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Fórmula Ford Contra a Rotina
18/05/2006 - Renato Bellote Gomes
O slogan acima que estampava o anúncio publicitário da época, prometia fortes emoções e um novo estilo de “muscle car” nas ruas brasileiras. Estamos falando do Maverick GT, um dos esportivos mais cobiçados do país na década de 70.

Lançado nos EUA em 1969, o Maverick agradou o público logo de cara, vendendo mais de meio milhão de unidades nesse mesmo ano. O preço foi um dos fatores que atraiu o consumidor, além do conforto e dos opcionais oferecidos. O motor V8 já estava disponível no ano seguinte, complementando o sucesso do modelo.

Por aqui, o novo Ford chegou em meados de 1973, após uma pesquisa de resultados controversos, que apontava um veículo europeu - chamado de Taunus – como o preferido do público. A empresa decidiu lançar o modelo norte-americano em seu lugar, alegando dificuldades técnicas na importação e desenvolvimento de motores do Taunus.

No início, o carro apresentou problemas crônicos, devido à utilização do já arcaico bloco de seis cilindros do Aero-Willys. Um deles, dizia respeito ao sistema de arrefecimento, além de dificuldades na lubrificação. O câmbio também mereceu críticas por parte dos consumidores.

O novo modelo teve duas versões mais “comuns”: Super e Super Luxo. A fábrica oferecia, no início, uma pequena lista de opcionais para essas versões, que logo ganhariam mais acessórios.

A grande novidade do ano foi o lançamento do modelo GT. Motor de 4,95 litros, oito cilindros em V e 199 cavalos de potência que o deixavam no mesmo patamar de outro grande esportivo da época: o Charger R/T. Travas de capô e conta-giros na coluna de direção davam um charme a mais ao bólido. As linhas “musculosas” da carroceria combinavam perfeitamente com o ronco grave do propulsor.

Após dois anos de vendas razoáveis, o carro necessitava de um estímulo. A crise do petróleo e o preço caro da gasolina – qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência – fizeram com que a empresa lançasse um novo motor de quatro cilindros, além de mudanças nos freios e suspensão. Nesse ano, inclusive, foi cogitado o lançamento de um GT com carburador quádruplo – como o utilizado pela fábrica nas pistas - que teve poucas unidades fabricadas.

E, por falar em pistas, ele também se mostrou à vontade nesse território, obtendo vitórias em provas de endurance e também da Divisão 3. No ano de 1974, chegaria o lendário Maverick-Hollywood, desenvolvido em parceria com o argentino Orestes Berta e imortalizado pelas lentes da fotógrafa Dulce Lee.

A segunda geração do Maverick no Brasil trouxe novidades e até mesmo decepção para os compradores. Em 1977, novas mudanças na suspensão, freios e opção de câmbio automático, além do modelo mais luxuoso, chamado de LDO. A decepção ficou por conta do modelo GT-4, um carro-esporte que dividia a mesma motorização com seus irmãos.

Naquela época de importação fechada, a criatividade nacional foi estimulada. Isso se refletiu em algumas versões especiais do modelo. A concessionária Souza Ramos, por exemplo, criou uma inédita station wagon, com quatro portas e um estilo marcante.

Por fim, após enfrentar concorrência dentro da própria fábrica – com o moderno Corcel II – o carro saiu de linha em abril de 1979. Sem dúvida, o modelo GT deixou uma lacuna no coração de seus inúmeros fãs, e ainda pode ser lembrado por uma longa listra negra no chão ou simplesmente pelo ronco compassado do motor V8.
Bóia Encantada
18/05/2006 - Celso Travassos
Sim, sim! Tenho um antigo jeep Willys!, sou velho e teimoso - e bota teimoso nisso!!!! Além do mais não sou rico e acho que se fosse, não meteria um carro de luxo desses que chamam SUV ou Jeep , na lama!
Intão tá.
Tenho um Willys.
58.
É. 1.9.5.8.!!!!
Bebemos o mesmo tanto.
Ele - gasolina.
Eu - cerveja.
Quase a mesma idade, nós dois.
Grande amigo.
Um dia começa a engasgar, vou em um mecânico, troca velas, limpa caburador, pago uma grana e...nada!
Vou em uma oficina chique e especializada nessas outras raças de jeep.
Mecânicos vindos de Sumpaulo !!!!
O cara fuça...regula distribuidor...troca velas...platinado...condensador...no final da sexta-feira, doido por uma cerveja com uma mineirinha, dispara:
“Seu Celso, tá com a bóia encantada!”...
Me ofendeu. Tenho jeep desde os 18, tenho 47, nunca fui mecânico, não entendo, mas também não sou burro.
A resposta veio de reflexo – confesso que depois arrependi.
- Tudo bem, me diz a cor do frango , das velas e o tipo de encruzilhada , que do despacho cuido eu!
Risos amarelos e explicações menos esotéricas, me despedi com o jeep falhando e fui para casa.
Sábado de manhã, acordei na porta da loja de peças:
- Cê tem reparo de carburador?
- Tem.
- Me dá um.
- Cê tem reparo da bomba de gasolina?
- Tem.
- Me dá um.
- Cê tem vela, cabo de vela,platinado, condensador , bobina e filtro de gasolina ?
- Tem.
- Me dá.

Apelei. Reconheço. O platinado, distribuidor e condensador foram trocados em uma oficina... Não sei mexer com isso.
O resto, fui na onda de desmontar um e montar o outro na sequência, com o pensamento de que se não desse certo, colocaria tudo num saquinho de plástico, chamaria o reboque e levaria o bruto para uma oficina (outra que não aquela!).
No final do dia, virei a chave:
Tá redondinho até hoje!!!!!
A Bóia encantada, deixei para os fregueses de Sumpaulo
Saravá!
 
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