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Colunas do mês de Maio / 2010  
Uma visão, três aspectos
24/05/2010 - Fernando Calmon
Os assuntos de trânsito estão sempre em pauta e permitem uma variedade de abordagens, da mais leve à mais séria, passando pela memória. É o tema dessa semana. Afinal, segundo estudo do Citigroup e os cálculos de Christian Barbosa, especialista em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal e empresarial, o brasileiro gasta em média um mês de vida, todos os anos, dentro de um carro, preso ao trânsito. Há uma perda pelo menos de 5% em produtividade, afetando 20% da população.

Para recuperar parte desse desperdício o consultor sugere três ações simples de adotar:
Crie novas ideias – longe do escritório, tente achar soluções para problemas que a rotina o impede de pensar.

Busque informações – se tem pouco tempo para jornais ou noticiários de televisão, o rádio está ali para isso.

Invista em você mesmo – treine um novo idioma reproduzindo CDs interativos. Se preferir, um áudio livro.

Outro lado da questão, bem mais sério, é a segurança. Muitas empresas, ao redor do mundo, investem em campanhas institucionais. Há dezenas de exemplos focando públicos diferenciados. A Renault completa 10 anos de ações voltadas para alunos de primeiro e segundo graus de países europeus, onde se concentra sua maior área de influência. O objetivo é estimular crianças e adolescentes em concursos de frases criativas sobre bom comportamento ao volante. Milhões de alunos de 17 países já participaram. Só para citar um dos vencedores: “A estrada não é um vídeo jogo – você só tem uma vida”.

A Monsanto, transnacional americana de biotecnologia agrícola, criou em 2002 uma equipe mundial de segurança no trânsito para evitar acidentes envolvendo funcionários da empresa.

Seis haviam morrido no ano anterior ao volante de automóveis em todo o mundo. O programa define de forma enfática uma política interna de direção segura e obriga aqueles que utilizam os veículos da companhia a passarem por treinamento específico, com parte teórica e prática. Na filial brasileira foram criados dois CDs, disponíveis a todo o público interno: “101 Orientações de Segurança do Veículo” e “No Banco do Motorista”. Se iniciativas desse nível prosperassem, as estatísticas fatais seriam outras.

Quanto à memória, finalmente surge alguma preocupação governamental acerca de sua preservação. Esta semana, em Brasília, o ministério das Cidades e o Contran/Denatran estão lançando a edição comemorativa “100 Anos de Legislação de Trânsito no Brasil”. O livro inclui mídia digital e compilou os arquivos espalhados por vários órgãos e esferas federais, do próprio Denatran à Presidência da República. São 50.000 exemplares que facilitarão pesquisas em universidades, além de dar suporte a integrantes do Sistema Nacional de Trânsito e das três instâncias do poder (legislativo, executivo e judiciário).

Tal iniciativa ocorre na gestão de Alfredo Peres da Silva, um dos presidentes do Contran mais ativos da história do conselho. Ele tem deixado nesse cargo um raro saldo bastante positivo entre acertos e erros. Tudo isso apesar de coordenar regulamentações difíceis e de contrariar interesses, sem se esquecer de várias campanhas em favor da segurança.

RODA VIVA

AQUISIÇÃO do estúdio Italdesign pelo Grupo Porsche-VW foi anunciada de forma inesperada em Turim. Empresa de Giorgetto Giugiaro, fundada em 1968, tem 1.000 empregados e clientes dentro e fora da Itália. Passará a trabalhar apenas para o grupo alemão em razão do ambicioso plano de lançamentos nos próximos anos. Meta é a liderança mundial em 2018.
OBRIGATORIEDADE de cadeirinha para crianças se aplica também ao banco dianteiro. O uso é previsto, excepcionalmente, em picapes de cabine simples ou eventual quarta criança transportada. Exceções também existem em outros países. Nos EUA, o airbag do passageiro precisa ser desativado por meio de chave. Seria bom o Contran prever essa condição em legislação revisora.
NOVA geração do Sorento chega por R$ 97.000,00, tração 4x2 e motor 4-cilindros, 2,4 l, 174 cv. Kia cobrirá toda a gama, incluindo 4x4 e motor V6/278 cv a R$ 125.000,00. SUV completo, mas falta acessório prático como sensor de chuva. Dirigibilidade evoluiu muito graças ao chassi (agora) monobloco e suspensões independentes. Falta alguma resposta ao motor de menor cilindrada.
SALÃO de Paris, de 2 a 17 de outubro próximos, incluirá pavilhão verde para tecnologias alternativas, quatro pistas de testes e espaço para coleções e museus dos fabricantes. Thierry Hesse, promotor da feira automobilística bienal, veio ao Brasil pela segunda vez, atraído pela força do mercado brasileiro. Este ano há 238 expositores, de 15 países.
APERTO financeiro é igual em qualquer país. Pesquisa recente indica que 15% dos motoristas britânicos pularam ou adiaram serviços de manutenção em função de taxas maiores sobre os veículos e preço mais caro dos combustíveis. Resultado: um sexto deles teve ao menos uma pane por ano. Para os fleumáticos súditos da rainha é preocupante.
Fator chave é o consumo
17/05/2010 - Fernando Calmon
O mundo continua em busca de diminuir as emissões de gás carbônico (CO2), o principal colaborador para o efeito estufa e o aquecimento do planeta, apesar de a politização excessiva do assunto levar a evidentes exageros. A corrente que atribui quase exclusivamente à atividade humana o aumento da temperatura tem prevalecido.

Empurram a “culpa” ainda ao transporte sobre rodas com motores convencionais, embora este meio responda por apenas 15% das emissões totais.

É preciso ressalvar a importância do CO2 para a vida na Terra e a fotossíntese nas plantas. Discute-se o volume excessivo, mas não se trata de gás tóxico e nem há filtro ou catalisador para seu controle. Motores com menor consumo de combustíveis fósseis diminuem quase na proporção de 1:1 as emissões desse gás. Combustível renovável, obtido a partir de cana, consegue no ciclo de vida, absorver perto de 90% do CO2 no escapamento (de milho, menos de 40%). Assim, carros brasileiros, quando abastecidos com etanol, estão muito à frente dos europeus e sua forte legislação restritiva.

Consumo é fator chave na redução de CO2, independentemente do combustível, e a favor do bolso do motorista. Deveria haver uma norma única no mundo para as medições, porém isso não acontece. Basta um exemplo, nada conhecido: motores fabricados aqui são cerca de 15% mais econômicos se aferidos pela norma NEDC (sigla em inglês para Novo Ciclo Europeu de Condução). O ciclo aplicado na nossa NBR 7024 assemelha-se ao americano, mais severo.

Nem mesmo no Mercosul as regulamentações obedecem a uma integração. Essa preocupação levou a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva a organizar um seminário em São Paulo sobre tecnologia e emissões de CO2 na região. As discussões mostraram que diferenças climáticas e geográficas em relação ao Hemisfério Norte deveriam ser consideradas nos ciclos de teste normatizados. Outra complicação é o diesel de baixo teor de enxofre, já a partir de 2012, que o Brasil adotará em etapas. Há dificuldades logísticas, além de modificações obrigatórias nos motores médios e pesados.

Na interessante apresentação de Francisco Nigro, da Escola Politécnica da USP, um dos focos foi o retorno pelo investimento em 15 opções para controle de consumo/emissões de CO2, desde o motor flex com etanol de cana ao carro elétrico a bateria, passando por tecnologias intermediárias como desativação de cilindros e veículos híbridos. “É importante escolher alternativas tecnológicas que tragam benefícios ambientais, mas também façam sentido econômico ao País. O biocombustível brasileiro e o flex garantem retorno no mínimo três vezes maior para a sociedade como um todo ou ao consumidor em particular”, assinalou.

Nos bastidores sentiram-se divergências sobre os programas de inspeção e manutenção. Um lobby forte levou o Conama a ser “convencido” da inclusão de automóveis com motores a etanol/gasolina e menos de três anos de uso. Mas os Estados podem – e devem – alterar esse critério em nome da racionalidade e de servir como estímulo para carros atuais e menos poluidores acelerarem a renovação da frota. Em outros países as vistorias de segurança e ambiental começam no quarto ano.

RODA VIVA

GRAÇAS à venda de veículos comerciais leves (CL) – em especial do seu pequeno caminhão – a Hyundai subiu em abril no ranking. Ao somar automóveis e CLs, a marca coreana superou a Honda pela primeira vez desde que se instalou no Brasil, primeiro como importador e depois com a fábrica de Anápolis (GO). Nova unidade em Piracicaba (SP) está em construção.
FAZENDO parte do mesmo grupo automobilístico na Coreia do Sul, a Kia também é audaciosa. Sem dispor de engenharia própria no Brasil, lançará o motor flex para o crossover Soul no segundo semestre. O importador Gandini conseguiu convencer a matriz da necessidade de desenvolver o produto para concorrer no disputado mercado nacional (mais de 40 marcas).
DOBLÒ retornou aos seus melhores dias depois da atualização em outubro do ano passado. Nada, porém, de comercialização acima das 800 unidades mensais em média. Versão Adventure, a mais vendida, destaca-se pelo espaço interno e visibilidade ao volante. Mas há incômodos ruídos de vento e silvos que começam já aos 80 km/h gerados pelos apêndices.
VISITAR países vizinhos em viagens de carro não merece preocupação maior, apesar do teor zero de etanol na gasolina. Ford levou Fiestas flex no lançamento em Buenos Aires para a imprensa brasileira e a GM fará sua Flexpedition pela Argentina. Sistema de injeção corrige grande parte da formação de mistura ar-combustível. Só não pode rodar permanentemente nessas condições.
DIVISÃO AMG, da Mercedes-Benz, tem planos de reduzir em 30% o consumo de combustível nos modelos superpotentes até 2012, em referência a 2008. Além da técnica de downsizing (cilindrada menor e superalimentação), incluirá compactos da marca na preparação esportiva, diminuindo a média das emissões supercontroladas.
A briga esquenta
10/05/2010 - Fernando Calmon
O novo Uno é um modelo-chave para a Fiat na luta pela liderança do mercado de automóveis e comerciais leves. Já o Mille, em produção desde 1984, permanecerá até 31 de dezembro de 2013 em razão das futuras exigências de segurança passiva. Foram investidos US$ 600 milhões, incluindo o sucessor do Palio, que chega em 2011 com dimensões maiores que o atual.

O carro tem muitas qualidades. No entanto, além de drenar vendas dos adversários vai canibalizar, talvez de forma severa, o Palio e algo do Mille. Tanto que a fábrica anunciou um corte linear de R$ 600,00 nos preços sugeridos destes dois modelos. A Fiat esperar vender no mínimo 10.000 novos Unos por mês no mercado interno e exportar outras 2.000 unidades por mês.

Se as previsões se confirmarem e o Mille não for muito afetado, há possibilidade de esse duo desbancar, de forma consistente, a liderança de 24 anos do Gol. Até agora, apenas o Palio conseguiu vender mais que o Gol, mas somente por dois meses, em 2006 e 2007. O preço do novo Uno situa-se entre R$ 27.350,00 e R$ 31.870,00, sem opcionais. Os valores caem em torno de R$ 2.000,00 nas versões de duas portas, a partir de julho.

As linhas devem agradar especialmente o público mais jovem. A base do Uno é a do Palio modificada, mantendo praticamente a mesma distancia entre-eixos deste (2,38 m), bitola dianteira apenas 1 cm maior, porém com um generoso alargamento da bitola traseira em 4 cm, para 1,42 m.

Comparado ao primeiro Uno, o novo é 5 cm mais alto (1,49 m) e 8 cm mais longo (3,77 m). Apesar do maior comprimento, o porta-malas de 280 litros perde para os 290 litros do veterano, mas, como este, recupera 10 litros com a regulagem do encosto do banco traseiro.

Dimensionalmente pode parecer pouco, porém a habitabilidade avançou bem. O interior ficou arejado e espaçoso.

Motores de 1,0 e 1,4 litro, denominados de Evo, melhoraram o consumo médio – 3% e 5%, respectivamente. O menor ganhou em potência (73/75 cv, gasolina/etanol) em relação ao Mille (nada frente ao Palio). O maior só evoluiu com etanol (85/88 cv), apesar do interessante variador de fase contínuo do comando de válvulas. No geral, o peso maior (65 kg) do novo carro anula parte dos ganhos no motor.

Dirigibilidade é um dos pontos altos: mais macio que o Uno, mais firme que o Palio. Direção precisa, bons engates no câmbio e posição de guiar correta com ótimo apoio para o pé esquerdo – inexistente até no Palio – são outros destaques. Para quem tem pernas compridas há um recuo extra nos bancos, liberando uma trava. A versão Way, apesar dos pneus de perfil alto para justificar o estilo aventureiro, perde pouco em dirigibilidade.

Entre as exclusividades está o para-brisa térmico para quem não precisa ou pode adquirir o ar-condicionado para desembaçar o vidro. A sonoridade das batidas de portas denota cuidados de projeto. De negativo, a impossibilidade de vidros elétricos nas portas traseiras, abertura externa da tampa do porta-malas sem puxador, conta-giros minúsculo no quadro de instrumentos, parafusos à mostra no interior, faixa degradê do para-brisa só com a opção de ar-condicionado e regulagem limitada dos encostos de cabeça nos bancos dianteiros.

RODA VIVA

COMO se esperava, vendas em abril – três dias úteis a menos – recuaram em comparação ao excepcional mês de março. Ainda assim o crescimento de 18% no quadrimestre em relação a 2009 alinha-se na direção de que o ano se encerrará dentro das previsões para 2010 (mais 8%). Destaque nas exportações: subiram quase 80% frente a janeiro-abril de 2009.
PREÇOS tem potencial de inibir o mercado, segundo a Anfavea. Ao fim do desconto no IPI e ao aumento do aço soma-se agora uma mudança anunciada pelo governo. Peças importadas terão aumento de imposto dentro de seis meses sob regras algo nebulosas. Modelos nacionais com menor índice de nacionalização perderão grande parte de sua competitividade.
AUDI R8 com o mesmo motor V10 do Lamborghini Gallardo pode não passar as sensações de um Ferrari 458. O fato é que o modelo alemão custa cerca de R$ 700.000,00 (metade do carro italiano), porém desempenho e prazer ao dirigir estão longe de ser apenas a metade. Mesmo comentário vale em relação ao Lambo, mas a marca é administrada pela própria Audi.
GRANDE fuga da inspeção ambiental – 55% dos automóveis – em São Paulo comprova que os registros da frota são imprecisos e menores do que comumente anunciados pelo Denatran. Carros seminovos, até três anos de uso, continuam obrigados à inspeção inútil (a prefeitura esconde a estatística por ano-modelo). Os mais antigos e poluentes tendem a evadir-se.
APOIADO pelo programa estadual paulista de pesquisa inovativa, o Moovi é um novo produto que pode reduzir o furto de aparelhos de som. Trata-se de um sistema de áudio sem visor nem botões, oculto em qualquer lugar do veículo. A central recebe sinais digitais de um tocador de MP3 ou celular, por meio de Bluetooth. Mais informações: www.noxt.com.br .
Pronta para a briga
04/05/2010 - Fernando Calmon
Entre as preferências típicas do mercado brasileiro estão as picapes compactas derivadas de automóveis, segmento aberto aqui pela Fiat com a 147, lançada no Salão do Automóvel de 1978. Na realidade a Nissan já comercializava no exterior uma picape compacta desde 1971. Mas o primeiro modelo nessa configuração usava o chassi do Peugeot 202, no final dos anos 1930, anterior em quatro gerações ao 206 nacional, rebatizado de 207.

Picapes com base em automóveis fazem parte da história da marca francesa, incluindo modelos 203, 403, 404 e 504, todas com tração traseira. As duas últimas, fabricadas também na Argentina. Exportada para cá, no começo dos anos 1990, a 504 era propulsionada por motor diesel e surpreendente capacidade de carga de 1.300 kg. A produção se encerrou no país vizinho em 1997, porém continuou na China até o ano passado.

Em 2009 venderam-se 162.000 picapes pequenas no Brasil, 44% de participação em veículos comerciais leves (inclui furgões). Pesquisa da Peugeot aponta que 68% dos compradores estão em cidades do interior e se trata de público prevalentemente masculino (89%); 19% as utilizam em transporte de carga, 27% em uso misto e 54% encaram picapes leves como automóveis, levando na caçamba bagagem ou grandes volumes visando o lazer. Esse perfil acendeu o interesse de Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen.

Em apenas 12 meses, o segmento se agitou. A Saveiro foi renovada, oferecendo cabine estendida. A primeira cabine dupla estreou na Strada. Haverá nova Montana, no segundo semestre. E a Peugeot começa a vender, a partir de 15 de maio, a Hoggar, sua primeira picape de tração dianteira.

Os franceses querem ocupar 10% desse mercado já em 2011, vendendo 18.000 unidades. Prepararam-se para a briga com rigor. A Hoggar exibe linhas agradáveis e chassi híbrido: parte frontal do 206, parte traseira do multivan Partner de porte um nível acima. Destaca-se por ser a única com suspensão independente nas quatro rodas, oferecer a caçamba de maior volume (1.151 litros) e carga útil superior aos concorrentes (até 742 kg). Acomoda uma moto de 125 cm³, mesmo mantendo a tampa traseira fechada.

Em avaliação inicial, caçamba vazia, impressionou pela calibração das suspensões e comportamento impecável em curvas. A Peugeot ficou devendo lastro para conferir as reações com carga. O motor da versão de entrada, X-Line e intermediária, XR é o de 1.400 cm³ flex, de 80/82 cv. Valores de torque (12,8 kgf·m) iguais com etanol e gasolina indicam que o motor ainda precisa evoluir. Primeira e segunda marchas mais curtas compensam em parte. O motor de 1,6 litro, 110/113 cv, tem torque 9% maior ao utilizar etanol (15,5 contra 14,2 kgf·m), garantindo maior agilidade. Porém, é reservado à versão de topo Escapade, de elogiável decoração discreta.

Os úteis degraus laterais servem também para exaustão do ar da cabine, que possui janela traseira corrediça e volume razoável (120 litros) atrás dos bancos. Preços entre R$ 31.400,00 e R$ 43.500,00. Airbags são opcionais e faltou freio ABS. Para instalação em concessionárias há acessórios pertinentes, de capota marítima a estribo lateral, passando pelo exclusivo teto solar deslizante elétrico.

RODA VIVA

ANFAVEA persistirá no desafio de aumentar a competitividade da indústria automobilística. É o que garante Cledorvino Belini, novo presidente da entidade que reúne 25 marcas e 50 fábricas, de automóveis a tratores. “Sem esse choque sistêmico não se garante o futuro”, afirmou. Fretes, aço e autopeças são exemplos da ampla agenda a discutir.

AUDI A5 Sportback é cupê-hatch, quatro portas (sem molduras), de grande distância entre eixos, a fim de garantir amplo espaço interno. Inclui rearranjo do leiaute do trem de força da tração dianteira, permitindo rodas mais próximas ao para-choque e bom efeito visual. Muito agradável ao dirigir. Motor 2.0 turbo, 211 cv, tem 4 cilindros e torque de V6: 36 kgf·m.

LINHA VW 2011 – Família Gol (inclui série Seleção), Polo e Golf – recebeu só retoques de acabamento. Gol IV, agora, na versão Ecomotion: diferencial alongado em 6,8%, pneus de baixo atrito de rolagem, maior pressão de enchimento e econômetro no painel. Gasta até 10% menos combustível. Precisa rodar bem para compensar o preço, a partir de R$ 27.500,00.

CONFIGURAÇÃO de sete lugares do Nissan Gran Livina não oferece espaço de um Zafira ou Gran C4 Picasso, modelos de maior porte e potência. Mas preço é atrativo: R$ 57.000,00. Acabamento, acessibilidade e fácil rebatimento dos bancos são pontos positivos. Motor flex de 1,8 l/126 cv sofre um pouco ao lidar com 1.300 kg de peso em ordem de marcha.

CHEVROLET Suburban, utilitário esporte americano para nove passageiros e nada menos de 5,65 m de comprimento, acaba de se tornar o modelo mais longevo da história da indústria. São 75 anos em produção. No início tinha oito lugares e motor de apenas 60 cv. Apesar de sorvedor insaciável de gasolina ainda vende 80.000 unidades/ano.
 
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