|
|
| |
 |
| Colunas do mês de Abril / 2010 |
|
|
União faz a força
26/04/2010 - Fernando Calmon
Os movimentos de consolidação da indústria automobilística mundial ainda estão em curso e os reflexos chegarão ao Brasil, cedo ou tarde. Marcas premium, como Mercedes-Benz, reconhecem que o nível de entrada do mercado – composto por modelos de menor porte e baratos – está se estabelecendo com bastante firmeza. Tudo em função do espaço de circulação na chamada mancha urbana, além das exigências crescentes de menor consumo de combustível e baixas emissões.
Não chega a surpreender, portanto, o recente acordo de cooperação entre o grupo alemão e a aliança Renault-Nissan (inclui a romena Dacia, a sul-coreana Samsung e a russa Autovaz) para desenvolver carros pequenos. O comprometimento das partes levou à participação cruzada de 3% das ações.
Em evolução contrária, PSA Peugeot Citroën e Mitsubishi anunciaram o fim das negociações sobre fusão. A marca japonesa está enfraquecida (já foi a quarta; hoje, sétima no Japão), mas os franceses fizeram uma oferta de valor baixo para adquirir o controle. O poderoso conglomerado Mitsubishi preferiu declinar, sem anunciar planos. Opiniões de analistas se dividem entre a busca de novo parceiro ou encolhimento para uma posição de nicho.
Acontecimento importante ocorreu na semana passada, quando o Grupo Fiat anunciou a separação da atividade de automóveis das outras (caminhões e tratores). Também a unidade FPT, que cuida de motores e câmbios, foi dividida. A intenção é integrar melhor a Chrysler e possibilitar novas sinergias com outros grupos.
Sergio Marchionne, executivo-chefe da Fiat-Chrysler, havia dito no ano passado que a fusão com a PSA seria “o casamento no paraíso”. Falhou, entre outras razões, porque a família Peugeot com 200 anos de atividade industrial (antes mesmo da era do automóvel) não aceita administração subordinada.
Marchionne anunciou um plano de cinco anos, prevendo dobrar a produção combinada das marcas italianas e americanas para 6 milhões de unidades/ano até 2014, nível mínimo que ele considera rentável para um grupo automobilístico. Meta ambiciosa, pois se prevê que só em 2012 as vendas mundiais voltarão ao patamar de 2007. O maior mercado para a Fiat ainda é a União Europeia, onde a liderança do Grupo VW continua inabalada, seguido pela PSA. Um pouco abaixo, no fim deste primeiro trimestre, aparecem Ford, Renault, Fiat e Opel.
Alguns analistas sugerem que há incertezas sobre o sucesso em países-chave como China, Índia e Rússia. Mas, na América Latina, a Fiat espera vender 1,1 milhão de unidades em 2014, partindo do patamar de 800.000 veículos em 2009. Outros consultores apontam o excesso de capacidade na Itália e a dificuldade para fechar qualquer fábrica na Europa. A GM, por exemplo, pagará até R$ 350 mil de indenização por funcionário na unidade da Opel na Bélgica, cujo fechamento foi decidido.
Pelo menos uma mudança já terá efeito no Brasil. A Fiat vetou o lançamento do Dodge Trazo que fazia parte de acordo anterior entre Chrysler e Nissan. O compacto mexicano, na realidade, é a versão sedã do Tiida, concorrente do Linea. A marca japonesa decidiu voltar com seu logotipo para a grade do modelo e vendê-lo aqui ainda este ano.
RODA VIVA
FORD continua apostando em melhorias sem aumento de preço. Os Fiestas 2011, hatch e sedã, receberam faróis, grade e para-choque redesenhados, diferentes do modelo indiano. Atrás, apenas retoques. Por dentro, aplicou tecido nas laterais, instrumentos de iluminação permanente, computador de bordo e travas elétricas de portas e tampa do porta-malas.
PREÇOS desses compactos vão de R$ 30.000 a R$ 45.000,00 e airbags/ABS saem por R$ 2.000,00. Como a coluna havia antecipado, a Ford confirmou para o segundo semestre a importação do México do novo Fiesta sedã, que tem porte um pouco maior, e será concorrente de Polo, City e Linea entre outros. O Fiesta encorpado será produzido na Bahia, a partir de 2011.
FERRARI 458 Italia chega no segundo semestre por R$ 1,5 milhão, segundo a importadora Via Itália. Trata-se de um dos mais belos desenhos de Pininfarina, em raro equilíbrio de audácia e modernidade. Motor de 4,5 L e 570 cv tem a maior potência específica da atualidade em unidades de aspiração natural. Destoa a ponteira tripla de escapamento, falsa em motor V-8.
SEMINÁRIO inédito em Brasília, no próximo dia 5, será realizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Debaterá o engajamento do Brasil na campanha da ONU denominada Década de Ação pela Segurança no Trânsito. Entre 2011 e 2020, a organização internacional discutirá como diminuir cerca de um milhão de mortes e 30 milhões de feridos em acidentes.
NOVO dispositivo promete inibir furto de estepes. Pequena central eletrônica dispara uma sirene, se a roda de reserva for retirada com o equipamento ligado. É algo simples: conjunto de led, botão, sensor, além de ligações convencionais por fio, ao preço médio de varejo de R$ 80,00. Pormenores de instalação no site www.stepsafe.com.br .
|
|
Responsabilidade a dividir
20/04/2010 - Fernando Calmon
Projeções divulgadas no recente Fórum da Indústria Automobilística, organizado em São Paulo pela empresa de comunicação Automotive Business, apontam que o Brasil vai comercializar perto de 5 milhões de veículos em 2016, sendo 4,5 milhões de automóveis e comerciais leves.
Representa um salto de 50% sobre o volume de 2009.
O panorama quanto a novos produtos até lá mudará para melhor, possivelmente bem melhor. A partir de 1º de janeiro de 2014, por exemplo, todos os modelos leves (inclusive picapes e utilitários) à venda no mercado interno, nacionais ou importados, deverão estar equipados de série com dois airbags frontais e freios antibloqueio (ABS). Graças à escala de produção próxima também a 5 milhões, os dois recursos de segurança (passiva e ativa, respectivamente) devem encarecer os carros em menos de R$ 1.000,00, cerca de metade do preço promocional atualmente oferecido por alguns fabricantes.
Segundo Paulo Cardamone, da consultoria CSM, a participação de carros importados em 2016 estacionará em 21% do total comercializado, pouco além dos 18% atuais, e abaixo do recorde de 23% registrado em 1998. Isso vai ocorrer porque novas marcas passarão a ser fabricadas ou montadas no País.
Luís Curi, presidente da chinesa Chery, confirmou durante o Fórum que ainda este semestre anunciará o local onde a fábrica será erguida, prevista para produzir em 2013. Ele admitiu o início apenas com montagem, mas aumentará o conteúdo local aos poucos. O projeto inclui um centro de desenvolvimento e a oferta de três motores flex para os modelos importados.
Um compacto especificamente projetado para as nossas condições, não tão diferentes da China, será o primeiro modelo brasileiro. Curi prevê que pelo menos mais uma marca chinesa produzirá aqui.
Entre 2002 e 2008, houve 163 lançamentos e reestilizações no mercado brasileiro. Esperam-se 259 novidades de 2009 a 2015, o que já dá uma ideia de superação dos tempos bicudos, quando cores e calotas marcaram várias mudanças de ano-modelo. De acordo com estudo da CSM, o aumento da competição faria a participação das quatro marcas veteranas (Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen) encolher de 77% em 2009 para 64% em 2015. Renault-Nissan e Peugeot-Citroën ficariam com 15%. Toyota, Honda, Mitsubishi, Hyundai, Chery e outras asiáticas alcançariam 21%.
Igualmente se prevê a consolidação do número de arquiteturas, diminuindo-as de 77 para 58 em toda a América do Sul. Significa que mais modelos de diferentes segmentos e estilos compartilharão a mesma plataforma básica – tendência mundial. Isso permitirá dobrar a escala de produção por arquitetura, redução de custos e inclusão de novas tecnologias, sem que o aumento de preço ao consumidor final inviabilize o processo de modernização, ainda devido por empresas que há décadas atuam no Brasil.
Esse cenário positivo, no entanto, exige contrapartida de revisão da carga tributária, reformas econômicas, melhora da infraestrutura e desburocratização, só para citar algumas responsabilidades de governos e legisladores.
Sem tudo isso em harmonia não se conseguirá uma indústria local realmente pronta para competir dentro e fora do país.
RODA VIVA
CARLOS Ghosn, líder da aliança Renault-Nissan, colocou a cidade de São Paulo no roteiro de carros elétricos. Executivo internacional mais engajado nessa estratégia faz previsão ousada: 10% do mercado mundial em 2020 (cerca de 10 milhões de unidades, partindo de 10.000 elétricos em 2009). Haverá verba suficiente dos governos para subsídio às vendas? Difícil.
DEFASAGEM de apenas nove meses em relação à reestilização do Logan europeu comprova que a Renault reage agora com rapidez. Além da frente modernizada e retoques na traseira, melhorou o isolamento acústico e revestimento dos bancos, mas sem alterações mecânicas e de preço (R$ 28,7 mil). Por pouco não saiu antes do Chevrolet Classic.
ESTILO arrojado, pormenores de bom impacto visual como arcos laterais que podem ter cores diferentes, teto com duas suaves ondulações estendidas ao vidro traseiro (inédito) e um surpreendente motor a gasolina de 1,6 litro turbo de nada menos 200 cv/28 kgf•m marcam o Peugeot RCZ. Esse cupê 2+2 pretende ocupar 12% de um mercado de 150 mil unidades/ano na Europa.
PREVISTO para chegar ao Brasil no final do ano, por preço cerca de 20% abaixo de um Audi TT, o RCZ tem comportamento dinâmico impressionante, sonoridade do motor (origem BMW) afinadíssima e conquista quem dirige. Somente a versão mais potente possui volante de direção de menor diâmetro e alavanca de câmbio mais curta, dentro do espírito do modelo.
QUINTO Salão do Carro e Acessório, em São Paulo, se consolidou como evento de peso. Em apenas cinco dias (17 a 21 de abril) atraiu perto de 100.000 visitantes graças à boa divulgação e a um impulsionador do nível de Emerson Fittipaldi com seu reconhecido magnetismo. Novidades abrangem pneus, sistemas de som/vídeo integrados, luzes de LED e protetores de caçamba.
|
|
O futuro promete mais
13/04/2010 - Fernando Calmon
Os resultados de vendas no Brasil indicam que as previsões para 2010 caminham na direção de se confirmar. A Anfavea apontou tanto março último, quanto o primeiro trimestre, como os recordes absolutos da série histórica. Vender 354.000 unidades em um mês é, de fato, impressionante, embora a procura tenha sido acelerada pelas fortes promoções ligadas ao fim do desconto proporcionado pela redução do IPI.
Abril mantém um ritmo bom porque ainda há modelos nos estoques com o imposto menor. Maio será o mês sem esses reflexos e deve mostrar uma queda na cadência de crescimento em nível chinês – 15% – se comparados os primeiros trimestres de 2010e 2009. A previsão para o ano cheio é de crescer 9% para 3,4 milhões de unidades, o que levaria o país ao quarto lugar no ranking mundial, ultrapassando a Alemanha. Há 10 anos ocupávamos a décima posição.
As perspectivas positivas para os próximos anos acabaram por atrair grandes fabricantes, nos últimos 60 dias, no intuito de anunciar expansão de produção e novos produtos. Altos executivos da GM, Fiat, PSA Peugeot Citroën, Ford e, esta semana, Renault-Nissan vieram ao país com ímpeto renovado. Alan Mulally, presidente mundial da Ford, confirmou que o novo EcoSport, sobre a arquitetura do novo Fiesta, está sendo desenvolvido no Brasil e, pela primeira vez na história da filial, um modelo criado aqui entrará em produção também em outros países. Ele não pormenorizou, mas a coluna adianta que o utilitário compacto chegará em 2012 e será fabricado nos EUA, Alemanha, Índia e China.
O grau de confiança do consumidor e o poder aquisitivo em alta são os principais suportes para o otimismo nos próximos anos. O avanço firme e ininterrupto, porém, depende de crédito farto e barato. Nesse aspecto, espera-se para esse ano a criação por lei – em debates finais no Congresso Nacional – do cadastro positivo.
Esse mecanismo permite cobrar taxas de juros diferenciadas para quem construiu um histórico de compras parceladas e de pagamento pontual.
Bom pagador deverá despender menos em juros. O potencial, segundo estimativas conservadoras, é agregar de 500.000 a 600.000 novos compradores por ano porque as prestações se tornarão mais baratas.
Alguns céticos apontam a inadimplência como fator de incerteza. Porém, esse índice no Crédito Direto ao Consumidor (não é divulgado no caso de leasing) encerrou março em 4,2%, em queda pelo oitavo mês consecutivo. O melhor padrão comparativo se situa em 3,5%. Ainda assim, novos e criativos planos permitem atender todos os segmentos de tomadores de empréstimos.
Bem interessante é a recém-criada proposta do GMAC, banco que já pertenceu à GM e continua muito próximo à fábrica. Com entrada de 40%, um modelo como o Chevrolet Classic, na faixa de R$ 28.000,00, pode se adquirir em 60 mensalidades que começam em R$ 510,00 e terminam em R$ 291,00. Prestações decrescentes – 43% de diferença entre a primeira e a última – permitem o comprador se equilibrar frente às despesas de manutenção. Em geral sobem à medida que o automóvel acumula quilometragem. Se optar por vender o carro antes dos cinco anos, as prestações estarão mais acessíveis a possíveis interessados.
RODA VIVA
ÚNICO indicador ainda aquém do nível de antes da crise, iniciada em setembro de 2008, é o nível de emprego nas fábricas. As contratações continuarão nos próximos meses, mas recuperação total da produção depende das exportações. Em março, a reação do mercado argentino ajudou. Desconfia-se de que se trata de defesa dos vizinhos contra a inflação.
PARA a Argentina estará alocada a nova geração do Focus 2012, embora Mulally não tenha explicitado como será aplicado o investimento também anunciado lá – apenas 10% do total reservado ao Brasil. Em entrevista com a imprensa brasileira, o principal executivo mundial da Ford admitiu que picape é uma das derivações da futura arquitetura Focus.
RENOVAÇÃO do Classic – lançado como Corsa sedã, em 1995 – chegou um pouco atrasada: essa carroceria foi substituída na China. Frente e traseira reestilizadas, piscas nos para-lamas e itens de acabamento aumentaram o preço em R$ 500,00, para R$ 28.300,00. Motor de 1 litro/78 cv (etanol) casa bem com a proposta do sedã de maior venda no mercado (11.000/mês).
ESTUDOS da J.D. Power indicam que foram vendidos 10.000 veículos elétricos em 2009, pouco mais de 0,01% do total mundial. Até 2015, a consultoria americana projeta 300.000 unidades/ano ou participação de 0,3%, apesar do interesse nesse tipo de propulsão limpa. Preço, autonomia e falta de estrutura de abastecimento estão entre os fatores de limitação.
MANUAIS de proprietários dos carros da GM também trazem a observação: “bicos injetores dispensam operação preventiva de limpeza, pois são autolimpantes.” Essa mesma advertência chegou antes aos manuais da Ford. Ainda há muitas oficinas, inclusive autorizadas, que enganam os clientes oferecendo esse serviço desnecessário, salvo em casos excepcionais.
|
|
Tempo está Curto
05/04/2010 - Fernando Calmon
O Brasil já passou por fases difíceis e de desatualização nos veículos produzidos internamente. De fato, no final da década de 1990 a indústria se preparou para atender um mercado interno de pelo menos 2,5 milhões unidades/ano. Isso não ocorreu pelas crises financeiras em outros países, refletindo-se no valor do então recém-criado real. Faltava mesmo um tempo para consolidação e o Brasil sofreu até conquistar moeda e economia estáveis, depois da semente bem plantada em 1994.
Agora que o cenário interno é outro, o que falta para caminharmos mais rápido quanto à atualização dos modelos aqui produzidos? Já estamos avançando em direção ao mercado interno de 4 milhões de unidades/ano, talvez no final de 2013. Mas ainda há empecilhos. No Mercosul existem apenas cinco famílias de produtos com escala de produção superior a 200.000 veículos/ano; no Leste Europeu, são 11; na América do Norte, 23; na Ásia, nada menos que 42.
A SAE Brasil discutiu em simpósio, semana passada em São Paulo, as novas tecnologias na indústria automobilística. Os caminhos ainda se mostram nebulosos e atalhos são difíceis de encontrar. Investir em pesquisa e inovação é o diagnóstico fácil, porém os nós permanecem.
Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia da GM no Mercosul, alertou que “o mercado brasileiro se avizinha do quarto lugar no mundo, mas ainda ficamos na 31ª posição nos gastos em pesquisa, apesar de todos os programas de apoio financeiro do governo”. Frisou que o registro de patentes é baixo demais, uma questão cultural talvez. E, daria para acrescentar, também problemas burocráticos.
Os engenheiros brasileiros são criativos.
Conseguem soluções de atualização invejadas até por outros países, em especial no segmento dos compactos mais baratos e no uso de combustíveis alternativos. Conforme lembrou Milton Lubraico, engenheiro-chefe da Ford, conseguimos coisas simples como fabricar carpetes a partir de garrafas plásticas que seriam descartadas na natureza. Tecnologias de ponta, no entanto, estão maduras para esse próximo estágio de crescimento. Jair Pasquini, da Bosch, exemplificou com um sistema de baixo custo de desligar-ligar o motor e gerenciar a carga do alternador, ambos visando a economia de combustível que, em testes, chegou perto de 15% em trânsito pesado.
Paulo Matos cuida da área específica de inovação na engenharia Fiat e destacou: “O cliente exige novidades, mas não quer pagar mais.” A tecnologia atual evoluiu tanto que arquiteturas novas podem substituir as antigas com vantagens de custos, deixando entender que um modelo para suceder o Mille poderia manter um preço competitivo.
Ponto importante desse simpósio, o tempo está encurtando no sentido da evolução, de tecnologias atualizadas em diferentes segmentos de mercado e de lançamentos alinhados, pelo menos, aos modelos chineses mais modernos dos próximos anos. E por motivo simples. Além de o comprador brasileiro merecer, a proteção tarifária nas importações não pode e nem será eterna. E sem produtos atuais, as exportações se tornarão pouco viáveis. Depende destas também a escala produtiva competitiva.
RODA VIVA
ALÉM de confirmar o nome Aircross, que já circulava com desenvoltura, a Citroën liberou as primeiras fotos do monovolume C3 Picasso. Há dois anos a coluna antecipara que o primeiro produto teria visual aventureiro sofisticado, incluindo estepe externo, e só no ano seguinte, a versão “normal”. O espaçoso Aircross chega em agosto e ganhou 6 cm em altura.
QUEM costuma apontar o baixo preço dos carros brasileiros no México – razões cambiais e particularidades do mercado local – precisa comparar com a Europa. Logan 1,6 custa na Suíça R$ 24.000,00. Se igualada a carga fiscal, passaria dos R$ 31.000 cobrados aqui, sem imposto de importação. México importa carros usados, distorcendo os preços dos novos.
APESAR do nome, a nova Saveiro Cross tem decoração externa discreta, mantendo a altura de rodagem das outras versões. Volkswagen optou por uma picape com menos penduricalhos. Preferiu incluir recursos úteis a exemplo de regulagem do volante em dois planos e de altura do banco. Suspensão bem acertada, robustez e conjunto motor 1,6/câmbio destacam-se.
ANUNCIADO o preço do Nissan Leaf nos EUA, primeiro médio compacto todo novo projetado especificamente para ser elétrico a bateria. Mitsubishi i MiEV chegou antes, porém é um carro convencional adaptado. O Leaf custa lá US$ 33 mil, mais que o dobro de um modelo convencional. Com subsídios do governo baixa para US$ 26 mil. As entregas começam em dezembro próximo.
PRESIDENTE do Contran, Alfredo Peres, confirmou: ninguém precisará mais pagar antecipadamente a multa, se quiser recorrer em segunda instância. Ofício circular aos Estados comunicou que o Supremo Tribunal Federal aprovou Súmula Vinculante dispensando o motorista da obrigação imposta pelo Código de Trânsito Brasileiro. Falta agora acabar com multas que passam de carro para carro.
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|