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Colunas do mês de Maio / 2008  
A Corrente do Fiat 147
30/05/2008 - Ayrton Piquetoso
Chego de uma corrida de kart, tomo um banho e vou abrir meus emails. O primeiro deles diz respeito a uma corrente, que começa assim:

“Rio de Janeiro, 29 de maio de 2008.

Prezado companheiro,

Esta corrente foi feita para homens casados e esgotados como você. Não é necessário dinheiro. Mande cinco cópias deste email para cinco conhecidos na mesma situação que você.

Em seguida, empacote sua mulher, coloque-a dentro de seu Fiat 147 e envie para o primeiro da lista, colocando o seu nome em último lugar. Quando o seu nome estiver em primeiro lugar, você receberá 200 mulheres dentro de 50 Mercedes.

Mas, atenção, não quebre a corrente. O chinês Yong Tiong quebrou a corrente e recebeu sua mulher de volta dentro de uma Brasília à álcool. O americano Wakson Tain quebrou a corrente e acabou recebendo nove mulheres infláveis furadas dentro de um Tipo pegando fogo. Mas isso não foi nada comparado com o mexicano Ernandez Carambita. Ele quebrou a corrente e recebeu 17 gorilas dentro de uma Kombi caindo aos pedaços. Foi o caos em sua casa.

Mas a corrente funciona. Um comerciante de Campinas recebeu 40 mulheres dentro de oito BMW antes do Carnaval. Na Quarta – Feira de Cinzas foi o enterro dele. Segundo o laudo médico, a causa mortis foi “Overdose de Eva”, uma doença que ataca principalmente praticantes da poligamia e swing.

Portanto, prezado companheiro, cumpra as exigências da corrente e tenha em sua casa um verdadeiro harém e uma espetacular concessionária de carros importados.”

Li e reli o email. Depois o deletei. Não tenho Fiat 147. Além disso, onde vou arrumar uma mulher para empacotar e enviar para o primeiro da lista, se a minha está viajando para a casa dos pais e só volta mês que vem?

E o pior é o medo que estou passando de receber 17 gorilas em casa! Mulher e Fiat 147 são problema até quando estão longe da gente.

AUTO FRASE: “A sina da Minardi era comer poeira” (Ayrton Piquetoso).

QUIZTRANHO

1) Peça que é a grande novidade da Renault, na Fórmula 1:
a) Rabo de arraia b) Rabo de tubarão c) Tubarão sem rabo d) Rabo do capeta
2) Frase de Fernando Alonso:
a) Se não quiserem as corridas, vão ver as touradas b) Se não quiserem as touradas, vão tocar castanhola c) Se não quiserem castanhola, vão ver se estou lá na esquina d) Se não quiserem a esquina, então vão catar coquinho
3) Frase que os dirigentes da Ferrari dizem aos pilotos no final das corridas:
a) Tragam as crianças para casa b) Vamos fazer crianças lá em casa c) As crianças acabam com a casa d) Tragam as crianças para casa, antes que o Nardoni as jogue pela janela
4) Frase de Ayrton Senna sobre Nigel Mansell:
a) Eu ia colocar o maluco no hospício até o fim da temporada b) Eu ia comprar uma camisa de força para o maluco no fim da temporada c) Eu ia fazer um tratamento de choque no maluco a cada temporada d) Eu ia fechar o maluco até o fim da temporada se fosse preciso
5) Completando a mesma frase, Senna disse:
a) Ele só me passaria por baixo, porque nem por cima eu deixaria b) Ele só me passaria por baixo, igual a um tatu a jato c) Ele não me passaria nem por baixo e nem por cima. Só passaria por osmose d) Ele só passaria se fosse por cima do meu cardápio

Respostas: 1b, 2a, 3a, 4d, 5a

AUTO FRASE:“A vitória tem queixo comprido, fivela de cowboy, joga futebol e fala alemão” (Ayrton Piquetoso).

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Brasília: “Presidente Lula afirma que lê a Coluna do Ayrton Piquetoso toda semana, apesar de não entender muita coisa” (manchete publicada no jornal Brasília - Saco Sem Fundo Post).
Despedir e Recomeçar
28/05/2008 - Sandro Mendes Pereira
O homem passa grande parte de sua vida se despedindo e, no entanto, não está preparado para as despedidas. Todo adeus é normalmente carregado de dor, por menor que ela seja.

É o que ocorre quando nos despedimos da infância, de nossos brinquedos, do pique esconde, das “queimadas”. A entrada na adolescência é como a transformação da lagarta em borboleta, algo mágico, estranho, desconfortável e por isso mesmo dolorido.

Na adolescência deixamos para trás os nossos até então eternos amores. Quando nos despedimos da primeira namorada, a vontade que temos é de despedir do mundo. É um adeus que levaremos para sempre na memória, amenizado pelo tempo.

Na idade adulta, perdemos os amigos da juventude. Alguns se casam, outros se mudam, nada é como antes. Ficam para trás momentos de descontração, de euforia, de sonhos e somos obrigados a encarar a dura realidade do trabalho. Percebemos que é preciso sobreviver e é talvez nesse momento que o homem se despede em definitivo de sua inocência.

Da idade adulta até a velhice, damos adeus a pessoas que foram de suma importância em nossa vida: a professora, o melhor amigo, o pai, a mãe, os irmãos. Em todas essas despedidas, uma grande carga de dor e pesar. Por mais que pensemos, por mais que esperemos, jamais estamos preparados para a maior das despedidas, que é a morte.

Restam-nos depois de cada adeus apenas o alento da lembrança, fotografias, imagens gravadas. Existir, ironicamente, é despedir-se a cada momento. Não há como lutar contra a pressa do tempo, não há como eternizar instantes.

Devemos apenas viver o mais plenamente possível, amando o mais intensamente possível e não nos esquecendo que despedir também é sinônimo de recomeçar.

Ingo Hoffmann está se despedindo da Stock Car. É o último ano dele. Sua despedida será marcante para o automobilismo brasileiro, assim como foi marcante o recente recomeço dos irmãos Fittipaldi em Interlagos.

Despedir e recomeçar. A vida é tão somente isso.

Um abraço do Piloto X. Paz.
A Letra e o Eletro
26/05/2008 - Ayrton Piquetoso
Meu amigo jipeiro Tião Elefante é um sujeito muito bom. Mas também é conhecido por ser extremamente nervoso e explosivo. Eu digo que ele deveria trabalhar no Procon, pois é o inimigo número um de empresas e profissionais que não atendem bem o público.

Um dia ele seguiu o conselho da mulher e foi procurar um médico para ver se conseguiam mudar seu gênio indomável.

Depois da consulta, o doutor passou um pedido de eletroencefalograma. Tião foi então até uma clínica fazer o exame. Porém, a letra do médico era péssima e o atendente não conseguia descobrir o que o doutor estava solicitando.

O atendente mostrou o pedido para várias pessoas, mas a letra era mesmo indecifrável, estranhíssima, uma linha comprida que subia e descia e ninguém conseguiu descobrir o que estava escrito. Na dúvida, o atendente pediu para o Tião ir buscar outro pedido com o doutor.

P. da vida, meu amigo voltou ao médico. E o dito cujo, estranhando que o rapaz já estivesse ali de novo, perguntou:

- Ué, já fez o eletroencefalograma?

E o Tião, estressado como sempre, respondeu:

- Não, doutor. Ocorre que sua letra é tão horrível e estranha, que eu fiquei sem saber se naquele papel estava o pedido do eletro ou se aquela linha que subia e descia já era o próprio eletro! É a primeira vez que venho no médico para tentar ficar calmo e acabo ficando ainda mais nervoso!! Aconselho o Sr. a fazer um curso de caligrafia!!!

O doutor então pediu para o Tião, por questão de educação, falar um pouco mais baixo. Foi o erro dele.

Com sua habitual “fineza”, Tião Elefante passou a falar mais alto ainda. Apavorado, o médico começou a tremer tanto que até batia palmas com a b*#%@.

Por fim, o Tião desistiu do tratamento que sequer havia começado. E ainda por cima quase fez o assustado médico desistir da profissão. Quanto à “letra eletro”, tivemos notícia que ela melhorou muito depois daquele dia...

AUTO FRASE: “Quando me lembro do Prost, do Cristiano da Matta e de outros nanicos, concluo que principalmente na Fórmula 1 tamanho não é mesmo documento” (Ayrton Piquetoso).

QUIZTRANHO

1) Dirigente da equipe Lótus:
a) Colli, O Chato b) Colli Chapmam b) Cólica Renal d) Coliforme Fecal
2) Apelido do Ayrton Senna:
a) Beco b) Bico c) Boca d) Bocó
3) No Brasil, em 2007, Piquet e sua mulher fizeram:
a) Concurso para motorista b) Curso para motorista c) Concurso para tratorista d) Concurso para manobrista
4) Os carros da Benetton sempre foram:
a) Multicoloridos b) Verdes mandruvá c) Marrons jaca d) Azuis com bolinhas brancas
5) O piloto Jenson Button, na horas vagas, tem o costume de:
a) Brincar de pique-esconde b) Brincar de cabra cega c) Fazer triathlon d) Jogar amarelinha

Respostas: 1b, 2a, 3b, 4a, 5c

AUTO FRASE: “A equipe Minardi era como o Coiote desesperado correndo atrás do Papa-léguas sacana. Sempre apanhava, mas nunca desistia” (Ayrton Piquetoso).

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Noruega: “Homem que atravessou o Oceano Atlântico a nado diz que só não morreu de tédio porque lia diariamente a Coluna do Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal O Bacalhauzão Post).
Insegurança Pública
26/05/2008 - Fernando Calmon
Segurança pessoal é um tema que preocupa a todos e, ainda mais, quem roda com veículos. Motivo até de feira internacional, como a XI Exposec, realizada esta semana na capital paulista. Havia de tudo, desde blindagem automotiva até a estréia no Brasil de um localizador individual batizado de S-911 (911 é referência ao número telefônico de emergência nos EUA e Canadá).

A ajuda eletrônica e os satélites de posicionamento global têm contribuído para a diversificação de aplicações. Companhias de seguro, por exemplo, subsidiam a venda de navegadores portáteis como forma de evitar que o motorista se desoriente e fique mais sujeito a acidentes ou adentre em regiões inseguras nas grandes cidades, em especial à noite.

A Volvo acaba de anunciar um navegador portátil específico para todos os seus modelos importados. Dispõe de um suporte sobre o painel frontal, sem fios aparentes. Uma solução limpa, fácil de encaixar, retirar e manusear, além de permitir a localização do carro em um grande estacionamento. O preço é puxado pelos impostos – R$ 3.800,00 –, mas inclui o aparelho (Garmin), kit de montagem, instalação e software atualizado de ruas e estradas brasileiras.

Um mercado que se profissionalizou e se consolidou nos últimos anos foi o de blindagem de veículos. De 1995 a 2001, a produção anual cresceu mais de 10 vezes, segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), que reúne 17 empresas e responde por cerca de 60% dos automóveis blindados. Agora existe certa acomodação, na faixa de 4.000 unidades/ano, número vergonhoso para o País, embora possa ser maior pela atuação de blindadores aventureiros centrados mais no preço do que na qualidade.

Em relação ao início desse setor a evolução foi marcante. A tecnologia avançou rápido, especialmente no que toca ao peso e desempenho dos materiais. Blindagens de última geração, para o nível IIIA de proteção, acrescentam em um carro médio 77 kg de vidros e 30 kg de painéis de aramida (Kevlar, da DuPont). Montagens de baixa tecnologia chegam a acrescentar nada menos de 267 kg, ou seja, cerca de um quarto da massa própria do veículo com a conseqüente deterioração de desempenho, dirigibilidade e freios.

Essas operações implicam desmontagem de grande parte do automóvel e exigem mão-de-obra muito bem treinada. E há gente capaz de agir de forma desonesta para tentar baixar o preço em torno de R$ 45.000,00, para um sedã de porte médio blindado. Uma fraude fácil de detectar é a retirada da lâmina de policarbonato nos vidros para resolver problemas de delaminação. Segundo Mauro Castro, diretor da Guard Blindagens Especiais, “nessas condições o carro fica desprotegido, mas com pequenas batidas de um objeto metálico (uma moeda serve) é possível distinguir, pelo som, se se trata de policarbonato ou vidro. Outros colocam películas escurecedoras para maquiar pontos de delaminação”.
Motorista brasileiro sofre duas vezes. Com a insegurança pública, que pode obrigá-lo a optar por blindagem, e ainda corre o risco de comprar gato por lebre, ao ser enganado quando contrata o serviço.

RODA VIVA

AGORA se entende porque a Peugeot demorou a apresentar o sedã do 206. Preferiu esperar pela versão tupiniquim do 207, que utiliza apenas a frente do modelo francês atual. Quando chegar ao mercado em agosto, o sedã compacto se chamará 207 Passion, mais uma sigla para indicar versão de acabamento. Oferecerá opção de airbags frontais e laterais, além de câmbio automático.

PELO menos fora do Brasil, a Fiat poderá ressuscitar o nome Uno para o sucessor do Palio, que deve estrear no máximo em três anos. Esse projeto, previsto para produção em vários países, tem forte participação da engenharia brasileira, encarregada também do substituto do Mille. Novo Uno tomaria o lugar do Punto, na Europa Ocidental, que, por ser mais barato, até hoje convive com o Grande Punto.

VERSATILIDADE e recursos de carros mais caros destacam o Citroën Grand C4 Picasso. Luzes sensíveis à presença da mão nos porta-objetos laterais, por exemplo. Seleção manual do câmbio automático, ainda que algo lenta, pode ser acionada nas paletas atrás do volante, sem necessidade de tocar na minialavanca da coluna de direção. Visibilidade vertical, graças ao pára-brisa estendido, surpreende. Suspensões deveriam ser menos ruidosas.

FRITZ Henderson é o segundo nome na hierarquia mundial da centenária General Motors. Em bom português, em visita ao País, afirmou à coluna que oferecer aqui o Chevrolet Malibu “não seria uma má idéia”. O sedã pode vir do México, sem imposto de importação, e se posicionar entre Vectra e Omega. Como ex-presidente da GM do Brasil, sabe a importância da oferta diversificada.

não se fazem inimigos como antigamente. BMW e Mercedes-Benz deixaram diferenças históricas de lado e poderão partilhar peças e componentes, como meio de diminuir custos e compensar valorização do euro. Nada deixará de passar por uma boa conversa, inclusive colaboração no campo dos motores, algo antes inimaginável.
O Chiclete e o Pinto
23/05/2008 - Ayrton Piquetoso
Conheci no fim dos anos 90, em Belo Horizonte, um jipeiro de nome Ricardo Pinto. Era um bom sujeito, embora fosse extremamente brigão. O curioso é que ele media apenas um metro e meio de altura. Acho que era complexado devido à baixa estatura e vivia estressado por causa disso.

Foram várias as confusões em que Ricardo Pinto se envolveu durante o tempo em que convivi com ele.

Na mesma época, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, havia um mecânico popularmente conhecido por Chiclete. Cachaceiro, Chiclete era o famoso chato de galocha. Grudava e não soltava. Daí, o apelido.

Certa vez fizemos um passeio até a Serra do Cipó. Entre os vários jipeiros estavam o Ricardo Pinto e o mecânico Chiclete. Na hora do lanche, o Chiclete, já bêbado, provocou o Ricardo Pinto:

- Com baixinho e mulher de bigode, nem o diabo pode!

No mesmo instante começou o faroeste. Explosivo, Ricardo Pinto mandou uma bicuda na canela do Chiclete e então os dois partiram para os “finalmente”.

Agarrados, começaram a rolar pelo chão, dando socos um no outro e falando os piores palavrões.

A galera, exaltada com a briga, passou a gritar, em coro:

- O Chiclete grudou no Pinto!!! O Chiclete não desgruda do Pinto!!!

Constrangido com os gritos da turma, Ricardo Pinto preferiu parar com a briga, foi embora para casa e desapareceu por semanas.

E o Chiclete, para terminar a história, soltou esta:

- Quando um não quer, dois não grudam.

AUTO FRASE: “Eu queria morrer igual ao meu avô, dormindo e bem tranqüilo e não gritando desesperadamente, como os 40 passageiros do ônibus que ele dirigia” (internet).

QUIZTRANHO

1) Apelido do Emerson Fittipaldi:
a) Rato b) Mickey Mouse c) Pato Donald d) Tom e Jerry
2) Apelido do pai do Emerson:
a) Azarão b) Camarão c) Barão d) Motorista de Caminhão
3) Em Mônaco, em 2006, Schumacher:
a) Deu uma queixada no Alonso b) Estacionou no meio da pista para atrapalhar a volta dos outros c) Fez piquenique no meio da pista d) Parou na pista pra comer chucrute
4) Em 97, no final do campeonato, Schumacher:
a) Jogou uma pedra no Villeneuve b) Jogou o carro no Villeneuve c) Deu uma capacetada no Villeneuve d) Deu um teco na orelha do Villeneuve
5) Dirigente da Fórmula 1:
a) Jean iPod b) Jean Bode c) Jean Sacode d) Jean Todt

Respostas: 1a, 2c, 3b, 4b, 5d


AUTO FRASE: “O americano Henry Ford inventou a produção em série. O italiano Andrea de Cesaris inventou as batidas em série. Barrichello, em seus mais de 260 GPs, inventou as desculpas em série” (Ayrton Piquetoso).

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Estados Unidos: “ONU faz campanha mundial para tornar o a Coluna do Ayrton Piquetoso patrimônio cultural da humanidade” (manchete publicada no jornal What Do You Think About Nheco Nheco Post).
Dia Após o Outro
21/05/2008 - André Belchior Torres
Depois de passar por uma mudança radical nos anos 90, o mercado automotivo continua sendo palco de grandes transformações. Naquela época, as concessionárias sofriam com o êxodo de grande parte de seus clientes. Com a febre de abertura de lojas, também conhecidas como “garagens” ou “estacionamentos”, as concessionárias perdiam dia-dia sua clientela para essas empresas que nasceram com a proposta de vender veículos 0km a preços bem abaixo das agências autorizadas. Era comum encontrar clientes questionando como uma loja poderia vender um carro mais barato que a própria concessionária autorizada.

As “bocas”, como são chamadas as mesas de captação de veículos 0km, sempre viveram de oportunidades ofertadas pelo mercado. Não importava muito a origem do veículo. Ele poderia estar disponível em qualquer parte do país, com condições comerciais mais atrativas e curto prazo para entrega. A garantia da fábrica tornava o negócio viável para o consumidor. Esse foi o cenário do mercado durante vários anos.

Percebendo o crescimento do mercado e a distribuição do “share” com as lojas, as concessionárias se viram obrigadas a tomar uma nova postura em relação aos veículos semi-novos. As margens nas vendas para 0km vinham despencando e a grande solução foi aperfeiçoar suas equipes de vendas para comercializar os veículos semi-novos.

A tarefa não foi nada fácil! Por dois motivos: primeiro por ter que sair de uma “zona de conforto” sustentada pela forte presença da marca e segundo pela falta de preparo e conhecimento de um produto no qual nunca tiveram conhecimento. Essa globalização de marcas exigiu maior preparação dos consultores de vendas. Eles passaram a ter obrigação de conhecer produtos de outras marcas, o que já era comum no perfil de vendedores dos estacionamentos multimarcas.

Esse processo de desenvolvimento organizacional descongelou as concessionárias e fez com que elas acordassem para uma tendência que mudou o mercado. Agora a estrutura preparada para vender veículos 0km estava à disposição para os semi-novos, que até então eram desprezados e repassados para os lojistas que faziam das concessionárias a principal fonte de captação de veículos usados. O questionamento não tardou a acontecer.

Com o aumento de crédito para carros usados, a pergunta floresceu: Porque estamos abastecendo nossos concorrentes se podemos ganhar dinheiro com esses produtos? Imediatamente, o mercado respondeu e hoje as concessionárias dão tanta importância para os usados como fazem com os novos. Mas como recuperar a imagem das concessionárias, que eram taxadas como careiras em função das ofertas dos veículos 0km pelos lojistas? Nada como um dia após o outro.

Já não é possível encontrar grandes diferenças de preços e as taxas de financiamentos subsidiadas pelas fábricas têm atraído novamente o consumidor para a concessionária. O empresário que no passado ignorou a oportunidade de ter uma “bandeira”, ou seja, uma concessão de um fabricante deve estar muito arrependido. O mercado de 0km não pára de crescer, os recordes de vendas estão sendo superados a cada ano e a tendência é que cresça ainda mais.

A abertura de mercado, a facilidade do crédito, a garantia do fabricante, a tranqüilidade e o desejo de se obter um carro novinho em folha, fará com que a frota se modernize e o mercado de usados sofra fortes conseqüências. A reação nós já podemos prever. Num futuro muito próximo o carro usado tende a cair de preço acompanhando o que já é comum em países desenvolvidos. Portanto, a ciranda do mercado automotivo está voltando as suas origens, com muito mais consistência e profissionalismo.

As concessionárias devem se preparar para absorver cada vez mais o retorno de uma clientela que confia numa estrutura muito mais segura. Enquanto isso, as lojas e suas “bocas” precisam enxergar esse sistema e adaptar suas empresas dentro de um contexto em que o veículo usado, para continuar tendo forças, precisa ter preços muito mais atrativos. Àqueles que se prepararem para esse futuro tão certo sairão na frente. Os que ignorarem, estão fadados a fecharem as portas.
Paixão por Carros
21/05/2008 - Sandro Mendes Pereira
Sou um apaixonado por carros. Tudo o que diz respeito aos automóveis me interessa.

O design, por exemplo, é algo que sempre me chamou a atenção. Há criações maravilhosas, como o Vectra lançado em 97, em que um vinco do capô terminava no retrovisor. Algo inovador e belo. Aliás, aquele Vectra, na minha opinião, tem um dos desenhos mais bonitos já feitos pela indústria automobilística, assim como o novo Civic. Moderno, esportivo e com um painel espetacular, não é por acaso que o Honda se tornou campeão de vendas.

Mas o design de carros traz também algumas curiosidades. A frente do Twingo, por exemplo, parece a cara de um bichinho com olheiras. A traseira do Clio lembra um capacete nazista. A frente do Palio 97 lembra o capacete dos soldados malvados de Guerra nas Estrelas. Os Porsche, não por acaso, pois são frutos do mesmo criador, parecem fuscas agachados.

Os motores são outra atração à parte. O ronco de uma Ferrari faz arrepiar. E os BMW, com seus espetaculares V6, agressivos e espantosamente econômicos? Dirigir um “BM” é um grande prazer, principalmente pelo inconfundível som do motor, que constantemente nos lembra que estamos dirigindo (pilotando?) uma máquina diferenciada.

Do câmbio do Fiat 147 ao câmbio borboleta do Stilo, quanta diferença, quanta evolução. A propósito, não sei por qual razão os 147 tinham alavanca de câmbio. Afinal, a gente nunca conseguia passar as marchas.

Dos antigos carros a álcool aos atuais flex, outra demonstração dos incríveis avanços tecnológicos. Lembro-me de uma Brasília a álcool do meu tio. Perdi a conta de quantas vezes eu a empurrei no rigoroso inverno do Sul de Minas. Não andava e fazia meu tio estribuchar de raiva. A Brasília parecia uma mula empacada.

Os carros são uma prova da capacidade humana de inventar e construir. Os carros literalmente movem o mundo e a imaginação daqueles que, como eu, são apaixonados pelo ronco de um motor, pelo prazer de acelerar e pela sensação única da velocidade.

Um abraço do Piloto X. Paz.
Colunistas Fazem Exposição em Shopping
20/05/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A equipe de competição "Sobre Motos" dos colunistas, Gisele Flores e Jaime Nazário, realiza sua primeira exposição de motos, equipamentos e segurança no Shopping Total de Porto Alegre.

A exposição apresenta três motos de competição de diferentes categorias e uma moto elétrica de apoio de Box. As motos são uma Suzuki GSX-R 1300 Hayabusa, considerada a moto mais veloz do mundo fabricada em série, com a qual o piloto-colunista Jaime Nazário disputa a categoria "Turismo", uma Honda CBX 250 Twister, transformada e preparada para competir na categoria 250cc com a pilota-colunista Gisele Flores, e uma Sundown STX 200 Motard, que foi utilizada na 1a Copa Gaúcha de Supermoto e com a qual Gisele finalizou em quarto lugar na classificação final. Na mesma copa de Supermoto, Jaime finalizou em terceiro lugar, mas sua moto não se encontra na exposição.

Equipamentos de proteção individual também são apresentados, com um manequim vestindo um macacão especial de corrida feito especialmente para a equipe “Sobre Motos” pela BannyPel Moto Wear e capacete da CMS, totalmente personalizado pela Carmac Pinturas Especiais.

Centenas de pessoas têm aproveitado para conhecer um pouco sobre como funciona o mundo das competições de motovelocidade e tirar fotos com as motos e com o casal de colunistas-pilotos, principalmente com Gisele Flores, que é a única mulher da motovelocidade gaúcha e uma das duas únicas da motovelocidade nacional.

Os pilotos-colunistas tem estado no Shopping Total falando para o público sobre a importância do uso correto dos equipamentos de proteção e incentivando aqueles que gostam da emoção da velocidade para se inscreverem nos devidos cursos de pilotagem e irem para as pistas correr nos campeonatos. “Bonecos” em tamanho natural dos colunistas-pilotos oferecem panfletos para os visitantes.

A dupla também tem promovido o curso de pilotagem segura que ministra em parceria com o CFC (Centro de Formação de Condutores) Soloscar, com o patrocínio da revenda Sundown Grappa Motos. Uma atividade de responsabilidade social dos colunistas, que já formaram mais de 500 alunos, em cinco edições do curso, gratuitamente.
A exposição está localizada no Shopping Total de Porto Alegre e se estenderá até o dia 22 de maio, feriado de quinta-feira.
O Piloto que não Sabia Pilotar...
19/05/2008 - Ayrton Piquetoso
Outro dia fui correr de kart e conheci um piloto que não sabia pilotar no pelotão de pilotos. Ele só sabia andar na frente ou por último.

Então ele pediu a um piloto que sabia pilotar no pelotão de pilotos para ensinar-lhe a pilotar como ele pilotava:

- Piloto que sabe pilotar no pelotão de pilotos, me ensina a pilotar como você sabe pilotar no pelotão de pilotos?

- É lógico, meu amigo piloto que não sabe pilotar no pelotão de pilotos. Para saber pilotar no pelotão de pilotos, basta ser um piloto que pilota como pilota todo aquele que pilota bem no pelotão de pilotos.

Daí, o piloto que não sabia pilotar no pelotão de pilotos aprendeu a pilotar no pelotão de pilotos e nós tivemos uma árdua disputa pilotando com os demais pilotos que pilotam no pelotão de pilotos.

AUTO FRASE:“Os pneus são redondos, mas alguns pilotos são quadrados” (Ayrton Piquetoso).

QUIZTRANHO

1) Ex-piloto de Fórmula 1:
a) Jean Alesi b) Jean É Lisinho c) Jean Alevino d) Jean Alesma Paralítica

2) Nome dado a Schumacher no filme do Asterix:
a) Rapidix b) Schumix c) Campeonix d) Queixo Compridix

3) Nelson Piquet chamava Patrick Tambay de:
a) Chulapa b) Maritaca c) Babaca d) Cara de vaca

4) Segundo Piquet, o piloto René Arnoux:
a) É burro igual a uma porta b) Não tem QI c) Tem QI 12 d) Perdeu o QI a 300 por hora

5) No túnel do GP de Mônaco, segundo a imprensa, alguns pilotos:
a) Fecham um dos olhos b) Soltam as mãos do volante para coçar o ouvido c) Jogam óleo na pista para atrapalhar o restante d) Quebram as lâmpadas pra cegar quem vem atrás

Respostas: 1a, 2b, 3c, 4c, 5a

AUTO FRASE: “Espelho, espelho meu, existe na Fórmula 1 alguém mais feio do que eu?” (Robert Kubica).

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Nova York: “Maior emissora dos Estados Unidos faz proposta bilionária à Coluna do Ayrton Piquetoso. O piloto/escritor diz que o informativo é invendável e imprestável, mas que tudo é conversável” (manchete publicada no jornal O Norte da América do Norte Post).
Em Busca da Liderança
19/05/2008 - Fernando Calmon
Dizem que em time que ganha não se mexe. Mas, a Fiat certamente estava incomodada porque no segmento de stations, ao contrário dos demais em que atua, as coisas não iam tão bem como no resto da linha. Por isso, o investimento na perua Palio Weekend 2009 foi grande e incluiu reformulação acima do que os concorrentes esperavam. Além disso, a agilidade permitida pelo centro de desenvolvimento em Betim (MG) tornou-se fator-chave para atacar os pontos fracos e atender as expectativas do consumidor brasileiro.

A estratégia básica de acentuar o conceito Adventure revela-se correta. Duas das três versões receberam suspensões elevadas, mas a saída de cena da antiga versão HLX com motor de 1,8 litro pode fazer falta. Todos os pontos fracos de estilo foram bem resolvidos. As lanternas traseiras feias deram lugar a um conjunto bonito. A terceira janela ficou bem melhor. Na versão ELX, sem os adereços exagerados que atrapalham a análise, sobressai o acerto do desenho nacional, no caso superior à última intervenção conduzida pelo badalado estúdio turinense Italdesign. A Trekking também exibe linhas mais limpas, mantendo as suspensões altas da Adventure anterior.

A Fiat não esconde que aumento de conteúdo e avanço mecânico, sem alteração no preço, formam a orientação principal do projeto. E nesse contexto cabia a evolução do conceito aventureiro, criado por ela mesmo e com imitadores de plantão. Adotar diferencial bloqueável por comando eletromecânico para melhorar o desempenho no fora-de-estrada de baixa dificuldade, sem dúvida, foi boa idéia.

Batizada de Adventure Locker (sem a identificação Weekend), impressiona pelas suspensões ainda mais elevadas (agora 19 cm de vão livre), bitolas e rodas maiores, pára-lamas alargados, imitação de quebra-mato sobre a grade dianteira, além de apliques laterais e na tampa traseira, sem esquecer, no interior, de bússola e clinômetros. Há certo exagero no visual dessa versão, caminhando na tênue linha entre bom e mau gosto, como cromados na grade e molduras dos pára-lamas dianteiros sobre a ponta dos faróis. Para compensar 30 kg de peso extra e pneus de dimensão 205/70-15 foram ligeiramente encurtadas as relações de quinta marcha e diferencial.

Entre as boas soluções de engenharia estão os novos amortecedores com molas internas de controle de inclinação da carroceria. Durante a avaliação, a Adventure Locker destacou-se por respeitar a sensação de segurança em curvas. O diferencial bloqueável mostrou-se eficiente, mas o motorista tem que lembrar de colocar o pé no freio, antes de apertar o botão no painel, e ainda manter a velocidade abaixo de 20 km/h para o sistema não se autodesligar em pisos difíceis. Desenvolvido pela Eaton e a divisão FPT da Fiat, o sistema é, antes de tudo, barato. Solução passiva e mais eficaz seria o ABD (Freio Automático do Diferencial, em inglês) que usa o sistema de freios ABS, já aplicado em vários modelos 4x4 e 4x2, inclusive no Stilo.

Responsável por previsíveis 50% das vendas da família, a Locker apenas passa longe do conceito SUV Light, como querem os marqueteiros da Fiat, porque a carroceria nada tem a ver com a de um utilitário esporte.

RODA VIVA

VERSÃO station do Corolla, Fielder sai mesmo de produção em meados do ano. Ficava caro – além da baixa procura mundial – desenvolver nova carroceria para a arquitetura atual. Em compensação, Toyota se apressa para oferecer motor de 2.000 cm³ ainda em 2008. Só não foi lançado simultaneamente com o novo sedã porque a versão flex exigiu mais tempo de desenvolvimento.

AÇÃO de marketing Quatro Rodas Experience, terceira edição, conseguiu dois tentos. Quem foi a Interlagos pôde andar no Punto Turbo, (motor italiano de 155 cv, chassi nacional), até antes do lançamento para a imprensa. E também dar umas voltas no SUV americano de grande porte Chevrolet Tahoe, em versão híbrida (motores a combustão e elétrico), como demonstração tecnológica.

ENQUANTO não chega nova picape em 2010, GM providenciou retoques na S10 já como linha 2009. Grade, pára-choques, alguns apliques e tomada de ar ampliada sobre o capô identificam mudança de ano-modelo. Volta com força a cabine simples por preço bem competitivo e motor flex de 2,4 litros e 141/147 cv. Único entre picapes médias, é civilizado e mais rápido com álcool do que diesel.

MESMO com importação do utilitário esporte Captiva em junho, Blazer continua em linha porque tem participação forte como veículo de forças de segurança. Nissan XTerra e outros até se insinuaram, mas rede pequena de assistência técnica atrapalhou. Como a S10, também recebeu leve maquiagem para marcar ano-modelo e ganhar algum fôlego.

FALTAM apenas mais duas comissões na Câmara Federal para provação do projeto de lei que pune rigorosamente os postos flagrados em fraudes, batismos e outras irregularidades com combustíveis. Hoje, até em caso de reincidência, há filigranas que alguns proprietários desonestos lançam mão para continuar dando prejuízo ao consumidor.
Se melhorar, estraga
12/05/2008 - Fernando Calmon
Bater recorde de vendas e produção a cada mês virou rotina, mas agora até as previsões conservadoras estão sendo pulverizadas. O ano começou há quatro meses e meio e vendeu-se, no acumulado, um milhão de unidades no mercado interno: nunca em tão curto espaço de tempo (primeiras 18 semanas). A produção em abril rompeu, de forma inédita, a barreira de 300.000 unidades. E o faturamento com as exportações cresceu 16%, em relação a 2007, puxadas por veículos de maior valor e aumento de preço em dólares dos demais.

Se melhorar, estraga, diz o velho ditado popular. Todos os segmentos vendem bem, embora os chamados carros “populares” (motores de 1.000 cm³) venham perdendo espaço na preferência do consumidor. No mês passado, sua participação entre automóveis, stations e monovolumes caiu para 50,8%, de um patamar superior há 70%, em 2001. Devem encolher ainda mais, mantidas as condições atuais.

Levantamento, feito pela Citroën, indica que o preço médio dos carros evolui com rapidez. Em 2006 era de R$ 42.000,00 e, nessa altura do ano, já passou de R$ 50.000,00, sem praticamente nenhum efeito inflacionário no cálculo. Não foi só pelo aumento de poder aquisitivo. O financiamento em prazos maiores e juros menores permitiram que, mantido o mesmo valor da prestação, se pudesse comprar um modelo mais equipado e/ou mais potente.

Entre os paradigmas superados está o de que o comprador de automóvel resiste ao financiamento longo. A média atual – 45 meses – desmente essa referência. Pudera, nunca foi tão fácil comprar a crédito. Gunnar Murillo, diretor de Vendas do Banco GMAC, afirma que em média a aprovação sai em dez minutos. “Ou 15 segundos, se for um cliente conhecido”. O mercado de crédito cresceu tanto que se pode obter financiamento facilmente e comprar carro de um particular, sem a intermediação de um lojista. Basta escolher em classificados de jornal ou internet. Pagamento à vista continua em 30% do total das vendas. Consórcio permanece quase morto (4%).

Outra virada ocorreu no leasing. Depois dos traumas da correção cambial em 1999, o arrendamento (35%) voltou a ultrapassar o Crédito Direto ao Consumidor (31%). Com prestações fixas e um pouco menores em relação ao CDC, o leasing mantém a desvantagem do mínimo de 24 meses para pagar. Quitação antecipada sem taxa escorchante, porém, já é possível, além da sempre permitida troca do veículo por outro de igual ou maior valor. Repassar o contrato, em caso de dificuldade financeira eventual, tende a se difundir pelo maior número de interessados.

A única má notícia é o atraso na aprovação pelo Congresso do chamado cadastro positivo. Dificilmente sairá este ano. Quando vigorar, cada tomador de empréstimo terá uma taxa de juro individual, atribuída de acordo com seu histórico de bom pagador. O cadastro negativo cerca apenas o devedor inadimplente. Nos vários países que o adotaram, o positivo levou a uma baixa dos juros generalizada em médio prazo. Aqui, os legisladores querem adicionar penduricalhos sob falsa alegação de privacidade. O consumidor entende e sabe muito bem o que quer. E também aquilo que não quer: mais intervenção, mais burocracia.

RODAVIVA

ARGENTINA reserva muitas novidades ao mercado brasileiro. Além dos Citroën C4 hatch (setembro) e Ford Focus hatch e sedã (novembro), a Renault se apressa para oferecer nova opção. No final deste ano ou começo de 2009, aporta aqui mais um sedã que se posicionará (em termos de preço) entre Logan e Mégane II. Arquitetura é a do Clio sedã, produzido só no país vizinho.

PEUGEOT 308 está previsto para meados de 2009. Da mesma fábrica de El Palomar, perto de Buenos Aires, também poderão vir as novas gerações dos multivans Citroën Berlingo e Peugeot Partner, em 2010. Igualmente, se espera que Renault dê o troco com o Kangoo 2, no mesmo prazo. Problema, no Brasil, é a baixa aceitação desse tipo de carroceria. Mas, o mercado está comprando de tudo...

REAL menos valorizado frente ao euro do que ao dólar, não impediu o Grand C4 Picasso de chegar da Europa pelo preço razoável de R$ 90.000,00. Entre várias sofisticações, destacam-se freio de estacionamento de desacoplamento automático e ar-condicionado quadrizona. Visibilidade é o ponto alto. Suspensões são algo ruidosas, em piso irregular. Como leva até sete passageiros, precisaria de potência maior.

INDIANOS em evidência. Tata cogita de comprar parte da Pininfarina. Casa de estilo italiana está em dificuldades financeiras geradas pelo ramo industrial. Renault e Nissan, finalmente, anunciaram sociedade com a Bajaj para desenvolver novo carro de custo ultrabaixo. Esse fabricante indiano de triciclos diz que empata com o Tata Nano em preço: menos de R$ 10.000,00.

BRASÍLIA tem menos de um terço da frota de São Paulo. Mas deve ser a cidade mais vigiada do mundo. Entre pardais e radares há nada menos de 685 câmeras, segundo um fabricante de orientador eletrônico por GPS. Megalópole paulistana só agora totaliza 200. Indústria de multa é ficção?
Suzuki Lança Pick-Up´s Combinando com Motos
07/05/2008 - Gisele Flores e Jaime Nazário
A "American Suzuki Motor Corporation" (ASMC) apresentou a pick-up de médio porte chamada "Equator" durante o último "Chicago Auto Show".

A Equator é a primeira pick-up da Suzuki para o mercado americano. Seu lançamento está inserido na estratégia da marca japonesa de passar um "Way of Life!" (modo de vida) para os seus consumidores.

No Chicago Auto Show, havia três versões da Equator: A Equator RMZ-4, a qual transporta uma moto off-road; A Equator Quad, a qual transporta um quadriciclo; e a Equator Quay, a qual foi especialmente concebida para pescadores e praticantes de outros esportes aquáticos.

A Equator será comercializada a partir do último trimestre de 2008. Para alcançar um amplo espectro de consumidores, a caminhonete estará disponível também com versões com cabine estendida e cabine dupla, com duas opções de motorização (4.0 V6 ou 2.5) e opções de tração 4x2 ou 4x4.

A Equator tem por base a plataforma da Nissan Frontier e será fabricada pela Nissan North America na cidade de Smyrna, Tennessee.
No Ritmo de Antigamente
06/05/2008 - Renato Bellote Gomes
Texto e fotos: Renato Bellote

Não sei ao certo o motivo, mas Karmann-Ghia sempre me lembrou Bossa Nova. Talvez as linhas românticas da carroceria ou o estilo que não envelhece nunca façam essas duas coisas terem algo em comum. Pode ser também o fato de que o clássico Volkswagen – com a beleza do design italiano – seja quase unanimidade para quem aprecia carro antigo.

A verdade é que o modelo chegou por aqui no começo da década de 60. E deixou todo mundo babando. Afinal, conseguiu mesclar a confiabilidade da mecânica a ar com os traços charmosos do estúdio Ghia.

Falando de motores, sua pretensão nunca foi se tornar o mais rápido, o campeão das saídas de semáforo ou um apetitoso devorador de estradas. Não, o modelo simplesmente desfila. E encanta, literalmente, as pessoas. O primeiro propulsor tinha 1.200 cm³ de cilindrada e apenas 30 cv brutos, além do sistema elétrico de 6 volts.

O tempo foi passando e ele ganhou mais fôlego, com motores de maior cilindrada, como o 1.500 e o 1.600. Mas, como já foi dito, no Karmann-Ghia potência nunca foi um superlativo e nem algo de importância vital.

Durante os anos 70 a chegada da versão TC, de Touring Coupé, inspirada no Porsche 911, não obteve tanto sucesso. Além do conhecido problema de ferrugem, o carro não tinha a mesma personalidade e nem o mesmo carisma da geração anterior.

Mas o grande diferencial do exemplar desta reportagem é o fato de ser conversível. Sim, também gostamos de andar com vento nos cabelos e sol no rosto. Sem esquecer o que tudo isso representa. Conclusão: puro prazer em dirigir.

Confesso que nunca gostei muito de andar assim tão à vontade, mas passei a apreciar os modelos com essa característica após fazer várias matérias com essas versões. Só andando em um para entender o que eu estou falando.

Bom, voltando ao Karmann, além do charme, o cabriolet – como dizem os europeus – é raríssimo. Só foram feitas 177 unidades e poucas delas estão rodando hoje em dia. Neste estado, então, melhor contar nos dedos.

O clássico modelo ano 1969 pertence ao colecionador Kaiko Botelho e, segundo eu mesmo pude constatar, é um dos exemplares mais bem conservados do país. Quem gosta de cabelos esvoaçantes tem que ler até o final.

O carro chegou às suas mãos há seis anos. Inicialmente era branco. A restauração deixou-o tinindo novamente, com aumento da cilindrada e também a adoção de freios a disco. O charmoso volante de três raios foi feito no Rio de Janeiro e o painel se completa com o rádio original de época.

Esse ano eu diminuí o ritmo dos artigos. Mas confesso que escrever, assim como fotografar, é quase um vício. Uma obsessão, diga-se de passagem. Os dedos têm necessidade de passar pro computador tudo que fica borbulhando na mente durante dias a fio. O melhor é não resistir à vontade.

O melhor da festa, digo, da manhã estava por vir. Abaixamos a capota e saímos para dar um pequeno passeio. O céu estava nublado, mas quem liga pra isso? Nem o ventinho frio pôde estragar esse momento. Realmente o homem nasceu para ser livre e um conversível é umas das melhores expressões desse estado de espírito.

Outra coisa interessante é o fato de que todos conhecem suas linhas. Mesmo quem não gosta – ou não repara muito em automóveis – torce o pescoço para observar o saudável veterano passando. De crianças a velhinhos de noventa anos.

O clássico tem fôlego de sobra. O motor, de 1.800 cm³ de cilindrada, recebeu um kit e ficou mais “nervoso”. Os carburadores duplos Weber 40 pedem que o motorista afunde o pé no acelerador. Só um pouquinho, de modo que ele possa respirar aliviado. Aliás, esse tipo de coisa faz bem à saúde do propulsor – e à nossa também.

O Karmann-Ghia tem estilo. Ele é um daqueles carros com classe de sobra. No caso deste baunilha, número 62 dentre os 177 produzidos, o prazer se completa com um pouco mais de potência disponível. Agora é só ligar uma velha canção da Bossa Nova no rádio e pegar uma estrada ensolarada. E como diziam os bucólicos poetas arcadistas: carpe diem.
Falatório Demagógico
05/05/2008 - Fernando Calmon
Depois de 31 meses sem reajuste e de aumento de cerca de 100% do preço do petróleo no mesmo período, gasolina e diesel produzidos pela Petrobrás ficaram mais caros 10% e 15%, respectivamente, no portão da refinaria. Não havia mesmo outra solução. A história econômica tem demonstrado que as tentativas de manipulação ou intervenção governamental em mecanismos singelos de mercado acabam por se revelar desastrosas. Veja o exemplo da Argentina. A abundância de petróleo no seu território levou a uma política de preços tão baixos – difícil de reverter –, que só agora estão se dando conta que o consumo desenfreado tornou-se uma ameaça a essa riqueza finita. Nada se fez, em termos de política de preços, para conseguir alguma racionalidade.

Aparentemente o governo federal tomou decisões corretas. De olho na inflação, de um lado, e de preservar a capacidade da gasolina de competir (leia-se Petrobrás) com o álcool no mercado interno, do outro, utilizou os recursos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para amortecer os preços ao consumidor. Esse imposto disfarçado foi criado para isso: administrar o sobe-e-desce do preço do petróleo. Não é um mecanismo ideal, porém um instrumento fiscal menos ruim.

Alíquotas menores da Cide procuraram neutralizar o preço da gasolina nos postos de abastecimento e permitiram conter o aumento do diesel no patamar dos 9%. Com isso se evitou que o encarecimento da gasolina levasse a um consumo ainda maior de álcool – diminuindo a lucratividade da Petrobrás – e sinalizou maior aproximação de preço entre os dois combustíveis fósseis, como está ocorrendo em vários países. Sem isso, a paraestatal do petróleo teria menos recursos para investir em exploração/produção e comprometeria a auto-suficiência atual de petróleo do país.

O diesel, mais que a gasolina, vai exigir da empresa gastar agora muito dinheiro para melhorar sua qualidade e, em especial, rebaixar o teor de enxofre para 50 ppm (partes p/milhão). Isso permitirá motores mais limpos nos caminhões e ônibus, além de abrir uma brecha para utilização também em automóveis por volta de 2011. Até lá, o diesel deverá ficar acima de 90% do preço da gasolina.

O governo só errou ao ameaçar usar o “rigor da lei”, se a gasolina subisse nos postos. Ora, com preços livres – e várias tentativas intervencionistas anteriores fracassadas – tudo se resume a simples bravata. O aumento do diesel traz impactos indiretos em toda a cadeia de distribuição e comercialização, além dos preços em geral. Para transportar gasolina, por exemplo, o frete vai aumentar porque todos os caminhões utilizam diesel. Combustível tem incidência média de 20% nos custos de transporte, dependendo da distância e da região do país. Só a competição entre os postos cria condições para que não ocorram aumentos.

Alguns argumentariam que a ameaça de fiscalização intensa dos preços faz parte de uma decisão meramente estratégica, apenas jogo de cena. No entanto, esse constante falatório demagógico passa ao largo da seriedade esperada de um país que acaba de obter reconhecimento para receber mais investimentos externos e garantir um futuro melhor.

RODA VIVA

SEGUNDO estudo do Sindipeças, a frota brasileira circulante de quase 26 milhões de veículos (sem incluir motos) tem idade média de 9 anos e 2 meses. Números semelhantes aos EUA e até melhores que os do Japão (11 anos). A diferença é que nesses países há rigor nas inspeções técnicas e buracos na pavimentação são raríssimos. Aqui a vida útil teórica dos automóveis atinge 20 anos.

EMBORA sem fazer muita questão de divulgar, Volkswagen começa a produzir o Fox também na Argentina nos próximos meses. Forma de conseguir atender a demanda aquecida tanto aqui como lá: marca lidera no mercado vizinho. Quando o novo Gol estrear em junho, será necessário importar o Fox para evitar desequilíbrio na oferta interna.

ESPAÇO interno, suspensão bem calibrada e um motor de 1.000 cm³ de cilindrada adequado tornam o Sandero um carro interessante para uso urbano. Motor sofre um pouco em estrada. Interior tem acabamento algo espartano, mas com certas comodidades. Navegador GPS, por exemplo, encaixa quase sob medida no console de túnel, sendo fácil de consultar, sem prejuízo no funcionamento.

HORÁCIO Pagani, argentino que projeta e constrói supercarros na Itália (vizinho da Ferrari), veio ao Brasil para apresentação do seu modelo Zonda F. Aqui custam R$ 4 milhões. Afirmou à coluna que guardou quatro de seus carros e pretende aumentar a frota para seis. “A valorização dessas unidades vai me garantir um futuro tranqüilo”, comentou com bom humor.

FAZ 120 anos, em 5 de agosto próximo, que Bertha Benz concluiu a primeira viagem do primeiro automóvel patenteado. Ela e dois filhos, sem qualquer serviço de apoio, viajaram 106 km, em 1888, para demonstrar a praticidade do triciclo construído pelo marido Carl Benz. Berta e o carro acabam de ganhar uma escultura em homenagem ao feito, em Pforzheim, Alemanha.
Zé Sopro, o Mecânico
05/05/2008 - Ayrton Piquetoso
Zé Sopro era um sujeito que, além de mecânico, era juiz de futebol e tocava flauta numa banda em Belo Horizonte. Como ele mesmo dizia, não perdia uma oportunidade de ganhar uns trocados.

O engraçado, por mais incrível que pareça, é que na verdade Zé Sopro não sabia tocar flauta. Ele apenas fingia, dublava.

Em meio aos sons dos vários instrumentos da banda, Zé Sopro não era notado. Ninguém percebia nada. Ele apenas colocava a flauta na boca e saía marchando com os outros músicos.

Já no futebol, apitava tanto que parecia querer tocar flauta no apito. Seria uma forma de compensar? Provavelmente.

Zé Sopro morreu em 1996. No caixão, foram juntos a flauta e o apito. Como mecânico e flautista, Zé foi sempre um ótimo soprador de apito. Não é à toa que tinha aquele apelido.

AUTO FRASE: “Nos momentos mais difíceis das corridas, você deve levantar a cabeça, estufar o peito e dizer de boca cheia: agora lascou mesmo!” (Ayrton Piquetoso).

QUIZTRANHO

1) Segundo a imprensa, nas comemorações do pódio, Kimi Raikkonen detesta:
a) Receber champanhe nos olhos
b) Não receber champanhe na boca
c) Ver champanhe ser desperdiçado
d) Tomar champanhe, porque o negócio dele é uma cachacinha com limão

2) Frase do piloto Mark Webber sobre Lewis Hamilton:
a) O Hamilton é descartável, igual fralda de criança
b) O Hamilton já está vencido antes mesmo de começar
c) O Hamilton tem prazo de validade
d) O Hamilton é mais frágil que brinquedo de 1,99

3) Frase de Montoya sobre Max Mosley em sua sessão de sadomasoquismo:
a) É divertidíssimo
b) É divertidíssimo. Como ele não me chama para uma festa dessas?
c) O Max é o máximo!
d) O que pegou mal é só o uniforme nazista. Se ainda fosse o uniforme dos aliados...

4) Entidade mundial de automobilismo:
a) ATROFIA
b) FIA
c) FIA DA MÃE
d) FIASCO

5) Apelido dos chifres que colocaram no novo bico do carro da Honda:
a) Nariz de tamanduá
b) Bico doce
c) Nariz do Pinóquio
d) Orelhas de elefante

Respostas: 1a, 2c, 3a, 4b, 5d

AUTO FRASE: “Sabe qual a diferença entre um tatu e um jipeiro? Resposta: O jipe.” (Ayrton Piquetoso)

REPERCUSSÃO MUNDIAL SOBRE A COLUNA DO AYRTON PIQUETOSO

Estados Unidos: “Americanos desenvolvem satélite que é capaz de ler a Coluna do Ayrton Piquetoso a quilômetros de altura” (manchete publicada no jornal What Do You Think About Nheco Nheco Post).
 
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