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Colunas do mês de Fevereiro / 2009  
Mão Inglesa
27/02/2009 - Sandro Mendes Pereira
“Piloto X, tenho notado, tanto na sua coluna quanto na do Ayrton Piquetoso, que ambas não estão considerando as novas regras do Português. Existe algum motivo ou é desconhecimento mesmo?” (Flaviana Pardini, São José dos Campos SP).

Prezada Flaviana, você tem razão. Ainda não estamos seguindo as novas regras. Existem alguns motivos. O primeiro é que não concordamos com essas mudanças e não acatá-las de imediato é uma forma legítima de protesto.

Acreditamos que cada língua, cada dialeto tem suas particularidades e isso deve ser respeitado. Por exemplo: é inconcebível ouvir um gaúcho falando “uai” e um mineiro dizendo “ó xente”. O próprio Português falado em Portugal é diferente do Português do Brasil no tocante a ritmo, entonação etc.

Portanto, acreditamos que, apesar da globalização, não deveríamos fugir das particularidades de cada povo, de cada região.
O segundo motivo é que somos mineiros e aqui tudo acontece em um ritmo diferente. Não somos apressados, não somos lentos, somos mineiros, um povo desconfiado de novidades, conservador, saudosista.

No entanto, um dia tivemos que abandonar a máquina de escrever mecânica, passamos para a máquina elétrica e hoje, a exemplo do mundo todo, estamos no computador. É a tendência natural. Somos mineiros, não somos homens da caverna. Com o tempo vamos adotar as novas regras.

O difícil é passer 30 anos escrevendo idéia com acento e, de uma hora para outra, mudar a construção da palavra. O cérebro acha estranho, não gosta. Já pensou se de repente o mundo todo fosse obrigado a dirigir na mão inglesa devido à decisão de meia dúzia de pessoas?

É assim que nos sentimos com relação às novas regras. É como se tivéssemos tentando dirigir do lado contrário. Você, Flaviana, não faz idéia do que essa idéia sem acento está fazendo com as minhas idéias. De qualquer forma, obrigado pela observação.

Um abraço do Piloto X. Paz.
O Companheiro de Viagem
27/02/2009 - Ayrton Piquetoso
Recentemente, meu pai, que tem 65 anos, teve que ir ao Guarujá resolver um problema. Para lhe fazer companhia, levou consigo o Zé do Foca, um velho funcionário da fazenda da família.

Na saída, meu pai, que estava dirigindo, disse ao companheiro de viagem:

- Zé, vai lendo as placas que a minha vista já não está das melhores.

Depois da divisa de Minas e São Paulo, meu pai perguntou:

- Zé, aquela placa ali mostra a entrada para Jacareí?

- Mostra.

Quilômetros adiante, outra pergunta:

- Aquela placa ali mostra a entrada para Mogi das Cruzes?

- Mostra – confirmou o Zé.

Mais à frente, nova pergunta:

- Aquela ali mostra a entrada para Bertioga?

- Mostra.

E assim foram até o final da viagem. Na chegada ao Guarujá, após quase seis horas de estrada, meu pai disse:

- Zé, como você está enxergando bem! Não erramos uma entrada sequer!

E o Zé respondeu:

- Enxergando bem nada. Foi sorte mesmo. O sr. esqueceu que eu não sei ler?

AUTO FRASE: "O médico disse que meu problema é o carro. Troquei... de médico!" (internet).

QUIZTRANHO (TUDO SOBRE FÓRMULA 1)

1) Frase de Nelson Piquet:
a) Senna é o melhor piloto? Porr... nenhuma! b) Senna é o melhor piloto? Porr... nenhuma! Ele é pior que o Cristiano Ronaldo dirigindo Ferrari c) Senna é o melhor piloto? Porr... nenhuma! Só se for de autorama d) Senna é o melhor piloto? Porr... nenhuma! Melhor piloto é o Prost, que consegue dirigir com aquele narizão tampando toda a cara
2) Frase de Timo Glock:
a) Quem acha que eu deixei o Lewis passar está mais perdido que surdo em bombardeio b) Quem acha que eu deixei o Lewis passar está mais perdido que o Joãozinho e a Maria na floresta c) Quem acha que eu deixei o Lewis passar é burro d) Quem acha que eu deixei o Lewis passar é ignorântio
3) Outra do Piquet:
a) Da morte, nunca tive medo b) Da morte, nunca tive medo. Mas do Andrea de Cesaris... c) O de Cesaris era mais assustador que a morte d) Até a morte tinha medo do Andrea de Cesaris
4) Frase de Montoya:
a) Saí porque a Fórmula 1 não é lugar pra elefante b) Saí porque a Fórmula 1 é entediante e decepcionante c) Saí porque a Fórmula 1 é entediante e decepcionante, principalmente porque eu não ganhei quase nada lá d) Saí porque a Fórmula 1 é entediante e decepcionante, principalmente porque tinha lá um tal Schumacher que não deixava ninguém ganhar
5) Mais uma do Piquet:
a) Mansell é um bost... b) Mansell é um bost... Meu desejo era dar descarga e enviá-lo pra longe c) Mansell é um bost... Pelo menos servia pra esterco d) Mansell é um bost, a bost mais veloz do Oeste
Respostas: 1a, 2c, 3a, 4b, 5a
O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, você tem 1,80 m de altura, fora o ego. Não se acha muito grande para a Fórmula 1? (Ana Flávia Meireles, Americana SP). R: Não, a F1 é que é muito pequena para mim. Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: "Quem anda de rodinha é skate" (em uma Dodge Ram, em Campinas).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a asfaltar Marte para os ETs correrem de kart. Faça seu site conosco, a partir de 29,90 mensais. www.erosdigital.com.br

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:
Rio de Janeiro: “Revelado que escolas de samba brigaram para utilizar Ayrton Piquetoso como enredo do carnaval” (manchete publicada no jornal Rio, Terra do Mengão Post).
Sempre confiei em você
19/02/2009 - Rafael Ligeiro
Tarde ensolarada de domingo em um circuito mundo afora. Com um tempo mais de dois segundos superior ao obtido na melhor volta do pole position, um Piloto larga apenas na 14z colocação. Do box da equipe, o diretor-esportivo murmura: “Não sei como é que eu pude confiar um carro para esse moleque. Vai ser outra corrida daquelas que dá vontade de empacotar tudo, colocar no caminhão e deixa-lo sozinho na pista”.

Luz verde. O moleque, apenas em sua quarta corrida pelo time, solta a embreagem com precisão e as rodas do carro giram sem deslizes. Nem mesmo sinal daquela fumaça que sai próxima aos compostos durante a partida de alguns veículos de competições automobilísticas. Ainda na reta principal ultrapassa dois adversários, com sobriedade, e escapa da confusão causada pelo segundo e terceiro no grid, que se engalfinharam pelo caminho. É décimo colocado.

“Que coisa! O que ele não mostrou nos treinos, tem em sorte!”, exalta o diretor.

Sétima volta. O Piloto parte para o ataque sobre um adversário osso duro de roer quando o assunto é segurar sua posição. Cara difícil, desses que não tem vergonha em fechar a porta e até, se necessário, jogar o carro contra o de um adversário. Uma, duas, três tentativas de ultrapassagem e nada. Sem muita paciência, o Piloto enfia o bico do carro por fora do traçado ideal num ponto em que não se costuma ver muitas trocas de posições. Espeta uma marcha acima e solta a bota no acelerador. Sem dó.

“Por fora, não!!!”, pensa o desesperado cartola, quase puxando os poucos cabelos que restavam-lhe. “Por fora, não!!! Quem esse cretino pensa que é para fazer isso: Ayrton Senna?!”

Pois é. O aspirante a Senna ultrapassa o rival numa manobra parecida com a que executaria, umas dez voltas depois, sobre outro concorrente. Pula ao oitavo lugar e logo pede ao pessoal dos boxes: “O acerto do carro está bom, mas sinto que dá para conseguir mais velocidade”, declara. “Portanto, vocês podem tirar um pouco de asa traseira na próxima parada”.

Adverso à idéia, o chefão espera que o comandado mantenha o ajuste aerodinâmico. Para isso, usa uma velha e conhecida tática. “O que você disse?”, berrou com dois dedos próximos a boca em posição de ajuste ao pequeno microfone acoplado aos fones de ouvido, que, àquela altura da corrida, já estavam tortos na cabeça do dirigente. “O rádio está péssimo e entendi que o carro está bom, portanto, não vamos muda-lo”.

“Pelo contrário”, corrige o Piloto. “Pode tirar um pouco de asa traseira. É por minha conta e risco. Confia em mim, chefe!”.

O silêncio se fez por alguns segundos. “Se der errado, pelo menos, ganho um pretexto a mais para colocar aquele endinheirado no lugar dele...”, raciocinou o diretor. “Está bom!”, gritou via-rádio. “Pedido aceito”.

A mudança foi efetuada na parada de box, que ocorreu sem problemas. O Piloto voltou à pista e o carro, para surpresa de qualquer um, estava um foguete! Sétimo, sexto, quinto, quarto, terceiro... Enfim, o piloto recebe a quadriculada em segundo lugar. Trata-se de um excelente resultado para o time, que não subia ao pódio havia mais de 30 provas.

“Muito obrigado pelo carro, chefe! O trabalho de todos foi sensacional! Nem tenho mais o que dizer!”, exalta o Piloto, ainda no cockpit, quase aos prantos.

“Ok, menino!”, exclama o diretor-esportivo. “Tenha certeza de uma coisa: sempre confiei em você!”
Mais de 200 Motos vendidas no Liquida
17/02/2009 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Foi um estrondoso sucesso o "1o Liquida Motos Porto Alegre", o primeiro feirão exclusivamente de motos e equipamentos da capital gaúcha, no qual foram vendidas mais de 200 motos em apenas 6 dias.

O "1o Liquida Motos Porto Alegre" revolucionou o mercado de motos da capital gaúcha ao apresentar uma fórmula simples: descontos e boas condições de financiamentos. O público prontamente respondeu a estes apelos e foi em massa conferir as ofertas, foram mais de 15 mil pessoas transitando pelas áreas dos expositores, que se situaram junto ao segundo piso do Shopping Total.

Não existiam belos estandes, nem jogos de luzes e som, nem modelos deslumbrantes, foram as motos as principais estrelas do evento. Mais de uma centena delas estavam sobre o piso de concreto da área externa do Shopping Total, servindo de modelos para que as revendas não tivessem muitos custos e pudessem repassar bons descontos para os compradores. Uma CBX 250 Twister da Honda que, por exemplo, é normalmente negociada por mais de 11 mil reais teve várias unidades vendidas na feira por pouco acima de R$9 mil pela Valecross, revenda que representa a marca no evento, quase R$2 mil de economia para os compradores.

Entre todas as revendas presentes, Valecross pela Honda, Motoryama pela Yamaha, Ritmo pela Suzuki, Tri Motos pela Traxx, Auto Sul pela Kasinski, Força Z pela Motor Z, Iesa pela Dafra, My Moto com mini motos e Protásio Motos com motos semi novas e usadas, foram 202 unidade vendidas, e poderiam ter sido mais de 300!

Muitos negócios ficaram alinhavados para fechamento ao longo da próxima semana. O vendedor Marcelo Hoffmann, da Valecross, vendeu 18 motos. "Vendi 18 motos e ainda tenho muitos negócios iniciados aqui que pretendo concluir na loja. Espero levantar umas 25 vendas de todo este evento e poderia ter mais motos para faturar se alguns pedidos de crédito não tivessem sido negados pelo banco", afirmou o vendedor.

Realmente, o alto grau de exigência para concessão de crédito não fez com que mais vendas fossem concretizadas. O medo da inadimplência por parte dos bancos fez com que as fichas submetidas fossem criteriosamente analisadas e muitos pedidos foram negados.

Ainda assim, o resultado, considerando se tratar de um evento puramente de vendas em meio a uma crise mundial e em sua primeira edição surpreendeu. Comparativamente à primeira quinzena de 2008, em função do feirão, algumas revendas deverão registrar aumento de vendas em torno de 25% a 30% neste ano.

Destacada também foi a comercialização de acessórios e equipamentos realizada pela Impacto Motos. Foram dezenas de capacetes, roupas e outros itens vendidos ao longo desta semana.

Na sexta-feira, tamanha era a empolgação com o sucesso do evento, que havia o interesse dos expositores em prorrogar o feirão até o domingo, mas tratativas com o Sindicato dos Comerciários não resultaram em acordo para isto.

Chamou a atenção o aumento do público feminino, que, aproximadamente, adquiriu uma em cada quatro motos novas vendidas, e o aumento do interesse por seguros, que estavam sendo oferecidos pela Corp Seguros.

Com o final do "1o Liquida Motos Porto Alegre" ficaram algumas certezas: Os consumidores realmente respondem ao apelo de verdadeiros descontos e um feirão é um excelente evento para atraí-los, pois, em único lugar, reúne as principais marcas de mercado para pesquisa dos melhores preços e condições. "Todos os expositores presentes já confiram presença no -2o Liquida Motos Porto Alegre- que deverá voltar a acontecer em fevereiro de 2010", afirmaram em uma só vez Gisele Flores e Jaime Nazário, organizadores e promotores do evento.

E não foi só com descontos que o primeiro feirão de motos de Porto Alegre foi interessante, pois muitas novidades também estrearam por lá. As motos da Traxx voltaram a ser oferecidas na cidade com a nova revenda Tri Motos que, mesmo antes de inaugurar, já estava no evento apresentando seus modelos. A Valecross exibiu a nova Titan 2009, a Ritmo apresentou a recém trazida para o Brasil GSX 650F, a Motoryama trouxe uma série especial da YZF-R6, as motos elétricas despertaram muita curiosidade na área de Força Z e as mini motos foram um encanto à parte na área da My Moto.

Para deixar os visitantes bem informados, também foi lançado o jornal "Sobre Motos", um periódico mensal dirigido especialmente para o público e o mercado motociclístico.

O "1o Liquida Motos Porto Alegre" contou com o patrocínio da Finasa, financeira oficial do feirão, apoio da Corp Seguros, climatização da Joape, madeiras da Arko e segurança da STV.
A Arte de Prever
16/02/2009 - Fernando Calmon
Imaginar o que acontecerá com o mercado de veículos no Brasil em 2009, com certo grau de precisão, está difícil. Uma sinalização até poderia vir do exterior, mas lá o cenário continua confuso e incerto.

GM e Chrysler apresentaram ao Congresso americano os planos de viabilidade das empresas, sem os quais não continuariam a ter acesso a empréstimos oficiais favorecidos. No mês passado, as vendas internas nos EUA foram, pela primeira vez na história, inferiores às da China. Para um mercado que já chegou a beirar 18 milhões de unidades, a queda de 16 milhões (2007) a menos de 11 milhões em apenas três anos (previsão para 2009) é uma catástrofe. Ao final de 2009, 300 milhões de americanos mesmo assim conseguirão ter comprado mais carros que 1,3 bilhão de chineses. No entanto, a perda definitiva da liderança mundial é questão de tempo.

Na Europa, o socorro do governo francês, disfarçado em investimentos para novas tecnologias, beneficiando os dois grupos nacionais – PSA Peugeot Citroën e Renault – já causa reações negativas em outros países produtores da União Européia. Afinal, é uma injeção de 6 bilhões de euros, enquanto governos vizinhos, até agora, se limitaram a ações pontuais e de baixo impacto financeiro. Aquele montante, em termos proporcionais, quase equivale ao dinheiro para GM e Chrysler. Como a situação evoluirá, uma incógnita.

Janeiro foi um mês muito ruim para a indústria automobilística mundial. Até na China houve recuo de vendas em relação a dezembro. O Brasil foi exceção: cresceu 1,5%, o que motivaria comemoração em situação tão adversa. Ao contrário do que alguns pensam, o governo não proporcionou nenhum empréstimo a fundo perdido às fábricas. Houve liberação de crédito ao comprador final, a taxas de mercado, e diminuição temporária de impostos. Mas, muitos países seguiram a mesma fórmula de estímulo e os mercados continuaram caindo.

Inaugurando um ciclo de palestras na SAE Brasil, semana passada em São Paulo, Letícia Costa, presidenta da consultoria Booz&Co, previu que a repetição do patamar de vendas de 2008, em 2009, já seria um ótimo resultado. Não afastou a possibilidade de queda, porém o recuo ficaria limitado aos volumes ainda bons de 2007. Os números finais dependerão do crescimento da economia. Ela descarta qualquer possibilidade de 4% de expansão do PIB. O governo continua mantendo esse nível como meta, o que ninguém pode levar a sério.

Para a Anfavea, fazer qualquer previsão é complicado. Se tender ao otimismo, haverá quem pressione o governo para terminar com os “privilégios” da indústria automobilística ao final de março, como está previsto. Se for pessimista, levantará uma onda de que será necessário prorrogar a diminuição do IPI por mais um trimestre. Isso ocorrendo, existe o risco de o consumidor adiar as compras e interromper o ciclo de diminuição dos estoques que, em dezembro, assustou bastante ao alcançar quase dois meses de venda. Ao final de janeiro, estavam em 31 dias, um pouco distante do nível ideal de 25 dias.

Sem a normalização dos estoques, fica difícil planejar o nível de produção e de emprego nos próximos meses. E, ainda mais, exercitar a arte de prever.

RODA VIVA

EMBORA a Citroën tenha chegado a construir, na França, protótipo da versão sedã do novo C3 para países emergentes, o projeto não deve vingar. Quem viu, concordou que ficou feio. Por outro lado, a marca francesa espera surpreender o mercado, em março, ao lançar o C4 hatch muito bem equipado. A coluna adianta: preço competitivo parte de R$ 53.800,00.

SAIU o ranking dos dez automóveis mais vendidos em 2008 na Europa, segundo os dados da consultoria Jato. Mais uma vez, a liderança foi do VW Golf, seguido por Peugeot 206/207; Ford Focus; Opel Corsa; Renault Clio; Ford Fiesta; Opel Astra; Fiat Punto/Grande Punto; VW Polo e VW Passat. De novo, o Passat foi o único médio-grande da lista, o que é surpreendente.

GRAND Scénic, de sete lugares, importado da Europa por R$ 85.000,00 custa só R$ 3.000,00 a mais que o Zafira completo. Modelo francês é mais equipado. Motor de 2 litros/138 cv sofre um pouco para tirar o carro da imobilidade – câmbio automático tem apenas 4 marchas. No trânsito urbano até que vai bem, mas na estrada, carregado, deixa a desejar.

RESOLUÇÃO recente do Contran dispensa a informação do endereço do proprietário no documento de porte obrigatório do veículo. Chega em boa hora, por razões de segurança, nesse cenário de violência insana. É bom também para aumentar o espaço reservado a anotações, exigidas quando se alteram características do veículo tais como suspensões e faróis.

SERVIÇOS de transporte a fim de evitar problemas para quem se excede na bebida estão se espalhando no país. Em Recife, no Carnaval, a empresa Anjos do Asfalto colocará um motorista à disposição de clientes para conduzir o carro, seguido por um motociclista encarregado de trazer de volta o funcionário. A central ficará no Shopping Paço Alfândega.
Clássico de Fibra
12/02/2009 - Renato Bellote Gomes
Texto e fotos: Renato Bellote

Durante as décadas de 70 e 80, com a importação fechada, o consumidor brasileiro tinha à sua disposição várias opções de veículos fora-de-série e outros ainda adaptados ou em versões baseadas nos carros de passeio.

Um destes modelos foi o MP Lafer, que teve como inspiração o britânico MG, mas com personalidade própria. O estilo retrô combinado com a robustez da mecânica Volkswagen fez com que caísse no gosto do público. A produção total foi superior a quatro mil unidades e ele foi exportado para Europa e Estados Unidos.

Quando um deles passa pela rua tem o incrível poder de fascinar as pessoas e provoca olhares de admiração e curiosidade. A idéia dessa crônica começou há um bom tempo, quando fiquei conhecendo o comerciante Romeu Nardini, proprietário de um exemplar 1977 impecável.

Mais de um ano se passou até que a história do modelo fosse contada. “Sempre gostei de carros antigos”, diz ele logo no começo da conversa. E complementa: “Sou da geração pós guerra, justamente quando os americanos começaram a colocar no mercado suas extravagâncias, tanto na estética quanto na parte mecânica”.

O Romeu é um daqueles apaixonados por carro. Além disso, fala como alguém que entende do assunto. Quando nos encontramos para as fotos, em um domingo de novembro, a cor vermelha da carroceria brilhava como nunca. A capota, como o leitor verá mais tarde, estava abaixada. Charme de sobra.

O esportivo foi adquirido em 1988. Mas ele sempre teve uma queda pelo modelo. “Eu fui proprietário de lojas de automóveis e sempre gostei de trabalhar com antigos ou foras-de-série. Conseqüentemente, vários MPs passavam pela minha mão para negócio. Sempre que podia eu usava os carros e curtia muito”, revela.

Após utilizar o veículo por algum tempo, veio o trabalhoso, mas satisfatório, processo de restauração. “O serviço todo levou nove meses e ficou a cargo da Tony Car, em São Bernardo do Campo”, conta. “O Toninho, proprietário da oficina, trabalhou na Lafer e praticamente viu nascer todos os exemplares. Hoje vem restaurando e dando uma sobrevida à marca”, enfatiza.

Os detalhes, aliás, impressionam. O painel é de madeira náutica e resiste bem às intempéries. Dei uma olhada no acabamento e pude notar a qualidade do serviço e da conservação. Os cinco manômetros funcionam com precisão absoluta e mantém o motorista informado de tudo o que acontece.

Mas o maior prazer é andar com o vento nos cabelos e o sol no rosto. A ignição fica no centro. Logo após a partida o motor ronca esbanjando saúde, auxiliado pelo kit Puma, com dois carburadores Solex 40. “Sem filtro”, como salientou o dono. O espelho retrovisor – de formato retangular – também tem boa localização, na parte de cima do painel.

Uma das coisas mais interessantes é a visão que motorista e passageiro têm do longo capô, onde fica o porta-malas. Neste ponto, o colecionador fez uma observação curiosa. “Quando paro no posto para abastecer, tem gente que corre pra dar uma olhada no “motorzão” aí na frente”, brinca. O propulsor boxer fica na parte traseira.

Saímos pela rua, com o sol das dez horas batendo forte. A alameda seguinte nos recebeu quase vazia. Não dá pra ficar indiferente em um carro desses. O pára-brisa é baixo, de modo que o vento desmancha os cabelos. A diversão é item de série.

Falando sobre a capota, cabe aqui uma outra passagem. Certa noite me encontrei com o Romeu no Parque das Bicicletas, em seu tradicional evento de quinta-feira. Pedi uma carona e voltamos a bordo do clássico. Com a capota abaixada, é claro. Mas eram nove horas da noite!

“Esse carro nutre certa simpatia por onde passa, atraindo a curiosidade geral, agradando as crianças e as pessoas de mais idade. Aos jovens, nem tanto”, comenta. “Na verdade, ele proporciona um grande prazer a quem o dirige”, revela satisfeito.

Como todo proprietário zeloso, este não foge à regra e tem certos cuidados na manutenção da máquina. Um deles é a utilização somente de gasolina aditivada. O outro é mantê-lo sempre encerado, para proteger a pintura vermelha – que lhe valeu o simpático apelido de Laferrari – e os cromados.

Mas o ingrediente principal é mesmo a paixão. “Graças ao MP pude fazer um número incontável de amigos dentro e fora do antigomoblismo, coisa que dou muito valor. Principalmente nesta época em que vivemos uma vida corrida e muito atribulada, que impede, na maioria das vezes, que tenhamos algumas horas dedicadas a um hobby”, conta. O comerciante é diretor do Clube MP Lafer Brasil desde o ano de 2002. O pessoal organiza passeios e participa ativamente de vários eventos há uma década.

Quem quiser saber mais sobre o clássico também pode visitar o portal (www.mplafer.net) que, além de galeria completa de fotos, ainda tem espaço para dicas de manutenção, tabela de cores e clubes ao redor do mundo.

Nem vou procurar me estender no vocabulário para encerrar o texto. O Romeu sintetizou tudo em duas frases: “Vá ser feliz. Compre um carro antigo!”. E ele tem razão. Se sua escolha for um MP Lafer, certamente terá um clássico fora-de-série, nos dois sentidos da palavra.
Mais de 100 Motos Vendidas no Liquida Motos
12/02/2009 - Gisele Flores e Jaime Nazário
Foram vendidas 104 motos em três dias do "1o Liquida Motos Porto Alegre". Preços com descontos atrativos e financiamentos com taxas reduzidas fazem com que a expectativa é seja comercializar mais de 300 motos até o sábado (14).

Entre segunda-feira (09) e quarta (11) foi grande a movimentação na área do segundo piso do Shopping Total, onde se realiza o "1o Liquida Motos Porto Alegre", o primeiro grande feirão exclusivamente de motos e acessórios da capital gaúcha, com quase 5 mil pessoas tendo passado pelas áreas dos expositores.

104 motos vendidas em três dias

O evento começou na segunda (11) às 10 horas da manhã e logo no seu início a primeira moto era vendida, uma Yamaha YBR 125 Factor pela Motoryama. São 7 marcas de motos novas reunidas (Honda, Yamaha, Suzuki, Kasinski, Dafra, Traxx e Motor Z), 1 marca de mini motos (MyMoto) e 1 revenda de motos semi-novas e usadas (Protásio Motos) que estão tornando possível a realização do desejo de adquirir uma motocicleta para muitas pessoas, só em três dias já foram 104 vendidas.
O evento tem tido forte fluxo de pessoas e muitos negócios estão alinhavados para fechamento nos próximos dias. A expectativa é que sejam comercializadas mais de 300 motos até o sábado (14), data do fim do feirão.

Compradores fazem seguro para suas motos recém compradas

Entre as 104 motos vendidas chamou a atenção a grande quantidade delas que foram seguradas, 33, em torno de 30%, contrataram seguro na hora com a Corp Seguros. Prova de que os motociclistas cada vez mais estão se preocupando com a preservação de seu patrimônio, a moto. Os visitantes do feirão ainda tem a oportunidade de concorrer ao sorteio de um capacete no final do evento, bastando preencher um cupom no balcão da Corp Seguros.

Capacetes e outros acessórios com descontos vendem muito bem

E não é só motos novas, motos elétricas, quadriciclos, mini motos e motos usadas que estão sendo bem vendidas. A Impacto Motos está com uma loja fartamente sortida de equipamentos e acessórios que tem atraído muitos motociclistas. Os descontos são atrativos e os visitantes tem deixado o local com grandes sacolas com capacetes, roupas e outros itens. Escapamentos esportivos da MS Racing também tiveram boa procura procurada para incrementar a beleza e desempenho das motos.

Jornal "Sobre Motos"

No "1o Liquida Motos Porto Alegre" foi lançado o "Jornal Sobre Motos", um veículo de conteúdo especializado sobre motos que deverá circular mensalmente pelo RS. A tiragem inicial já é de 10 mil exemplares e tem como editores os colunistas Gisele Flores, a única mulher piloto da motovelocidade gaúcha, e Jaime Nazário, ganhadores dos principais prêmios da categoria, o Abraciclo de Jornalismo e o ABRAM.

Calor só nas compras

O "1o Liquida Motos Porto Alegre" conta com o patrocínio da Finasa, financeira oficial do evento, e apoio da Arko Madeiras.
Apesar do forte calor registrado nestes dias de verão, os visitantes encontraram um ambiente agradável graças à climatização provida pela empresa Joape. A segurança foi absolutamente total, contando com o apoio da STV, além da própria segurança do Shopping Total.


O quê?"1o Liquida Motos Porto Alegre": Primeiro e grande feirão exclusivamente de motos e equipamentos da cidade.
Quando? de 9 a 14 de fevereiro
Onde? Shopping Total (2o piso)
Horário? das 10 às 22 horas

Entrada Franca
Teste é teste, corrida é corrida
11/02/2009 - Rafael Ligeiro
Considerado um dos percussores de Zico no Flamengo, Moacir foi um jogador digno de vestir camisa dez. Inteligente, preciso no passe e lançamento de bola, foi parar até na seleção brasileira. Aliás, durante a preparação da equipe à Copa do Mundo de 1958, por conta do excelente rendimento em treinos, chegou-se até a cogitar que ele seria titular, no lugar de Didi. Foi então que o “Príncipe Etíope”, pai do chute apelidado de folha seca, disparou uma celebre frase: “Treino é treino; jogo é jogo”. Detalhe: Didi foi titular absoluto nas seis partidas do torneio no qual o Brasil garantiu o primeiro título de cinco títulos mundiais. Moacir não disputou sequer um jogo – mas, cá entre nós, foi um privilegiado espectador do desabrochar para o futebol de gênios como Garrincha e Pelé.

Se a máxima de Didi costuma valer nos gramados, a situação não é nada diferente nas pistas. Aliás, cabe uma adaptação à máxima do ex-craque de Botafogo e Real Madrid que cai muito bem nesse momento da Fórmula-1: “Teste é teste; corrida é corrida”.

Os resultados na pré-temporada da categoria, em gigantesca parte, não são presságio de que um time vai fazer bonito no campeonato vindouro. A meta primordial da fase de preparação é conceder às equipes a oportunidade de desenvolver tecnologias aos carros que, brevemente, estarão em pista para a disputa da temporada. Fruto dessa liberdade é que sabe-se lá se, nos benditos testes coletivos, uma equipe não está atrás de um ajuste para os freios, outra rachando a cuca para tirar proveito do KERS ou apenas querendo impressionar, com o carro voando baixo com umas três gotas de gasolina no tanque de combustível...

Prova de como essa relação entre pré-temporada e resultados é estranha e quase inválida aconteceu com Felipe Massa nessa semana. Em testes no circuito de Sakhir, na terça-feira, Massa cravou o segundo tempo. Pode parecer uma boa marca, mas detalhe é que apenas ele e outros dois pilotos disputaram tal sessão. Contudo, o brasileiro mostrou-se contente com o que o modelo F60 apresentou em pista. Especialmente ao que o carro produziu sob acertos aerodinâmicos mais voltados à corrida. É sabido que a distância a ser percorrida num GP (mais de 310 quilômetros) é quatro a cinco vezes superior a de um treino. Tendo em vista tal disparidade é possível compreender porque nos treinos busca-se um setup sensivelmente mais voltado a velocidade; nas corridas, à durabilidade.

De fato, nem Felipe - tampouco qualquer membro da Ferrari – bateria no peito e comemoraria, como se fosse gol de título, a melhor marca nesse evento. Se viesse, bacana. Mas isso é secundário. Extremamente. Preferem trabalhar vislumbrando o amanhã, onde haverá corridas e, aí sim, o cronômetro volta a ser sinônimo perfeito de competitividade e garantia de pontos na busca pelo título mundial.

O ocorrido com Felipe em Sakhir pode nos levar a uma dedução animadora. Afinal, se a Ferrari já busca a estabilidade do equipamento ao longo de uma corrida é sinal de que a velocidade do carro foi, em principio, aprovada pelos técnicos do time de Maranello. Só não é possível ainda afirmar se isso é suficiente para coloca-la no topo da hierarquia da Fórmula-1 ou ainda na busca por tal condição. Mas fato é que a Ferrari é time grande sob qualquer circunstância e aposta conservadora na disputa por vitórias e títulos. Conjuntura muito diferente, por exemplo, da Toro Rosso.

É bem verdade que o time com base em Faenza possui profissionais de primeira linha, caso do projetista Adrian Newey que rabisca os TR zero alguma coisa. Além disso terminou 2008 com excelentes rendimentos nas pistas e conta com Sébastien Bourdais – teoricamente – adaptado à F-1 e Sébastien Buemi, um piloto promissor. Mas, mesmo sob o risco de queimar a língua, afirmo que a STR não passa de um time que, embora possa surpreender em etapas esporádicas, dificilmente pode almejar algo além de um quinto lugar entre Construtores. Culpa da grana. Os investimentos da equipe, estimados em 80 milhões de dólares por temporada, são modestos aos padrões da categoria.

Sim. É verdade que Buemi se mostra frequente nome entre os mais velozes durante testes em Algarve e Jerez nos últimos dias. Mas esse rendimento é um parâmetro duvidoso. Isso porque o suíço correu com um carro predominantemente dotado de acertos do modelo da STR em 2008. Nesse sentido, possui vantagem em relação a adversários como McLaren e Ferrari, escuderias com bólidos 2009 recém colocados em pista e que levaram tempo da STR nos circuitos português e espanhol. O carro da prima pobre da Red Bull já conta com uma porção de ajustes colhidos ao longo de um ano de existência, seja em treinos ou corridas.
Orgasmi
09/02/2009 - Ayrton Piquetoso
Meu amigo Alessandro Furtado, médico ginecologista na cidade de Lavras e que coleciona carros antigos, conta um caso engraçado que ocorreu em seu consultório.

Certa vez ele estava atendendo uma sitiante muito simples e começou a fazer as perguntas de praxe à mulher. Lá pelas tantas, ele questionou:

- A sra. tem orgasmo?

Sem saber o que era aquilo, a sitiante levantou-se e disse ao médico que iria na recepção perguntar ao marido. E assim o fez:

- Benedito, nós temos “orgasmi”?

Sem pensar duas vezes, o Benedito respondeu:

- Não, só Credicard.
AUTO FRASE: "Ela me disse: eu ou o carro! Até hoje sinto saudades dela..." (internet).

QUIZTRANHO (TUDO SOBRE FÓRMULA 1)

1) Faixa exibida certa vez em Hockenheim, dirigida à Eddie Jordan:

a) Eddie, seus carros são mais feios que couve agarrada no dente b) Eddie, seus carros parecem tartarugas com reumatismo c) Eddie, seus carros são horríveis. Tal pai, tal filho d) Eddie: vá se f...

2) Frase de membro da Ferrari sobre a FIA:

a) A FIA é um pouco estranha b) A fia é estranha, mas a mãe é uma beleza c) A FIA é uma fia da mãe d) A FIA é uma fria

3) Ron Dennis está sendo processado porque chamou seu funcionário de:

a) Cara de bolacha b) Cara de mamãe quero coalhada c) Gordo d) Elefante da Mônica

4) Jornalista que cobre a Fórmula 1:

a) Reginaldo Âncora b) Reginaldo Leme c) Reginaldo Casco Furado d) Reginaldo Piratas do Caribe

5) Segundo Schumacher, ele corre de moto porque:

a) Quer brincar de morrer b) Gosta de se machucar, porque é masoquista c) Quer se divertir d) Quando era pequeno, nunca teve velotrol

Respostas: 1d, 2a, 3c, 4b, 5c

O PILOTO RESPONDE: “Piquetoso, a Fórmula 1 continua perigosa do ponto de vista dos acidentes?” (Luís Santiago, Porto Alegre RS). R: Que nada. O único risco que os pilotos de hoje correm é pisar em chiclete. Quando um nanico daqueles pisa em um chiclete, é preciso que os bombeiros o salve, se não ele morre sufocado. Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: "Carro velho não, veículo antigo" (adesivo colado em um Landau, em São Paulo).

AUXÍLIO PIQUETOSO: Ajude o Piquetoso a tirar a mancha do Canal da Mancha. Faça seu site conosco, a partir de 29,90 mensais. www.erosdigital.com.br

REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:

Brasília: “Lula diz que nunca antes na história desse país houve alguém tão importante como Ayrton Piquetoso” (manchete publicada no jornal Brasília Saco Sem Fundo Post).
O Urtigão
09/02/2009 - Sandro Mendes Pereira
Outro dia o jornalista Odir Cunha me convidou para o lançamento de seu livro "Na Raça!", que conta a história do bicampeonato mundial do Santos.

Apesar do Odir ser um sujeito sempre atencioso e agradável, um dos bons amigos que fiz na internet, e de acreditar que o evento seria bastante interessante, assim como o livro, não pude ir.

Raramente saio de Minas Gerais. Sou meio Urtigão, aquele personagem de Walt Disney que mora no campo, anda descalço, tem uma barba enorme, um chapéu murcho e uma cartucheira pronta para disparar a qualquer momento.

O Urtigão é um solitário que não gosta de ninguém por perto. Esse lado Urtigão é muito forte em mim, assim como o é no ex-jogador Tostão, colunista de vários jornais brasileiros e que também só aparece se for raptado e levado à força.

Gosto de ficar em casa, longe de multidões. Gosto de estar no meu kart, acelerando na solidão que os pilotos encontram debaixo do capacete. Gosto de estar no meu jipe, em meio à natureza, ouvindo os sons do silêncio do mato. Gosto de estar no computador, olhando de longe o mundo pela internet. Gosto, enfim, da paz e da quietude que a solidão me traz.

Existe uma música que curto bastante e que retrata esse meu lado Urtigão. O título da canção é “Vida Boa” e ela diz o seguinte:

“Moro num lugar
Numa casinha inocente do sertão
De fogo baixo aceso no fogão, fogão à lenha ai, ai
Tenho tudo aqui
Umas vaquinha leiteira,um burro bão
Uma baixada ribeira, um violão e umas galinha ai, ai
Tenho no quintal uns pé de fruta e de flor
E no meu peito por amor, plantei alguém, plantei alguém

Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa, sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso, cravo e outras coisa que fartá, marvada
pinga ai, ai
Pego o meu burrão
Faço na estrada a poeira levantar
Qualquer tristeza que for não vai passar do mata-burro ai, ai
Galopando vou
Depois da curva tem alguém
Que chamo sempre de meu bem, a me esperar, a me esperar”

Essa música foi escrita por Victor Chaves, da dupla mineira Victor e Léo. Pelo visto, Victor também é um Urtigão assumido.
Apoio Aos Idosos
09/02/2009 - Fernando Calmon
Entre os acertos a serem creditados à atual administração do Contran está a regulamentação do estacionamento destinado a idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, publicada em resolução no final do ano passado. Além de padronizar as sinalizações das vagas, o modelo de credencial também será igual em todo o Brasil.

Um dos pontos positivos é que, apesar de as autorizações serem expedidas por órgãos municipais, terão validade no País inteiro. As pessoas portadoras de deficiência físicas de modo permanente ou transitório, mesmo que não dirijam veículos adaptados, serão beneficiadas igualmente. Caberá, portanto, às 5.561 prefeituras cumprirem o seu papel.

Os Estados, por sua vez, precisam mostrar boa vontade em relação à isenção de ICMS para veículos adquiridos por pessoas com deficiências físicas permanentes. A lei impõe um limite de preço, mas a inflação, ao passar do tempo, vai desenquadrando do benefício vários modelos médios. O câmbio automático tradicional está sujeito à variação do dólar e ajuda a encarecer os automóveis. No panorama atual, Golf, Civic, Corolla, Mégane, Focus, Vectra e Stilo devem romper o limite de R$ 60.000,00, exigindo atualização. O ideal seria uma reclassificação periódica e ágil, quanto ao fator preço, sem necessidade de cobranças por parte da sociedade.

No exterior, a população em envelhecimento desperta especial interesse da sociedade. As eficientes estatísticas dos EUA apontam que motoristas de menos de 20 anos e acima de 65 anos apresentam taxas de mortalidade no trânsito equivalentes. As causas, claro, são diferentes.

No primeiro caso, excesso de autoconfiança; no segundo, reações lentas em relação ao que ocorre em volta do veículo. Até 2020 existirão cerca de 40 milhões de americanos acima de 65 anos habilitados a dirigir e isso determina ações preventivas.

Há iniciativas meritórias nos EUA. Uma das organizações não-governamentais preocupadas pelo fato de os idosos terem se tornado a faixa etária que mais cresce é a Associação para Melhorias no Trânsito (TIA, em inglês). Assim, criou um programa de ajuda para motoristas idosos poderem autoavaliar sua habilidade de dirigir veículos com segurança. As palestras, de adesão voluntária, duram três dias e são ministradas discretamente. Explicações sobre as limitações de visão, de reflexos às situações de riscos e de força física estão entre as prioridades, além das fundamentais técnicas de direção defensiva. O curso inclui testes em rodovias no próprio veículo do aluno.

“Dirigir é um contínuo processo de aprendizagem”, afirma Frank Cardimen, presidente da TIA. “Independentemente de quem se considera bom ao volante, há sempre espaço para melhorar. Desenvolvemos o foco de tornar os motoristas mais observadores, cautelosos e confiantes enquanto dirigem”, conclui. Estatísticas mostraram que os idosos são particularmente vulneráveis a acidentes nos cruzamentos.

Só no ano passado a organização americana organizou 38 conferências em hospitais e centro de idosos no estado de Michigan, todas patrocinadas pela Ford. É um passo importante na direção de criar um programa educativo nacional dedicado aos motoristas seniores em prol da segurança no trânsito.

RODA VIVA


DIMINUIÇÃO dos estoques em janeiro para 31 dias (36 dias, em dezembro) indica que estão surtindo efeito as medidas de estímulo ao mercado de automóveis e comerciais leves. Ideal seriam 25 dias, mas pode demorar. Em janeiro, a média diária de vendas se aproximou de 10.000 unidades. Este patamar seria o mínimo para sinalizar um ano menos negativo no setor.
ANFAVEA alega ainda se sentir desconfortável sobre previsões para 2009. Em especial quanto ao nível de produção, fortemente afetada em janeiro pela queda brutal de 60% nas exportações, em comparação ao mesmo mês de 2008. Quanto às vendas internas, falta a reação do mercado de usados, duplamente afetado por queda de preços e escassez de financiamento.
CONFORME previsto, o Captiva já está disponível com motor Ecotec de quatro cilindros, 2,4 litros (muito diferente do nacional) e 171 cv. Chevrolet acredita que 50% da procura ficará com essa versão, de R$ 10.000,00 a menos (R$ 87.000,00). Para-choques pintados de preto indicam tanto modismo atual nesse tipo de veículo, quanto corte de custo. O motor menor do mexicano não chegou a torná-lo lento.
PROJETO estapafúrdio, apresentado na Câmara Federal pelo deputado Eliene Lima (PP/MT), propõe congelar mudanças estilísticas, em menos de três anos, nos veículos aqui vendidos. É preciso total desconhecimento do funcionamento do mercado para propor algo nessa linha. Ao contrário do preconizado, os carros poderão até desvalorizar mais. O caminho? Arquive-se...
CORREÇÃO nas informações sobre os mais vendidos, em 2008, de acordo com a classificação adotada pela coluna. Utilitários esporte médios: 1) Tucson, 34%; 2) CR-V, 14%; 3) Sportage, 12%. Utilitários esporte grandes: 1) Pajero/Pajero Sport, 33%; 2) Hilux, 26%; 3) Veracruz, 8%.
American Dreams
06/02/2009 - Rafael Ligeiro
A luz no fim do túnel para que a Fórmula-1 conte com duas dezenas de carros no grid até 2010 vem, agora, dos Estados Unidos. Em notícia publicada no dia quatro, o site alemão de automobilismo Motorsport-total.com afirma que, ainda em fevereiro, será anunciada a criação de uma equipe norte-americana: a USF1. Adepto da filosofia “Ver para crer” de São Tomé, penso que é preferível esperar, evitar encomendar bolo, brigadeiros, sanduíche com patê de atum. Mas algo já vale ressaltar. Se confirmado, trata-se de projeto ousado. Apesar de dois títulos e uma porção de GPs disputados em nove pistas, os Estados Unidos sempre mantiveram relação gélida e sem gosto com a F-1. A única diferença é que, em dados momentos, estiveram próximos; em outros, como nos últimos 16 campeonatos, distantes.

Uma das provas de que Estados Unidos e Fórmula-1 andam fora de sintonia é que apenas Scott Speed e Michael Andretti representaram os States em provas da categoria entre 1993 – ano de ascendência da já extinta Fórmula Indy - e 2007. Speed, que correu em 2006 e 2007 pela Toro Rosso, sequer pontuou. Já Andrettinho – como Nelson Piquet gosta de chamá-lo – foi responsável pelos últimos pontos ianques, com um terceiro lugar no GP de Monza de 1993, a bordo de um McLaren-Ford. Esse foi ainda o último pódio de um representante dos Estados Unidos que, aliás, não fatura uma vitória no certame desde 27 de agosto de 1978, com Mario Andretti na etapa de Zandvoort, Holanda.

É fácil entender parte importante da engrenagem que faz o certame da FIA não despertar tanto interesse na terra do tio Sam quanto Nascar ou Indy Racing League. O norte-americano, seja por preferência ou puro patriotismo, encontrou sua referência no automobilismo por meio de eventos com carros tecnicamente semelhantes, provas em ovais, ultrapassagens às dúzias e vitórias decididas apenas metros antes da quadriculada. Tal cenário é comum em certame como Nascar, IRL e outras categorias por lá; não na Fórmula-1.

No campeonato de Mosley e Ecclestone, os equipamentos são oriundos de várias fabricantes, o que torna as diferenças técnica e econômica acentuadas. De quebra, os circuitos mistos, que formam 100% do calendário da categoria, possuem zonas de escape maiores que as presentes nos ovais, algo que facilita o resgate de carros acidentados. Isso significa menos possibilidades de bandeiras amarelas. Sim, as amarelas que tanto aparecem nos ovais e colocam todos competidores novamente próximos, num pelotão, para delírio dos fãs de equilíbrio e disputas.

Alheio ao que a tal USF1 poderia fazer em pista, a presença da escuderia seria bem-vinda porque engordaria um grid raquítico em número de carros. Embora seja favorável à idéia de Bernie Ecclestone de que mais importante que a presença de uma décima equipe no grid é a qualidade dos pilotos – que cá entre nós, anda boa – fato é que, com mais dois carros nas pistas, até mesmo que sejam pouco competitivos, abre-se espaço para que talentos mostrem serviço. Tome a Minardi por exemplo. Entre 1996 e 2001, o time italiano revelou dois vencedores de corridas (Giancarlo Fisichella e Jarno Trulli) e um bicampeão de Fórmula-1 (Fernando Alonso). E vale lembrar que, segundo a matéria do Motorsport-total.com, a USF1 pretende ter dois pilotos norte-americanos como titulares.

Há quem possa pensar que, pelos últimos resultados na F-1, os Estados Unidos passam por uma tremenda falta de pilotos. Ledo engano. Os Estados Unidos é um celeiro de talentos do esporte a motor. A única questão é o target, diferenciado. Desde as primeiras competições, os pilotos parecem interessados em, futuramente, correr na Nascar ou Indy Racing League; se não chegarem lá, Grand-Am, ALMS e certames satélites da Nascar são boas opções. E é nesses campeonatos, ou bem próximo deles, que os talentos estadunidenses se encontram. “Quero ser campeão de F-1” é coisa rara de se ouvir dos volantes mais jovens; quase uma heresia. Contudo, os norte-americanos possuem profissionais capazes de, ao menos, não fazer feio na F-1.

Marco Andretti é um dos pilotos mais rápidos nos mistos da IRL e mostra evolução nas provas da A1 GP. Até já testou pela equipe Honda de F-1, em 2007. Ryan Hunter-Reay é outro piloto com bom rendimento no tipo de traçado predominante na categoria da FIA. Apesar de não encantar a ninguém nos tempos de Toro Rosso, Scott Speed é experiente, poderia ajudar no desenvolvimento do equipamento. Já Danica Patrick... Bem, longe de saber o que ela poderia proporcionar em pista, não tenho dúvidas de que causaria um alvoroço de mídia parecido ao do pós-título de Lewis Hamilton apenas pela simples presença em Grandes Prêmios.

Independente dos escolhidos, fato é que a USF1 – e qualquer projeto norte-americano na F-1 – conta com um forte aliado: Bernie Ecclestone. Astuto, sabe que, apesar da crise, os Estados Unidos continua como maior potência do mundo e, de quebra, possui um público que gosta de automobilismo. Talvez jamais seu produto obtenha a condição de número um na terra do tio Sam. Mas não é isso que a turma da F-1 almeja. Ao menos, inicialmente. De fato, os olhos estão voltados ao excelente número de consumidores em potencial nos States. Afinal, automobilismo também é business.

Claro que trata-se de um desafio grande até para um sujeito que levou a categoria à novas forças econômicas, lugares onde jamais se imaginaria que a categoria da FIA desembarcaria. Países que oferecem quantias assustadoramente superiores a de nações européias por um Grande Prêmio e, de quebra, onde as restrições à propaganda de tabaco – tão comunais no Velho Continente – passam longe.
Se der certo será muito bom. Ou será very good?!

Papo Ligeiro

Nove circuitos- Escrevi, no início do texto, que nove circuitos norte-americanos foram palco de etapas da Fórmula-1. São os seguintes: Riverside, Sebring, Watkins Glen, Long Beach, Las Vegas, Dallas, Detroit, Phoenix e Indianápolis. Detalhe é que o popular circuito de Indiana abrigou provas no traçado oval, de 1950 a 1960, e no misto, de 2000 a 2007.
Precisão Virtual
05/02/2009 - Fernando Calmon
Por Fernando Calmon

O grande avanço da segurança passiva dos automóveis – diminui conseqüências do acidente aos ocupantes – deu-se por intermédio de testes de colisão contra barreiras fixa e deformável em laboratórios. Em particular, no interior dos carros avaliados, os dummies (bonecos com sensores que registram ferimentos) evoluíram ao longo do tempo, formando novas famílias capazes de reproduzir o nosso corpo.

Bonecos feitos de borracha e aço em breve terão a ajuda da próxima geração de HBM (Modelo do Corpo Humano, em inglês) projetada com pormenores de grande precisão obtidos em computação gráfica e realidade virtual. Poderão se prever melhor os efeitos dos traumas graças à representação detalhada de ossos e tecidos internos e externos.

Esses HBMs avançados suportam simulações por computador de acidentes virtuais. Inicialmente cinco regiões do corpo vêm sendo estudadas: cabeça, pescoço, tórax/membros superiores, abdômen e pélvis/membros inferiores. Engenheiros automobilísticos, pesquisadores, médicos e cirurgiões colaboraram em busca de técnicas para construir reproduções mais próximas possíveis da realidade.

Os modelos se valerão de informações já obtidas em testes de colisão e de novas ferramentas computacionais, além de ressonância magnética, tomografia computadorizada e escaneamento de superfície a laser para captação de imagens. A engenharia de computação é uma grande aliada por meio de CAD (Projeto com Auxílio de Computador, em inglês) e o método de análise de elementos finitos. Este é o mesmo utilizado em simulações de acidentes que demonstraram incrível semelhança com as deformações de carroceria nos testes reais.

Objetivo é ajudar a avaliar as conseqüências a que estão sujeitos os órgãos humanos em colisões automobilísticas reais. Quatro diferentes modelos – dois masculinos e dois femininos – serão criados, de início, cobrindo uma larga faixa de similaridade ao biotipo humano. Há planos para estender a família de HBMs, desde crianças a pessoas idosas, cujos órgãos reagem de forma diferente às forças aplicadas.

O programa é coordenado, em nível mundial, por um consórcio de nove produtores de veículos: Chrysler, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Nissan, Renault, Peugeot-Citroën e Toyota. Dois produtores de componentes participam: Takata e TRW, fabricantes de airbags. No total, incluindo universidades, cerca de 40 dos mais renomados laboratórios e instituições ao redor do globo.

Seis centros de especialistas em corpo humano darão o suporte necessário. Vão se juntar experts em biomecânica que avaliam traumas e sequelas – fatais ou não – e modelistas em computação gráfica. O resultado esperado são HBMs reconhecidos globalmente como padrões de previsão de ferimentos com grau de detalhamento nunca antes conseguido.

A dificuldade existente até aqui era avaliar precisamente como partes internas e externas do corpo reagem às forças gravitacionais e de impacto direto geradas no habitáculo do veículo, décimos de segundos após o acidente. Novas informações registradas pelos dummies ajudarão a reprojetar também dispositivos de retenção, de cintos de segurança a bolsas infláveis, além do próprio interior do carro.

RODA VIVA

MESMO pacote visual aplicado aqui também serve, agora, para a Peugeot fabricar na França outra versão do seu compacto da série 2. Estranho é o imbróglio de nomes. No Brasil se chama 207; na Argentina e México, 207 Compact; na Europa, 206+ (pronuncia-se 206 plus). Alguma coisa não funciona bem no marketing da empresa ao batizar carros...
DEPOIS da coreana Ssangyong, a sueca Saab também está em recuperação judicial (antiga concordata). Na história do automóvel, só a Studebaker conseguiu continuar operando, pagar as contas e se safar desse regime. Lado mais amargo da atual crise mundial levará ao provável desaparecimento de outras marcas e consolidação em grandes grupos.
RETOQUES na parte frontal, novas rodas, frisos e um motor 2-litros mais potente (140 cv/etanol) no Vectra demonstram que nessa faixa do mercado, com 14 concorrentes, tem-se de reagir logo. Desempenho, de fato, ficou melhor, alinhando-se aos principais rivais. A Chevrolet não caiu na tentação fácil de apresentá-lo como ano-modelo 2010.
UM DIA todos os carros terão o sistema de frenagem automática do Volvo XC60 para evitar ou minimizar pequenas batidas. Dispositivo funciona até 30 km/h e, de forma inteligente, permite pequenos desvios ao volante, sem entrar em ação desnecessariamente. Estilo desse crossover 4x4 é atraente. Desempenho do magnífico 6-cilindros em linha transversal turbo/285 cv equivale ao de um V8.
FIAT promoveu breve avaliação em pista de seu bugue elétrico FCC II. O carro-show, apresentado no último Salão do Automóvel em São Paulo, tem aceleração relativamente rápida, para os seus quase 1.000 kg de massa, graças ao torque de 23 kgf.m quase instantâneo. A fábrica de Betim (MG) investiu R$ 1,5 milhão nesse projeto estratégico de veículo de imagem.
O Médico Distraido
03/02/2009 - Ayrton Piquetoso
Dr. Alessandro Furtado é médico ginecologista na cidade de Lavras. Excelente profissional, é também conhecido pelos carros antigos que coleciona e por ser um sujeito extremamente distraído.

Outro dia ele chegou ao seu consultório e encontrou um casal de mineirinhos na recepção. Mandou que ambos entrassem em sua sala, pediu para a mulher tirar a roupa e passou a examiná-la.

Depois de um longo exame, disse ao sujeito que acompanhava a mulher:

- Meu amigo, você precisa tomar cuidado. Sua mulher está com uma infecção perigosa e ela pode passar isso para você.

O sujeito então respondeu:

- Tá louco, doutor?! Eu nem conheço essa mulher!!

- Ué, então por que o sr. está aqui na minha sala??

- Doutor, o sr. mandou eu entrar, então eu entrei...

AUTO FRASE: "O Ministério da Saúde adverte: ou você controla o V8, ou o V8 descontrola você." (internet)

QUIZTRANHO

1) Frase de Luca de Montezemolo sobre Lewis Hamilton só vencer o campeonato na última curva:

a) O Hamilton quase foi parar em uma clínica psiquiátrica b) Ele ficou tão maluco quanto o seu compatriota, o Mr. Bean c) Quase que ele se atira de McLaren e tudo no Canal da Mancha d) Ele quase entrou para a Igreja dos Pilotos Desesperados da Última Volta

2) Frase de Patrick Head, projetista da Williams:

a) Depois da telemetria, o piloto não pode mais contar mentiras b) Os pilotos mentiam como pinóquios. Aliá, o Prost, com aquele narizão, era o próprio Pinóquio c) Antes da telemetria, piloto contava mais mentira que a turma de Brasília d) Antes de telemetria, os pilotos pareciam George Bush justificando a guerra no Iraque

3) Frase de Ayrton Senna sobre o barulho dos carros da F1:

a) A Fórmula 1 é mais barulhenta que escola infantil b) A Fórmula 1 é um pé-de-ouvido de duas horas c) A Fórmula 1 é mais barulhenta que feira de camelô d) A Fórmula 1 é mais barulhenta e perigosa que leão fazendo amor

4) Frase de José Carlos Pacce para um mecânico:

a) Se o carro quebrar na próxima corrida, eu te mato b) Se o carro quebrar na próxima corrida, eu te mato, eu te pico, eu te jogo no penico c) Se o carro quebrar na próxima corrida, te atropelo e dou ré três vezes em cima de você d) Se o carro quebrar na próxima corrida, eu te obrigo a ouvir o Lula discursando durante uma semana

5) Em show que Gabriel, O Pensador fez em circuito da Indy, o narigudo Tony Kanaan cantou a música:

a) Super Fantástico, o Balão Mágico b) A melô da castração do gato, aquela que diz “eu tirei o pau do gato, tô tô...” c) Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça d) Sabão cracá, aquele que não deixa os cabelos do nariz enrolá

Respostas: 1a, 2a, 3b, 4a, 5c

O PILOTO RESPONDE: Piquetoso, o que você acha do Barrichello? (Marcílio Coelho, Rio de Janeiro). R: Não me simpatizo com ele. De chato já bastam a minha mulher e o cachorro do meu vizinho. Mande sua pergunta para ayrtonpiquetoso@oi.com.br

AUTO FRASE: "Vou pro inferno, mais vou de V8" (internet).

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REPERCUSSÃO EM TODO O MUNDO SOBRE A COLUNA:

Estados Unidos: “Hollywood pretende fazer filme sobre a vida de Ayrton Piquetoso. O difícil está em achar alguém tão belo quanto o piloto. Brad Pitt e Leonardo de Caprio já foram recusados para o papel” (manchete publicada no jornal americano Usa And Abusa Post)
Começar Certo
03/02/2009 - Fernando Calmon
O início, na cidade de São Paulo, do programa de inspeção ambiental comprova que a combinação de critérios técnicos e decisões políticas precisava ser muito bem ajustada. Infelizmente, isso não está ocorrendo. O município que registra a maior frota de veículos do País deveria se tornar um exemplo para outras metrópoles. No entanto, entre os vários erros, há efeitos de longo prazo como a dissociação entre as inspeções de emissões e de segurança. Os motoristas que pagam as contas correm o risco de ser obrigados, no futuro, a fazer dois controles separados com enorme desperdício de tempo e dinheiro.

Na realidade, o programa paulistano até que começou de forma correta, no ano passado, vistoriando veículos a diesel. Porém, houve equívocos e grande evasão que a prefeitura, convenientemente, deixou de revelar com clareza. Proprietários se queixam de prejuízos por inexperiência dos inspetores que insistiam nos testes, mesmo os motores dando sinais de debilidade mecânica. O correto seria continuar, por mais um ou dois anos, a fim de se ajustarem procedimentos, antes de ampliar o programa para automóveis e motocicletas.

Uma decisão política, totalmente equivocada, foi iniciar as vistorias agora em fevereiro pelos automóveis novos e seminovos. Nenhum argumento da Secretaria do Verde e Meio Ambiente se sustenta. Do ponto de vista educacional a medida é inócua porque antes da conscientização vem a capacidade financeira do dono do carro. Sem negar a importância de cuidar do ar que respiramos – não vai aqui nenhuma ironia –, há um dilema recorrente. Quem possui um automóvel de mais dez anos, por exemplo, vai gastar R$ 400,00 para colocar quatro pneus novos ou trocar o catalisador? Como convencê-lo sem nenhum apoio financeiro? Vai retirar o carro de circulação e leiloar como sucata?

Outra determinação inadmissível, que nenhum país do mundo civilizado tomou, foi obrigar carros com menos de três anos de uso a passar por inspeção ambiental. Situação bizarra: sistema antipoluição desenvolvido pelos fabricantes é certificado no mínimo por cinco anos ou 80.000 km. Automóveis emplacados em dezembro último, com placas de final 1, terão que ser vistoriados a partir de fevereiro! Sob ameaça de multa de mais R$ 500,00 e sem direito ao futuro licenciamento.

Em 2008, a prefeitura ordenou um programa de sensoriamento remoto de emissões no intuito de levantar o perfil poluente da frota paulistana. Os resultados existem, mas nunca foram divulgados. Obviamente porque os automóveis referidos cumpriam a legislação.

Existe suspeita de que se tomou a decisão esdrúxula com o objetivo de os donos dos veículos de maior poder aquisitivo “financiarem” a construção das estações de inspeção. A taxa será devolvida no primeiro ano. E nos outros? De qualquer forma é desperdício do dinheiro público à custa de incalculáveis aborrecimentos e perda de tempo dos motoristas.

Posição decepcionante mostrou a Anfavea que deveria ter se pronunciado, pelo menos em respeito aos clientes das fábricas. Quando questionada, limitou-se a comentar que “o importante é começar as inspeções”. Sem dúvida, mas o bom senso obriga que, antes de tudo, deva-se começar certo.

RODA VIVA

MOMENTO atual é de acenos entre grupos automobilísticos como partida de um processo de consolidação aparentemente irreversível. Investir em segurança e baixas emissões, sem grande encarecimento do produto e enfrentado a crise econômica, está na ordem do dia. Aliança BMW e PSA Peugeot Citroën tem tudo para dar certo. E pode nem demorar.
PREÇO de produção competitivo. A razão da FPT, subsidiária de motor e câmbio da Fiat, acelerar o desenvolvimento de uma versão de 1,8 L do motor de 1,6 L. Este, em breve, sairá das instalações adquiridas da Tritec, no Paraná. Como se trata de motor mais moderno que o de 1,84 L (do Linea), vindo da Argentina, terá aplicação em vários modelos da marca italiana.
FIT ficou maior, com estilo bem interessante e motor mais potente de 1,5 L/116 cv. Câmbio automático tira um pouco do brilhantismo do motor, apesar da resposta imediata do comando sequencial no volante. Estão no painel, comandos e instrumentos – tudo à vista e à mão – alguns dos pontos relevantes. Honda tem se destacado por interiores cada vez melhores.
NAVEGADOR XL, da holandesa TomTom, faz jus à fama. Resolução da tela larga (4,3 pol), rapidez ao recalcular rota e captação do sinal de satélites, além da fixação ao para-brisa, impressionam. Peca só por atualização dos mapas, tanto no Brasil como no exterior, como testado pela coluna. Para amenizar, podem-se partilhar correções no site da empresa.
ADIADO para 20 de março estreia de Gran Torino, dirigido e estrelado por Clint Eastwood. Filme imperdível, não apenas pela atração da história como pelo automóvel da Ford, parte essencial do roteiro. Rodado em Detroit, o drama espelha, em parte, as razões das dificuldades hoje vividas pelos chamados Três Grandes (GM, Ford e Chrysler).
Acidentes Famosos
03/02/2009 - Sandro Mendes Pereira
Outro dia eu estava no Guarujá e vi passar Osmar Santos, um dos principais locutores do Brasil no passado, que foi mais uma vítima do trânsito. Por ter perdido massa encefálica, hoje tem dificuldades para falar e andar. Sua imagem frágil me impressionou e me lembrei de outros acidentes famosos.

No dia 29 de abril de 1991, por volta das 7:30 da manhã, na BR 280, no Paraná, morreu o cantor e compositor Gonzaguinha. Seu Monza bateu de frente numa caminhonete que tentava cruzar a pista. O cantor morreu na hora.

Em 29 de março de 1993, morreu o cantor Jessé, de 41 anos. Ele perdeu o controle de seu Escort XR3 em Ourinhos, no interior de São Paulo. No mesmo acidente morreu o bebê de sua mulher, que estava grávida.

Em 12 de setembro de 1997, faleceu o também cantor João Paulo, que fazia dupla com Daniel, na rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. O BMW do cantor capotou várias vezes e pegou fogo. João Paulo ficou preso nas ferragens e foi carbonizado.

O trânsito mata aos milhares. Não poupa ninguém, nem mesmo os ricos e famosos. Juscelino Kubitschek morreu de acidente. Os jogadores de futebol Denner e Roberto Batata também. Os atores Grace Kelly e James Dean, mundialmente conhecidos, foram outras vítimas.

Segundo uma testemunha, pouco antes de morrer, James Dean soltou "um grito suave, a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus."

Assim são os carros, máquinas espetaculares e perigosas na mesma proporção. É preciso respeitá-los. Servem ao bem e ao mal, à vida e à morte.

Um abraço do Piloto X. Paz.
1° Liquida Motos Porto Alegre
03/02/2009 - Gisele Flores e Jaime Nazário
O Shopping Total será o cenário do primeiro feirão exclusivo para motos da capital gaúcha, o "1º Liquida Motos Porto Alegre", que acontecerá de 09 a 14 de fevereiro, durante o "Liquida Porto Alegre", a maior promoção de varejo do RS.

O 1º Liquida Motos Porto Alegre contará com a presença de 14 expositores de motos e acessórios e reforça cada vez mais a presença e a importância do setor no cotidiano, que cresceu quase 30% no último ano.

A idéia do 1º Liquida Motos Porto Alegre partiu de Gisele Flores e Jaime Nazário, editores da Revista Eletrônica Sobre Motos com o objetivo de oportunizar super ofertas em um só lugar. Segundo Jaime Nazário, “queremos fazer chegar ao público motociclista a possibilidade de, em um mesmo espaço, poder adquirir, motos, motos elétricas, mini motos, quadriciclos, capacetes, ponteiras e outros acessórios das marcas mais importantes do mercado, com condições de financiamento, consórcio ou seguro super especiais. Serão 14 expositores, sendo 8 de motos, 4 lojas de acessórios, além Finasa, patrocinadora master para financiamentos, e da Corp Seguros, patrocinadora premium, para a corretagem de seguros para motos. Será possível comprar motos e acessórios com descontos de 10% a 50%, com toda comodidade do Shopping Total, das 10 às 22h, com entrada franca".

A idéia dos feirões já é comum no mercado de carros, onde os consumidores já associam a palavra "feirão" a compras com descontos e facilidades. Na capital gaúcha, nunca havia sido realizado um "feirão" só de motos antes e, portanto, será a primeira vez que os consumidores de Porto Alegre e região metropolitana terão a oportunidade de adquirir motos e equipamentos com preços e condições realmente mais em conta.

Veja quem estará presente no 1º Liquida Motos Porto Alegre:

·AutoSul – Revenda Kazinski
·Corp Seguros – Corretora especializada em seguro de Motos
·Finasa – Financiamentos
·Força Z – Revenda Motor Z de motos elétricas
·Hypermoto – Loja de Acessórios
·IESA Motos – Revenda Dafra
·Impacto Motos – Loja de Acessórios e marca Kawazaki
·Motoryama -  Revenda Yamaha
·MS Racing – Escapamentos Esportivos
·My Motos – Mini Motos
·Ritmo Motos – Revenda Suzuki
·Trimotos – Revenda Traxx
·Valecross - Revenda Honda
·Equipe de Competição de Motovelocidade "Sobre Motos"

Exposição de Motos:

Durante o evento, o público também poderá ver motos de competição expostas como a "Dragon", uma Hayabusa, a moto mais veloz do mundo fabricada em série, personalizada e até tirar fotos com ela, além de poder conferir a "Borboleta", uma Twister de 250cc da única "pilota" do RS, Gisele Flores, que ficou em 6º no Campeonato Gaucho de Moto Velocidade, e a "Thundercat", a terceira moto da equipe, de 125 cilindradas.

O evento conta com o patrocínio master de Finasa, patrocínio premium da Corp Seguros e apoio da Joape para climatização e da Akro para estruturas de madeira.

Evento: 1º Liquida Motos Porto Alegre

O quê:  Feirão de motos e produtos para motociclistas reunindo 14 expositores
Quando:  09 a 14 de fevereiro de 2009
Onde: Shopping Total – Hall do 2º Andar – Cristovão Colombo – Porto Alegre – RS
Horário: 10 às 22h – de segunda a sábado

Entrada Franca.
 
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