô, há também os trans que andam por dentro da cidade, e dizem que foi um desses que matou Gaudi em 1926, enquanto observava uma de suas obras no meio da rua!
Gaudi é o artista favorito dos espanhóis. Foi ele quem criou a Igreja da Sagrada Família, símbolo mor de Barcelona e que nunca foi terminada. Até hoje, escultores e arquitetos emprestam seus talentos a fim de contribuir com a realização do sonho de Gaudi.
O artista que morava no alto da cidade, onde hoje é o maravilhoso Parque Guell, deixou suas obras eternizadas em diversos pontos, como também a Casa Batlo.
As linhas de onibus são extensas e completam muito bem o cenário do transporte público que, de tão eficiente, permite que uma cidade populosa como Barcelona, não tenha trânsito nas ruas. Na verdade, o maior movimento fica por conta das bicicletas e scooters que invadem as ciclovias, ruas e calçadas. São, sem dúvida alguma, a melhor opção para quem quer economizar e ao mesmo tempo curtir as belezas arquitetônicas que pontuam todas as ruas.
Há uma empresa de aluguel de bikes muito tradicional, que oferece um serviço bastante interessante. Paga-se uma taxa anual e tem-se o direito de pegar qualquer uma das bicicletas da empresa nos diversos pontos espalhados pela cidade e rodar por até meia hora. Depois, pode-se trocar por outra e rodar por mais meia hora, e assim sucessivamente.
Minha dica é alugar uma bike e rodar pela centro da cidade até a praia, e quando for fazer um passeio mais longo, utilizar-se dos eficientes metrôs.
Estou indo para o Marrocos nesta noite, onde andaremos por quase todo o país de trem, e invadiremos o deserto do Sahara a camelo!
Nos encontramos em breve na próxima aventura.
Até já!
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Oportunidade de Ouro
23/06/2008 - Fernando Calmon
Se existe um problema que realmente tem tirado o sono de compradores e fabricantes de veículos, sem dúvida, é o preço do petróleo. Para complicar, ainda há uma orquestração internacional sobre as mudanças de clima atribuídas em grande escala ao uso de combustíveis de origem fóssil. Existem vozes discordantes sobre as causas do aquecimento do planeta – fatores naturais muito mais fortes que a atuação do homem. E quando se indicam fontes alternativas, como biocombustíveis, especula-se sobre o conflito com a produção de alimentos.
Por que o petróleo preocupa tanto? Simplesmente porque o preço muito alto traz impactos negativos sobre a atividade econômica mundial. Se o mundo cresce menos, não tem como o Brasil deixar de ser afetado, inclusive a indústria automobilística. De qualquer forma, a dependência global da energia proveniente do óleo continuará nas próximas décadas. O nó da questão é o preço a ser pago para continuar rodando com o automóvel nosso de cada dia.
Semana passada, no Rio de Janeiro, a filial brasileira do fabricante sueco de caminhões Volvo organizou um seminário para jornalistas sobre a situação e perspectivas da energia global. O professor e cientista Kjell Aleklet da Universidade de Upsala fez uma palestra no mínimo instigante. Ele é presidente de uma associação dedicada a avaliar produção e consumo de petróleo e como isso afeta as reservas mundiais provadas e por descobrir.
“O conteúdo energético do petróleo impressiona. Meio copo de gasolina, por exemplo, é suficiente para deslocar um carro do plano até uma altura equivalente à da Torre Eiffel (300 metros). No entanto, os estudos dos atuais poços de óleo e gás, indicam que, por volta de 2010, a produção mundial alcançará o pico de 87 milhões de barris por dia. Então, começará a declinar lentamente. Nesse cálculo estão incluídas as mais otimistas previsões de novas descobertas e os fatores de recuperação, pois é impossível extrair tudo que o subterrâneo armazena. No globo, há pessoas demais e energia de menos”, resumiu Aleklet.
O cenário é realmente complicado. No último domingo, na Arábia Saudita, uma reunião entre produtores e consumidores procurou explicações para o preço do petróleo ter dobrado em um ano: pico de US$ 140/barril. Os sheiks culparam fatores geopolíticos, desvalorização do dólar e especulação. Os clientes foram pragmáticos. A produção, simplesmente, não vem acompanhando o crescimento do consumo, do qual a China responde por 40%. Em outras palavras, se oferta existisse, a especulação passaria longe...
Só a Arábia Saudita se comprometeu com o aumento de produção imediato, ainda assim inferior à demanda. A esperança está no preço alto inibir o consumo. E os fabricantes de veículos partirem para alternativas, dos biocombustíveis ao hidrogênio e eletricidade.
Para o Brasil, há menos riscos graças a sua matriz energética diversificada e menos dependente do petróleo. Quanto mais etanol se produzir, mais óleo poderá ser exportado. E se abre uma oportunidade de ouro. O País investe em novas refinarias e o mundo anda bastante carente de derivados. Em vez do petróleo bruto, venderemos subprodutos por preço maior.
RODA VIVA
QUINTO dos seis novos produtos fabricados no Mercosul, versão aventureira Sandero “cross” estará à venda no máximo em três meses. Não se trata de algo novo, como o próprio Sandero, ou picape Logan à venda na Europa. Aliás, Carlos Ghosn, número um da Renault-Nissan, sempre descartou a produção da picape. Sedã derivado do Sandero, em 2009, virá da Argentina.
IDEA Adventure, além do bloqueador de diferencial, passa a oferecer vidros escurecidos (sem películas) apenas nas janelas traseiras, como manda a lei. Abusos com películas nos vidros dianteiros continuam. Só acabarão quando o Inmetro homologar o aparelho de medição de transmitância luminosa, mas o instituto parece sem pressa. Talvez para ganhar tempo enquanto o lobby tenta mudar a lei?
MOTOR de 1.000 cm³ que equipará o novo Gol já está no Fox 2009 e mostrou qualidades na avaliação da coluna. Principal é a suavidade de funcionamento, além do aumento sensível de torque (mais de 8%): 10,6 kgfm a 3.850 rpm (450 rpm abaixo da referência anterior) ao utilizar álcool. É o motor pequeno de maior torque específico no mercado, superando o Renault que tem o dobro do número de válvulas.
PELA primeira vez, Mercedes-Benz oferece, no Brasil, motor diesel moderno no utilitário esporte ML. Até agora, só era possível no Range Rover, entre os SUV de luxo (faixa de R$ 300 mil). Motor 320 CDI é referência mundial em termos de desempenho e baixo ruído, mesmo com nosso diesel de baixa qualidade. No fora-de-estrada, comprova que controles eletrônicos superam bloqueio físico do diferencial.
PARA vender carros nos EUA, hoje, vale até o argumento de diminuir a conta da lavanderia. Sim, a Ford aponta que o novo crossover Flex dispensa o tradicional estribo, que costuma sujar barras da calça e vestidos de usuários e usuárias em desengonçados SUVs e picapes.
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Impacto Motos Inaugura Revenda Kawasaki
17/06/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A Impacto Motos inaugurou em Farroupilha/RS, em parceria com a Casa dos Motoqueiros, no dia 13/06, sua revenda autorizada da Kawasaki.
A Impacto Motos, empresa com 03 anos no mercado, possui três lojas de roupas e acessórios para motociclistas localizadas nos municípios de Farroupilha (Rua Júlio de Castilhos, 425 - Centro), Bento Gonçalves (Av. Marechal Castelo Branco, 405) e Caxias do Sul (Av. Ruben Bento Alves, 3683), esta última com 380m².
A quarta empresa do grupo Impacto/Casa dos Motoqueiros é fruto de uma parceria de Daniel Beria, da Impacto, e de Rogério Gentil Fernandes, da Casa dos Motoqueiros, e visa trazer à região da serra gaúcha a marca Kawasaki, bem como sua assistência técnica autorizada.
A loja, localizada na Av. Julio de Castilhos, 420, no centro da cidade de Farroupilha, em frente à Impacto Multimarcas, tem cerca de 800m² e já inaugura com 14 modelos da Kawasaki em seu show-room, desde a naked Z-1000, passando pelas super esportivas ZX-10, ZX-6 e ZX-14, pela custom Vulcan VB 1500, até as off-road KX-250F e KX-450F. Mas vários outros modelos da Kawasaki também poderão ser adquiridos na nova loja.
Como revenda Autorizada pela AVA do Brasil, a Impacto/Casa dos Motoqueiros atenderá as necessidades da região com revenda de motos, peças e oficina. As motocicletas 0 km (pronta entrega e sob encomenda) recebem uma garantia de três anos, sem limite de quilometragem, desde que todas as revisões e trocas de óleo sejam feitas por esta revenda.
A revenda Impacto/Casa dos Motoqueiros ainda possui como facilidades para a compra, financiamento próprio e pelos bancos ABN, Panamericano e BMC, além de aceitar carta de crédito, bem como troca.
A Impacto Motos vem mantendo presença marcante nos principais eventos do motociclismo gaúcho com sua loja móvel e, agora, terá sua atuação ainda mais reforçada com a integração da marca Kawasaki.
Na inauguração da Impacto Motos/Casa dos Motoqueiros estiveram presentes diversos pilotos e moto grupos de todo o RS, juntamente com representantes das marcas Pró-Tork, Shark, LS2, Riffel, Motul, Mobil, Rinaldi, Bridgestone, Alpinestar, ASW, FOX. Ixxon e Nitro, entre outros.
Hoje a Impacto Motos patrocina diversos Campeonatos promovidos pela Federação Gaúcha de Motociclismo e também patrocina os pilotos Sarin Carlesso (Superbike Gaúcho), Pedro Sampaio (125cc - Campeonato Gaúcho), Patrick Fitarelli (Motard), Gregório Caselani (Off-Road), Marciano Santin (250cc - Motovelocidade Brasileiro) e ainda apoia os pilotos Robson Portaluppi (Superbike), Anderson Sebben (MotoCross) e Wanderlei Bolognesi (MotoCross). Durante a inauguração, diversos destes expuseram suas máquinas em frente à loja.
Outro dado importante é que a Impacto Motos incentiva dois moto grupos femininos: "As Melindrosas" e "As Bandidas", e, também, o Moto grupo Masculino "Cachorro Loko”.
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Até Onde Vai o Gás?
16/06/2008 - Fernando Calmon
A ansiedade é natural. O cenário de prosperidade do País e as vendas recordes de automóveis e veículos comerciais fazem pensar no momento do pouso da economia. Como não dá para continuar crescendo ao ritmo atual de 30% ao ano, resta saber de que forma se dará a acomodação. A desaceleração será suave e administrável ou a chamada freada de arrumação vai machucar os passageiros mais distraídos?
Todos esses aspectos estiveram no centro dos debates durante o Seminário Autodata Revisão das Perspectivas 2008, semana passada, em São Paulo. Na média das opiniões, pouco há a temer. A cadeia da indústria, até o momento, tem conseguido manter o fôlego para atender os compradores, mesmo com alguns atrasos. Esse tem sido um ano de lançamentos importantes que sempre ajudam a atiçar a demanda. As promoções continuam e há tendência de diminuição ou eliminação dos descontos.
No entanto, não se nota um processo generalizado de escalada de preços para o consumidor final. Afinal, apenas entre 2007 e 2008, dois dos principais insumos – aço e petróleo – subiram na faixa de 40%. Os fornecedores de autopeças acumulavam defasagens, enfrentam o custo de ajustar pequenos desvios da qualidade refletidos pelo ritmo forte e uma carga de horas extras que beira o insuportável. Apesar disso, o aumento rápido da produção e a quase total eliminação da ociosidade fizeram o seu papel.
Sempre há visões de mau agouro sobre a capacidade dos compradores de honrar os compromissos. O prazo médio dos financiamentos tem-se mantido em 43 meses e mesmo assim a inadimplência permanece em nível normal. Segundo Luiz Montenegro, presidente da associação dos bancos ligados aos fabricantes, o brasileiro é bom pagador. “Somente um descontrole inflacionário, que atingisse emprego e renda, deterioraria o cenário. Diferente da situação atual nos EUA, onde se afrouxaram em demasia os controles sobre os tomadores de crédito imobiliário, numa sociedade em que o endividamento é natural”, acrescentou.
Por outro lado, o mercado interno ainda apresenta muito espaço para crescer. Se as projeções para os próximos cinco anos se concretizarem, somente em 2013 o Brasil vai atingir a mesma taxa de motorização atual do México, em torno dos 200 veículos por 1.000 habitantes. Nos países maduros, essa taxa chega a mais de 800 veículos por 1.000 habitantes.
Em resumo, ainda há gás (como no dito popular) para expansão. O compasso de crescimento ainda será muito forte este ano (no mínimo 20%), deve diminuir em 2009 (10%) e se manter entre 1,5 e 2 vezes superior ao crescimento da economia até, pelo menos, 2013. Para que isso se concretize devem-se afastar as possibilidades de grandes acidentes de percurso na ampliação da infra-estrutura do País, especialmente logística, transporte, energia e administração.
Se tudo acontecer em harmonia, em cinco anos produziremos, em números redondos, 5 milhões de unidades por ano. Exportaríamos 1 milhão de veículos, importaríamos meio milhão e o mercado interno seria de 4,5 milhões. Esse nível atingido, os automóveis seriam mais bem equipados e a defasagem dos lançamentos, hoje existente na maior parte da oferta de modelos, ficaria, finalmente, eliminada.
RODA VIVA
INTERESSANTE a convivência de gerações diferentes do Suzuki Grand Vitara. Versão mais moderna, importada do Japão, chega no segundo semestre. Operação terá participação do grupo paulista Souza Ramos, que fabrica produtos Mitsubishi, em Goiás. Já o antigo, batizado Chevrolet Tracker, continuará vindo da unidade argentina da GM, em Rosário. Coisas do Brasil...
MOTOR de 2 litros flex (EA 113), que equipa agora o Golf paranaense, continua com parte das peças mexicanas. Taxa de compressão foi elevada de 10,3 para 11,5:1. Aumento de torque significativo de mais de 6%, em rotações mais baixas (álcool), vai melhorar bastante acelerações e retomadas. Potência de 120 cv refletiu-se no consumo: álcool a 65% (não 70%) do preço da gasolina é preço de equilíbrio.
CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária) atualizou, com novos modelos, seus índices de boa visibilidade e de danos decorrentes de enchentes. Ford Ka está entre os melhores no primeiro (empatado com Volvo C30 e Audi A3) e último no segundo, nessa amostragem. Jetta, Grand C4 Picasso e Grand Scénic foram campeões em visibilidade. Scénic destacou-se ao enfrentar enchentes.
COLÔMBIA dará exemplo de pragmatismo. Aprovará em breve aumento do limite de velocidade em cidades (vias expressas) de 60 para 80 km/h e em estradas de 80 para 120 km/h. A nova legislação reconhece a evolução técnica e de segurança dos veículos ao longo dos anos. No Brasil os limites são mal-estudados e só vão para baixo, mesmo nas melhores estradas.
PARA quem gosta de design automobilístico há dois sites interessantes. Um deles destaca um livro com boas orientações temáticas, de autoria de Rafael Reston e Alexander Martins: www.sketchconcept.com . Outro apresenta o perfil de palestrante sobre o assunto: www.erasmorizzuto.com.br .
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Felipe Massa
16/06/2008 - Sandro Mendes Pereira
Na semana passada, o internauta Thiago Neves postou o seguinte comentário na coluna O Piloto X n.o 14:
“Mesmo estando em uma coluna preparada para o piloto Nelsinho Piquet, me vejo na função de destacar, não só pelo meu fanatismo mas também pelo reconhecimento, de que Massa este ano está pronto. Venceu todas as irregularidades do início do campeonato com maestria e brilho, qualidades essas inerentes a todos os grandes pilotos que a Fórmula 1 já teve. Atualmente, a sensação é Kubica e Hamilton, mas, inegavelmente, é a qualidade e o arrojo de Massa que nos encanta. No GP do Canadá demonstrou sorte de campeão, solidez na direção, arrojo e garra de um grande vencedor. Lutou novamente contra os erros de sua própria equipe e verdadeiramente a nosso sentir sagrou-se vencedor de mais uma dessas batalhas. Esperaremos por mais espetáculos. Dá-lhe Massa. Abraços.”
Concordo em gênero, número e grau com Thiago. Também gosto muito da postura do Felipe Massa. É um lutador. É daqueles que não querem nem saber se o pato é macho, querem o ovo. Como diz um amigo meu, é daqueles que matam a cobra e endurecem o pau.
Felipe não se rebaixou nem para o bicampeão Fernando Alonso. Pelo contrário, peitou o espanhol quando foi preciso, em 2007. Esta é uma característica dos campeões: respeitar o adversário, mas não se submeter a ele.
Massa é também um vibrador. Quando vence, festeja com garra. Quando perde, não se deixa abater, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Massa é também um vibrador. Quando vence, festeja com garra. Quando perde, não se deixa abater, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Se no início do ano mostrou-se ansioso e desastrado, parece que tirou lições valiosas de seus erros. No Canadá, por exemplo, lutou até o fim, mas soube se conter e não fazer nenhuma besteira ao chegar atrás de Timo Glock.
Felipe é um dos favoritos ao título. Pode até não chegar lá, mas vai dar muito trabalho para os adversários. É veloz, guerreiro e não entrega o ouro fácil, não.
É diferente do Kimi Raikkonen, com aquela cara de água filtrada. Raikkonen é um ótimo piloto, mas é mais frio que um defunto. Parece estar desligado do mundo. Para ele, parece que vencer e perder são a mesma coisa.
Massa lembra um pouco Gilles Villeneuve, pelo arrojo e pela audácia nas ultrapassagens. Acredito que suas chances sejam grandes, ainda mais considerando que a Ferrari é melhor do que McLaren e BMW.
A sorte está lançada. Quem viver, verá.
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Como é que Pode?
16/06/2008 - Ayrton Piquetoso
O Sul de Minas é uma região maravilhosa para jipear (passear de jipe), principalmente pelas montanhas de São Thomé das Letras e Carrancas.
Mas se por um lado a região tem trilhas com cachoeiras, grutas e paisagens maravilhosas, no inverno o frio aqui é de lascar. De madrugada, o galo não canta. Ele tosse e espirra. É frio demais.
Mas alguns amigos meus gostam do inverno rigoroso. Confesso que não entendo esse gostar. Como é que pode alguém gostar do inverno? Desse nariz entupido, dessa tosse constante, dessa dor de ouvido, dessa gripe irritante? Como é que pode alguém gostar do inverno? Dessa neblina na estrada, desse jipe falhando, dessa orelha gelada? Como é que pode alguém gostar do inverno? Dessa garganta doendo, dessa cabeça estourando, desse nariz escorrendo? Meu Deus, como é que pode alguém gostar do inverno? Desse quentão de segunda, desse bichinho do ran, ran, dessa injeção na b#&*@?
Pergunto de novo: alguém gosta mesmo do inverno? Desses óculos embaçados, dessa manteiga dura, desse banho gelado? Dessa coberta mofada, desse xixi constante, dessa privada gelada?
Insisto na pergunta, porque para mim é incompreensível. Como é que pode alguém gostar do inverno? Dessas roupas pesadas, desse peito chiando, dessa boca rachada?
Por mais que eu pense, não encontro respostas que me convençam. Inverno rima com inferno. A diferença é que o inferno é quente. Então é melhor. Inverno rima com pneumonia, alergia, monotonia. Rima com bronquite, rinite, sinusite. Rima com solidão, depressão. Rima com asma, reumatismo e chuveiro queimado. Inverno rima com desconforto. O inverno é doído, é enxerido.
Só consigo pensar em duas explicações para os amantes do inverno: ou são masoquistas ou estão pagando promessa. Que me convençam do contrário.
AUTO FRASE: “Juan Pablo Montoya já esteve tão gordo que, para facilitar, não pesava mais em quilos. Pesava em arrobas” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Após o término de cada corrida na Fórmula 1, o protocolo diz que deve ser tocado:
a) O Funk da Cachorra b) Atirei o Pau no Gato c) Sabão Crá Crá d) O Hino Nacional do país do piloto vencedor
2) Utilizada por David Coulthard durante as corridas:
a) Joelheira b) Caneleira c) Dedeleira d) Unheleira
3) Frase do narrador Galvão Bueno:
a) Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover. Ou não b) Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover c) Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover chuva d) Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover e a chuva vem em gotas
4) Jornal italiano:
a) La Gazzeta dello Sport b) A Parafuseta do Escort c) A Marieta de Short d) A Lambreta do Norte
5) Jornal especializado em esporte:
a) Dance b) Avance c) Lance d) Relance
Respostas: 1d, 2a , 3b, 4a, 5c
AUTO FRASE: “Jipe novo traz a despesa de um filho recém-nascido. Jipe velho traz a despesa de uma mulher com dez filhos” (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
Inferno: “Capeta diz que inferno é perder uma edição da Coluna do Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal “Chifres e Rabos Post”).
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Sidney Magal
09/06/2008 - Ayrton Piquetoso
Certas coisas na vida a gente nunca esquece. Ficam na memória, guardadas, e de vez em quando aparecem para atormentar.
No ano de 1979, na 4ª série primária, ganhei um concurso de imitação do cantor Sidney Magal. Nos embalos de “Era a cigana Sandra Rosa Madalena”, caí matando. Vesti uma calça apertada, coloquei uma peruca e, olha, não gosto nem de lembrar...
É cada coisa que essas professoras aprontam com as crianças... Eu, entre chacoalhadas e pulos, gritos e caretas, Sidney Magal! Aquilo era demais para qualquer um.
No entanto, contrariando minha própria natureza, não me fiz de rogado. Comprei um disco do sujeito, botei para tocar e treinei duas semanas inteiras para o concurso de imitação.
Todo mundo ficou louco lá em casa. Era Sidney Magal cantando no almoço, no jantar, no carro, no banheiro, na garagem e por aí vai. Ninguém me segurava: “Oh, eu te amo! Oh, eu te amo, meu amor!”. “É a cigarra Sandra Rosa Madalena, é a mulher que eu vivo a sonhar”. “Teu, todo teu, minha, toda minha, na, na, na, oié, oié!”
Meu pai pensou que talvez eu estivesse com alguma coisa ruim, um tumor na cabeça ou algo parecido. Não era possível! “Um menino estudioso, dedicado, de repente começou a ouvir Sidney Magal e ficou doido de pedra”.
De fato, Sidney Magal acabou fazendo minha cabeça. E eu treinei tanto que consegui ganhar o concurso.
Mais de 30 anos se passaram desde aquele dia terrível, mas até hoje esse Sidney Magal me atormenta. Não gosto mais de dançar, nem morto voltarei a colocar aquela peruca medonha e já não sonho mais com a Sandra Rosa Madalena, a cigana.
Porém, de vez em quando meus amigos kartistas e jipeiros se lembram da história e pegam no meu pé. Tento mudar de assunto, mas quem tem fama deita na cama.
AUTO FRASE: “Mônaco não é um autódromo, é um autorama” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Jogador que, ao comprar uma Ferrari no Brasil, gerou muita polêmica:
a) Ronaldo Fenômeno b) Ronaldo Termômetro c) Ronaldo Dentômetro d) Ronaldo Sexômetro
2) Frase de Bernie Ecclestone sobre Schumacher:
a) Ele sempre pedia por mais segurança e agora vai passar férias no Brasil??!! b) Ele sempre pedia por mais segurança e agora ele corre numa motocicleta??!! c) Ele sempre pedia por mais segurança e agora vai comer coxinha de rodoviária??!! d) Ele sempre pedia por mais segurança e agora vai fazer amor com um porco espinho??!!
3) Músico que escreve sobre Fórmula 1:
a) André Jung b) André Freud c) André Freud Flintistones d) André Freud Explica
4) Frase de Nelson Piquet sobre o GP do Canadá de 86:
a) O quinto lugar, uma volta atrás do vencedor, foi um pouco mais emocionante do que carrinho de bate bate em parque de diversão b) O quinto lugar, uma volta atrás do vencedor, foi um pouco mais emocionante do que chupar manga com leite c) O quinto lugar, uma volta atrás do vencedor, foi um pouco mais emocionante do que andar de táxi d) O quinto lugar, uma volta atrás do vencedor, foi um pouco mais emocionante do que andar de bicicleta ergométrica
5) Dono de equipe que jogava o boné para cima após as vitórias:
a) Coli Chap Chap b) Coli Chapman b) b) Charles Chaplin d) Meu Amigo Charlie Brown
Respostas: 1a, 2b, 3a, 4c, 5b
AUTO FRASE: “Se você conversa com Deus, você está rezando. Se Deus conversa com você, você está louco. Seria esse o caso do Ayrton Senna, que dizia ter encontrado Deus no autódromo? (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
Interior de São Paulo, Brasil: “Chupacabras diz que esse negócio de chupar cabra já é coisa do passado. O lance agora é ler a Coluna do Ayrton Piquetoso” (entrevista concedida ao jornal do interior de São Paulo “Dois Paster e Um Chopes”).
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Nelsinho Piquet
09/06/2008 - Sandro Mendes Pereira
Nelsinho Piquet tem sido uma decepção na F1 2008. Acompanho sua carreira há tempos e jamais poderia imaginar um início tão apagado e desastroso na categoria.
Acredito que o problema maior de Nelsinho seja o psicológico, a cobrança de todos (e dele próprio) para que “honre” os feitos de seu pai.
Já vimos um filme muito parecido com este. Barrichello também tentou ocupar o vazio deixado por Senna. Mas ninguém é igual a ninguém e Rubinho acabou se dando mal no fim das contas.
A propósito de Barrichello, vale frisar que a vida e as corridas são repletas de ironias. Os Piquet (principalmente o pai) várias vezes criticaram a performance de Rubinho. A meu ver, tinham razão. Porém, nunca poderiam imaginar que um dia, na F1, o velho Rubinho acabaria se saindo melhor que o jovem Nelsinho.
Esta é a vida, assim são as corridas. Massa começou o ano mal e hoje já é franco candidato ao título. Já a Ferrari, considerada a rainha das estratégias, fez feio em Mônaco e no Canadá.
A vida e as corridas dão literalmente muitas voltas. Lewis Hamilton que o diga, ao perder um campeonato ganho no ano passado e também ao dar show em Mônaco e em seguida atropelar Raikkonen no último GP. Outro exemplo: Robert Kubica. No ano passado, no Canadá, o terrível acidente. Neste ano, a sensacional vitória.
Por todas essas razões, acredito que Nelsinho Piquet tenha condição de dar a volta por cima, apesar de tudo. No momento, sua situação é muito preocupante. Ele precisa urgentemente fazer uma boa corrida, porque a Fórmula 1, um ambiente de multinacionais e negócios bilionários, é uma máquina de moer gente.
O filho do grande tricampeão está com o pé na entrada da máquina e prestes a ser moído. Quase não há mais tempo para engatar marcha à ré e mudar de direção. As cartas estão na mesa, mas nas voltas das corridas e da vida, nenhuma possibilidade pode ser descartada antecipadamente.
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A Grande Virada
09/06/2008 - Fernando Calmon
Todo mês as boas notícias se repetem. Além da diuturna quebra de recordes nacionais, o mercado interno tem feito o Brasil subir rapidamente na escala internacional. Nos cinco primeiro meses do ano, as vendas atingiram 1,150 milhão de unidades, o que já coloca o País como quinto maior mercado mundial. Conforme previsto pela coluna, França, Itália e Inglaterra ficaram para trás.
No acumulado dos últimos 12 meses, os 2,73 milhões de veículos que deixaram as lojas só perdem para os 2,8 milhões do ano cheio de 2007 dos ingleses. Se o período comparado for também o dos últimos 12 meses, a quinta colocação se confirma. Só não dá para garantir a consolidação dessa posição – atrás de EUA, China, Japão e Alemanha – porque o mercado russo está crescendo a um ritmo até superior ao brasileiro.
Esse cenário levou a Anfavea a rever suas previsões para 2008. A associação agora prevê um crescimento de 24% e o mercado interno de 3,06 milhões de unidades. A Fenabrave, que reúne as concessionárias, ainda não revisou os seus números, ligeiramente abaixo dos 3 milhões. Sérgio Reze, presidente da entidade, afirma que “não ficará nem um pouco triste se desta vez perder a aposta”. Nos últimos anos, a antevisão das concessionárias tem acertado mais.
Impressiona como o mercado virou em curto espaço de tempo. Muitos ainda devem se lembrar que em 2001 o então presidente da Ford, Antônio Maciel, aparecia na TV oferecendo R$ 100,00 para quem comprasse um carro concorrente, depois de fazer um teste com um modelo da companhia. Em 2003, dobrou o mimo para R$ 200,00. Atrair o comprador para a loja já era um bom negócio.
O comportamento do consumidor também mudou. Cresceu muito de importância a internet como ferramenta de pesquisa do comprador. Quando o Celta foi apresentado em setembro de 2000, a grande rede mundial de computadores tornou-se a estratégia principal do lançamento. A GM vendia 100% da produção por esse canal, mas na realidade só uma parcela ínfima o fazia fora dos monitores dos showrooms das concessionárias. Ainda assim, despertou a atenção para um novo e promissor cenário.
A consolidação teve início em 2004. O interesse subiu na medida em que mais do que dobrava o número de computadores ligados à web. No fim do ano, chegaremos perto de 50 milhões de usuários, cerca de um quarto da população – ainda distante, é verdade, dos 90% nos EUA ou 80% na Europa Ocidental. No entanto, as fábricas indicam que 60% dos compradores chegam, hoje, às concessionárias muito mais informados graças às pesquisas feitas em portais, sites e páginas da internet.
Estudos do Google, no Brasil, entre internautas, apontam que a comparação de preços não é o único atrativo. Especificações, acessórios, financiamentos, seguros, localização de concessionárias e lojas também estão entre as prioridades. Pesquisa da empresa concluída em março último, apontam que 65% utilizaram ferramentas de buscas on line.
A rapidez e a interatividade da internet tendem a formar uma nova geração de compradores muito bem informados e, certamente, influentes. Os fabricantes estarão cada vez mais atentos e criativos nas ações por vir.
RODA VIVA
SEDÃ compacto com jeito e preço de médio (Linea, derivado do Punto), que chega nos próximos dois meses, já é página virada nas estratégias da Fiat. Segundo Lélio Ramos, diretor comercial, no seminário Autodata Revisão das Perspectivas 2008, a empresa “não pode mais continuar de fora do mercado de SUVs”. Em outras palavras, alguma coisa parecida ao Fiat Sedici está em gestação.
MERCADO cadente no Brasil, monovolumes médios mantêm importância pela rentabilidade para o fabricante. Ainda sem confirmação oficial, Nissan vai mesmo de Livinia, de custo de produção mais baixo. É o modo viável de dar suporte à aliança Renault-Nissan nesse segmento. Alternativa à Scénic nacional seria a versão francesa, muito cara para fabricar no Paraná.
MERCEDES-BENZ colhe agora os frutos de ter insistido na sua linha esportiva AMG no Brasil. Vendas estão subindo com firmeza e novo C63, V8 de 457 cv e 61,2 kgf.m de torque, não veio para brincar. Custa cerca de R$ 90.000 menos que BMW M3 e entrega 37 cv extras, além de muito torque a mais. Sistema de controle de trajetória (ESP) é administrável pelo motorista: relevante porque anda rápido e perdoa excessos.
RECENTE aumento de 40% no preço do GNV na Grande São Paulo afeta de forma irreversível esse mercado. Custo por km rodado tende a ser igual ou mais caro que o álcool. Este sempre garante desempenho muito melhor, sem os ônus de manutenção extra ao longo do tempo. GNV, produto de nicho, foi estimulado de forma irresponsável pelo governo. Quem acreditou, fica com prejuízo ou vantagem desinteressante.
CORREÇÃO: primeira motocicleta fabricada no Brasil com injeção eletrônica foi a Yamaha XT 660R, à venda desde março de 2005. Essa tecnologia, ao contrário dos automóveis, vai demorar a chegar às motos mais baratas, pois tem impacto proporcionalmente maior no preço.
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Freddy Krueger e os Mécânicos
04/06/2008 - Ayrton Piquetoso
Frederico Nogueira, Freddy Krueger para os íntimos, é o feliz proprietário da Contransin – Controle de Trânsito e Sinalização, empresa pioneira na construção de semáforos e que atua em outras áreas desse segmento.
Atualmente, Freddy é um empresário conceituado, anda de Cherokee, usa iPhone e tem sítio com piscina de hidromassagem, entre outras mordomias que o dinheiro compra.
Mas Freddy Krueger nem sempre foi assim. Antigamente ele fazia parte dos Mécânicos. Isso mesmo, Mécânico com letra maiúscula e dois assentos, nome de um bloco de carnaval formado por personagens que gostavam de cachaça (mé para os íntimos) e mecânica e que não tinham um tostão no bolso.
Dessa mistura nasceu o bloco Mécânicos, que tanto sucesso fez no Sul de Minas nos anos 80.
Freddy Krueger enriqueceu, mas não esqueceu suas raízes mécânicas. Ainda bebe em copo sujo, come torresmo gordo e toma caldo de mocotó. Como diz o comediante Nerso da Capetinga, “é o gosto da pessoa”.
Abaixo, a letra de um dos sambas que compus para o bloco, do qual tive a felicidade de ser um dos fundadores.
SER MÉCÂNICO
Um mécânico que é dos verdadeiros
Nunca pára de beber
Toma todas de janeiro a janeiro
Não tem tempo pra morrer
Mas se um dia um mécânico partir
Lá pras banda do além
Em sua cova vai nascer um pé de cana
Sem adubo de ninguém
Pois seu corpo é composto de cachaça
De cachaça meu amor
É uma esponja ambulante
Com pinga no interior
Refrão
Ser mécânico é assim, é o fim
É beber até cair, sem tossir
De golada em golada
Bagunçando a madrugada
Ser mécânico é pular, arrasar
É pular mais que demais, muito mais
É pular numa só noite
Quase todos os carnavais
Outro dia lá na minha oficina
Fiz uma mistura incrível
Misturei o meu sangue à gasolina
E criei um combustível
Coloquei o danado no meu carro
E o carango disparou
Fez a curva lá na esquina
Nunca mais ele voltou
AUTO FRASE: “Ó Deus, tenha pena dos meus adversários nas corridas, porque eu não terei” (Ayrton Piquetoso).
QUIZTRANHO
1) Frase de Kimi Raikkonen:
a) A Renault deu um passo e caiu no buraco b) A Renault deu um passo. Suponho que seja para frente c) A Renault deu um passo e escorregou no óleo d) A Renault deu um passo. Passo de tartaruga com dengue
2) Frase de Coulthard sobre as batidas com outros pilotos:
a) Se eles ficam felizes, eu vou dizer que tudo é culpa minha b) É tudo culpa minha. Agora podem dar risada c) Só pra descontar, vou dar bordoada pra todo lado. Vai faltar Merthiolate d) Quem com ferro fere, não conhece o poder do Merthiolate
3) Um dos principais dirigentes da F1:
a) Ron Dennis b) Ron Dennis, o Pimentinha c) Ron Tênis Furado d) Ron Sapatilha de Balé
4) Frase de Wilsinho Fittipaldi:
a) Não sei o que difere o Emerson de mim. Seria aquele nariz de cinco metros? b) Não sei o que difere o Emerson de mim. Seria aquela costeleta horrível que ele usava? c) Não sei o que difere o Emerson de mim. Se soubesse, seria igual a ele d) Não sei o que difere o Emerson de mim. E tenho até medo de saber
5) Frase de Nelson Piquet, após a morte de Gilles Villeneuve:
a) Os carros da Ferrari são caixões vermelhos b) Entrar numa Ferrari é marcar encontro com Deus c) A Ferrari deveria se chamar Ferrada d) Os carros da Ferrari são caixões sobre rodas
Respostas: 1b, 2a, 3a, 4c, 5d
AUTO FRASE: “Dizem que o homem descende do macaco. Mas Alguns pilotos descendem da banana” (Ayrton Piquetoso).
REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO
Inglaterra: “Lançado o último livro de Harry Potter. O título é surpreendente: Harry Potter e a Leitura da Coluna do Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal Gazeta de Howgards).
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2a Etapa do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade
04/06/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A 2ª etapa do Campeonato Gaúcho Impacto Motos de Motovelocidade aconteceu no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, no sábado, dia 31 de maio de 2008.
A novíssima categoria, "Fórmula Turismo", contou com 15 pilotos no grid, incluindo o colunista de www.moto.com.br , Jaime Nazário, e deve ser a categoria mais disputada do campeonato. O piloto vencedor da segunda etapa, Giovani Mocelin, de Maravilha (SC), não pontua porque é filiado da Federação Paranaense de Motociclismo, melhor para o piloto Cristian Bernardo (#333), de Alvorada, que lidera absoluto o campeonato.
Segundo o Diretor de Motovelocidade da FGM, Alexandre Sampaio, a categoria "Fórmula Turismo" é para incentivar pilotos proprietários de motos esportivas à acelerarem nas pistas, com segurança" afirma. Uma grande iniciativa de responsabilidade social, pois incita os pilotos de fim-de-semana de estrada a demonstrarem suas habilidades com seus pares no local que é o mais apropriado, uma pista.
Os 10 primeiros colocados do Campeonato na Fórmula Turismo são:
# Piloto Total
1 - Christian Bernardo - 50
2 - Júlio César Campana - 30
3 - Luiz Carlos T. Filho - 20
4 - Giscard B. da Silva - 16
5 - Eduardo Folle - 16
5 - Alessandro Vieira - 13
7 - Rafael Rosavelli - 11
8 - Evandro Pavi - 9
9 - Jaime Nazário - 8
10 - Jameston Lodi - 7
Dentre estes, há pilotos não federados que deverão fazer sua inscrição na FGM até a próxima etapa, pois, em caso contrário, terão seus pontos desconsiderados.
A categoria 125cc, 4 tempos, com a maioria dos pilotos oriundos da grande Porto Alegre, também proporcionaram muitos "pegas" na pista. O piloto Giovandro Tonini, 18 anos, (#46) de Bento Gonçalves, levou a melhor e venceu Fabiano Vaz (#19) e o experiente Marques "Max" (#9), Porto Alegrenses, respectivamente, segundo e terceiro na prova.
A classificação dos 10 primeiros colocados do campeonato ficou a seguinte:
1 - Fabiano Paz - 42
2 - Giovandro Tonini - 41
3 - Rogério M. dos Santos - 25
4 - Rafael Portaluppi - 21
5 - Marques A. V. da Silva - 16
6 - Thiago L. Montardo - 13
6 - Guilber dos R. Teixeira - 13
8 - Diego de C. Moura - 11
9 - Eduardo da S. Alba - 10
10 - Luciano Quadros - 9
A categoria 150cc, denominada de "Categoria Escola", destinada para pilotos principiantes, contou com o garoto Pedro Sampaio (28), de 9 anos, da cidade de Bento Gonçalves, que busca experiência, para disputar o campeonato Brasileiro de Motovelocidade na categoria 250cc júnior, em 2009.
A categoria "Super Bike" teve como vencedor o piloto de Lages (SC), Sarin Carlesso (#62), filiado à FGM, o qual lidera isolado a classificação do campeonato. O piloto Giovani Mocelin, da FPrM, correu como convidado e chegou em segundo lugar, seguido do professor Carlos Barcelos Pereira (#110), de Porto Alegre, em terceiro.
A classificação do campeonato de Superbike ficou a seguinte:
1 - Sarin Carlesso - 62
2 - Robson Portaluppi - 45
3 - Leandro F. Rad - 37
4 - Alexandre "Penélope" - 36
5 - Giovani Mocelin - 20
6 - Carlos B. Pereira - 16
7 - Ary P. Batistella - 13
8 - Jameston Lodi - 10
Campeão Brasileiro e mulher na pista
A categoria 250cc, teve disputa na pista entre o campeão Brasileiro de 2007 desta categoria, Marciano Santin (#1), de Bento Gonçalves , e "Mazinho" Cefrin (#9), de Porto Alegre, 5º no ranking Brasileiro. Santin foi o vitorioso, seguido por "Mazinho" e, em terceiro, ficou Allan de Lima (#119), também de Porto Alegre
A colunista de www.moto.com.br , Gisele Flores (#18), de Porto Alegre, em sua segunda prova, faturou o 6ª lugar, já somando 16 pontos na tabela do Gaúcho e dividindo a 5ª posição na classificação geral com Bruno Marini Schunck. Segundo Gisele "mais mulheres deveriam integrar o esporte sobre duas rodas" sugere. As duas únicas mulheres da motovelocidade brasileira são gaúchas: Gisele Flores e Micheli Carpim, de Canoas
Os 10 primeiros colocados do Campeonato de 250cc são:
# Piloto Total
1 - Marciano Santin - 46
2 - Osmar cefrin P. Filho - 33
3 - Renan Ricardo V. Alves - 26
4 - Allan Aguiar de Lima - 25
5 - Gisele Flores - 16
5 - Bruno Marini Schunck - 16
7 - Alessandro F. Perinazzo - 13
8 - Willian da Costa - 11
9 - Rodrigo B. Machado - 11
10 - Marlington dos Reis Teixeira - 10
Moto passeio na pista
Em parceiria com o Moto Clube Parceiros do Asfalto, de Santa Cruz do Sul, foi realizado um moto passeio na pista, dentro das comemorações de aniversário do Moto clube, que contou com mais de 300 motos. Segundo Daniel Eick, organizador do passeio, "fizemos um evento de esporte e turismo e provamos que é possível se divertir sem bebida alcóolica", justificando a proibição de bebida alcoólicas aos participantes do passeio, que tiveram atrações no padock, além da etapa do gaúcho de Motovelocidade.
O Campeonato Gaúcho de Motovelocidade tem o patrocínio da Impacto Motos e conta com os apoios de Rinaldi e Reboques Premiata. A organização é da Federação Gaúcha de Motociclismo.
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Prazer a Céu Aberto
04/06/2008 - Renato Bellote Gomes
Não é de hoje que o homem sonha com a liberdade. Talvez desde o começo do mundo, nos primórdios da humanidade, essa necessidade tenha sido algo imperativo para a visão de novos horizontes e a conquista de outros povos.
Quando surgiram os primeiros automóveis, ainda no final do século XIX, esse sentimento ganhou um novo impulso. Visionários puderam antever que a liberdade seria mais interessante sobre quatro rodas. O cavalo dava lugar ao cavalo-vapor. A era da combustão tinha início.
Com o desenvolvimento da indústria automotiva os veículos foram ficando mais protegidos das intempéries, tal como chuva e frio. Mas, lá no fundo, o maior desejo ainda continuou sendo o vento no rosto. Desse modo, os conversíveis ganharam destaque e se tornaram uma opção para quem busca esse tipo de sentimento.
Há algum tempo o leitor me acompanha nas avaliações de carros desse gênero. Consegue sentir, assim como eu, que o tempo pode passar mais devagar – ou o contrário – quando se senta atrás do volante de um deles em um dia de sol.
E foi justamente em uma manhã dessas, quando os raios solares já irradiavam calor e energia que fui dar um passeio em outro clássico da Chamonix: o 356 Speedster. Na porta um selo comemorativo fazia alusão aos 21 anos da empresa, situada na pequena cidade de Jarinu.
Cheguei à Autoclass, revendedora da marca em São Paulo, por volta das dez horas. O carro brilhava no showroom, em uma bela combinação de preto com interior e capota marrom. Este modelo é fiel ao original da Porsche, sendo considerado uma das reproduções mais fiéis do mercado, inclusive nos Estados Unidos, onde é vendido há vários anos.
Antônio De Gennaro, diretor comercial da marca, veio me cumprimentar. Fernando, seu filho mais novo, como de costume ia comigo dar um passeio. A capota –
abaixada, é claro – indicava momentos de diversão no começo do fim de semana.
Ao contrário do 550 Spyder, este é um veículo de passeio. Você nota isso logo de cara, ao abrir a maçaneta. Me acomodei em frente ao belo volante da Renovatio Automotive e notei os três marcadores no painel. O esportivo é baixo, como todo carro deste tipo deve ser, mas surpreendentemente confortável.
Arrumei o espelho retrovisor e reparei que a visibilidade também e muito boa. O pára-brisa pequeno dá um toque “anos 50” todo especial. O acabamento também agrada aos olhos. A posição de dirigir, menos ofensiva do que a do Spyder, permite conduzir por um bom tempo sem cansaço.
Girei a chave. O ruído característico do motor boxer refrigerado a ar invadiu o ambiente. Uma aceleradinha de leve comprovou a eficácia do escapamento esportivo. Essa configuração clássica agrada aos compradores e faz a réplica ainda mais fiel.
Porém, a Volkswagen parou de produzi-lo e o estoque já está chegando ao fim. Talvez a Chamonix também esteja pensando em colocar no Speedster o propulsor refrigerado a água. Inclusive, na Europa e Estados Unidos, existem reproduções que utilizam motores diferentes com sucesso.
Bom, agora o leitor segue comigo em um passeio. Engatei a primeira e saí da loja. Os faróis baixos acesos – item de segurança no trânsito – destacam o pequeno roadster no trânsito. Apesar do feriado, a cidade de São Paulo estava movimentada. O bairro de Moema fervia na manhã quente.
Seguimos tranqüilamente até a Avenida República do Líbano. Tranqüilamente, saliento. O motor de 1,6 litro, com injeção eletrônica e 64 cv brutos não faz feio, mas pede uma tocada mais suave. Ele é um carro para passear de modo sossegado por ruas arborizadas e com céu azul. O vento desmancha os cabelos e é aconselhável – dependendo do horário – um bom protetor solar.
Apesar das críticas, gosto de dirigir carros com esse conjunto mecânico. O ronco do motor agrada aos ouvidos e tem um quê de nostalgia no ar. Afinal, veículos com transmissão moderna e outras comodidades podem ser encontrados em qualquer lugar. Vale a pena variar um pouco aos finais de semana.
Assim como outros modelos fora-de-série, este também desperta atenção e curiosidade nas ruas. Até uma criança – de uns cinco anos de idade, aproximadamente – abriu o vidro e exclamou para a mãe: “olha um carro antigo”. Pois é, apesar da selva fria de pedra, São Paulo ainda tem essas coisas.
Após o ensaio fotográfico voltamos à loja. Um exemplar como este sai por volta de R$ 63 mil. E ele pode ser usado tanto por solteiros – ou solteiras – charmosos quanto por casais que estejam buscando renovar a paixão a bordo de um conversível. A escolha fica por conta do freguês.
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Dupla Inseparável
02/06/2008 - Fernando Calmon
Nada como tempos de euforia de mercado e de produção crescente para que temas sensíveis sejam discutidos de forma aberta e propositiva. É o caso da obrigatoriedade de haver bolsas de ar (airbags) em todos os automóveis fabricados ou vendidos no País. Há muito se esperava uma solução de consenso que não levasse ao repasse do aumento de custo e conseqüente retração nas vendas. O momento parece ter chegado.
Ainda este ano, tudo indica, o Congresso Nacional deve aprovar a lei que colocará os airbags para motorista e acompanhante do banco dianteiro como equipamento de série para automóveis e seus derivados. Isso inclui picapes pequenos, mas provavelmente ficarão de fora outros veículos comerciais, como picapes médias e pesadas, além de furgões (inclusive a Kombi). Há dúvidas também sobre a inclusão de utilitários esporte que não sejam derivados de automóveis.
O projeto de lei originou-se no Senado Federal em 2004 e chegou à Câmara dos Deputados em agosto do ano passado. Entre os seus méritos está a implantação escalonada. No ano seguinte à aprovação da lei e regulamentação do Contran, 30% dos carros vendidos terão airbags de fábrica. Dois anos depois, a participação subirá para 50%. Haverá novo prazo de dois anos para atingir a totalidade das vendas.
Na realidade, a lei apenas sanciona por etapas outra regulamentação, de janeiro de 2007, do próprio Contran e da Associação Brasileira de Normas Técnicas. A exigência de critérios biomecânicos de segurança para os ocupantes dos veículos, no teste de impacto contra barreira fixa, obrigará, na prática, que os fabricantes instalem proteção passiva, além dos cintos de segurança. Portanto, as bolsas de ar estarão, de qualquer forma, em todos os projetos novos em 2012. Em 2014, os projetos antigos (anteriores a 2007) não-enquadráveis terão que sair de linha, casos do Gol e Mille hoje fabricados.
Este ano os airbags já equiparão perto de 30% dos automóveis comercializados. Assim, a indústria reúne condições de cumprir o cronograma com folga. E a produção futura, no nível próximo a cinco milhões de unidades anuais, atingirá escala suficiente para manter os preços inalterados.
Outro ponto positivo é o interesse da indústria de autopeças. Há três fornecedores nacionais do sistema de airbags: Autoliv, Takata Petri e TRW. A última decidiu investir em comunicação sobre o funcionamento e as vantagens das bolsas, em três didáticos filmes publicitários, ressaltando também o papel fundamental dos cintos. Sem o uso destes, a eficiência dos airbags torna-se quase nula. Sempre é bom relembrar: sobrevivência, em acidente que seria fatal, depende 75% dos cintos e 25% das bolsas. Em termos de segurança, dupla inseparável. Mais que isso, indissociável.
E ainda há conquistas à frente. Mecanismo de retração por controle ativo dos cintos, criado pela TRW, corrige de forma contínua o posicionamento dos ocupantes para melhor funcionamento dos airbags. Esperam-se, também, outros fabricantes, a exemplo da Citroën, utilizando volante de direção com cubo fixo: permite formato anatômico da bolsa de ar do motorista, inflando sempre na posição ideal.
RODA VIVA
AGORA a Ford anuncia o que já se sabia: produzirá nova família Fiesta no México, no começo de 2010, para o mercado local e EUA. Investimento, incluindo fornecedores, será de festivos US$ 3 bilhões, o maior já feito lá. Para o Brasil, espera-se, ao menos, a produção da versão hatch desse impactante compacto. E uma ponta de frustração, por perder a maior parte do investimento.
GRUPO Peugeot Citroën terá 12 novidades fabricadas no Brasil e Argentina, deste ano a 2011. Metade delas faz questão de esconder, mas dá para antecipar todas. Peugeot terá os 207 (corretamente, 206 e meio) hatch, station, sedã e picape; 308 hatch e sedã; Partner reestilizado. Citroën vai de C4 hatch, C3 retocado, dois monovolumes derivados deste (normal e versão aventureira) e Berlingo evoluído.
RODAR por uma semana com o novo Corolla basta para comprovar qualidades dinâmicas ímpares. Em especial, um dos melhores acertos de suspensões já vistos no País, mesmo sem esquema independente na traseira. Câmbio automático reconhece subidas e descidas, evitando trocas desnecessárias. Com gasolina, o motor é menos brilhante que antes. Falta alguma ousadia no interior.
FILÃO dos microcarros floresce com o preço alto do petróleo e não pára de atrair interessados. BMW estuda a leitura moderna do Isetta, fabricado no Brasil pela Romi, de 1956 a 1961. Carrinho também foi produzido na Alemanha e Itália. Fiat promete reviver o Topolino, de menos de 3 metros de comprimento, 3+1 lugares, derivado do atual Fiat 500.
INJEÇÃO eletrônica chega de forma tímida às motocicletas. Honda Shadow é o segundo modelo nacional, depois da CB 600F Hornet. Motos de menor cilindrada cumprirão a norma antipoluição de 2009 com catalisador melhorado, mantendo o velho carburador. Estampidos no escapamento, provocados por maus motociclistas, continuarão?
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